Fate
2 Cap 2 - Assassino
Notas iniciais
Enjoy
/Stwart/
_Caro senhores, encerro esta palestra aqui, espero que tenha sido de utilidade, todos podem seguir e gastar suas economias para tentarem ficar ricos... Bom, eu fiquei rico, dando palestras sobre como ficar rico! – o auditório se encheu com o som de risos e pessoas aplaudindo e se preparando para ir embora, eu adorava aquilo, centenas de olhos afixados em mim esperando pela luz que os livraria da falência.
Eu não sou só um palestrante, sou economista bem sucedido, professor, doutor na arte de empreender. De tudo um pouco! E Isso em plenos 30 anos de idade. Maravilhoso não?
Caminhava lentamente pelas enevoadas ruas, mas não estava rumando minha própria casa, estava apenas andando. Com um sobretudo cinza social e meus cabelos castanhos escuro escondidos sob o chapéu vintage. Formal de mais para aquelas ruelas de classe baixa. No caminho larguei a maleta no chão e acendi um cigarro. Parei para observar o movimento da rua.
Já passava das oito da noite, e os movimentos da vida noturna começaram a vibrar no subúrbio, eu observei uma bela moça se aproximar, ela balançava os quadris como uma serpente, tentadora e vulgar:
_ oi bonitão! Acho que estou com sorte hoje, normalmente homens gatões como você não aparecem muito por aqui, sabe? Então o que vai ser?
A voz dela era realmente odiosa, a voz de quem treinou um tom sedutor por anos, ela emanava ondas profanas por todo o corpo, e os olhos não demonstravam nenhuma dor, estava naquela vida por opção. Seus cabelos eram tingidos em um tom alaranjado muito incomum, maquiagem bem feita e roupas decotadas de mais para uma noite gelada:
-Que tal bebermos algo para aquecer seu corpo? – ofereci... Uma desculpa para leva-la á outro lugar. “Um lugar mais íntimo” pensei maliciosamente.
_O que você quiser bonitão...
Peguei a maleta do chão e segui para uma rua menos movimentada e a guiei em direção a um bar descendo a rua que ficava entre dois becos. Adentrei na lateral escura e suja do bar, sem janelas ou portas, apenas latões de lixo:
_venha – ordenei — vamos brincar um pouco — sorri malicioso.
Ela devia estar acostumada a estar em locais daquele gênero, pois sequer retrucou, com força a tomei nos braços e a atirei no chão, agilmente tapei sua boca com uma mão e enfiei a outra no bolso do casaco, retirei de lá um bisturi recém adquirido para substituir o antigo
A garota de programa lutou contra minha força completamente em vão.
_Tenha uma boa morte querida- habilidosamente, cortei-lhe a garganta e deixei o sangue escorrer até ter a certeza de que era apenas um corpo sem vida. Havia rompido sua veia jugular então o sangue formou uma bela poça escarlate ao redor de seu crânio.
Usei o instrumento médico para cortar suas roupas e continuei a explorar seu corpo sem vida.
Cortei lhe da garganta até o umbigo. Separei cuidadosamente as orelhas da cabeça, abri-lhe os pulsos e expus as grossas veias, teria continuado a divertir-me, mas não tinha minhas ferramentas por perto e decidi parar por ali mesmo, uma pena, foi divertido. Teria sido uma noite comum se não fosse por um pequeno descuido, estive tão entretido com minha acompanhante que não notei alguém me olhando través da espessa nevoa, um alguém miúdo, poderia ser uma criança talvez, quando meu expectador notou que eu havia o visto correu para fora do beco. Recolhi minha maleta e meu bisturi, me auto examinei para ter certeza de que gota alguma de sangue havia violado minha impecável roupa. Saí sem olhar para trás ou ao redor, sem realmente me preocupar com aquele fato em particular, se a testemunha resolvesse chamar a policia já estaria longe o suficiente, ninguém havia me visto em particular com aquela mulher, seria só mais um crime no subúrbio, como tantos outros, talvez até causados por mim, seria arquivado, e esquecido pela cega justiça.
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