Fatal Attraction

8 You're not longer a secret.



Os dois corpos unidos como uma constelação de estrelas e a brisa da janela era doce como mel. Assim Regina se embriagava do amor de Emma e as duas mulheres estavam abraçados por uma onda latente de emoções. O que exalava dos poros era o suor mais compensador daquela noite deliberadamente inelutável.

Emma acarinhava os cabelos pesados da amante que já definhava de um sono exaustivo. A loira a ouvia respirar e os suspiros eram lentos, estava sonolenta como um filhote. O corpo tinha cheiro de flor, os lábios possuíam uma estranha textura de pétalas. Ou Emma Swan estava enlouquecendo, ou Regina Mills era tão apaixonante quanto bela e seu coração fora acertado em cheio. Pois preferia estar louca, antes maluca do que apaixonada pela fotógrafa favorita de seu pai. O cheiro de flor, era na verdade, cheiro de problema.

Swan pendeu o rosto vagarosamente, alcançando o ouvido da morena; os dedos tocaram lentos as madeixas castanhas e pôs alguns fios por trás da orelha. — Regina? — disse baixinho, pondo as mãos na face da morena para que fosse afagada, se assim desejasse.

— Hum? — murmurou, sorrindo involuntariamente com seus olhos ainda fechados.

— Está acordada? — Emma a beijou na face, fazendo-a virar para ela no mesmo instante.

— Estou, aliás... acabei caindo no sono sem perceber, — a morena bocejou. — faz uns dias que não durmo como devia.

— No que você fica pensando quando não dorme? — Emma se sobrepôs, o calor que vertia dos dois corpos era uma atração inusitada.

— Como assim?!

Regina a estranhou. Soltou-se delicadamente dos braços de Emma para deitar-se de bruços. Estavam as duas no chão, embaixo da pequena janela do camarim. Um bofejo gélido escapava de lá.

— Você disse que não estava dormindo direito. Por quê? — Emma virou-se de lado para observá-la.

— Emma... Qual é!

Emma riu. — O quê?

— Ás vezes eu desejo que você seja somente um rosto bonito. E eu não teria que perder o sono por sua causa.

Regina corou com as próprias palavras saídas de sua boca e escondeu o rosto nas palmas da mão por um breve segundo. Emma se deliciou com um meio sorriso estúpido e quis beijá-la com vontade.

— Desculpe por desapontar você. — ainda estava sorrindo. — Depois que você foi embora aquele dia no farol, eu me senti enjoada pelo resto da noite.

— Emma, eu... eu não queria...

— Eu sei, eu sei! — ela a interrompeu, evitando discórdias desnecessárias. — Você se assustou, eu entendo. Eu só queria dizer que também senti medo. Senti e ainda sinto. Porque eu nunca quis tanto alguém como eu quero você.

Regina sentiu o sabor da lágrima rolar até os lábios. Não que fosse sensível à declarações de afeto, talvez fosse apenas o medo do que o futuro lhe reservava. Resistir parecia cada vez mais difícil, era uma linha curta no topo do infinito.

— Você tinha mesmo que ser tão intensa? — ela deslizou o polegar recolhendo os vestígios lacrimais.

— Não consigo evitar quando estou com você. — Emma trincou o maxilar, mas não pôde conter o tremor na voz. — Quando vejo seu rosto, ouço You're Beatiful tocar na minha mente.

Regina achou graça e escondeu o rosto nos ombros da loira para rirem em uníssono.

— O quê?! — Emma a empurrou gentilmente no ombro. — Você acha que estou brincando? — Regina ainda ria em seus braços. — Regina, estou falando sério!

Emma revirou os olhos e os desviou para a janela no momento em que a notou retirar o rosto de seu ombro devagar. Ouviu o som da risada se transformar em choro num seguimento curto de tempo.

— Emma, nós... não podemos! — alertou-lhe entre soluços. — Nós não podemos fazer isso, entende? — seus olhos estavam borrados. — Eu adoro estar com você, me dói ter que ir embora sempre que ficamos juntas, mas precisamos cair na real!

O coração de Emma lutou para escapar do peito. — Por que não podemos? Você está chorando? — Algumas lágrimas se formaram igualmente em seus olhos. — O que deu em você?

Regina se esquivou, buscando seu vestido e sapatos no meio das demais roupas. Emma também se pôs de pé, desnorteada com a cena.

— O que você está fazendo? Não pode sair assim, — ela se atirou na porta, como se desejasse unir-se à madeira. — não pode fazer isso de novo, Regina! Não pode!

A morena respirou fundo, negando o choro entre um nó firme que dera na garganta. Virou-se para Swan e os lábios se prepararam para dizer algo. O corpo ardia, seus sentidos estavam agitados porque sabia que poderia perder Emma com toda aquela eloquência.

— Emma, desculpe... — foi a única súplica que soube revelar.

A loira pigarreou, caminhou até Regina e a segurou pelos ombros. — Você e essa sua confusão paradoxal estão acabando comigo!

Regina voltou dois passos para trás, desvencilhando-se, lembrou-se do beijo que Ruby havia lhe roubado e a mente a fez recordar do rosto de Robert Gold nesse momento; não havia se dado conta até então, porém conseguiu rever a cena com mais clareza e soube que aquilo não poderia ser só uma coincidência. O patrão estava desconfiado e seria burrice negar as evidências. Era tão perigoso para ela quanto para Emma. — É por isso que não podemos mais fazer isso. — Regina disse lamuriando, para em seguida deixá-la sozinha no camarim.

— Você não pode me usar dessa forma, Regina! — esbravejou Emma, também chorosa. — Não sou a droga do seu brinquedo! — berrava contra uma porta, porque Regina já ia bastante longe.

Enquanto a morena buscava uma saída dali, acabou esbarrando em Neal que a tomou nos braços, ela estava aos prantos.

— Ei, aonde vai com tanta pressa?

Regina tratou de secar o rosto, contudo evitou fazer contato visual, mantendo a cabeça baixa. — Eu preciso ir, sinto muito, Neal! — tirou as mãos do rapaz dos seus braços e disparou para o mais longe possível.

— Que diabos aconteceu com você? Ei! Não viu a Emma por aí? — Neal berrou à toa. A fotógrafa apontou para a porta de onde havia saído, indicando que Emma estava ali; mas não desacelerou o passo, quanto antes sumisse, melhor.

Emma lutava com o zíper do longo vestido bordô, soluçava baixinho e parecia descabelada à primeira vista. Neal fez um sinal de negação quando a encontrou naquele estado.

— Pelo amor de Deus, diga que estou enganado e vocês duas não estão... — Neal esboçava uma ingenuidade no rosto, porém a verdade era outra: o rapaz era esperto e eficiente. — Porra, Emma! Será que você não toma jeito nunca?

Ele se aproximou, ajudando a vesti-la. Passou os dedos másculos por entre os anéis dos cabelos, arrumando-os. — Você precisa dar um jeito nessa cara e ir lá fora, estão procurando por você nos quatro cantos do mundo.

— Neal, eu posso explicar... Não é exatamente como você acha que é, digo, nós... É complicado! — Emma tinha um semblante cansado. — Ela é complicada...

— Está tudo bem, Em. Só... vá! Diga ao nosso pai que precisou acalmar Henry no telefone. Se no mais ele não acreditar, ao menos vai engolir por ora.

Emma sorriu carinhosamente, ainda bem que tinha Neal e seu amor era incondicional pelo irmão. Fez um esforço e deu mais uma passada na festa. Conseguiu disfarçar seu real estado por cerca de trinta minutos e depois pegou um táxi para seu apartamento.


Mais tarde, a loira entrou de fininho pela hall da sala, verificou o quarto de Henry e Mary estava lá, adormecida numa poltrona gigante e as mãos repousavam sobre a barriga estupenda. Retirou a roupa de festa, vestiu um roupão do garoto e se enfiou debaixo das cobertas. O filho estava quente, mas o delírio havia passado. Mary era a melhor madrinha que Henry poderia desejar, além de uma amiga divina sempre que precisava.

Se fosse deitar sozinha esta noite, decerto entraria em profundo estado de melancolia. Pensaria em Regina e isso não lhe faria bem algum. Espantou os pensamentos anteriores, abraçou Henry de lado e lhe acariciou a cabeleira até cair no sono.

Quando a claridade impiedosa invadiu as persianas declarando que o dia já havia amanhecido, Swan estirou os braços, sentindo-se dolorida ao se espreguiçar. Dentro da cabeça parecia haver chumbo chacoalhando para os lados, era um porre dos grandes. Usou a mão para tatear o lado esquerdo da cama e viu que o garoto ainda ressonava pesadamente. Por outro lado, Mary já não estava mais onde a viu durante a madrugada.

Levantou-se ainda sonolenta, e andou até a sala, onde deu de cara com a expressão de reprovação da amiga. A mulher estava por trás do balcão, bebendo uma xícara de chá e preparando uma salada fresca de frutas.

— São para você! — balbuciou ela, empurrando a tigela sobre a banca. — Eu forraria bem o estômago antes de ouvir as novidades, se estivesse na sua pele.

Mesmo desnorteada, Emma lhe deu ouvidos e sentou no primeiro banco de frente para Margaret. — Não sei se entendi direito, aliás, que horas são... — pôs um cubo de maçã na boca, logo que avistou os ponteiros do relógio de canto. — Nove?! Uow, achei que fosse um pouco mais cedo.

Mary bebeu mais do chá e só então largou algo sob a visão da loira. — Não surte quando ver. — comentou. — Eu bem que te avisei.

— Desde quando você pega meu jornal? — Emma folheou as páginas ligeiramente. — O quê? Não vejo nada de mais aqui, a mesma baboseira diária de sempre.

— Claro que não vê, você pulou a capa! Dê uma olhada na primeira página e trate de me explicar no que diabos você estava pensando!

Exaltada, Mary tratou de ela mesma ajustar o conteúdo do papel. — E então?! O que me diz?

Parecia uma piada de mau gosto, um sonho ruim e mal interpretado. Emma esfregou os dedos nos olhos, ensandecida com a matéria. Era uma foto tirada de um péssimo ângulo, sobretudo com uma ótima resolução.

— Você perdeu o juízo? — disse Mary, dando uma sacudidela nas páginas. — Foi se agarrar com essa mulher numa festa lotada de paparazzis?!

Emma ainda fitava o mármore do balcão, milhares de situações divagaram em sua mente. Como pôde não notar que havia mais alguém no camarim ontem à noite?

— ''HERDEIRA DA THE NEW PICTURE DESCANSA NOS BRAÇOS DE FOTÓGRAFA FAMOSA DURANTE CONFRATERNIZAÇÃO!'' — Mary fez questão de ditar o anúncio em alto tom. — Oh, vejamos... ainda tem mais um pouco! ''Após sumiço inesperado, a loira recém-chegada de Paris é flagrada às escuras com a fotógrafa Regina Mills, alguns convidados presentes relataram ausência das duas mulheres durante um longo período. Ninguém sabe o real parentesco das duas, sabe-se apenas que andam bastante íntimas''

— Já chega Mary! — o jornal foi atirado longe. — Não precisa repetir, eu entendi, eu entendi, satisfeita?

Mary semicerrava o pequeno par de olhos claros, não escondeu a expressão de decepção para com Emma. — Seu pai vai matá-la! As duas, Gold vai matar vocês duas quando vir.

— Se é que não já viu.

A mulher grávida tinha os olhos arregalados sobre Emma, estava exaustivamente acostumada com o desleixo da loira quanto aos assuntos que envolviam sua reputação.

— Não me olhe assim. Eu vou dar um jeito nisso, não se preocupe, vou ligar para a Regina agora mesmo! — Emma tentou se proteger de mais advertências. — Juro, vou ligar agora!

Levantou-se em busca do aparelho e quis recuar do prometido quando verificou o número de chamadas na tela. Definitivamente, era um grande número de ligações perdidas.

A campainha ressoou dentro do apartamento e ambas as mulheres franziram o cenho, Emma não estava esperando ninguém. — Você chamou alguém? — perguntou.

Mary fez que não repetidamente. — De modo algum!

A loira refez o nó do roupão e deslizou os dedos nas madeixas, naturalmente, para amaciá-las; deu um pulo rápido até à porta e sua pupila esquerda dilatou-se com o que visualizou no olho mágico.

— Regina?! — Emma girou a maçaneta numa certa rapidez. — O-oi! — a moça corou.

— Não vai me convidar para entrar? — sibilou, num tom matinal repugnante.

Regina estava fisicamente apresentável, até por de mais, considerando seu bom gosto relacionado à moda. Porém, suas feições demonstravam com clareza, a péssima noite que havia tido. Ela adentrou fazendo um ''tuc-tuc'' martirizante com os saltos no piso.

— Suponho que já saiba o porquê da minha visita. — ela explorou Mary Margaret com uma olhadela peculiar. — Oi. — cumprimentou-a. Mary também disse oi e sorriu de relance, Regina assentiu.

— Então, o que é que nós vamos fazer? — Emma se aproximou das duas. — A essa altura, Gold já deve estar sabendo de tudo!

— Mãe? — Henry surgiu inesperadamente no meio da sala, coçava os olhos remelentos e seus cabelos estavam arrepiados. As três se inclinaram para o encontrar.

— Oi, criança! Onde estão os seus chinelos? — Emma caminhou até o filho, ajoelhou-se para ter uma visão melhor do seu rosto. Era comum que todos fizessem o mesmo.

— Eu esqueci de calçá-los. — o garoto bocejou. — Posso ir no tio David com a Mary hoje? A Kira quer dar uma volta.

— Ahn... Claro! É uma ótima ideia, vá escovar seus dentes e pegue uma das mochilas prontas.

— Está bem! — ele deu um sorriso amarelo. — Aquela é a Regina, mãe? Regina?!

A morena acenou timidamente. — Hey! Soube que esteve tendo sonhos ruins. Está melhor agora?

— Sim, sim! A tia Mary me contou boas histórias ontem. — Henry correu para abraçá-la. Era um carinho esquisito, pois se viram poucas vezes. — Você está cheirosa, mas preciso me arrumar. — ele a soltou do abraço.

Mary espiava toda a cena com os olhos por cima de uma outra xícara, dessa vez com leite morno e erva-doce. — Eu vou deixá-las à sós. — disse ela. — Deem um jeito nisso!

E assim a moça se foi para o quarto do garoto e as duas mulheres estavam finalmente sozinhas. Cada qual se controlando esporadicamente, a fim de manterem uma distância necessária para não invadirem o desejo reprimido de ambas. Regina evitou fitá-la nos olhos diversas vezes, tiveram a chance de falar o que sentissem vontade mas ficaram caladas.

— Droga! Eu nem consigo olhar pra você. — confessou arrependida.

— Eu sei. — Emma estava se esforçando para ser gentil, quando na verdade queria arremessá-la para longe.

— Acha que vão suspeitar de algo?

Emma riu por zombaria. Enfiou uma das mão no bolso direito do roupão e se aproximou com o jornal. — Você ainda têm dúvidas? — ela segurou a foto na altura dos olhos. — Estávamos perto o suficiente para perceberem que ninguém aqui estava brincando de pique-esconde.

— Eu sabia! — Regina levou as palmas abertas em direção do rosto. — Eu sabia que isso entre nós duas era perigoso! Sempre soube...

— Mas deixou acontecer mesmo assim. — Emma a encarava de um modo complacente, porém triste. — Você teve a chance de dizer não e a deixou escapar no meu carro. Ou será que não lembra mais?

Regina sorriu fazendo reverência. — Não vou discutir uma relação com você, que por sinal... nem existe.

— Ah, não? — a loira deu dois passos em sua direção, fervendo dos pés a cabeça. — Isso entre você e eu, não é uma relação? — encarava Regina diante de um espaço cada vez mais curto, e cada palavra era dita com muito cuidado.

— Nem comece. — Regina sussurrou, entre um ou dois suspiros calientes. Cruzou os braços e fincou as unhas nos mesmos, castigando-se por desejar o que não deveria. — Fique aí onde você está.

A ponta morna da língua de Swan escapou propositalmente pelo lábio superior, umedecendo-o, para só então dizer algo. — Então... qual é o plano?

— Não sei. — Regina buscou ar, piscou os olhos demoradamente e inspirou. — Não consigo pensar com você a três centímetros do meu rosto.

Emma se deu conta de que estava no controle, os lábios proeminentes de Regina lhe fazia descartar a sensatez.

— Não precisa ser assim, você sabe. — agora sua voz soava calma, quase sussurrante. — Por que é sempre tão difícil quando se trata de nós duas?

— Você quem está dificultando. — Regina abriu caminho, vendo-se livre da saliência divergente de Swan. — Você precisa começar a pensar em como vai se controlar. Não pode ficar me olhando dessa forma o tempo inteiro.

— Que forma? — Emma cruzou os braços na altura dos seios.

— Da mesma forma que João e Maria olham para uma casa feita de doces. — salientou azedamente.

Swan fez um gesto negativo com a cabeça. A boca entreabriu e as palavras sumiram. O que diria? Regina Mills era a personificação do prazer diante dos seus olhos e tinha conhecimento pleno disso. De repente, alguém parecia estar esmurrando a porta de seu apartamento e um barulho estridente fez as duas despertarem do assunto telepático.

— Mas que demônios! Outra visita surpresa? — especulou Emma.

Ela se dirigiu até à entrada e viu seu próprio rosto avermelhar pelo reflexo dos olhos do homem mais velho.

— Pai?! — Emma disse trêmula.

Gold adentrou com uma pressa evidente, parecia adivinhar o que estava acontecendo ali.

— Vejo que não fui chamado para a reunião de casais. — comentou, sorrindo ironicamente, era possível notar os traços da idade no canto dos olhos. — Estou ansioso por uma explicação.

Regina, que estava bastante próxima de onde Gold parou de pé, afastou-se, digerindo a situação na qual havia se metido.

— Nós podemos explicar! — Emma fez questão de defender a honra das duas. — Essa história toda é apenas um grande mal entendido. Eu estava sufocada com todas aquelas cintas por baixo do vestido e Regina me ajudou a folgar o zíper. Nos pegaram desprevenidas.

A modelo tentou ser o mais convincente possível. Usou uma suavidade na voz e explicou tudo sem desviar os olhos do pai.

Gold gargalhou acidamente. — Poupe o discurso para os milhões de jornalista de plantão na agência, Emma!

— Mas é verdade! — disse ela.

— Eu só estava sendo gentil! — Regina caminhou para mais perto dos dois. — Fui retocar a maquiagem e a encontrei tendo uma briga com o próprio vestido.

Gold bateu a sola do sapato contra o chão. — Regina, se cale! — ordenou rudemente. — Calem-se as duas. Eu não dou a mínima para o que você faz fora da agência, Regina! Francamente, cansei de flagra-la com garotas na faculdade. E não é da minha conta, desde que a garota não seja minha filha.

Emma soltou um espasmo. — É você quem deveria se calar! — sorriu ironicamente. — Sou dona do meu próprio nariz, faça-me o favor e não se meta na minha vida amorosa.

— Amorosa? — ele zombou. — Queridinha, grandes profissionais não possuem vida amorosa. Arranjam tempo para algo sexual e olhe lá.

Regina bufou irritadiça. — Gold, pelo amor de Deus, não comece com essa merda! Já explicamos, foi só um mal entendido...

— Não interessa! — ele rebateu. — Estou tentando chegar a esse ponto e gostaria de concluir o que vim fazer aqui.

Swan deu de ombros. — Como é que é?

— Eu vou fazer de conta que vocês duas não andam batizando minha agência com essa energia sexual entre vocês. Vou esquecer que esse ocorrido não aconteceu e vocês vão fazer direitinho o que eu disser. — Gold oscilou o olhar ameaçador entre as duas. — Fui claro?

Regina jogou a cabeça para trás, rindo silenciosamente para disfarçar. — O que diabos quer dizer com isso?

Por fim, o empresário sorriu satisfeito e pediu para que as duas se juntassem mais.

— Emma, se vista! Seja rápida, você e Regina virão comigo e farão exatamente o que combinarmos no carro! Não ousem fazer nada a mais. O dia hoje será cheio para vocês.

Notas finais
Ei, lindinhas! Se precisarem tirar alguma dúvida, deixar um comentário interessante, fazer alguma observação ou coisa similar, já sabem onde me encontrar. Passem bem, beijos e gratidão pelos acompanhamentos/favoritos e presença nos reviews.