Fateful Chronicles
2 Ato 2 - Welcome to the Family
CCapitulo 2 – Welcome to the Family
–CACETE!
Falcon recarregava a sua pistola, enquanto Kirk e Drake ficavam boquiabertos.
–Você nem mirou praticamente! E acertou todos os alvos exatamente no centro!
–Isso foi relativamente fácil. O campo de tiro daqui é muito pequeno.
Drake contou a distância no “olhômetro”. Se tinha uns 50 metros de distância dos alvos até ali, era pouco. Fora que era um campo de treinamento para rifles de longa distância, e ele estava usando uma pistola.
–Bom, entende agora como funciona o Dio, Drake? É a mesma coisa aqui. Concentre-se em ter a sua espada e ela virá. A principio é meio difícil, mas uns dias de treino resolvem isso.
Drake fechou os olhos e fingiu segurar uma empunhadura de espada.
–Parece que você ta se cagando!
–Quieto Kirk, deixe-o se concentrar. Não faça força física, Drake, puxe lá do fundo da sua alma.
–Não dá, senhor Tenente. Eu sinto a sinto, mas ela não vem.
–Fique tranqüilo, logo logo você vai conseguir. Kirk, você é um mago, não é? Porque não o ajuda a concentrar o dio?
–Hey, eu só sou colega de trabalho dele, não somos amicíssimos. Hey, a General não disse que queria a gente lá daqui a duas horas para apresentar a gente ao resto das Forças Especiais?
–Muito bem lembrado. Vamos correr, a sala da F.E.T. fica do outro lado do quartel.
Drake tentou mais uma vez materializar a sua espada, mas em vão. Quando viu que os dois já estavam a uma certa distância dele, foi correndo alcançá-los.
Eles haviam subido algumas torres no que parecia ser o setor leste, quando chegaram em frente a uma enorme mansão.
–É aqui onde todos nós moramos, a central 13. É também o local de trabalho da senhora General e do senhor Marechal.
–Mansões...
Falcon percebeu que Kirk tinha mudado completamente de expressão. Ele já ouvira falar da família dele, os VonHammet. Era uma rica família de Nix que tinha ligações diretas com a igreja e o clero. Mas, por algum motivo, que não saiu de Nix, a família ruiu, sobrando só um herdeiro. A mansão devia lembrar sua antiga casa, por isso Falcon decidiu ficar quieto.
–Senhor Tenente, é obrigatório morar aqui?
–Sim. Podemos precisar de vocês a qualquer minuto, então morando todos juntos e já no quartel general é uma mão na roda.
–Mas senhor, eu tenho irmãs jovens para cuidar!
–Bom, não sou eu o chefe da F.E.T., então você tem que ver isso com a senhora General.
Drake já estava ficando preocupado. Falcon abriu as enormes portas frontais e os levou até o segundo andar, onde já na frente das escadas tinha mais uma porta, tão grande quando a primeira. Ao abrir, se depararam com uma enorme sala. Kirk assobiou.
–Dá pra fazer um mosh pit aqui e sobra espaço ainda...
A sala era completamente revestida com prateleiras cheias de livros e vários quadros de antigos marechais. Ao fim da sala, no centro, tinha uma enorme escrivaninha, onde o Marechal Kilmister estava sentado com uma taça de vinho. Dos lados, uns de pé e outros sentados em sofás ali próximos, estavam algumas pessoas. Quando Drake tentou identificar algum deles, o Marechal interrompeu com um pigarro forte. Ele apagou o charuto e encheu a taça com mais vinho.
–Olha, se não são os nossos novos miguxinhos! Hey, não se acanhem, sentem-se!
O Marechal abriu os braços, indicando as cadeiras a sua frente a eles. Drake estava nervoso com aquela gente toda olhando, mas Kirk parecia achar graça da situação. Quando se sentaram, o Marechal deu uma boa olhada neles. De perto, o Marechal parecia um vagabundo para Drake. Camisa regata branco, sobretudo amarrotado e todo remendado preto, óculos escuros de armação grossa, cabelos loiros compridos, amarrados em um rabo de cavalo, que pareciam não receber uma boa chuveirada há dias, cobertos por um chapéu semelhante ao de Kirk, mas com uma ponta reta, e um sorriso estranhamente branco. Estranho porque era a única coisa que parecia limpa nele. Os dedos eram todos enfaixados e ele fedia forte a cerveja e charutos. A única vestimenta própria do exercito que ele usava era a calça, camuflada e verde, e um par de coturnos bastante surrados.
–Bela guitarra, jovem! É uma Mustang original, não é?
Kirk a apertou um pouco no colo.
–Original da Les Paul, sim. Tenho ela desde os meus 5 anos. Consegui de um cara famoso num show.
–E você deve ser aquele que descobriu sua habilidade no meio do teste. Pela análise rápida que a Piper fez em você, você tem bastante potencial, guri. Não precisa ficar nervoso, é só uma reuniãozinha entre colegas de trabalho.
Drake engoliu em seco e fez que sim com a cabeça.
–Muito bem, antes de tudo, quero lhes dar os meus parabéns por terem entrado nas Forças Especiais. É um lugar onde poucos pisaram, mas só os verdadeiramente brilhantes se sucederam! Bom, começando pelas coisas boas, entrando para a F.E.T. vocês automaticamente se tornam Majores. Ou seja, vocês recebem quase 5 vezes o salário de um soldado raso. Isso deve ser ótimo para você, não é senhor Halen?
Drake se assutou. Como ele sabia da situação financeira dele?
–Relaxe. Eu fui um dos investigadores do caso do assassinato. E, nosso amigo aqui reuniu informações o suficiente nesse meio tempo.
O Marechal apontou com a cabeça para um cara... Aquilo realmente era uma pessoa? Ele estava de pé, escondido nas sombras das cortinas da enorme janela. Ele estava vestindo uma roupa preta, tipo a de um ninja, mas os antebraços eram excessivamente grandes. Eles deviam ter uns 30 cm. de largura. A única coisa visível do corpo dele eram os olhos: olhos totalmente brancos e assustadores.
–Este é Kimihiro Shisui. Nosso chefe do sistema de inteligência. Graças a ele, sabemos da maioria das coisas que acontecem no reino. Não se preocupe, ele parece um cara mau, mas só gosta de enfiar criminosos em espinhos de ferro.
–Fique tranqüilo. Você é uma boa pessoa. Mas eu sempre estarei lhe acompanhando de perto.
Kirk deu um oi pra ele e Drake um sorriso medroso.
–Seu nome é antigo – disse Kirk – Se fala primeiro o sobrenome e depois o nome, certo?
–Sim. Meu clã é um dos poucos que continua tradicional, então continuamo-nos nos chamando assim.
–Eu e Shisui somos uns dos poucos membros de clãs vivos. A maioria se dissolveu e viraram famílias comuns. Muito bem, nós já oferecemos segurança para suas irmãs, elas irão ficar bem. Elas até apoiaram que você ficasse aqui.
–Me sinto menos pesado agora.
–Isso é ótimo. E, parece que já discutimos parcialmente o tópico da moradia. Vocês tem acesso completo a todos os setores do quartel, então se quiserem fazer uma boquinha ou um pouco de exercícios, fiquem a vontade!
Kirk abriu o seu enorme sorriso de novo.
–Comida de graça, yea!
–Você é bem magro, guri. Tem que comer um pouco da comida da nossa assistente, você vai ficar maravilhado com as delicias que ela faz.
Uma garota da idade deles, com um vestido comprido de empregada, se encurvou em saudação a eles. Ela tinha os cabelos marrons muito lisos.
–Alice Victoria Valentine, encantada.
Kirk deu um aceno de mãos, mas Drake ficou imóvel, encarando a empregada com um rosto embasbacado.
–Você não tem patente não?
–Ah, não sou do exercito. Sou só a empregada da senhorita Piper, mas acabo fazendo os afazeres domésticos da mansão e a comida do Quartel.
–Legal.
Drake continuava mudo.
–Ótimo. Apesar de ela não ser do corpo docente do exercito, ela é uma freelancer da F.E.T., ou seja, quando necessário ela nos empresta sua força. Ela pode ser só uma empregada, mas já me venceu muitas vezes na queda de braço. Bom, neste quartel só temos estes colegas. Mas, nos outros quartéis temos outros integrantes da F.E.T., mas eles estão ocupados no momento. Fora eles, nós temos nossa antiga capitã da F.E.T., Phoenix Justice, mas ela saiu em viajem por motivos pessoais, e há uns meses não volta então...
Um barulho de vidro quebrando. Quando olharam para o ponto de onde o som veio, Falcon estava segurando alguns cacos de vidro, e aos seus pés estava o resto da taça, junto com uma poça de vinho derramado. Ele havia esmagado a taça com as próprias mãos, e elas não eram nada frágeis. Alice foi correndo até ele com um pano na mão.
–Ai meu deus, senhor Falcon, tome mais cuidado com essas taças! Você pode acabar se machucando.
Kirk se virou para o Marechal Ace.
–Falcon tem uma irmã?
–Imagine um Falcon de cabelo comprido e duas Chiquinha, e mais um belo par de peitos.
Quando Kirk e Ace riram, a General Piper bateu no Marechal com uma enorme metralhadora rotatória.
–Eu já disse que é para parar com essa piada. Principalmente agora que Falcon está abalado com o desaparecimento da irmã.
–Eu não estou abalado. Só preocupado...
Ele parecia fazer força para não chorar.
–Bom, vamos deixar o assunto ruim pra lá. – Ace tirou o chapéu e começou a rodá-lo no dedo indicador.- Agora, vamos começar a parte interessante. Aqui na F.E.T., nós realizamos missões que soldados comuns não podem realizar. Matar monstros na fronteira do reino com o grande deserto, por exemplo. Mas, para mantermos nossa segurança nesse mundo maravilhoso, mágico e lindo, nós efetuamos trabalho em duplas. Falcon e Piper são uma das duplas, por exemplo. Como estamos num número par, só sobraram vocês para ficarem juntos. Não precisam se preocupar, em suas primeiras missões o Falcon vai acompanhar vocês para ajudá-los.
–Eu não vou montar dupla com um crente!
–Como você sabe que sou crente?
–Você tem um crucifixo como pingente.
–Tá, eu só podia ter achado o pingente bonito.
–Sei.
–Hey, parem de brigas! – Interrompeu o Marechal – Não vão deixar um assunto assim atrapalhar o trabalho, certo?
–Desde que ele não fique pregando a palavra a cada segundo, por mim ta beleza.
–Ai Deus, ajuda essa pobre alma.
–Aff...
–Eieiei, vamos esquecer isso, ok? Alice vai levá-los até os portões do quartel, lá irá ter um carro esperando vocês para irem buscar as suas coisas.
–Eu não tenho casa. Sou um andarilho. Só tenho essas roupas e a minha guitarra.
–Ótimo! Então, Piper, leve-o até o quarto novo dele, Alice, leve-o até o carro. Suas irmãs já devem ter preparado suas coisas.
–Certo! – Exclamaram os dois. O Marechal suspirou e bateu o pé no chão. Sua voz de repente ficou séria, mas ele continuava com o sorriso no rosto, como se só estivesse tentando assustá-los.
–Eu sou seu Marechal agora. E como é que se trata seus superiores no exercito mesmo?
–SIM SENHOR! – Os dois disseram, no exato momento.
–Agora está ótimo. Podem ir. E bem vindos á família!
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