Notas iniciais
Mais um capítulo! Leitores amados, agora provavelmente eu vou postar com mais frequência, por quê, ta-da-dááá... EU ENTREI DE FÉRIAS HOJEE!!!
Enfim, esse capítulo mostra que nem o FBI nem o Royalton estão aqui para brincadeira. Mais detalhes da infância do Justin, ele começa um objetivo, e... Bem, eu vou calar a boca, e aqui vem o capítulo!
Enjoy :)

6- Susto.

Kendall POV:

- É... É incrível, senhor. – Murmurei

- Pode guardar esse segredinho, não é? – Royalton disse.

- Claro que posso... Senhor. – Eu gaguejei. Justin me disse que já tínhamos informações o suficiente, e que tínhamos de ir. Ele disse isso para mim e Selena. – Preciso ir. – Eu disse.

- Vai estar aqui de novo? – Royalton perguntou.

- Claro, senhor. – E depois eu fui embora. Despistei todos e entrei na van que Justin estava, e me surpreendi ao ver que Selena não estava com ele. Eu não a havia visto, e perguntei a Justin aonde ela estava.

- O quê?! Ela não está com você?! – Justin perguntou.

- Pensei que já tivesse vindo!! – Disse.

- Essa não. – Ele murmurou, lembrando que ela foi sozinha para tentar tirar algo de um cara. – Ela deve estar em maus lençóis agora...

- Quê?! – Perguntei. – Maus lençóis? Que gíria é essa?

- Ela entrou numa tenda com um cara! – Ele disse. – E não mexe com meu vocabulário! Sou mais culto que você!

- Que tenda?!

- Do lado da que você entrou! – Justin disse, em choque. Xinguei um palavrão e fui correndo buscá-la. Quando cheguei na tal cabana, vi Selena enforcando o tal cara, com a arma em mãos. O homem conseguiu se soltar e foi embora correndo. Eu, assim que a vi com os braços soltos (e uma feição bem irritada e assustada ao mesmo tempo), perguntei:

- O-o quê houve?

- Aquele desgraçado tentou me... Me... – Ela titubeou. Já havia entendido. Aquelas pessoas eram capazes de tudo.

- Calma, calma, já entendi, está tudo bem. – Disse, a abraçando. Ela cedeu ao abraço, e percebi que ela estava mesmo em choque. Começou a chover, e ela estremeceu de frio. Fomos bem juntos para a van, e chegando lá, Justin cedeu seu casaco a ela, e em seguida, fomos embora daquele lugar. Já tínhamos o suficiente.

- Você está mesmo bem, Selena? – Justin perguntou, vendo que ela ainda estava trêmula.

- E-estou sim... Só preciso respirar um pouco...

- Eu tenho um pouco de água aqui, você quer?

- Obrigada. – Ela disse, quando ele entregou a garrafa cheia a ela. Ela bebeu tudo, e então ficou mais calma. Quando chegamos em casa, Selena foi direto para seu quarto. Ela realmente não estava muito bem, estava assustada.

Justin POV:

Eu resolvi ver como Selena estava, ela parecia horrível. Sabia o que havia acontecido, e entendia muito bem. Já havia passado por aquilo, meu pai já havia tentado fazer a mesma coisa comigo, eu tinha quatro anos. Voltando. Estava frio, e escuro, nem parecia ser a Miami que eu conhecia. Já havia viajado pra lá várias vezes, em férias, corridas, ok? Por isso eu sei o clima de lá. Ok, voltando de novo. Já passavam das dez e meia. Resolvi fazer algo para acalmar Selena. Quando abri a porta do seu quarto, com um chocolate quente nas mãos, e vi que ela estava encolhida nos lençóis, vestindo uma camisa larga de moletom e uma calça de algodão.

- Você está bem? – Perguntei. – Trouxe um chocolate quente. Sabe, pra... Se aquecer um pouco... Você quer? – Eu estava tentando não ser idiota. Mas, não dava. Ela era linda e me deixava zonzo só de olhar, mesmo com um casaco que dava duas dela da Universidade de Stanford. Ela me fitou levemente, e disse vagamente que sim, que estava bem e que queria o que eu trouxe. Sentei-me ao seu lado e entreguei a caneca a ela. Ela bebeu um pouco e disse, surpresa:

- Você quem fez?

- Sim, o que achou? – Perguntei.

- Está muito bom! – Ela disse, sorrindo.

- Obrigado. – Agradeci. Ela suspirou, e eu resolvi abrir o jogo. – Sei que está assustada pelo o que aconteceu.

- E quem não me viu quase chorando? – Ela perguntou, na ironia.

- Não... – Disse, paciente. – Sei mesmo. Sei como é sentir na pele assim... – Eu disse. Ela pareceu totalmente em choque, e me fitou com um olhar surpreso. Totalmente surpreso.

- Quer dizer que... Você já... – Ela não conseguiu terminar o raciocínio.

- Quase... Pelo meu pai, há um tempo. – Falei. – Ele... estava bêbado. Consegui me livrar das mãos dele quando ele iria fazer. Nem me lembro quantos anos eu tinha, eu era muito pequeno, mas... Eu me lembro. De noite, eu estava dormindo quando ele apareceu, derrubando as coisas, tropeçando em tudo, bebendo. Me arrancou da cama e tentou me despir. Mas eu fugi.

- Nossa... Eu enforquei o cara antes que ele fizesse comigo... – Ela disse. Eu dei uma risada, mas parti ao meu lado pessoal.

- Olha, faz um favor? – Perguntei.

- Claro.

- Não conta isso que eu te contei a ninguém, ok? É muito pessoal mesmo, nem meus pais nem ninguém sabe. – Eu disse. Selena sorriu.

- Ok. – Ela disse. – Seu segredo está guardado.

- Promessa? – Perguntei.

- Promessa... – Ela respondeu. Sorri, e a deixei sozinha. Fui dormir. Havia muito a fazer no dia seguinte. Bem, talvez seja uma mentira o que disse sobre eu ter ido dormir. Eu abri meu computador, e fui na lista de nomes que ganhei de Carl. Digitei o nome da minha mãe, Pattie Mallette Lynn. Ela não estava morta. Algo lá dentro me dizia isso. Coloquei o nome dela para pesquisar.

1 resultado encontrado, uma janelinha me indicou.

Um. Uma chama de esperança de achar minha mãe, e voltar a viver com ela, cresceu em mim. Ela morava em... Em Nova York! Nem precisei ver aonde ela morava, o endereço correto, e a última data do registro, depois eu fazia isso, o sono já me dominava. Desliguei o computador, e fui dormir, radiante. Estava mais perto do que eu imaginava! O que eu procurei a vida inteira estava muito perto de mim!

Acordei, não muito tempo depois, com Selena batendo umas panelas. Ninguém mereeeeece... Já passei por isso em casa, quando eu e Kendall dávamos uma de “pedras” na hora de acordar, minha mãe aparecia nos nossos quartos fazendo uma barulheira enorme. Acredite, não é nada bom você ser acordado do seu sono dos deuses por um bando de panelas.

- Selenaaaa!! – Falei, cobrindo a cara com meu travesseiro. – Hoje é domingo!! – Olhei o relógio, e quase dei um ataque. – E são cinco da manhã!! Eu te adoro, mas você é doida!

- Vamos lá, agente do FBI! Não se desperdiça a luz do dia!! – Ela disse. No fim das contas, levantei. Perdi o sono, grande maravilha.

- Você sempre acorda a essa hora? – Perguntei, indo pro banheiro. Ela deu um sorriso e disse:

- Ás vezes mais cedo.

Eu arregalei os olhos. Pra mim era impossível alguém acordar mais cedo que isso.

- MELDEUS. – Exclamei. Fechei a porta e fiz minhas necessidades. Depois desci, aonde encontrei um Kendall sonolento na cozinha.

- E então, vamos de novo á aquela racha essa noite? – Perguntei para ele.

- Sim. Achamos os chips, precisamos pegá-los. – Selena respondeu para mim. A atenção em sua voz era intensa, ela sabia o que dizia. Bem... Ela sempre sabe o que diz. É a Selena!

- Espera. – Kendall interveio, com um bocejo. – Como?

Selena olhou para mim, que estava limpando meus óculos, e disse:

- Vamos fazer exatamente como o plano. Nos infiltrar, conquistar a confiança, e pegar. Um por vez. Todos de uma vez seria muito arriscado. – Ela filosofou. Eu suspirei. Kendall pareceu entender.

- Infiltrar... Gostei disso... – Ele disse. Eu e Selena rimos, em concordância. Tomamos café, e voltamos ás nossas vidas. Eu, na internet, Selena fazendo algo parecido com Yoga, e Kendall... Bem, ele ficou horas na frente do espelho perguntando a si mesmo qual era a jaqueta de couro que o fazia mais sexy.

Nenhuma, você é estranho em qualquer roupa, Tive vontade de dizer, mas fiquei calado. Vai saber o que se passava na cabeça dele... Talvez, só Corridas, e Garotas. É o mais provável.

Esse é o lado bom de ser um nerd. Nenhuma garota se importa com você, e você não fica doido quando tem garotas demais dando em cima de você. Bem, voltando. Tivemos um dia inteiro livre. Á noite, voltaríamos á ação.

Notas finais
Comentem, please! A cada review não deixado, um autor morre!