Fatal Attraction
4 Subtle touch on the window.
Notas iniciais
O peito ardia devido ao sentimento que crescia e o laço que as unia, sucumbia, e não desaparecia. Havia passado duas longas semanas desde a tarde na qual a filha de Gold fora surpreendida por uma tapa na face, seguida de um beijo violento dado pela fotógrafa privilegiada de seu pai.
Regina evitara Emma nos últimos quatorze dias, como um presa resoluta foge de seu predador. Quando uma esbarrava na outra em frente à agência, era quase como um lampejo fúnebre diante do céu adejante. Há dias que Emma não sentira nada além de angústia. Doía olhar para ela, doía estar a poucos metros de distância de quem lhe mastigava a alma com dentes e garras e nada podia dizer.
Com a confraternização sendo planejada e todo um desfile para organizar por conta própria, Regina estava um caco. Emma também não estava muito longe disso, já não prestava tanta ajuda à Mary Margaret como antes fazia. O filho sentia falta dela, e seu celular vibrava o dia inteiro, não importa o que a perguntavam ou, o quanto a pedissem para que atendesse, Emma apenas ignorava, passava os olhos de soslaio na tela e logo surgira um sorriso triste no rosto.
Mary estava tão enorme e com tantas saudades da amiga, resolveu telefoná-la e marcar um café.
— Emma, minha amiga, o que anda fazendo? — falou ela, sonolenta. —Não aparece no bar têm dias. Está parecendo o seu pai, trancada aí com essas magricelas.
Emma riu zombeteira, girando sobre a poltrona giratória.
— Esqueceu que sou uma dessas magricelas? — as duas gargalharam. – Mary, eu sinto muito por estar tão ausente. Estão todos loucos no Império de Gold, só faltam nove dias para o desfile e ainda não conseguiram a modelo.
Mary acariciava a barriga, deitada num sofá confortável repleto de almofadas com penas de ganço.
— Não precisa se explicar, Emma! Estou surpresa... com todos os convites enviados e ainda não encontraram a garota que fará a campanha?
— O prazo inspira amanhã, creio que Neal e Regina deem um jeito antes disso. As coisas por aqui parecem funcionar como mágica. — disse Emma, massageando as têmporas exaustas.
— Bem, espero que dê tudo certo! — Mary bocejou. — Mas então... está a fim de um café quente e rosquinhas de manteiga? Hm?
Emma sorriu instantaneamente.
— Eu estou super a fim, diga que também está... Vamos lá! — Mary insistiu.
— Claro que sim, boba. Você vem ou eu vou? — Emma perguntou, enrolando no pescoço um lenço cinza.
— Me espere naquele café aí perto. Pedirei um táxi, o trânsito está fraco, eu não demoro muito.
Cerca de uma hora mais tarde, Emma adentrou no hall do café da esquina. Mas antes disso, ela havia passando numa banca de revistas ali próximo. Se pegou paralisada frente à vitrine principal. Os olhos fitavam o horizonte complexo da figura fotografada na capa de uma revista bem vendida.
''Regina Mills promete calar os boatos com sua candidata surpresa'', sobretudo, Regina nem a tinha. Emma pagou pela revista, embora pudesse obter quantas quisesse gratuitamente.
Sentara jeitosamente num dos bancos públicos, onde os pássaros todos voejavam sob o céu, cada qual buscando seu rumo, como Emma buscara paz no coração desde a tapa, calada por um beijo inesperado. Emma abrira a revista, pousou o dedo indicador sobre a foto de Regina e levou pouco mais de trinta minutos naquela admiração pungente.
Estava paranoica sobre si, começara a achar que o problema fora ela. Que não era o suficiente e Regina poderia ter quem bem entendesse. O fato é que às vezes refletia e sabia que essa não era a causa; estava além de ser boa o bastante, Emma poderia ser até mesmo mais do que isso.
E Regina era esculpida de vidraças. Cortantes como espinhos ou tortura similar. E se necessário fosse, ferir-se para retirar cada caco de vidro, então Emma faria; porque nunca acreditara em coincidências e Regina não era somente um caso extraconjugal.
Pensou, até que cansou. Já havia passado um bom tempo e seria capaz de dar de cara com a amiga no café.
"Certeira" foi a primeira coisa que pensou, quando avistou Mary acenando da calçada.
— Olá... — sussurrou, mostrando-se cansada.
As duas entraram e se sentaram numa mesa de frente para a porta. Não demorou muito até que um rapaz fanhoso de sotaque porto-riquenho as servisse. Pediram o que fora combinado pelo celular, e Margaret respirou aliviada quando suas rosquinhas pousaram bem à vista dela.
— Então, quando vai me dizer de uma vez o que vem atormentando-a tanto? — murmurou seriamente para Emma. — E não venha usar essa desculpa do evento porque nós duas sabemos muito bem que você nunca deu a mínima com essas extravagâncias.
Emma esboçou um sorriso triste, sem mostrar os dentes — Não é nada... É só que... Eu peguei um resfriado com o clima daqui!
Mary maneou a cabeça para os lados. Não havia acredito em nada e quis deixar bem claro.
— Pare com essa baboseira, Emma — disse em baixo tom. — Acha que eu sou burra? Por que diabos tem uma revista aberta na foto daquela mulher?
A loira empertigou-se. Levou uma das mãos para a face e escondeu o rosto na palma.
— Droga, Mary! Você parece a porra do Sherlock Holmes. — bufou, enquanto buscava uma colher de sobremesa para esfriar a xícara fumegante de cappuccino.
— Você continua a mesma boca suja de quando éramos duas pirralhas desafiando seu pai e a maluca da Ingrid — disse Mary, confidencialmente entre um sorriso convidativo. — Falo sério Emma — ela havia voltado para seu tom cético de mãe. — essa droga está à beira de um desastre.
— Do que diabos você está falando? — Emma perguntou, empurrando a revista para dentro da bolsa carteiro.
— Eu conheço você! — iniciou Mary, num tom mais doce. — Eu cresci com você, sei exatamente o tipo de pessoa que você se torna quando está apaixonada.
Emma deu uma risada silenciosa, evitando olhar seus olhos.
— Quando vai começar a bebedeira? — continuou – Hein, Em?
— Você está sendo dramática, eu não estou apaixonada, certo? — explicou Emma, perturbada com o rumo da conversa. — Afinal, você atravessou Chicago para me dizer como devo me comportar diante de um caso?
— Oh! — Mary gracejou, vitoriosa. — Então vocês já pularam as preliminares, sim? Então quer dizer que você tem um caso com a fotógrafa de Gold? Regina Mills?! Aquela mulher amarga e insensata que demos carona?
Emma empalideceu, queria sumir para qualquer outro lugar. Mary Margaret estava começando a ficar histérica.
— Droga, Emma! Droga! Você tem que consertar essa merda, sabe muito bem no que isso vai dá.
— Mary! — Emma a repreendeu cheia de vergonha.
Ressentida, a morena de cabelos curtinhos encolheu-se.
— Só não ter que recolher os seus pedaços qual ela a deixar.
Ambas se entreolhavam num ar denso de tensão, quando o sino da entrada fez eco no ambiente.
Mesmo sob a luz inclemente do meio-dia, Regina Mills não perdia o menor de seus traços de beleza. Os cabelos esvoaçavam sobre seus ombros nus, emitindo um maior grau de sensualidade. O vestido de linho aveludado de tom safira, mais o bem escolhido par de meia calça, deixava bem pouco a cargo da imaginação.
Ela estava junto de Bela e as duas entraram sorrindo sem notar à primórdio a presença de Emma e Mary na mesa dos fundos.
— Oh, droga! — urrou Mary, sendo a primeira a avistá-las.
Emma debruçou-se e seus olhos cruzaram dramaticamente os de Regina. Um clima intrépido se instalou à medida que Bela a conduzia para uma mesa mais para trás. Regina soltou-se do pulso de Bela e lhe disse que precisava ir ao banheiro.
Não demorou muito até que a namorada de Gold visse a filha dele mais ao fundo para se dar conta do que havia acontecido.
Bela caminhou gentilmente até as duas e cumprimentou Emma muito formalmente. Pediu-lhe licença um minuto e a levou até um canto mais reservado.
— Talvez ela queira que você a esqueça, Emma. Que a deixe em paz. Eu sinto muito. — lamentou Bela, percebendo a mesma tristeza que havia na amiga pairando sobre Emma.
— Talvez ela devesse parar de se esconder em escritórios e banheiros de cafeterias. – esclareceu Emma, rudemente.
Bela sorriu de forma penosa.
— Você não entenderia, ela é difícil de lidar.
Emma revirou os olhos, impaciente para com aquela mesma conversa fiada.
— Eu poderia tentar se ela me desse uma chance.
— Eu não posso responder por ela, você entende, não é mesmo? — disse Bela, tocando-lhe o ombro amistosamente.
Emma lhe mostrou um rápido sorriso singelo — Ao menos me faça um favor! — pediu, olhando-a calma nos olhos com suas íris esverdeadas.
Bela concordou com a cabeça e Emma arrancou um lápis emprestado do mesmo garçom que a atendeu. — Você tem papel? — disse ela, meio que às pressas.
O rapaz retirou um bloco de papel encardido do bolso e sinalizou para Emma, que não tardou em tomá-lo em mãos.
Emma estava ininterrupta enquanto rabiscava o pedaço rasgado de papel. Releu o que havia escrito para ter certeza de que estava tudo como deveria e o dobrou quatro vezes. Seus olhos flamejantes fitaram Bela com súplica.
— Entregue o bilhete — dizia ela. — Por favor, Bela!
A ruiva franziu o cenho em dúvida, estava diante de um impasse que a afetava fundamentalmente. Poderia simplesmente entregar o bilhete, porém estaria indo contra a vontade da amiga e permitindo a aproximação de alguém que a traria problemas. E poderia recusar ajudar a Emma nisso, secamente; sendo que assim estaria indo contra a própria natureza gentil que era sua.
— Dane-se! — esbravejou ela, mais para si do que para qualquer um outro. — Eu entrego, com uma condição.
Emma, que já havia perdido a esperança, pediu que ela prosseguisse, ansiosamente.
— Nós duas não nos falamos, eu não recebi esse bilhete de você. Um garçom me abordou dizendo que tinha algo para Regina Mills. — ordenou Bela. — Fui clara?
A loira pulou internamente de felicidade. Bela tomou o bilhete, séria, tentando não se mostrar como a manteiga que todos sabiam que ela era.
— Aonde vai? — murmurava Mary, furiosa. — Emma! Que demônios, deixe-me ao menos pedir que empacotem as rosquinhas que restaram para viagem!
— Esqueça as rosquinhas, Mary! — pediu Emma, agarrando-a pelo punho para levá-la para fora do estabelecimento. — Você tem que ir descansar, está quase parindo bela boca. Eu vou te dar uma carona, vamos.
Mary Margaret era ingênua, porém tão geniosa quanto. Fez o maior alvoroço até que finalmente entrasse no Cadillac de Emma.
Regina e Bela sorriam pelas ruas de Chicago, satisfeitas com o bom lanche que teriam feito. O céu nebuloso acima delas indicava mau tempo. Ouvia-se as trovoadas subitamente, e ambas viram que era a hora ideal para se despedirem.
— Obrigada pela companhia, Bela — comentou Regina, à beira da calçada no centro. — Eu estava mesmo precisando fugir dos assuntos da agência.
Bela sorriu carinhosamente. — E dos interesses românticos também, considerando a cena com a senhorita Swan.
Regina encarou Bela com seu par de olhos negros esbravejando decepção.
— Você tinha que tocar no assunto, não? — disse, para alarme da situação.
— Desculpe. Não quero ser intrometida, a vida é sua, não vou me meter se não quiser.
Regina prometeu desculpá-la sinceramente. Ela realmente tinha que ser tão exigente sempre?
Bela fitou o céu uma segunda vez e se deu conta que o acinzentado havia se espalhado por uma longa extensão, estava nevoente e com nuvens sobrecarregadas. Logo gotejaria exageradamente por toda cidade.
— Devemos ir, Gina. Eu prometi que faria um jantar para meu pai hoje, ele me fará uma visita. Só quero dar algo a você, antes de ir. — falou ela.
— Então dê logo, tenho uma lista de candidatas para rever hoje. Além do mais, tem um temporal vindo por aí...
Bela retirou o papel bem dobrado do bolso, cuidadosamente e, pressionou os olhos com força antes de estender o braço entregando-o. Espero que seja a coisa certa a fazer.
— Alguém deixou isso com um dos garçons. É pra você.
Dito isto, Bela se despediu da amiga, deixando-a com a maior cara de paisagem.
Regina enfiou a mão dentro da bolsa e catou as chaves do seu carro, decidindo abrir o bilhete de quem quer que fosse, quando estivesse em casa, com seu aquecedor ligeiramente ligado e uma taça suculenta de espumante ao lado da banheira quente.
Pôs os ferrolhos na porta e retirou os sapatos dos pés, delicada e paciente. Deixou que as próprias mãos a despisse até o banheiro e começou a encher uma taça com o líquido transparente. Regina apanhou o bilhete da bolsa e o abriu reconhecendo aquela letra em particular.
''Eu a deixarei em paz, se você me deixar também. Há fios do seu cabelo por todo o meu travesseiro, posso jurar ainda enxergar o contorno de suas curvas formando uma silhueta no emaranhado dos lençóis. Saia da minha cama, da cabeça e coração, e eu a deixarei em paz. Os cobertores que foram à lavanderia voltaram ainda manchados, de roxo violeta, seu batom não se vai, e seu cheiro impregnou em minhas narinas. Saia de minhas cobertas, do meu ofato e juízo, e eu a deixarei paz.
E.''
Regina juntou à carta ao peito, que antes passara pelas mãos de Emma, na intenção de que a presença fantasmagórica destas, pudessem sentir o ritmo desenfreado que seu peito pulsava naquele instante. Quis evitar o sorriso triste nos lábios, mas não pôde.
Viu que já havia passado um longo tempo desde que andara de um lado para o outro buscando conciliar seus interesses emocionais e racionais. Decidiu deixar o banho de banheiro para outra hora e optou por uma chuveirada morna; achou que a água seria capaz de escorrer pelo seu corpo e levar consigo todos os problemas que não poderia solucionar. As gotas se misturavam às lágrimas e Regina mal percebia que chorava.
Foi quando ouviu um barulho no andar de baixo e achou que algo de errado havia acontecido. Poderia ser o cachorro do vizinho entrando para roubar seus sanduíches de frango ou, poderia ser outra coisa.
Regina saiu meticulosamente do chuveiro, enrolando uma toalha branca no corpo molhado. Fez com que as mãos percorressem os cabelos, pondo-os para trás e retirando o excesso da água. Retirou a barra de ferro que segurava as cortinas de banho e a usou como arma, para o caso de ser algum ladrão.
Desceu cada degrau com uma calma exacerbada, sem deixar que algum ruído escapulisse. Verificou na cozinha e ninguém havia estado lá, no entanto, um brisa gélida veio da sala lhe causando calafrios e supôs que a janela tivesse sido aberta.
Regina tampou a boca para conter o grito que daria quando imaginou ver alguém parado em sua sala. Acalmou-se logo em seguida, porque conhecia aquele alguém.
— Você pulou pela janela? Ficou maluca? — esbravejava, aproximando-se de Emma que estava parada com as mãos massageando os joelhos.
— Eu toquei o seu interfone um milhão de vezes, seu carro está estacionado lá fora. Achei que algo tivesse acontecido. — disse Emma, desculpando-se. Mas o olhar de Regina sobre ela não parecia contente com sua explicação.
— Algo como o quê? Como eu ser assassinada pelos meus móveis ou estrangulada pelo meu chuveiro? — cuspiu Regina, rudemente.
Emma deu de ombros. Percebeu que o joelho sangrava, certamente havia o arranhado em algum prego solto.
— Deus do céu, isso é sangue? — Regina apavorou-se. — Você se machucou? Maldição, veja só o resultado da sua estupidez, Emma!
— É só um corte, não precisa fazer uma cena de mãezona. Não foi para isso que eu vim aqui.
Regina não deu a menor atenção para o que Emma havia falado, foi até a cozinha e buscou gelo e água oxigenada.
— Pare de falar e se sente no sofá. Não quero que pegue uma infecção por ser relaxada. — foram as ordens de Regina, e Emma assentiu educadamente.
Com um bocado de algodão retirado do rolo, Regina o umedeceu na oxigenada e limpou o sangue do joelho de Emma.
— Au, Regina! — choramingou a loira. — Vá devagar, isso arde!
Regina deu uma risada zombeteira e silenciosa.
— Ei, eu ouvi isso. Não tem graça nenhuma, sabia? — disse Emma, dando um leve empurrão no ombro da outra.
— Na próxima vez, pense melhor antes de invadir janelas. —alfinetou Regina, pondo o gelo sobre o curativo. — Dói? — perguntou suavemente.
— Não muito.
— Que veio fazer aqui? — Regina a encarou, aguardando uma boa resposta.
Emma levantou-se. Colocando o pacote de gelo de lado. — Vim lascar o meu joelho na sua janela, óbvio. — ironizou, organizando o couro da calça que vestia para longe do ferimento.
— Que acha que vim fazer aqui?
A morena sorriu cabisbaixa. Os fios de cabelo começavam a secar, caindo sobre os olhos. Emma achou que ela ficava absurdamente sexy com aquela aparência casual.
Regina estava nervosa e os pelos da pele arrepiaram, havia esquecido de ligar o aquecedor e fazia um frio absurdo em sua sala. Os ombros nus, ainda úmidos, pareciam anestesiados devido à frieza. As duas estavam separadas por uma mínima distância, qualquer que fosse o movimento de ambas, era possível se tocarem sem dificuldade.
— Eu li seu bilhete — sussurrou Regina, ofegante. – Eu preciso pensar, Emma.
A loira se esquivou, deixando um hálito morno escapar por uma brecha dos lábios. Levantou o braço lentamente, tocando os de Regina com dois dedos. Ela murmurou algo que Emma não ouviu, e em seguida sentiu as mãos da loira adentrarem na toalha; respirava tão intensamente que era visível o movimento do peito subindo e descendo.
Emma despiu Regina com bastante cortesia e as duas uniram as testas, depois, os lábios. Estavam prestes a se beijar quando ouviram um ruído singular de pneus vindo do lado de fora. Era alguém estacionando em seu jardim e Regina não tardou em perceber quem havia chegado.
A morena afastou Emma com o punho e enrolou-se novamente na toalha. Ela deu passos rápidos até a janela por onde Emma havia saltado e viu que era Gold quem descia do automóvel, vestido num terno cinza elegante e acompanhado por Neal.
— Merda! — disse ela entredentes. — Merda, é o seu pai!
— Como é que é? — Emma deu um pulo até a janela e viu com os próprios olhos. Era Neal e seu pai indo em direção à porta.
— Gold? — disse Emma sobressaltada. — O que Gold e Neal estão fazendo aqui?
Regina estava caçando um roupão que guardara antes no armário da sala. Vestiu-se e puxou Emma pelos punhos.
— Você tem que ir embora! Agora! — disse ela, cogitando por onde Emma sairia. – Vai ter que ser pela janela, não há outro jeito.
— O quê? M-mas e nós?
Emma parou no tempo, o interfone tocava. Observou Regina abrir a janela e fazer gestos para que fosse.
— Emma... Por favor, vá! Seu pai não vai gostar nada de nos ver juntas. Logo mais nessas condições. – salientou ela, comentando sobre suas vestes. — Pule de uma vez!
Emma murmurou algo e foi até à janela, pôs os pés para fora e deu um salto. Depois olhou para Regina e abanou a cabeça para os lados.
A loira analisou bem qual seria seu próximo destino. Não pensou mais de uma vez antes de decidir dirigir até o Snow's. Não para ajudar Mary, como sempre fizera, afinal, David já havia chegado. Iria beber o quanto aguentasse até esquecer o próprio nome.
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