Fault of Boys- Cage

1 Perfeito demais para alguém tão errado quanto eu


Notas iniciais
[Mesmo sendo uma série, essa história pode ser lida a parte e, ainda assim, ser entendida.] Playlist: ♥ Wicked games- Chris Isaak (Cover by Moushumi- The Voice) The world was on fire and No one could save me but you It's strange what desire make foolish people do I never dreamed that I'd meet somebody like you I never dreamed that I'd lose somebody like you No, I don't want to fall in love (This love is only gonna break your heart) No, I don't want to fall in love (This love is only gonna break your heart) With you

Eu tive o direito de reclamar da vida por muito tempo ao longo dos anos enquanto eu crescia. Mas não tenho do que reclamar agora. Minha vida era um sonho dos onze anos para cima. Mais de uma vez, eu fui chamada de muitos nomes enquanto crescia, alguns deles me taxaram, outros me rotulavam, outros eram uma realidade sobre mim, nenhum que eu goste de lembrar. Mas de uma coisa eu nunca fui chamada: ingênua. De onde eu venho as pessoas não são ingênuas, nem mesmo as crianças. E depois de sair de onde eu saí, você aprende a apreciar a liberdade de uma escolha.

Deixar o Texas foi uma decisão difícil de fazer, mas foi minha escolha. Escolhas eram coisas superestimadas para a maioria, mas pessoas como eu ficam felizes em ter as suas próprias, mesmo que sejam escolhas erradas.

Eu posso não ter feito as melhores escolhas, quando enfim tive a chance de escolher, mas eu certamente não me arrependo de nenhuma delas. Assim como não me arrependo da escolha que mudaria minha vida, pela segunda vez.

Cage Henley.

Eu sabia onde estava colocando meus pés, e cair é um dos inevitáveis riscos de se andar sobre o caminho estreito na beira de precipício.

Meu pai biológico costumava dizer que eu nasci para ser a ruina de muitos homens. Aos onze anos, eu achava idiota da parte dele me dizer isso. Mas as sábias palavras de um cafetão de bordel estão mais aptas a delimitar minha vida do que eu julguei capaz.

. ♥ .

É agradável o jeito como ele me trata. O descanso suave de um de seus braços em volta da minha cintura quando dá um gole no refrigerante que está tomando. É sábado à noite e estamos em um bar, mas ele não vai tomar um gole sequer de qualquer coisa que tenha álcool, porque, segundo ele, tem que garantir que eu volte em segurança para casa.

Eu gosto do jeito que ele cuida de mim. De como se preocupa.

Mark Henley é o menino de ouro de Jackson Falls. Todos os homens o respeitam; todos os meninos querem ser como ele; todas as mães rezam para suas filhas acharem um homem como ele; todas as filhas veem nele seu príncipe encantado; todas as senhoras desejam ter menos idade e mais chances.

Tudo nele é convidativo e confiável. Honesto. Eu facilmente entregaria o meu coração a ele, porque eu sei que ele nunca o quebraria.

Por que, então, eu me encontro dando mais atenção ao cara com chapéu de Cowboy e atitude arrogante, sentado no bar tomando sua boa cerveja barata?

Cerca de um terço do bar tem seus olhos sobre ele, o terço preenchido por mulheres em todas as idades. Mark pode ser o mais bonito dos dois, mas é para Cage que todas as meninas estão olhando essa noite. Parte do motivo para isso acontecer, é que todos conhecem a reputação imaculável de Mark Henley, e todas elas sabem que não há nenhuma maneira de corromper o bom menino. A outra parte – que para mim é a mais certa – tem a ver com atração. Não é que ‘bonito, bondoso e honesto’ do Mark seja uma junção terrível, mas ‘confiante, arrogante e sexy’ é o que realmente excita.

Mark era a escolha certa para mim no momento, mas eu desejava Cage. Embora ele estivesse me evitando. Suas palavras de dias atrás não ficavam fora da minha mente nem por um maldito segundo.

“Ah, preciosa. Não estou com raiva dele, estou com inveja. Ele tem algo que eu quero.”

E é por isso que quando Mark resolve jogar sinuca com alguns amigos, eu me afasto fazendo o caminho mais curto para Cage. Eu preciso saber se suas palavras tinham o significado que eu entendi. Porque se Cage me queria da forma como eu o queria, eu precisava saber.

— Parece que loira a sua esquerda está realmente se esforçando. — Digo quando me aproximo do seu banco de bar. A loira com peitos falsos usa uma camiseta que faz pouca coisa para manter suas grandes mamas cobertas à decência. Não que eu acho que ela se importe, tudo que ela quer no momento é a atenção do cara sentado ao meu lado. Isso e suas lendárias habilidades para o sexo.

— Eu estou tentando ignora-la. — Responde antes de tomar outro gole da cerveja.

Eu rio debochadamente. — Não é boa o suficiente para passar a noite?

— Quem? Kara? Provavelmente em qualquer outro dia ela serviria.

— E por que não no dia de hoje?

— Porque não é a porra do que eu quero.

— E o que você quer, Cage?

— Você não quer realmente que eu responda a essa pergunta, preciosa.

É o que eu mais desejo neste momento...

— Onde está o menino de ouro? Porque não tem sua bunda bonita colada nele? — Questiona com a mandíbula cerrada e um tom de contragosto.

— Jogando sinuca. — Cuspo minha resposta com nojo. — Não posso entender como as pessoas gostam disso.

— Sinuca pode ser bem divertida, se jogada com a pessoa certa. — Me garante com uma voz provocante.

— Sim? Como seria a pessoa certa?

— Bem, se fosse eu lá, me certificaria de que você adorasse cada segundo de merda. — Sua voz rouca deixa todo o meu corpo em estado de alerta, e seu tom de provocação arrepia todos os meus sentidos.

— E como você faria isso? — Pergunto sem fôlego.

Ele ri, e sua risada promete todas as coisas maravilhosas que eu tenho certeza de que ele pode fazer. — Primeiro, eu te ensinaria como segurar no taco e bater na bola, curvando-a sobre a mesa e passando meus braços ao seu redor. Sua bunda bonita iria ficar pressionada no melhor lugar em mim.

Eu engulo, com a garganta de repente seca. Parece que todo meu liquido corporal desceu para a região entre as minhas pernas. — Hum, Cage? — Digo sem folego. — Quão bêbado você está?

— Não bêbado o suficiente, preciosa. — Ele responde olhando alguma coisa por cima do meu ombro. — Parece que o senhor perfeito sentiu sua falta.

Eu olho para trás a tempo de ver Mark se aproximar de mim.

— Hey, baby, — Ele me diz quando chega até mim. — sinto muito por deixa-la, mas Derek estava precisando ter sua bunda chutada por um profissional. — Seu sorriso é extasiante em seu rosto. Eu posso ver sua animação a um quilometro e meio de distância, então por que eu não posso sentir-me assim também?

— Está tudo bem. — Respondo forçando um sorriso na minha cara. Mark é um cara legal, lembro-me mentalmente, é por isso que você aceitou sair com ele.

— Vou pegar algo para beber. Quer outro refrigerante? — Pergunta para mim, sem perder seu grande sorriso nem por um minuto.

Na verdade, eu queria uma grande dose de tequila, mas ele não me ofereceu isso, de forma que eu respondo um educado: — Não, eu estou bem.

— Certo, já volto. — Ele diz, e então se afasta mais para o centro do balcão, onde o barman está.

Cage solta uma risada ao meu lado — Estou decepcionado garota do Texas, seu veneno da noite é Coca-Cola?

Eu dou de ombros. — Mark não está bebendo, então parece que sim.

— Inacreditável! — Gargalha.

— Não seja tão mal Cage, algumas pessoas gostam de ser cuidadosas. — Repreendo.

— Não pessoas como eu e você, preciosa.

Ele está certo. Eu não me importaria em estar bebendo uma dose ou três. Era o que eu faria normalmente. Meu irmão e minha melhor amiga me ridicularizariam se me vissme tomando Coca-Cola pura em um sábado à noite no bar. Na verdade, eu até posso visualizar a cara de chocado do Ian se visse isso, e Dallas teria um ataque de risos.

Cage dá um último gole em sua cerveja antes de bater a garrafa sobre o balcão — Eu vou indo, preciosa, não estou no clima para ver as demonstrações públicas de afeto entre vocês dois. — Ele inclina o chapéu preto que está usando quando passa por mim. — Até mais.

— Hei, Cage? — Chamo quando ele se vira para sair. — O que você faria depois? — Não posso deixar de perguntar.

— Depois de quê? — Pergunta confuso.

— De me curvar sobre a mesa de sinuca... — digo baixinho.

Ele me oferece um sorriso torto quando responde — Eu te mostraria quão bom eu posso ser. — Não acho que ele esteja falando do jogo, por algum motivo, seja o sorriso em seu rosto ou o tom em sua voz, faz isso soar como uma promessa. Essa frase atinge diretamente o meu núcleo, e eu me encontro querendo que ele cumpra todas as promessas sujas que eu vejo no fundo dos seus olhos. Diante a minha falta de palavras, ele coloca um sorriso satisfeito no rosto, sabendo que ele conseguiu me atingir, e pisca para mim quando diz: — Divirta-se com o menino de ouro. — Antes de caminhar diretamente para fora do bar.

Eu ainda estou olhando a para a porta por onde Cage saiu quando Mark volta. Ele mais uma vez coloca o braço em volta da minha cintura e inicia um diálogo confortável. Até demais, eu diria.

Mark é o cara perfeito. Ele cuidaria de mim, me protegeria, me daria carinho e atenção. Além de um real compromisso. E isso faz dele um ideal muito alto, mesmo com ele do meu lado. Eu não sou a garota que foi criada para estar no braço de um homem como Mark Henley.

Aos onze anos eu já tinha vivido mais que muita gente velha, e não há como esquecer o passado. Por algum motivo um Mark Henley nunca foi algo que eu via como possibilidade na minha vida. Esse cara poderia me dar a vida com a qual eu sempre só pude sonhar, mas ele não pode me dar o fogo. A chama que faz de mim viva. Porque? Porque ele não me atrai, como Cage faz?

Tenho certeza que o problema não é nele, e sim comigo.

Mark Henley é perfeito demais para alguém como eu. Constato.

. ♥ .

FAULT BOYS- EPISÓDIO 1- ASHER.

Sargento Asher Henley volta para casa depois de dois anos em missão, e vai direto para a casa de sua namorada de longa data, Nox Nial. Só que ao contrário da recepção calorosa, que ele esperava encontrar nos braços de sua mulher, Nox corre dele como o diabo corre da cruz. E corre direto para os braços do seu melhor amigo, seu irmão, Bray.
Há um ano e meio Nox acredita que o amor da sua vida está morto, e a exatos três meses ela vem dando uma chance ao cara que foi seu pilar de sustentação quando Asher se foi. O que ela não esperava é que Asher retornaria. Vivo, inteiro, e ainda mais bonito do que podia se lembrar, justo quando ela já tinha começado a aceitar sua partida.

Notas finais
Bem-vindo :) Por favor, diga-me o que achou!