Notas iniciais
Capítulo extra dedicado á ChelePlushie, minha primeira leitora!
Enjoy :)

5- Penetras.

Horas depois:


– Ok, revisando o plano de jogo: – Kendall disse. – Justin fica na van. Já checou se está tudo ok?

– Já, as câmeras e os microfones estão posicionados, e... Já é terceira vez em meia hora que você me pergunta isso! Tá nervoso, é? – Eu protestei, com uma pontada de deboche na afronta.

– Não, claro que não! – Ele disse.

– Ah, continua logo! – Selena disse. Ela parecia desconfortável com as roupas tamanho PPPPP MEGA P.

– Ok. Eu vou me infiltrar nos barra-pesada. Selena também, mas de um jeito mais... Feminino... – Kendall brincou.

– Eu acho que se passar de prostituta é um pouquinho mais radical. – Ela se defendeu.

– Você vai correr? – Perguntei para Kendall, depois de rir da piada de Selena, apesar de eu saber a verdade. O que eu não sabia era que Kendall não sabia. Burro.

– O quê? – Kendall pareceu aéreo.

– Não passou na sua cabeça que vai ser um racha? – Falei, fazendo aspas com os dedos em racha.

– Ah! Claro que vou correr! – Ele disse, ainda alienado.

– Ah, tá... Então, vamos logo, que já são 21h! – Berrei. Selena concordou e nós dois entramos na van preta que estava estacionada na calçada. Kendall iria no Mach-6. Estava tudo planejado. Antes de Kendall ir para o Mach-6, falei:

– Vocês vão estar conectados comigo e uns aos outros por meio dessas duas coisinhas aqui. – Mostrei um pontinho preto e outro cor de pele.

– Que treco é esse? – Kendall perguntou. Eu e Selena suspiramos de impaciência ao mesmo tempo. Eu tinha explicado a ele o que aqueles pontinhos eram. Umas duas vezes só naquele dia.

– O pontinho cor de pele é um fone... – Selena disse.

– E o preto, uma escuta. – Completei. – Lembra? Coloca-se... – Peguei os dois e coloquei corretamente em mim. O preto, por dentro da camisa, o cor de pele, no ouvido. – Assim. Entendeu?

– Positivo, passa pra cá. – Ele disse. Entreguei outro conjunto para ele e mais um para Selena. Eles colocaram, e logo após isso, perguntei:

– Armas?

Kendall bateu no bolso frontal da calça, e Selena mostrou um punhal e uma pistola escondidas embaixo de saia, disfarçados na meia-arrastão. Assenti, e Kendall foi embora. Selena entrou na van, e a mesma arrancou.

– Gostou do equipamento? – Ela perguntou, ao olhar a bancada com computadores de última, radares e monitores.

– E poderia não gostar? A internet daqui é de 10g! – Selena sorriu, e eu notei que ela não estava muito confortável. Ela se remexia toda hora e coçava a cintura, como se a barra da blusa de couro pinicasse. – Roupa não muito confortável, essa, não é?

– Pois é, mas... É o disfarce... – Ela explicou. Sorri e falei:

– Você está linda.

Selena corou, e disse, embasbacada:

– M-mesmo? Obrigada...

Ouvi o motorista assobiar, e ri. Eu e Selena conversamos com ele, uma conversa bem-humorada, que disfarçasse nossa ansiedade, até chegarmos no lugar certo. Assim que chegamos, percebi que Mirage estava certa. Haviam pessoas, várias pessoas, carrões, e música alta tocando rap e hip-hop. Eu preferia minha clássica banda favorita, a Paramore, e o clássico Rei do Pop, mas aquela era uma opinião minha. A van ficou estacionada a uma distância saudável que conseguisse captar imagem e som da muvuca que estava lá.

– Boa sorte, Selena. Se acontecer algo de errado, chame. Ok? – Falei.

– Estou comovida com sua preocupação... – Ela disse, imitando ironicamente um choro. – Mas foi muito fofo! Eu vou me dar bem, ok?

– Ok... – Murmurei. Recebi um beijo na bochecha dela, e ela saiu da van. Logo, Selena desapareceu entre as pessoas de lá. Fechei a porta da van e voei imediatamente para os computadores.

– Selena, Kendall, podem me ouvir? – Falei, colocando o head-set enorme e ligando o comunicador.

Alto e claro. – Selena disse, um pouco baixo.

– Positivo.

Onde vocês estão? As câmeras estão indefinidas, está muito escuro.

– Tenta ajeitar o foco, Jb. – O motorista, Bill, disse para mim. Menos de uma hora de conversa, e eu já tinha um amigo novo e um apelido. Legal. Eu estava bem sociável para um nerd do meu escalão.

– Estou na área dos tarados de plantão. – Selena disse.

Eu vou entrar na do Royalton agora. – Kendall disse, num tom de gênio.

– Você quer dizer... – Murmurei, mas fui cortado por Kendall.

Correr contra a gangue dele? Sim.

–Agora? – Perguntei. –Ok... Se você morrer, me dá seu quarto?

Muito engraçado, palhaço. – Kendall disse, mas eu só ouvi a risada de Bill. Desviei a atenção do microfone, e olhei para os monitores. – Deixe-me ver o que posso fazer com essa escuridão daqui... – Falei, sozinho, mexendo nos controles de brilho e definição.

Está tudo certo aí? – Kendall perguntou.

– Está. Só mais aqui, e ali... E voilá, imagem digna de TV LED HD 3D!! – Falei, imitando sotaque de chefe francês. Assim que olhei para um dos monitores, percebi um homem armado atrás de Kendall.

– Kendall, cuidado! Atrás de você! – Falei. No mesmo segundo, ele olhou para trás e deu um chute de voadora no homem, fazendo-o cair, desacordado. Aquele golpe tinha sido muito bom. Digno de ninja.

Mais alguma coisa? – Ele perguntou, assim que se virou e voltou á posição em que estava.

– É... Sim... Onde você aprendeu a fazer aquilo?

Eu sou um piloto, meu treino é pesado.

– Ah... Bem impressionante! – Murmurei.

Obrigado. A corrida vai começar agora.

– Impressionante pra quem tem preguiça de pegar o controle remoto e ama vagabundear. – Completei.

Cala a boca, moleque! – Kendall ralhou. Ri.

– Ok. Esses caras são da barra-pesada mesmo, estou vendo armas em vários carros... Nossa, eles nem escondem as armadilhas!! – Falei. – Enfim, se você morrer, me dá seu quarto?

Já vi as armadulhas... Não vou morrer! E... O que você recomendaria? – Kendall disse, depois de rir de meu tom revoltado, e fazer uma risada irônica com a minha brincadeira.Parei pra pensar, e falei, rindo:

Canto direito. Só tem gente fraca, vai ser quase impossível você ser atingido lá.

Ok. Avisa se acontecer alguma coisa, ok?

– Ok. – Falei. Ouvi um pií de Kendall se desconectando, e me concentrei em Selena. – Selena? Está tudo bem?

Até agora sim, menos essa saia pinicante…– Ela protestou.

– Se segura só até você conseguir alguma pista sobre aonde estão nossos chips. Então, pára o que está fazendo e volta pra van. – Eu disse.

Ok... Humm... Não quero que isso demore. – Ela bufou.

– Estou vendo um dos caras da gangue. – Avisei.

Aonde?

– Ali atrás, perto da tenda. Tenta dar um papo nele, vai que você consegue algo...

Vou tentar. Nunca fui boa de cantadas.

– Deixa ver... Tenta seduzir. Sei que consegue. – Eu disse.

Vou tentar. Se der errado, a culpa é toda sua, okay?

– Minha?! Eu só sugeri! – Falei, acreditando que ela ficaria irritada comigo se falhasse seguindo meu conselho.

Estou brincando, seu bobo! – Selena disse, rindo. Quase coloquei todo o meu ar para fora.

– Eu caí nessa...

Ok, vou estabelecer contato. – Selena disse.

– Ok. Vou ver a racha. Vai começar. – Eu respondi. – Corrida ao vivo, u-huuu...

Selena riu.

Ok. – Selena disse, e o sinal caiu. Me desconcentrei do fone novamente, e me liguei nas câmeras. Uma garota quase que seminua que bateu a largada. Ela se pôs entre os carros posicionados, e jogou um lenço. Quando o lenço tocou o chão, foi um cantar de pneus, e motores acelerando. Os carros seguiram em disparada em linha reta. As armas começaram a ser ativadas.

– Á direita, Kendall! O do adesivo amarelo! – Eu disse, me sentindo como Sparky no Grand Prix, como em Speed Racer. É uma influência. Aquela série começou tudo na carreira nas pistas da família Knight. Eu prefiro outras séries, CSI, coisas assim, e animes, Pokemón, mas o Speed Racer também é um vício.

Já vi. – Kendall disse. No mesmo momento, o carro que citei lançou um machado enorme na direção de Kendall, que faz um salto, e passou por cima do carro que o atacou, que perdeu o controle e bateu.

– U-hu!! – Comemorei.

Gostou dessa? Tem mais!

Do seu lado! Retalhador! – Disse. Eu ia falando os ataques, e Kendall revidava, não sendo atingido até o fim da corrida, a qual ganhou na base da farofa (n/A: No Rio de Janeiro, significa “na maior facilidade”). Uns caras que estavam correndo, assim que viram quem ganhou, começaram a bater um papo com Kendall, e o puxaram para uma das tendas. Liguei o microfone de Kendall pelo computador, e ouvi o seguinte:

– E então? Kendall Knight nas rachas? – Um homem disse.

– É... Sabe como é... Não tem a mesma emoção que as pistas. – Kendall respondeu. Vê se não fala besteira, disse, no microfone, e o ouvi bufar. Nem ali ele se safava de indiretas minhas...

– E então... Gostaria de entrar pro bando? – O mesmo homem perguntou. Murmurei “Aceita” no meu microfone, e Kendall imediatamente disse:

– Seria bem interessante.

– Ótimo. Conheça o nosso líder. – O homem disse. Provavelmente um outro homem deve ter aparecido.

Royalton? – Kendall murmurou.

– Nos conhecemos? – O homem perguntou.

– Não, não, eu... Já ouvi falar muito do senhor. Você... Você é uma lenda, cara! – Ele disse, na maior enrolation. De repente, dando uma tossida, ele percebeu que devia demonstrar respeito. – Quer dizer... Você é uma lenda, senhor.

Que bom que acha isso, Knight. Quero que veja uma relíquia que tenho. – Royalton disse. Silêncio, até o cara mostrar a tal relíquia.

– Chips? – Kendall disse, alguns segundos depois, escondendo a felicidade e tentando mostrar indiferença.

– Do FBI. Roubamos há semanas. – Ele disse. Quase tive um treco naquela cadeira, descobrimos que aquele cara tinha roubado os chips mesmo! Era mais que perfeito descobrir o culpado logo no primeiro dia! – Tem um poder destrutivo inestimável. O que acha?