Fate Can't Wait
1 Capítulo 1 - A Ligação
Notas iniciais
Dean não aguentava mais. Fazia duas ou três semanas, ele não sabia dizer, faz tempo que o tempo não era importante para ele. Agora o tempo desmoronara por completo. O que ele não faria para salvar seu irmão? Aliás, Dean não devia se sentir tão triste, Cas o havia feito sofrer tantas vezes que ele já deveria ter se acostumado a manter distância dele.
Mas desta vez, Castiel não era mais Castiel, o Anjo do Senhor, e sim Cas, o GRANDE amigo dele. Sem a Graça, ele era um humano comum. Sem a inocência ao extremo, com mais sentimentos, e April se deu bem com ele. Diferente de Dean a mais de seis anos atrás. Aquela noite.
Eu o empurrei para fora, e fechei a porta atrás de mim, rindo, como a um bom tempo eu não fazia. E a muito depois Dean não o fez, também. Eu não pude segurar, e era tão bom. Eu dobrei minha barriga e apoiei minhas mãos nos joelhos, e ele se dobrou tentando entender o por quê eu ria.
“O que é tão engraçado?” ele pergunta, quando voltamos a posição ereta.
Eu dou mais uma risada, e encosto mina mão nas costas dele e digo “Nada. Faz muito tempo que eu não ria tanto.” E voltamos para meu bebê. “Faz mais que ‘muito tempo’! Anos.” E foi ai que uma tristeza me abateu.
Nós entramos no carro. E eu ainda estava disposto a manter minha palavra. “Há duas coisas que tenho certeza. Um: Bert e Ernie são gays! Dois: Você não vai morrer virgem. Não comigo por perto.”
Um celular começa a tocar tirando Dean do devaneio de quando Castiel o fazia feliz, como ele o fez a poucas semanas. Dean atende o celular e escuta aquela voz quase sem emoção.
“Olá, Dean! Eu preciso de ajuda.”
Após tantas perguntas sem respostas, eu o entreguei um celular com meu número de discagem rápida, e todo o dinheiro que eu tinha no bolso.
“Se você precisar de qualquer coisa. Qualquer coisa, Cas, é só ligar na discagem rápida, que a primeira coisa que farei será ir correndo ajudar.”
“Mas, eu quero ficar.”
“Não deixe isso mais difícil, Cas! Eu quero que você vá tanto quanto você, mas é preciso que você vá. Não por muito tempo, e quando tudo estiver acabado, eu prometo que lhe explicarei tudo”
“Cas?” Dean responde. “O que aconteceu?”
“Onde eu estou. Eu acho que tem um caso para você.”
“Onde você está?”
“Athens, Ohio”
Houve uma pausa entre os dois.
“Cas? Ainda esta aí?”
“Estou”
“Então me diga qual o caso?”
“Você não deveria vir aqui correndo, em primeiro lugar?”
“Estou me arrumando. Mas preciso saber o que esta acontecendo!”
“Ah!” Dean podia imaginar a cara que Cas fazia sempre que ele entendia algo já óbvio. “Pessoas desaparecendo perto do Rio Hocking”
“Você sabe que pode ser um sequestrador humano, certo?”
“Eu estava indo para casa, do trabalho, quando...”
“Pera, pera, pera! Trabalho?”
“... Sim... Quando eu vi uma luz por perto e um homem gritando. Quando eu fui investigar, não achei ninguém.”
“Luz?”
“Sim. Podem ser anjos.”
“Estou indo, imediatamente, Cas.”
“Obrigado, Dean.”
Dean ainda teve um momento antes de terminar a ligação.
A porta do quarto de Dean se abriu.
“Hey, Dean! Tudo bem com você?” Sam chama por Dean.
“Sim.” Dean responde, com sua falha tentativa de esconder algo para Sam, que ele tinha certeza que Sam nem desconfiava de nada, mesmo com a cara de interrogação que ficava na cara do irmão caçula por alguns segundos.
“Eu ouvi vozes...?”
“Eu... Ah... Tenho um caso.”
“Certo, aonde vamos?”
“EU tenho um caso.”
“Como assim?”
“Bem... Abdução... Fadas... Você quase não sobreviveu com as últimas.”
“Muito menos você. E eu não tinha alma.”
“E quem vai garantir que o Kevin não fuja dessa vez?”
Com esse comentário Sam não pode argumentar.
“Tudo bem, Dean. Mas depois você vai me dizer quem é esse Benny 2.0”
“Ninguém, ok? Só um caçador qualquer.”
“Garth?”
Dean quase diz que não, mas pensa melhor e responde afirmativamente.
“É! O próprio.”
Dean pegou uma torta, que ele havia comprado mais cedo, e ainda não tivera tempo para comer, e foi para o Impala para dirigir até Athens, Ohio.
Quando Dean deu uma pausa para comer a torta, ele tirou a tampa, e descobriu que nem as migalhas estavam ali, e ele quase disse para si mesmo “KEVIN!”, pois nos últimos dias o jovem profeta havia comido todas as tortas que Dean havia comprado. Já fazia mais de nove anos que sempre que Dean chegava perto de saborear uma torta, algo o impedia de saborear a comida.
Dean parou na lanchonete mais próxima e comprou um hambúrguer, e voltou para a estrada, para parar somente no destino final.
Notas finais
Deixem comentários, bons ou ruins, please. Digam no que eu posso ir melhorando, durante o a continuação da fic.
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