Fate

8 Cap 8 - Amigável


/Reich/

Me sentia estranhamente confortável perto daquele homem, como se o conhecesse de tempos anteriores. Parei para observa-lo um tanto, realmente um homem belo.

Não estava tão formal quanto na sexta feira, usava um suéter esportivo bege, os mesmos óculos de antes, e parecia mais jovem.

_Me desculpe, mas quantos anos o senhor tem?

_ Acho que não o suficiente para ser chamado de senhor!

_Prove — desafiei, ele deu uma rápida olhada para mim um tanto debochado.

_30!

_Poxa, não imaginava, te dava uns 28 no máximo. Me dá o nome dos seus cremes antirrugas?

_Sinto informa-lhe moleque, mas isto é a genética.

_então eu ‘tô ferrado, meu pai mal cruzou a casa dos 50 e já parece um maracujá! — ele deu um riso discreto, mas profundo.

_ Não devia se referir assim ao seu pai!

_ Estou apenas brincando um pouco. – fiz uma falsa cara de arrependimento

_Não irei comentar com ele, não se preocupe.

_ Não achei que fosse. Diga-me, porque tratou minha classe tão mal?

_ Você achou?

_ não ligaria se não tivesse mexido com a Bia, queria te chutar naquela hora.

Ele riu um pouco antes de responder _Realmente sinto por isso, tenho que parar com meus pré-julgamentos. Mas eu só queria que os alunos abrissem a cabeça e fechassem a boca, ou algo assim.

_Torturar mentes...

_Sim, porque não? –Nós dois começamos a rir um pouquinho, apenas sorrisos audíveis, algo descontraído, mas não escancarado.

_Chegamos. – anunciou ao estacionar em uma vaga bem próxima a entrada da Wilkerson

_Vamos lá falar com meu pai, depois vou pra casa, acho que meu pai não vai se incomodar se eu for buscar uma roupa decente, desfilar de uniforme pela empresa não é algo que eu queira fazer!

Subimos o elevador e esperamos alguns minutos até meu pai terminar de falar com um de seus sócios que o monopolizava dentro do escritório principal.

_Pode entrar Sr. Reich. — anunciou a bela secretária atrás da mesa de mogno, pude observar seus olhos cheios de segundas intenções para o Sr. Stwart.

_Ora, veja quem meu filho trouxe, ou quem trouxe meu filho, que seja?

_Na verdade acho que nenhuma está certa, apenas viemos na mesma ocasião. – o senhor Stwart tinha agora uma voz que era só negócios.

_ Pois sentem-se meus caros, sentem-se!

Meu pai parecia animado com a visita de Sr. Stwart.

_Pai na verdade, eu apenas vim pra avisar-lhe que entrarei um tanto mais tarde, preciso ir em casa e por um terno ou algo mais apropriado, vê? – gesticulei para o uniforme do St. Helena.

_oh, pois vá então garoto, mas não tarda a voltar por que realmente preciso de sua ajuda hoje. Irei apresenta-lo a dois novos sócios, e confio no seu julgamento como sabe bem.

_Claro, não demorarei. Sr. Stwart se importa?

_ De modo algum garoto, tenho assuntos a tratar com seu pai.

_ Então, se me dão licença.

Enquanto saia pude ouvir o Sr. Stwart comentar _Um ótimo garoto temos aqui, não Sr. Wilkerson?

Queria ouvir a resposta de meu pai, mas o som foi cortado assim que bati a porta atrás de mim.

Segui rápido para o estacionamento e peguei um dos carros da empresa. Não queria demorar. Os assuntos da empresa sempre me deixavam entusiasmado.