Fate Can't Wait
2 Capítulo 2 - Preocupações
Notas iniciais
Castiel estava no meio do turno, atrás do balcão da lojinha, quando viu o carro preto se aproximar e parar no posto, em frente à lojinha. Um homem saiu do carro, com uma jaqueta azul escura, cabelos castanhos claros e curtos, para abastecer o tanque. Cas não pode evitar o sorriso ao avistar Dean de costas.
Cas ia dar um passo para frente, mas lembrou-se que não podia sair detrás do balcão até o fim do turno, que era ao anoitecer, então ele esperou que Dean fosse entrar na lojinha. Após alguns minutos, com o tanque cheio, Dean deu uma olhada de relance para a lojinha, mas não queria nada lá dentro, então ele entrou no carro. Ligou o carro, e ouviu um celular tocar.
Ele começou a sair do posto enquanto atendia ao telefone.
“Olá, Dean!” a voz de Castiel veio do outro lado da linha.
“Cas? Você está bem?” Dean se preocupou com a ligação repentina.
“Estou.”
“Então porque ligou?”
“Você acabou de passar por mim.”
“O que? Onde?”
“Na lojinha do posto.”
Dean ficou confuso, e, de ré, foi voltando aos poucos para o posto de gasolina.
“Por que você não foi falar comigo?” Cas escutou indignação na voz de Dean.
“Bem... Eu estou no meu turno. Não posso sair detrás do balcão.”
O motorista não sabia o que responder a isso, portanto respirou fundo para não falar nada precipitadamente rude ao ex-anjo, lembrando-se de tantos outros momentos como esse, que, definitivamente, não são o lado bom de ter um anjo-extra-inocênte como amigo.
“Tudo bem, Cas. Estou indo para aí.”
Quando Dean desligou o telefone, Cas sentiu um sorriso em seu rosto, e ainda não estava acostumado a fazer isso com a cara, mas seu sorriso ficou ainda maior quando a porta da loja se abriu, e viu Dean, cuja raiva havia passando assim que abriu a porta. Os dois se encararam até que Dean falou.
“Sério, Cas? Era só vir até a porta e me chamar.”
“Mas eu tenho que ficar atrás do balcão.”
Dean finalmente desiste de convencer o anjo.
“Dean?” o anjo chamou.
“Sim?”
“Já posso voltar para o bunker?”
Tristeza passou pelos olhos de Dean repentinamente. Ele sentiu triste por ter expulsado o amigo, assim, sem explicações.
“Não, Cas. Ainda está complicado, lá.”
Ambos abaixaram a cabeça, e Cas sabia que não deveria pressionar mais.
“Fala, onde você viu a luz?”
Castiel olhou pela janela da loja e apontou na direção da cidade.
“Há alguns quilômetros nesta direção, perto da ponte.”
“Na verdade, eu estava esperando você vir comigo, me mostrando o caminho.”
“Dean... Eu não posso...”.
“‘... Sair detrás do balcão’, eu sei.”
Então eles ficaram na lojinha por umas duas horas, e poucos clientes entraram e saíram. Dean perguntando o que Cas havia feito por esse tempo, e Cas perguntando o que Dean havia feito esse tempo.
“Sério que tem gente que trabalha nisso o dia todo?” um Dean frustrado fala, quando o relógio de Cas da o sinal que é hora de fechar a lojinha.
Após andarem entre as árvores ao redor da cidade, o sol já se punha há meia hora, e Cas parou, com a mão na barriga de Dean, para fazê-lo parar também.
“É aqui!”
Eles olharam em volta antes de seguirem para a árvore que Cas vira a luz. Como ele já havia dito, não tinha nada ali.
“Eu não sinto qualquer atividade de anjos. Nem ontem na hora.”
Dean olhou em volta, e achou uma gota de sangue em uma raiz exposta da árvore.
“Nem um rastro ou pegada.”
“Isso significa que pode ser quantas criaturas?”
“Se não fosse pela luz, wendigo, metamorfos, vampiros, djins... A luz... ela vinha de cima?”
“No começo eu não pude ver, mas no final podia se dizer que sim.”
“Maravilha” Dean sussurra. Neste ponto, uma gota de sangue cai no ombro de Dean. Ele olha para cima “Maravilha.” Ele sussurra outra vez.
Um homem com a pele cinza de sujeira, cabelo longo e emaranhado. Ele abre a boca e presas sem de suas gengivas. Rapidamente, Dean levanta a arma, mas o vampiro pula dos galhos da árvore antes que o tiro fosse dado.
“DEAN!” Cas grita empurrando Dean, para ele não ser acertado pelas garras do vampiro, se ferindo no ombro.
Os três rolaram no chão, tentando se sobressaírem um sobre o outro, até que Dean prendeu o vampiro pelo pescoço, e Cas pôde tirar a sua faca do sobretudo. Antes que pudessem matar o vampiro, ele jogou Dean sobre o Cas, e correu para mais fundo no bosque.
Castiel se levantou e logo depois ajudou Dean e eles correram na direção que o vampiro havia ido. Dean ainda podia ver o vampiro pulando em uma árvore, quando viu uma sombra de um homem barbado ao seu lado, mas quando foi olhar direito viu que era ninguém. Cas continuou correndo até perder o vampiro entre os galhos das árvores.
“Maldição!” Dean pragueja ao vento.
“E agora, Dean?”
“Vamos para onde você está morando. Amanhã seguimos nessa direção, preparados para um ninho.”
“Er... Eu não acho uma boa ideia, Dean.”
“Por que não?”
“Bem... Onde eu moro tem muita... Gente.”
“E daí?”
Cas desiste, indo em direção ao Impala, e eles seguiram pelas árvores sem se olharem. Quando eles chegaram onde o carro estava, eles voltaram a se encarar, e entraram no carro.
“Logo será hora para chamar Rafael, Dean.” Cas me disse assim que começo a dirigir.
“Precisamos pegar o óleo, antes de voltarmos ao hospital.”
“Certo.”
Nós seguimos em silêncio por um tempo.
“Cas?”
“Sim, Dean?”
“Nem uma anja?”
“O que?”
“Você sabe.” Eu olhei para ele, e vi que ele estava sério. Mas ele sempre está sério. “Nunca se deitou com ninguém?”
Ele ficou em silêncio.
Ainda considerava se iria fazer o que eu pensava. Só havia tido uma experiência desse tipo, havia quase um ano, e não fora tão agradável. Talvez se não tivesse o chicote, teria sido melhor aquela hora com o Chefe.
“Dean?”
“Sim?”
“Como é?”
“Como é o que?”
“Ter relações sexuais com outra pessoa.”
Eu pensei por um tempo pensando, mas não tive resposta.
“Bem... Hum... É bom... É difícil, dizer.”
“Mostre-me.”
“Agora?”
Nós nos encaramos. E então Cas se jogou em cima da minha cara, me beijando. No primeiro segundo eu me assustei, mas logo retribuí o beijo. Quanto tempo eu queria ter coragem para fazer isso!
De repente, vem uma luz à frente e eu jogo o carro para o lado, saindo da contramão, e então piso no freio.
“É aqui” Cas fala, e Dean para o carro. Dean encara o edifício decadente. Tinha dois andares, e um sótão.
“Esse lugar está caindo aos pedaços!” Dean exclama, encarando as falhas na pintura, as janelas empoeiradas, a luz do jardim quebrada.
“Da para viver, e tem ótimas pessoas morando na pensão.”
“Defina ‘viver’!” sussurrou Dean, sarcasticamente.
“Ato ou efeito de estar vivo. Permanecer...”
“Cas!” e ele parou de falar.
Os dois saíram do carro, e entraram na pensão. Cas levou Dean ao quarto que eles dividiriam, e Dean pensou “pelo menos uma cama deve ter”. Quando Cas abriu a porta, Dean fez a pior careta possível.
“Este é o seu quarto?”
“Nosso, por enquanto.”
Havia pouca coisa no quarto, apenas uma cama, uma mesinha de cabeceira e um pequeno guarda-roupa. Poeira enchia os cantos do chão, e as paredes foram pintadas com várias escritas enoquianas, protegendo da vista de anjos, ou que um com a graça entrasse.
“Onde está a segunda cama?”
“Da para dormirmos na cama.”
“Eu fico no chão.”
“Não. Você é convidado, eu fico no chão. E você viajou por dois dias, sem descanso.” Cas fala, apesar da tristeza por não dividir a cama com Dean.
Dean encara o amigo, e então ele pula na cama.
“Então, boa noite, Cas.”
“Boa noite, Dean.” E Cas vai para um cantinho no chão.
Após alguns minutos, Dean reparou que Cas não era mais um anjo, pois ele tremia muito no chão de costas, e o Winchester sentiu pena dele como nunca sentiu de outra pessoa antes.
“Cas?”
“Hum?”
“Quer vir para a cama?”
Cas se vira e olha para Dean com uma cara feliz, e sobe na cama, espremendo Dean contra a parede, o que fez Dean se sentir um pouco arrependido. Alguns minutos depois, um celular começa a vibrar.
“Você não vai atender?” pergunta Cas.
“Vai dormir, por favor.” Cas deu as costas para Dean, que o incomodou, mas logo, ambos fecharam os olhos e dormiram.
~~~*~~~
Havia dois dias que Dean saíra, não ligou nem ao menos uma vez. Sam já estava preocupado, e se assustou com os gritos de Kevin, quando entrou no bunker com as compras.
“O que foi Kevin?”
“Eu acho que descobri!”
“Como trancar o céu?”
“Não... Mas eu achei a parte que fala como jogar os anjos no Céu e manter os receptáculos. Como um exorcismo, só que angelical.”
“Mas o Céu está trancado.”
“Aqui diz que eles voltam para o Céu em qualquer circunstancia. Espero que não seja pegadinha de Metatron.”
Ezekiel se animou com a notícia, e quase tomou controle de Sam, que teve uma dor de cabeça momentânea. Ele pôs a mão na testa, e franziu o cenho.
“O que foi? Algo de errado?” Kevin perguntou.
“Nada de mais. Foi só uma pequena dor de cabeça. Mas, como é o exorcismo de anjos?”
“Ainda tenho que ver melhor essa parte. É difícil traduzir enoquiano para português. Imagine para latim.”
“Vou ligar para o Dean, e avisar que estamos no caminho.”
Sam foi para a cozinha guardar a os legumes, frutas e a torta, enquanto ligava para Dean. Ele ficou esperando que o celular fosse atendido, mas nada. Logo ele tentou outro número de Dean. Até que ele esgotou todos os números dele, enquanto intercalava entre a cozinha e a sala, onde estava Kevin, ficando tanto agoniado quanto Sam.
“Ah! Espero que ele esteja com Garth!” Sam disse, e pensou melhor nisso. “Isso não soou como eu planejava.”
Kevin ficou na expectativa enquanto o celular não foi atendido, que foi tempo para Sam quase desistir as ligações.
“Alô, quem é?” uma voz sonolenta fala do outro lado da linha.
“Garth? Tudo bem com você? O Dean está aí?” Sam dispara sem respirar.
“Whoa! Calma, aí, Sam! O Dean não está aqui, não. Ele não deveria estar ai com você?”
“Ele deveria. Mas faz dois dias, ele disse que você o chamou para um caso com fadas.”
“Sam... Ele te enrolou!”
“Garth... Não piore as coisas.”
“Idiota!” Sam o ouviu falando baixo, pelo telefone.
“E ele não atende nenhum dos telefones.”
“Tudo bem, vou ligar para outros caçadores, e ver se alguém tem o rastro dele.”
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