Fatal Attraction
7 Honestly? Accepted apologies.
Notas iniciais
Um dia nunca passou tão velozmente antes, foi como piscar os olhos para descansá-los enquanto se assiste a um filme: você os fecha por cinco segundos e de repente os créditos estão rolando a mais de uma hora. Na agência, as pessoas estavam agitadas e os jornalistas não falhavam quanto às provocações, havia uma multidão abominável de paparazzis do lado de fora.
''A meu ver, será apenas uma confraternização formal'', divulgou Gold para as câmeras quando voltava da The New Picture pela manhã. Sobretudo, qualquer um favorecido por uma coeficiência intelectual mediana saberia que aquilo não passava de uma desculpa esfarrapada por ter convidado pequena parte da imprensa.
Mills estava atrasada, mas seu patrão estava mais. Ambos abusaram da mesma desculpa: jornalistas. Ao chegar, Neal já havia resolvido grande parte das tarefas por ali. Coisas como: telefonar para os motoristas que levariam as modelos para as equipes de produção e maquiagem, confirmar arranjos e decoração, bebidas e músicos.
Era o único dia no qual a agência não estava repleta de profissionais, todos os rapazes e garotas que estariam neste primeiro desfile estavam a passar o dia de folga num SPA selecionado somente para eles. No final, estariam relaxados e fariam um ótimo trabalho.
Regina não tirara os óculos de sol desde que havia chegado pela manhã. Vestia algo parecido com um macacão moderno de linho, era casual e elegante, porém demonstrava tormento através do tom pastel; o cabelo preso num penteado apertado no topo da cabeça e as mãos trêmulas seguravam um café com a esquerda e, a caneta trepidava um papel com a direita. Discutia com alguém no celular, e algo a fez arremessá-lo longe.
— Regina? — Neal aproximou-se de fininho, deixando a expressão falar por si quando avistou o aparelho desmontado no chão. — Ual! Parece que alguém aqui acordou com o pé esquerdo hoje. O que diabos você está vestindo? — o rapaz gargalhou. — Está de mau humor ou alguém fez um arrastão no seu closet?
— Cale a boca e leve esses papéis pro seu pai assinar, por favor. Diga àquele cretino que me encontre em minha sala o quanto antes! — a morena estendeu uma pasta marrom guardando alguma papelada em seu interior. — O que tem de errado com minha roupa, não gostou?
Neal a olhou repentinamente de cima a baixo, cruzou os braços acima do abdômen e bufou reprovando-a. — Definitivamente, tudo! Está tudo errado, comprou isso numa sessão de grávidas adventistas?
— Ah, Neal! Faça-me o favor e dê o fora daqui, vamos, vamos! — sua voz era agressiva mas o rosto sorria. — Saia, seu babaca!
O rapaz girou nos calcanhares, rindo à toa e soltando pilera.
Pouco depois Gold batia à sua porta, não contente, estava furioso.
— O que você fez, Regina? Pode me explicar por que xingou um dos maiores patrocinadores do evento? Surtou de uma vez? Nunca a vi tão descontrol...
— Gold, cale-se! Por obséquio, cale-se! — vociferou Regina, seus olhos agitados o repreendendo e os punhos firmes sobre a mesa. — Quem você pensa que é, Deus?! Cancelou o meu projeto de meses para fazer algo inovador de última hora? Eu venho dando duro para preparar uma droga de confraternização, só para preencher seu ego, e você desfaz tudo por um cachê mais em conta?
— Regina, querida, acalma-se! Eu apenas fiz algumas mudanças, a banda que você escolheu estava cobrando absurdos e a Ruby, bem... é uma ótima amiga sua, sim?
A morena se apressou em aproximar o rosto raivoso do de Gold, preparou seu tom de voz mais ameaçador e o fez fitá-la encurraladamente.
— Não se faça de idiota, Robert! Sabe muito bem o que houve entre mim e a louca da Ruby, sabe muito bem o porquê dela ter cobrado tão pouco! Sabe o quanto foi difícil me livrar dela, sabe todos os motivos para não incluir essa mulher na lista de opções e de repente você a contrata?!
— Não sei do que você está falando! Regina, querida, veja bem, eu a encontrei por acaso no caminho e conversamos sobre isso, ok? Não há porque esse estresse todo, não sabia que você era do tipo que guarda rancores. Foi só um caso, releve!
Regina o encarava enojada, os olhos borrados de lágrimas. Queria tanto lhe dar uma bofetada, e o faria, se isso não lhe custasse o emprego.
— Dane-se! — murmurou agonizada. — Saia da minha sala, por favor!
Gold tentou tocá-la no ombro, sendo um gesto comum entre eles. Assustou-se quando a fotógrafa o rejeitou e teve de questioná-la.
— Não vai dizer que me culpa por estar sendo econômico e racional, vai?
Não ficaria ali para ouvir o cinismo do chefe. — Ótimo! Se você não vai, eu vou! — Regina pôs a bolsa de lado e girou a maçaneta num solavanco irritado. Deixou tudo sobre a mesa e se foi soltando fogo pelas narinas. Intuitivamente sabia que aquilo acabaria mal.
Poderia ser uma noite qualquer, com drinks saborosos, modelos magérrimas com a sexualidade florindo e um buffet de primeira aguardando os bons paladares sobre a mesa. Poderia ser uma noite de glória, como todas as outras promovidas por Robert Gold e sua equipe impecável. As luzes neon alternavam piscadelas no fundo do palco, cintilando no ritmo apreciável das ondas sonoras da música que vibrava no salão.
Poderia, caso não fosse o sumiço imprevisível de Regina Mills. Deveria ter chegado há cerca de duas horas, considerando sua pontualidade impressionável. A maioria dos convidados já se esbatiam por ali, discutiam sobre moda e eventos importantes enquanto a vocalista, uma moça alta de cabelos longos com madeixas avermelhadas, realizava uma performance autêntica de músicas em estilo balada francesa.
Gold já estava às turvas, impaciente, ligara mais de dez vezes e caía sempre na secretária. Interrogou todos os funcionários presentes se alguém, por acaso, não a teria visto. O que diabos Regina estava pensando quando resolveu dar um belo chá de sumiço? Logo hoje, que a casa estava cheia e Emma seria formalmente apresentada por ela; afinal, Emma era o seu projeto, sua grande aposta, seu risco. Cabia somente a ela estar ali.
O clima pairava denso no camarim principal. Emma vestida em trajes estranhos até para si mesma, embora acostumada com o glamour das passarelas, estranhava o fato de ter que se vestir sofisticadamente naquele tom, roupas de extrema classe. Quando se viu no espalho deparou-se com uma dama urbana, sensual e impenetrável. Um vestido bordô longo e pesado que deixava um dos ombros à mostra, possuía uma longa calda com fenda na lateral esquerda e perolava no busto. O cabelo estava solto e levemente trançado no topo. Àquela altura já teria o suado em boa parte, não parava quieta nem por um segundo. Andava de um lado para o outro, buscando se concentrar enquanto Gold apenas berrava com a secretária eletrônica.
— Emma, pare de andar desse jeito, tenha dó dos meus nervos! — Gold se alterou, ainda discando o mesmo número. Ela deu de ombros, bebia água como se estivesse num deserto.
''Oi, aqui é a Regina, se tentou mais de duas vezes, desista! Retorno quando puder, tchau, tchau.''
— Regina! Sou eu, Gold, pela milésima vez, onde foi que você se meteu, porra? Estão todos aqui, está quase na hora, que demônios! Tchau!
Neal assistia a tudo sentado, bebericando uma sidra cara e fresca. Não parecia nem um pouco preocupado e pouco se importava com toda aquela cena. Por outro lado, a irmã parecia uma pilha de nervos, como se Regina fosse seu amuleto e sem ela tudo iria direto para o ralo. Pior que isso, somente Gold roendo os dedos, ridículo naquele paletó dois números maiores que o seu, sem falar naquela gravata listrada.
— Ela não vai aparecer, não vai! — Swan sussurrou baixinho, o que deveria ter sido apenas para ela. — Eu vou ter que me virar, não sei... Neal, por que está tão tranquilo?!
— Vocês precisam relaxar, sério... Ela virá, está bem? Se acalme, é a Regina, ela é cheia de surpresas, não a conhece ainda? — disse ele zombeteiro. Ia acrescentar algo a mais, quando uma moça baixinha surgiu na porta, talvez estivesse assustada, ou talvez fossem os seus olhos grandes demais para um rosto tão miúdo.
— Desculpe por interrompê-los, senhores. Só vim avisar que o palco está pronto, está na hora.
A garota deu um sorriso simpático com os lábios e fechou a porta logo em seguida.
— Droga! E agora? Eu não sei o que dizer para toda aquela gente, essa parte era da Regina, eu só deveria sorrir e agradecer no final! Droga!
Gold já não se descabelava mais. Correu os olhos pelo camarim e fez um novo nó na gravata. — Você consegue. Improvise, não sei, vamos lá! Você tem que entrar!
— Emma, você consegue, ok? É só tentar ganhar tempo, eu vou tentar encontrá-la. Você consegue! — Neal a beijou genuinamente na testa.
A loira tremia dos pés a cabeça, sacudiu o corpo para afastar o nervosismo e suspirou fundo. Estava na hora, só teria que ser simpática, só isso!
Caminhou devagar pelo corredor que seguia até o palco e a mesma moça de antes lhe entregou um microfone e lhe desejou boa sorte, Emma assentiu e agradeceu docemente. No momento em que seus pés pisaram o assoalho de verniz o rosto corou. Não fazia ideia de quanta gente estava presente até então, e não entendia porque essas situações sempre requerem um discurso de antemão. Era só uma festa com gente metida e um desfile bobo que ela mesma abriria.
Seu pai já se juntara aos empresários na primeira fila, a imprensa na segunda e os demais presentes espalhados em assentos diversos. Finalmente tomou coragem e levou o microfone até a altura dos lábios.
— Oi, meu nome é Emma Swan e peço perdão por estar me camuflando no vestido de tanta vergonha! — foi seu momento de glória, todos riram com ela.
— Como todos vocês sabem, esta confraternização está sendo promovida pelo pai, – ela deu uma pausa para que todos o encontrassem, aquela gravata era incrivelmente ridícula e Emma riu. — Robert Gold, para todos os momentos! E hoje à noite estamos...
— Estamos todos ciente de que você será a melhor candidata para a coleção! – disse uma voz distante ao fundo. Emma reconheceu aquela voz, e não havia remorso em seu tom.
O corpo mais seguro de si emergindo do decote, as formas voluptuosas muito bem acentuadas sob a seda justa, Regina Mills nunca esteve tão bela. Emma se esquivou para ter certeza de aquela voz não vinha da parte insana do seu cérebro, e seus olhos esbarraram no contorno esfumaçado das pálpebras de Regina. Enquanto toda aquela gente batia palmas elas se aprovavam com o olhar. Ficaram ali se olhando, decidindo se deveriam sorrir uma para a outra, ou se não. E na dúvida, Mills tomou o controle da situação e se pôs bem ao lado de Emma.
— Respire, eu estou bem aqui! — comentou a fotógrafa, num tom que somente as duas ouviam e continuou sorrindo para as câmeras.
Regina iniciou o discurso perfeitamente bem, reduzindo à experiência a algo comum de se fazer. De fato fazia aquele tipo de coisa o tempo inteiro, tudo saía naturalmente e de repente não parecia mais um monstro de sete cabeças.
No final, quando as duas acabaram e a luz tremeluzia para que fechassem as cortinas, Regina pressionou os dedos de Emma contra o seus, ligeiramente envergonhada e, quem diria, estava bastante segura do que fazia. E somente elas viram o gesto acontecer.
Uma hora mais tarde, não havia sequer um convidado sóbrio. Os garçons serviam champanhes suaves acompanhados de morangos silvestres, e o gosto afrodisíaco unia uma quantidade apreensiva de amantes na pista de dança, ao som de Holding Back The Years, num ritmo mais moderno e telúrico, abraçavam-se uns aos outros e sussurravam ousadias à parte.
Emma estava num canto da pista, falava ao telefone com Mary Margaret que havia deixado David no bar e teria ido dormir com Henry, porque o garoto acabava de se recuperar de um resfriado e ás vezes tinha pesadelos com florestas assombradas e fadas do dente que roubavam crianças. Ela pôs o celular no vibrador e o largou numa bancada onde serviam drinks por fora do buffet.
Num outro vão daquela mesma pista havia uma vocalista bastante insistente em cortejar uma fotógrafa obsoleta. Como Ruby conseguia esforçar-se tanto em se humilhar?
— Ruby, olha... É sério, ok? Eu estou exausta, meu dia foi pior do que parece e você só está piorando ainda mais as coisas.
— Regi, qual é, poxa? Eu só queria dançar com você! Uma dança, é tão terrível assim querer dançar com uma velha amiga?
A ruiva era boa no ataque, e não desistiria tão fácil de estar naqueles braços tão talentosos. Regina bufou em desprezo, só queria tomar um martíni gelado em paz.
— Amiga é o cassete, não é mesmo? Olhe bem para mim, quantos anos acha que eu tenho? Sou uma mulher adulta, experiente, pelo amor de Deus!
Ruby sorria descontraída. Não importava o quão azedamente Regina a tratasse, insistiria.
— Experiente... hum, eu que o diga! — mordiscou o lábio, entre um sorriso e um gole firme na vodca que bebia. — Regina, não me faça implorar, eu juro que é só uma dança! Eu vim cantar nesse inferno de festa careta só porque você estava aqui, não me faça ter cancelado uma turnê em vão!
— O que você disse? — Regina curvou-se para vê-la mais de perto. — Uma turnê, você disse que cancelou a porra de uma turnê para tentar uma dança comigo?
Ela estava furiosa, Ruby pôde sentir a pele do rosto da mulher queimar bem ali.
— Droga! Você é maluca! Vamos lá, uma dança e depois você desaparece daqui e da minha vida!
— Uow! Vamos lá tigresa! — Ruby fez um gesto engenhoso indicando a pista de dança.
— Ei, calma aí, docinho! Prometa que vai embora quando acabarmos e que não tentará nada, absolutamente nada, para prolongar essa dança!
— Não se preocupe, serei uma boa garota!
Neal avistou o longo vestido cintilando de costas, num corpo solitário que bebia cervejas como se fossem garrafas de sucos caseiros. Emma estava tão para baixo que nem mesmo a maquiagem bem feita escondia as feições tristonhas.
— Que faz uma dama tão bela sentada quando todos estão dançando?
Emma debruçou-se, fingindo um sorriso ao encontrar Neal de pé bem atrás dela.
— Apenas aquecendo meu grande talento enquanto os amadores fingem dançar.
— Parece que eles não são os únicos fingindo por aqui.
— Neal...
— Em...
E Neal a abraçou, tirando a garrafa escorregadia dos dedos frios.
— Vamos dançar! Você não pode ficar escondida aqui.
Emma fez que não, Neal insistiu com uma careta ameaçadora e jurou que a levaria no braço caso ela não fosse de boa vontade. Deram as mãos e se aproximaram do centro da pista, onde os dois tinham uma ótima vista de todos os outros casais.
— Estamos ridículos. — disse ela, abafando a boca com o punho que o segurava no ombro, a cabeça debruçada bem ali.
— Estamos lindos, você adora essa música.
Emma assentiu rindo com os olhos fechados, para quando abri-los novamente deparar-se com Regina bastante próxima de onde dançavam. Estava dançando com alguém. Estava dançando com a cantora bonita que havia dado três palavras mais cedo. No começo achou que Regina estivesse gostando, depois duvidou, e então as duas fizeram contato visual e se reconheceram. Neal e ela estavam completando uma volta, depois retornaram para a posição onde conseguia enxergá-la, mas agora era ela quem dava a volta. E quando finalmente se encararam outra vez, Emma achou que algo estava acontecendo, Regina se afastava enojada do que parecia ter sido um beijo. Emma sentiu um mal estar súbito no estômago e pediu licença ao irmão. Neal ficou ali parado sem entender a reação e apenas se deixou ficar plantado com uma baita cara de paisagem.
Andava às pressas, fugindo para qualquer lugar sem cantoras malucas e danças com segundas intenções. Mills deixou o grande salão e se enfiou portas adentro depois da tentativa falha de Ruby em beijá-la. E poderia jurar que não encontraria ninguém mais por lá, não àquela hora. Porém olhando com mais atenção viu que alguém já tinha tido a brilhante ideia de esconder-se no camarim de maquiagens. Viu os sapatos vermelhos sendo atirados contra o chão e um corpo exaurido encostando-se na coluna da parede.
Regina observou à espreita os gesto de Emma em abrir pouco mais de cinco centímetros do zíper traseiro do vestido, fazia calor ali dentro e decerto a loira queria escapar do sufoco em estar completamente apertada dentro da roupa. Não que a morena quisesse ficar em mistério, mas o cérebro vagueava no automático sem saber como se impor, se fazia um algum barulho para anunciar que também estava ali, ou que simplesmente falasse de uma vez para que Emma a notasse.
O próprio corpo a denunciou, quando deu um passo em falso e pisoteou uma caixa de balas no chão, o barulho fez Emma desvencilhar para trás e tomou um susto quando viu Regina de pé bem ali. E o que diabos as duas diriam uma para a outra? Diriam o quê, se Emma ainda estava magoada por Regina tê-la deixado naquele maldito farol sem nenhuma explicação aparente. Claramente havia algo a ser resolvido entre as duas, e alguém precisaria tomar as rédeas. Ficaram mudas, os lábios apenas entreabertos para dar passagem ao ar e os olhos nervosos dialogavam numa dimensão além do que pode ser dito.
No entanto, Emma não tinha nada para dizer, senão que ela fosse para o inferno com aquela complexidade fodida e toda aquela beleza estonteante que a fazia perder as estribeiras. E Regina se arrependeu de cara por ter ficado tanto tempo depois de ter visto que ela já estava no cubículo. Na cabeça, uma sucessão de coisas estavam ensaiadas para serem ditas e como todo o ensaio tinha falhado, decidiu escapar por onde havia entrado, fingir que aquilo não tinha acontecido e dessa vez iria mesmo para casa, sozinha e arrependida. Ousou dar para trás, caminhou quase o percurso todo mas algo a fez retornar e jogar tudo para o alto.
Parou na soleira da porta e notou Emma na mesma posição de antes, os olhos molhados, a boca desenhava um pequeno 'O' e quis arrancar aquele vestido do seu corpo imediatamente. Regina deu passadas firmes até a loira e parou o rosto tão próximo do seu que foi possível medir a pulsação enquanto unia a boca vermelha contra a de Swan; investiu num beijo frenético e endossado pela própria ação exotérica, estava meramente trêmula, de pernas bambas, mais precisamente. Suas mãos delicadas e ocasionalmente nervosas, arremessaram para longe o corpo da loira, que estava mais esbranquecida que o normal, esta que havia sido pega de surpresa e jorrou dos lábios um intenso arquejo de rendição.
Regina se sobrepôs delirada, puxando-a para seu corpo eufórica; o quadril de Emma a roçar o de Regina que a imprensava na parede fria e as mãos pouco sabiam onde segurar. — O que você está fazendo? — ofegou as perguntas mirando os olhos predatórios da morena. — R-egina... o que você pensa que está... Regina! — Emma revirou os olhos no momento em que seu pescoço fora devorado pela boca tão docemente morna de Regina; maculou tons de vermelho e roxo na região ainda perfumada das clavículas. Emma apenas se debatia sob uma entrega carnal à Regina, que preparava-se mentalmente para induzir dois dedos na peça íntima de renda rósea logo abaixo do vestido que a modelo ainda vestia.
Regina pôs o dedo indicador junto do médio dentro da boca e os lubrificou com a própria saliva, as mãos trajavam o caminho até o centro enquanto despejou palavras no ouvido da loira.
— Estou me desculpando com você, — por dentro, o colo de Emma dilatou. — eu sou maluca da cabeça, mas se ando tão insana assim a culpa é sua. — disse mais, preenchendo o sexo de Emma em um gesto habilidoso. — Você me tira do eixo!
O corpo da loira sucumbia febril e agitado, estava tão imprensada por Regina que sentiu a curva das pernas adormecerem. Para todos os efeitos, seu interior queimava seduzido pela luxúria, queria que aquela tortura acabasse e Regina introduzisse por completo os dedos dentro dela.
— Você está acabando comigo. — disse-lhe, — arranque logo essa roupa e me deite nesse balcão! — Swan estava ardendo de tesão.
Regina escupiu um sorriso malicioso para em seguida arregaçar o zíper e despi-la inteiramente, deparou-se com uma lingerie cor de rosa, um fio dental ousado e convidativo, Emma tinha curvas retilíneas que se demonstravam mais belas com peças claras. As duas tinham pressa irresistível em sentirem ambos os corpos trocarem carícias e entrelaçaram-se numa paixão agressiva. Regina se desfez de tudo que vestia, e se deitou sobre Swan logo que arrancou-lhe a calcinha minúscula.
Os lábios carnudos passeavam pelos seios de Emma, que em resposta tocou o meio das pernas da morena, movimentando os dedos e a palma da mão por ali. Regina arfava em contraste dos toques e penetrou Swan pela segunda vez, as duas bamboleavam de igual para igual, Regina ainda por cima, mirando nos olhos resistentes de Emma.
— Gosto dessa posição, assim consigo ter uma visão melhor dos seus olhos. — as palavras da morena saíram como uma confissão, o tom de voz ainda parecia entrecortado.
Emma fraquejou, dando-se conta que havia atingido seu ponto máximo. — Você está sinceramente desculpada. — as duas deram boas risadas e Regina estava tão satisfeita quanto, deitando a cabeça sobre o ombro de Swan.
Os vestidos espalhados pelo chão e os pares de sapatos revirados por entre caixas e depósitos. O camarim agora tinha o cheiro agridoce dos seus corpos e a única réstia de luz que adentrava pela janela reluzia sobre seus semblantes nus.
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