Fate
6 Cap 6- Descoberta
/Beatrice/
_Hey bia, como vai? –Percebi pela agitação e por seus movimentos que Reich estava gritando, mesmo não sendo necessário
_Estou bem seu abobado, pra que este escândalo todo? – intimei a figura esguia a minha frente, Reich sempre fora um garoto bonito, era alto, muitos centímetros além dos meus 1.59, talvez 1,78 ou algo assim, era magro, mas tinha seus músculos, um garoto forte o suficiente. Tinha belos cabelos castanho claro, bagunçados por natureza, como eu brincava com ele, os olhos tinham um tom misterioso de mel, iluminados pelo sol, era a coisa mais linda que se pode querer ver, e eu era grata por isso, por poder ver seus olhos ao sol.
_Ah Bia, você não sabe o que quer “aja normalmente... não grite... aja normalmente” decida garota! Ele me deu um tapinha na testa e me deu as costas e seguiu pra sala, teatralmente enraivecido.
O primeiro período foi tranquilo, consegui dormir durante aula de biologia e um pouco durante estudos sociais.
_ Vou pra biblioteca estudar um pouco, tá nessa?
_não obrigado, já estudei oque eu tinha que estudar, vou matar minha fome com um hambúrguer de dois andares.
_Credo, um morto de fome, socorro tirem-no daqui. – eu dramatizei um pouco enquanto segui para a biblioteca e dava de costas para Reich, se ele disse algo eu não tinha como saber. Apenas o ignorei. Tinha que estudar.
/Stwart/
Estava realmente interessado no casal do segundo ano A para qual tinha dado minha primeira aula, era hora do intervalo dos alunos então queria um pouco de paz, a biblioteca me pareceu ideal visto que os alunos dali eram muito pouco interessados em literatura, ou qualquer outra coisa que a biblioteca pudesse oferecer. De repente vejo uma pequena figura em uma das mesas, parecendo pequena para a mesa para seis pessoas.
_Hora se não é a nossa trabalhadora dorminhoca. – disse para suas costas, mas ela me ignorou.
_Que mal educada senhorita Migler. – Nenhuma resposta, aquilo passava da falta de modos, e pela sua postura na aula, não me parecia o tipo de pessoa que ignora provocações. Então me lembrei de seu jeito estranho de acompanhar meu rosto em quanto falava, o jeito como sua voz oscilava e como se torceu para olhar seu colega, qual eu descobri ser herdeiro da Wilkerson, então algo me ocorreu. Me aproximei cautelosamente e comecei a estalar os dedos perto de seu corpo, nenhuma reação, então me deixei aparecer de supetão na sua frente, seu pequeno corpo tremeu diante de mim, queria rir da minha descoberta, mas seria um tanto cruel demais, sentei me a sua frente e comecei a falar, mas muito deliberadamente coloquei a mão na frente da boca.
_Então quer dizer que a senhorita não escuta? Bom isso é incrível, quase imperceptível. É realmente uma peça notável.
Ela me encarava com olhos em chamas, sabia de minhas provocações.
_ Sr. Stwart, poderia parar de ser tão infantil? Ah, e parabéns pela descoberta muito retardada. – disse desafiadoramente e voltou para seu grosso volume de história inglesa.
Tive que puxar seu rosto para mim para que pudéssemos conversar.
_Peço desculpas por todas minhas ações enfadonhas – usei minha expressão mais inocente e dócil para convencê-la de que era um bom moço. — Mas você chamou muito minha atenção.
_Por ser surda?
_ Também. Mas outras coisas, além disso.
_Hum.
_Vamos fazer um trato? Me conte um pouco da sua história e eu lhe conto um pouco da história inglesa. Estas anotações estão deprimentes. — Meu largo conhecimento era sempre útil.
_ Não a nada de interessante na minha historia. Mas eu aceito. – ela disse apática. — Mas o senhor primeiro, visto que o teste é no 4º período. Depois das aulas te conto seja lá o que queira saber- Sua atitude perante a mim, sendo eu um professor, era de pé de igualdade. Sua expressão nunca se adequaria ao corpo pequeno.
_ Como quiser.
Ela fechou o volume e voltou seus olhos para mim, muito atenciosa, e eu lhe dei um “tour” pela Inglaterra do século XIX.
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