Fatal Attraction
9 I can not resist you.
A insistência de Robert Gold para que a filha usasse óculos escuros, fora tão grande, que a própria Emma sucumbiu as ordens do pai.
— Não vejo por que usar essa merda se minha cara vai aparecer em todas as revistas de qualquer jeito. — explicou, frustrando-se com a cara de reprovação de Gold.
— Não brinque comigo, Emma Swan! Você já me deu dor de cabeça o suficiente para evitar minhas reclamações. — rebateu o pai.
Emma bufou, mas se aprontou sem se demorar muito. Usou roupas escuras e um boné esportivo sobre a cabeleira comprida e solta. Gold guiou as duas mulheres pelos fundos dos prédios, onde os funcionários entravam e saíam. Havia molhado a mão do porteiro da filha com uma boa quantia para que o ato fosse possível.
Ouviram muitos cochichos enquanto atravessavam o estacionamento, Regina entortara o nariz e seguira confiante mesmo assim. Um motorista particular os esperava numa limusine da agência que era usada apenas em eventos importantes. Ajustaram-se no banco traseiro de uma maneira tensa e, de todos, Regina era a mais ansiosa, afinal, era muito mais preocupada com a reputação que mantinha do que Emma transparecia ser.
— Ok. Eu estive calada até agora e respeitei o seu momento de ''crise reputacional'', se é que isso existe mesmo... Mas, veja bem, Robert, eu também me preocupo muito com a minha reputação, portanto, trate de dizer qual será esse seu plano tão imbatível! — Regina pôs as garras para fora enquanto falava rudemente.
Gold concentrava-se no que era divagado em sua mente, contudo, estava de ouvidos bem abertos e digeriu o esporro da fotógrafa com tamanha tranquilidade.
— Vocês saberão quando chegarmos. Não aguento mais suas queixas zunindo em minha cabeça. Já temos tudo pronto! Inclusive a imprensa, por isso trate de ensaiar sua melhor atuação para hoje.
Emma os olhava de soslaio, numa quietude estranha. Por outro lado, Mills estava boquiaberta e irritadiça.
Quando finalmente chegaram e o automóvel fora estacionado, o senhor alto de pele morena, que os trouxe para à agência, se dirigiu até as portas para que estas fossem abertas e os desse caminho.
Havia uma grande nuvem assustadora de pessoas com máquinas fotográficas e gravadores de emissoras do lado de fora. Um barulho ensurdecedor atravessava o vidro fosco das janelas; berros e empurrões foram investidos nas duas mulheres que se protegiam atrás de Gold. Um dos paparazzis avançou assustadoramente sobre Regina, não fosse a atitude histérica de Emma em partir com violência para com o rapaz, eles se poupariam de um novo escândalo. Decerto, alguém fotografou o momento exato em que Swan o ameaçou com um soco e Gold a puxou para trás. Foi um longo caminho até que pudessem entrar pelas portas giratórias da TNP.
— No que diabos você estava pensando, Emma? — berrou Gold, do lado de dentro. — Estou tentando nos tirar de uma fria e você nos envolve em outra?
— Se eu não tivesse feito nada ele a teria machucado! — ela defendeu-se.
— Não é problema seu! Regina é adulta, não precisa de você como guarda-costas! Não repita isso, ouviu? — Gold estava a centímetros do rosto de Emma, gesticulando raivoso.
— Ei, vá com calma! — Mills interveio, puxando-o pelos ombros. — Não seja estúpido! Ela fez o que qualquer pessoa decente faria. Você não entende porque não é uma.
— Vocês duas estão fora de si! — disse o empresário, descompassado. — Não entenderam a gravidade do problema ainda, não é? Pois ouçam, porque é a última vez que direi. Se perdemos essa campanha vamos todos à falência! Você vai voltar para à França, com a louca da Ingrid lhe torturando para fazer comerciais, e você, Regina, vai ter que fotografar aniversários de crianças para pagar as contas! Fui claro?
Regina alternou seu olhar entre Gold e Emma, como se tivesse que fazer uma escolha difícil, e de fato teria. Emma podia ser brilhante, mas não era o sol. E depois dos boatos, todo cuidado que tomassem seria pouco.
— Bastante. — esforçou-se em balbuciar.
Gold fez vista grossa para Emma, esperando que confirmasse o mesmo.
— Quê?! — disse-lhe ela. — Quer que eu chore aos seus pés e suplique para que me perdoe? Poupe-me, Gold. Eu teria tido mais cuidado se pudesse voltar no tempo, mas não posso e não vou me desculpar por isso.
Se os olhos de Gold falassem naquele momento, eles diriam: corra. O homem estava uma pilha de nervos prestes a desmoronar.
— Entrem no elevador! — por sorte tinha total controle de quem era nesses momento, sendo o mais racional.
Elas o obedeceram, Emma um tanto resistente, porém acabou se posicionando dentro do cubículo. Pararam no quinto andar, cujo estúdio de fotografia que havia por lá era dirigido por Regina.
— O que vamos fazer aqui?! — questionou a morena, ainda de pé no mesmo espaço que antes.
— Já vai saber. Venha logo, Regina! — Gold a puxou hall adentro, até chegarem no destino.
A mesma moça que lhes avisou sobre os horários da confraternização estava ali, os aguardando na porta. Descobriram que seu nome era Anabell, jovem e pequena.
— Bell, querida, obrigada por tomar conta de tudo por mim! Não sei o que eu faria sem você. — disse Gold, cumprimentando a moça com um aperto de mãos.
— Imagina, senhor Gold, estou sendo paga para isso. A equipe que o senhor pediu já chegou e o espera lá dentro, eles falaram sobre cachê, mas eu não passei nenhuma informação extracurricular, como o senhor me pediu. — informou-lhe a moça.
— Está bem, querida, pode ir. Obrigada por ficar aqui e não me permitir a entrada de ninguém. Converse com os assessores sobre a minha ausência e me avise quando o pessoal daquele programa de tevê chegar aqui!
— Sim, senhor! — Bell fez que sim por vezes repetidas enquanto anotava tudo em um bloquinho. — Mais alguma coisa?
— Por ora é só! — Gold assentiu e a moça se foi numa correria só.
O empresário girou a maçaneta e deu passagem para que as duas mulheres entrassem. O estúdio dava um longo espaço quadrado e aconchegante, uma decoração sofisticada e detalhista, toda feita por Mills. O local original das fotos estava preparado com um cenário altamente sensual e despojado, havia um tom feminino e luxuoso na escolha da cena.
— Robert, o que está acontecendo aqui? Eu não estou sabendo de nenhum ensaio para hoje! — cochichou Regina, na altura de seu ouvido.
— Hoje, a modelo é você, minha querida! — disse Gold, no mesmo tom sussurrante de voz.
Regina o fitou desentendida, demonstrou que queria detalhes e só se aquietou quando um rapaz e uma moça se aproximaram deles.
— O senhor deve ser Robet Gold, eu sou a Elsa, a maquiadora, e esse é o August, o fotógrafo. Sua secretária nos passou os detalhes sobre o ensaio, estamos prontos para começar quando o senhor quiser!
Gold sorriu satisfeito com a eficiência da jovem e os cumprimentou, apresentando-lhes a Emma e Regina, logo em seguida.
— Vocês já devem imaginar quem são cada uma, Emma é a minha única filha, mas, Regina não fica muito longe quanto a isto. — Gold enfatizou, mirando a morena de rabo de olho. — Ela também significa bastante para mim.
Regina se riu interiormente. O quão cínico Gold poderia ser? Impressionante!, ela pensou.
Emma sorriu para os dois que contribuíram com muito contentamento, apertaram as mãos e trocaram dois beijos em cada lado do rosto; de uma forma ligeiramente francesa, a loira não havia se livrado dos costumes europeus. Regina não se moveu, apenas sorriu azedamente e cruzou os braços impaciente.
— Regina está naqueles dias que nós mulheres temos... Não a leve a mal, normalmente ela costuma ser um pouco mais agradável. — disse Emma zombeteira, fazendo-os rir. Aparentemente, Regina foi a única que não viu graça alguma.
— Nós a perdoamos! — August falou num tom duvidoso. Emma conhecia aquele tom, era o mesmo timbre que um fã tinha na voz quando a avistava em algum lugar público.
O fato era que o rapaz estava babando pela loira e Regina também havia percebido. August não parava de sorrir para Emma, até que a morena optou por cortar o clima.
Ela tossiu. — Então, o que vocês dois vieram fazer aqui, afinal?!
— Fotografá-las! — Elsa soou mais animada do que pretendia. — Bem, não eu... Eu, eu vou apenas cuidar da caracterização. Eu já pensei em tudo, senhorita Mills, você vai ficar divina naquele lingerie, veja...
— Desculpa, pare de falar, querida! — Regina fez um gesto impaciente, deixando a garota sem graça. — Gold, podemos falar à sós, um minuto? Por favor.
— Não, não pode! — Emma se sobressaiu. — Eu estou tão confusa quanto você, quero saber a mesma coisa. Pai, fale de uma vez o que vamos fazer aqui!
— É muito simples, minhas queridas. Vocês irão realizar a primeira coluna da campanha. Vocês divulgarão em primeira mão o que estamos preparando há meses! — ele pausou para lhes apresentar os catálogos que envolviam a proposta. — O planejado era que este ensaio ocorresse apenas para finalizar, e tínhamos em mente uma modelo canadense para o evento.
— Claro, é o meu projeto, eu o conheço muito bem desde o inverno porque fui eu quem o preparei! — Regina sacudiu as pastas nos braços da maquiadora.
— Não me venha com grosserias! — Gold retomou a papelada, insistindo para que abrisse. — Se não fosse por certo evento nós não precisaríamos mudar todo o trajeto! Se não fosse pela foto das duas nas primeiras páginas, você estaria numa boa agora. Foto esta, na qual ambas estão vestidas inapropriadamente! E ainda querem vir com esse papinho de zíper para cima de mim?! Seja sensata e assuma o que faz, Regina!
A morena comprimiu seus olhos e lábios, contendo qualquer frustração que lhe invadisse naquele momento.
— Deixe-me ver se entendi bem, — Emma se intrometeu entre os dois. — Você acha que o ensaio sensual entre Regina e eu, fará o pessoal pensar que o ocorrido de ontem era apenas um teste? Ual! Você é mesmo muito manipulador, Gold! Que mente pervertida você tem. — ela sentou-se, esfregando o rosto com as mãos.
— Parabéns, querida! Você é uma ótima observadora. — ele a reverenciou cinicamente. — Agora seja uma boa garota e vá com a Elsa, ela vai cuidar da sua produção enquanto eu chamo alguém para cuida de Regina.
A moça sorriu para Emma, estendendo a mão para que a acompanhasse. As duas entraram no camarim, onde tudo havia sido preparado para as duas. Os conjuntos de peças que Regina usaria ficaram de um lado, enquanto os de Emma de outro. Eram peça íntimas e provocantes, porém sofisticadas e sensuais; alguns tons de preto, púrpura, e vermelhos, tão fortes quanto a dor de cabeça da morena que discutia com Gold lá fora.
— Eu sinto muito pelo que estão passando, eu sei como é se sentir diferente... Digo, sentir coisas diferentes, aliás... Ser diferente, não, droga! Não foi assim que eu ensaiei na minha cabeça. Desculpe, estou nervosa. — disse Elsa, engajada e trêmula. Ela usava alguns utensílios para fazer um penteado despojado no cabelo de Emma.
— Está tudo bem, não se apavore! — Emma a confortou, sorrindo largamente. — Eu não tenho nenhum problema em sentir coisas diferentes. O problema é a Regina e o meu pai, eles têm uma grande reputação a zelar. Imagino que Gold dará um bom cachê a vocês para que confirmem a história dele.
— Nossa, Emma... Eu, eu nunca diria nada! Eu entendo que é a vida pessoal de vocês, eu não faria nada assim! — a garota varria a pele do rosto de Emma com um pincel, finalizando uma maquiagem leve que reforçava os traços mais belos da modelo.
— Você parece legal, acredito em você! — Emma sorriu para a moça, acalmando sua ansiedade.
Elsa lhe sorriu de volta, ajustando o roupão que a loira vestira por cima das peças.
— A propósito, você é bonita, muito. Aliás, muito bonita! — disse ela, sorrindo sem jeito enquanto Emma conferia a produção no espelho.
— Obrigada! — Emma agradeceu-lhe sinceramente. — Você é uma garota gentil, Elsa.
As duas se apressaram e saíram pela porta num instante, dando de encontro com Regina, aparentemente pronta. O cabelo estava bastante escovado, com um caimento menos volumoso que o normal, e no rosto, a maquiagem era mais forte que a de Emma. Ela também vestia um roupão e a esperava de pé, as duas trocaram um olhar cauteloso e foram levadas para a posição que deveriam aguardar pelos flashes.
Regina fechou os olhos e respirou fundo, realizou o processo três vezes, enquanto Emma repousava seus olhos na abertura cavada do roupão da morena. August fez sinal para que Elsa se aproximasse e as preparasse. Com o toque, a moça foi para mais perto e retirou os dois roupões de Emma e Regina. As duas estavam pouco á vontade, vestiam lingeries de mesmo tom, com o acréscimo de meias compridas de renda e acessórios extras.
— Ok, meninas... Vocês já sabem como essas coisas são, eu quero que a Regina passe um braço na cintura de Emma, algo natural, como se estivessem se divertindo, preciso que sorriam, olhos nos olhos, vamos, isso... — a morena se aproximou, fitando Emma seriamente. — Está ótimo Regina, Emma faça o mesmo, toque Regina no mesmo local e sorria olhando em seus olhos, sorriam, ótimo, está ótimo!
E August clicava a máquina rapidamente, a fim de captar todos os movimentos. Seus flashes atravessavam os corpos despidos e uma música tocava no fundo, criando um clima mais agradável para as duas.
— Emma, encoste a testa na de Regina, passem os braços por cima dos corpos uma da outra! Ok, muito bem, Emma! Agora se olhem nos olhos, sem sorrir, quero que as duas entreabram os lábios, deixem que seus corpos liberem os desejos que sentem. Isso! Agora suba sua mão para o rosto dela, segure-a no queixo, como se fosse beijá-la, e esboce uma expressão de dor. Regina, quero resistência, mostre-se resistente! Isso, ual, está ótimo!
Emma jurou-lhe pelos olhos, que se estivessem sozinhas naquele momento, Regina não teria um resquício, sequer, daquele batom nos lábios. E todos os pelos da morena estavam de pé, seus bicos enrijeceram e soube que estava fora de si, pois queria que aquela mão estivesse entre suas pernas, e não em sua face.
— Está ficando ótimo, vocês têm uma química natural, isso é ótimo! Vai ficar incrível, podem ir se trocar, vistam as vermelhas agora, vamos mudar um pouco o cenário. Fazer algo numa cama, vocês não terão trabalho! — o rapaz afirmou convicto.
Elsa as acompanhou para fazerem as trocas e reforçarem a maquiagem. As madeixas de Swan estavam propositalmente assanhadas, dando-lhe um ar matinal, o cabelo era longo e reluzente. Em seguida, voltaram para fora e a cama havida sido preparada, estava tudo encenado para soar como esperavam.
— Vocês estão ótimas com essas peças, meninas! Acho que seria uma boa ideia pôr a Emma deitada, as pernas um pouco para fora, pode fazer isso?
— Claro! — disse ela, realizando o sugerido.
— Isso, Emma! Suspenda-se nos cotovelos, e Regina vá até lá. Use o cinto do hobby para envolver o pescoço de Emma e parecer que a está puxando para você!
Considerando os fatos, a morena estava se saindo maravilhosamente bem como modelo, afinal, estava mais acostumada a estar atrás das lentes, e não o contrário. Ela o fez como foi pedido, e se pôs de joelhos na ponta da cama, laçando a loira pela nuca. As duas se olhavam ardentemente, um flash foi disparado, e logo depois, Regina escorregou e caiu sobre Emma, atingindo certeira a altura do rosto da modelo; elas se encararam sob uma hipnose libidinosa e, consequentemente, o ato resultou nas melhores fotos do ensaio.
A tensão, acompanhada do desejo evidente que havia entres as mulheres, fez com que o clima se tornasse algo razoável e instigante para realizar o trabalho. A respiração da fotografa tornara-se descompassada, na medida em que Swan dava espaço para que Regina deleitasse sobre o mesmo espaço no qual a loira pousava, a alça do sutiã de Emma deslizava em seu ombro, deixando à mostra o volume óbvio dos seios, Regina esbarrou com os olhos bem ali e a melhor foto fora clicada para finalizar o ensaio.
— Você foi ótima! — comentou Emma, enquanto se trocava na cabine ao lado de Regina, que também se vestia ali.
Havia um espelho em cada cabine, e um banco alto, eles eram separados por cortinas densas e de fácil condução. A morena ainda estava despida, com as roupas de outrora nos punhos. Ela encarava o próprio reflexo no espelho, com um ar melancólico e insatisfeito consigo mesma. Ouviu o que Emma havia lhe dito, mas não teve reação, nem nada similar.
— Você sabe que não precisa ser mal educada, certo? Estamos resolvendo isso, vai dar certo, ninguém vai arruinar sua carreira por causa de alguns boatos. — Emma vestiu a última peça de roupa e fez um coque mal feito no cabelo, para retirá-lo do rosto.
— Ok, você quer fazer esse joguinho... Não tem problema, vamos fazer seu jogo, Regina, vamos fazer de conta que nem por um momento lhe passou pela cabeça me beijar bem ali, na frente de quem quer que fosse! — disse, num tom urgente de voz, para em seguida invadir a cabine do lado e notar que a morena não se movia.
— Regina? — a loira tocou-lhe no ombro. — Não vai se vestir?
Regina fez um movimento para se virar, pondo-se de frente para a modelo. Encarou-lhe nos olhos, buscando o mar para se afogar.
― Eu não consigo mais. ― apressou-se em dizer, a voz baixa e ligeiramente rouca.
Emma a fitou de modo triste, notando que seus olhos lacrimavam. ― Do que você está falando?
No minuto seguinte, Regina se jogou nos braços de Emma e buscou seus lábios com uma pressa irrefreável. Suas mãos frias lhe fincavam a nuca sob um delírio comum entre as duas. Emma a correspondeu em demasia, sem raciocinar muito, apalpou a morena na cintura e a fez escorar na parede firme da cabine. Regina aliviou seu instinto insaciável e controlou o esfomeado de Swan, cessou o beijo com dificuldade, pouco se afastou do rosto surpreso da loira, e a encarou para dizer-lhe:
― Isso! Eu não consigo mais controlar isso!
Ao ouvir a rouquidão enlouquecedora do timbre balbuciado por Regina, Emma a enroscou em seus braços firmes, fazendo-a se equilibrar nas pontas dos pés, para então saborear, outra vez, a maciez tragável do corpo nu da morena, roçando contra ela e beijando-a com ardor. Agarraram-se nas cortinas da cabine, esquecendo totalmente da porta em estado de escancaro. Foi no momento em que August, dando falta das duas, adentrou o espaço de fininho e presenciou a cena enlouquecedora através das brechas do cubículo. O rapaz se viu num impasse inconclusivo, poderia fotografá-las e tirar um bom dinheiro das mulheres. Ou poderia simplesmente se divertir vendo-as caírem na tentação. Afinal, o quão fatal seria a atração envolvida entre as duas?
Fale com o autor