Fashion And Diamonds.
9 Capítulo 8 - I Work Out!
Notas iniciais
Muito obrigada a todos pelos reviews lindos! E obrigada aos novos leitores que apareceram, estou muito feliz com tudo isso.
A história começa a entrar numa nova fase, finalmente com Edmure e Cotter numa trégua!
Ou será que não?
Boa Leitura!
— Me deixa ir, por favor. — Implorei, jogando minha cabeça para trás. Deus, aquilo era horrível.
— Pode chorar até morrer, você não sai daqui enquanto não terminar. — Edmure me encarou com a expressão séria. Lancei pra ele meu olhar mais suplicante.
— Por favor... — Eu choraminguei, com um beicinho. Senti uma gota de suor cair sobre meu olho. Ardia. A expressão do grandalhão amenizou, e ele soltou um suspiro, se aproximando.
— Tá, eu vou te ajudar. — Ele pegou no aparelho que eu não sabia o nome, mas que certamente era um instrumento de tortura satânica, e me ajudou a fechar os braços na frente de meu rosto, puxando os pesos, num exercício que ele dizia ser para fortificar o peitoral. E pela dor nos meus músculos do peito, devia ser mesmo. Mas também, eu estava todo dolorido.
Eu nunca fora à uma academia na minha vida. Tinha uma esteira e uma bicicleta de aeróbica na minha casa, e aquilo era o bastante pra mim, logo, eu não precisava ir à academia nenhuma, eu nunca quis ter um corpo fortão como o de Prey. Nem sabia como era, só tinha visto em filmes, e às vezes quando passava por uma daquelas onde as paredes eram de vidro. Quando Edmure me chamou para treinar com ele, achei super interessante, e fui.
Nunca me arrependi tanto na minha vida. Aquilo não era exercício, era uma tortura extrema, terrível. Doía e dava desespero, e ver Edmure fazer tudo com uma facilidade incrível me incomodava mais que tudo junto. Bombado desgraçado.
Por isso, quando fechei meus braços, puxando as alças daquela máquina do terror pela 15ª vez, e terminei a tal “série” eu soltei os braços, ofegante e suado, e empurrei Edmure da minha frente com raiva.
— Nunca mais. Nunca mais eu escuto você. — Eu disse, pulando da máquina, e massageando meu peito. — Idiota.
Ele irritantemente sorriu. Estava parecendo um profissional trainer, com uma regata branca leve e levemente transparente que exibia todo seu físico preparado de academia, um shorts esportivo leve que mostrava suas pernas fortes, e um par de tênis esportivos. A barba pelo jeito fora aparada, pois estava bem delimitada, cobrindo seu rosto de forma bem charmosa, negra em contraste com a pele branca. Eu até gostava da barba.
— Você é muito fraco. — Ele disse, num tom zombeteiro, e eu dei um soco em seu braço, fazendo ele dar um gemido. — Ou!
— Ainda posso te espancar. — Eu disse, puxando minha toalha e enxugando aquele suor. Credo.
Já faziam quase dois meses desde o dia que eu e Edmure decidimos ser amigos. Desde aquele dia, estávamos numa quase trégua, só brigamos de porrada mesmo mais algumas vezes, mas nada muito sério. Ainda trocávamos farpas, afinal, éramos eu e Edmure, não podia estar tudo lindo. E na escola, mantínhamos certa distância, mas paramos de causar showzinhos de espancamento nos intervalos, só uns chingamentos. Mas por incrível que fosse, havíamos nos tornado próximos, e eu achava ele demais, um ótimo amigo, e uma ótima pessoa até.
— Foi você que quis vir. — Comentou o grandão. — Não quer um corpo melhor?
— Não, você acha que eu preciso? — Olhei para ele de canto, com raiva, me sentando em um outro equipamento de musculação.
Edmure ergueu uma sobrancelha pra mim, e pareceu sem jeito. Só então eu percebi o que tinha dito.
— Não, se... — Ele começou, coçando atrás da cabeça. Senti meu rosto esquentar, mas eu já havia me acostumado com a sensação nos últimos tempos, nem liguei.
— Cala a boca. — Eu resmunguei e fiquei em pé, jogando a toalha sobre o ombro. Às vezes, eu esquecia o que aconteceu entre a gente no aniversário de Conrad. Por isso, às vezes dava umas bolas-fora como essa, e ficávamos sem graça.
— Tudo bem aí rapazes? — Eu ouvi Conrad perguntar educadamente, enquanto se aproximava de nós com seu sorriso tranquilo de sempre, também usando suas roupas leves de academia, ao lado de Tony. Eles estavam juntos à algum tempo, mas nada assumido, apenas algumas pessoas sabiam. Além de que, ambos eram muito discretos.
— Cotter está choramingando por ser um frango. — Edmure disse, com um sorriso de deboche, e os outros dois riram. Eu dei um soco em suas costas novamente.
— Eu não preciso dessa merda pra bater nos outros. — Anunciei, irritado. Droga, Edmure era muito chato às vezes.
Aliás, estávamos na academia pessoal de Conrad. Ficava no terreno de sua casa, e apesar de ter um tamanho médio, tinha todos os equipamentos necessários para treino. Eu também me tornara mais próximo dele, afinal, ele era amigo de Edmure, e namorado do meu melhor amigo.
— Duvido muito que agora eu apanhe para você. — Edmure comentou, em tom de desafio. Fechei minha cara para ele.
Conrad e Tony riram.
— Vocês não mudam mesmo. — Tony comentou, com um sorriso. — Vamos sair pra comer alguma coisa, vamos?
Eu estava para aceitar, mas me lembrei que estava fedendo, suado e sujo por causa daquela maldita academia— a qual eu não vou voltar tão cedo— e precisava de um banho. Além disso, eu estava sem roupas adequadas pra sair, e também estava de carona com Edmure.
Sim, já estávamos andando no mesmo carro, sem nenhum tentar roubar a direção e bater contra um trem.
— Vamos. — Edmure respondeu. Se virou para mim. — Te levo na sua casa pra você se arrumar e tomar um banho. Como você só choramingou e eu precisei te ajudar com tudo, nem me exercitei ou suei, então só vou trocar de roupa. — O rapaz revirou os olhos pra mim, e me segurei pra não dar um soco nele. Ele estava lendo minha mente ou o que?
— Certo, mas não querem terminar o treino? — Conrad deu um sorriso de pura maldade para mim e depois para Edmure. Tá, tá, não foi um sorriso maldoso, foi inocente até, mas eu tinha certeza que ele achava engraçado me ver sofrer nas mãos do maior. — Eu e Tony vamos demorar para nos arrumarmos, vocês podem terminar de treinar aqui.
Ah, eu sei bem o que vocês vão fazer, seu desgraçado traíra. Pude ver a expressão de Edmure se encher com um sorriso maligno, e ele se virou para mim, de braços cruzados.
— Não! — Eu respondi alto, irritado. — Eu não vou treinar seja lá o que você esteja pensando em dizer, nem pense em me obrigar, eu não...
— Nós vamos ficar mais um pouco, valeu. — Respondeu o alto, me ignorando. Senti meu sangue ferver. Estava para falar mais algo, mas ele se virou pra mim. — Já falei, chore o quanto quiser. Eu gosto de te ver sofrer. — Sorriu, fazendo os outros rirem enquanto saíam do prédio.
— Filho da puta. — Eu disse para ele, institivamente buscando meu maço de cigarro no bolso da bermuda, que não existia. Aliás, eu estava com uma bermuda esportiva da Adidas, uma camiseta leve e azul da Nike, e um par de tênis de corrida Rebook. Eu queria muito fumar.
— Pode xingar, mas só falta um exercício. — Edmure comentou, se aproximando, e me empurrando em direção um aparelho no canto da sala, enquanto eu praguejava, mas desisti de tentar fugir, ele ia me encher o saco o resto da vida se eu não terminasse aquela coisa maldita.
A primeira coisa que eu fiz foi me sentar de forma relaxada no aparelho, e fazer careta para ele. Eu faria, mas não precisava fingir que estava gostando, nem ia. Por isso, fechei minha melhor carranca, e esperei ele me explicar como funcionava o aparelho.
— Não adianta fazer cara feia, fraquinho. — Ele sorriu, provocante como sempre. Eu gostava do seu sorriso, os dentes brancos perfeitos no meio daquela barba escura. — esse exercício é para as costas. Senta mais para trás, pernas em ângulo reto, e coluna reta, apoiada no fim do aparelho. Você vai puxar essa barrinha aqui até o peito, e subir novamente, 15 vezes. Descansa um minuto, faz de novo, descansa mais um minuto, e termina.
Eu não entendi merda nenhuma.
— Pra que eu quero treinar as costas? — Perguntei incrédulo, e ele revirou os olhos.
— Por Deus, disfarce essa ignorância por favor. Faça o exercício. — Deu um passo para frente, e puxou a barra pra mim, já que aparelhos de academia não eram feitos para anões como eu, então eu não conseguia alcançar a barra sozinho. Me agarrei nela com as mãos, e estava meio pesado, mas nada demais, acho que Edmure ajustara para mim.
Comecei a realizar o exercício. Lá pela sexta vez, Edmure soltou um resmungo.
— Para, tá fazendo errado. — Ele disse, num tom irritadiço.
— O que você quer que eu faça? — Eu respondi, num rosnado soltando a barra, que causou um estrondo de pesos batendo. Droga, eu odeio academia!
— Faça direito. Arruma as costas. Encosta no aparelho. — Ele colocou a mão enorme no meu peito e me encostou no aparelho, mas não sem delicadeza. — Faz de novo.
Eu bufei, e ele me entregou a barrinha. Comecei, um, dois, três...
— Para. Cotter, para. — Edmure disse, balançando a cabeça negativamente. Novamente eu soltei a barra, dessa vez eu tava puto.
Se tem uma coisa que eu odeio nessa vida, é tentar fazer uma coisa e não conseguir. Me irrita muito, e eu estava irritado, principalmente porque Edmure conseguia fazer tudo aquilo com uma simplicidade inacreditável. E se ele que era retardado conseguia, porque eu não conseguiria?
— O que foi dessa vez Edmure? — Me levantei, impaciente. Merda, cadê meus cigarros?
Edmure soltou um suspiro, e sorriu de forma doce pra mim.
— Suas pernas. Suas costas. Se você não fizer certo, não serve pra nada, e vai te machucar. — Ele se aproximou. — Você é pequeno demais pro aparelho.
Eu cruzei meus braços e o olhei, ainda bravo.
— Eu sou pequeno demais pra qualquer coisa, grande descoberta, agora, vamos embora por favor? — Pedi mais uma vez, mas ele voltou a sorrir.
— Você é pequeno, mas não é aleijado, vem cá. — O gigante pegou no meu pulso com aquela mão enorme e me puxou de volta pra perto do aparelho. O observei enquanto ele se sentava no aparelho, na posição normal, pernas abertas, retas, e costas apoiadas no aparelho. Ele abriu bem as pernas e eu sorri de forma triunfante.
— Pernas erradas. — Disse, mas ele sorriu para mim.
— Idiota, é pra você, senta aqui. — Ele disse, indicando o lugar na frente ele. Arregalei os olhos.
— Como é? — Perguntei incrédulo, sentindo meu rosto tostar na hora. Aquele marombado estava ficando doido? Tinha virado gay de vez? Eu ia sentar na frente dele? Até parece!
— Larga de ser besta Cotter, eu não vou morder. Vou te ajudar com o exercício. — Ele disse, com um olhar sério. Se tinha uma coisa que eu aprendera com Edmure, era que olhares sérios eram bem raros, então eu até pensei que ele devia ter intenções boas.
— Como vai me ajudar? — Perguntei, ficando na frente dele. Ele suspirou, e relaxou o corpo.
— Você apoia em mim, e é como se o aparelho fosse menor. Vai manter suas costas e pernas no lugar, e consegue fazer o exercício, agora, dá pra sentar? — Disse, voltando a se encostar no equipamento.
Deus me perdoe, mas eu ia fazer aquilo.
Olha, não me venha perguntar porque, mas eu não disse não, e me sentei, calado no aparelho. Pude sentir Edmure atrás de mim, e meu rosto fervia, vermelho com toda certeza. Respirei fundo, e ajeitei minha postura.
— Encosta em mim Cotter. — Eu ouvi ele dizer, e senti as mãos grandes dele em minha cintura, me puxando para trás com delicadeza. Dessa vez, meu rosto queimava demais. Senti minhas costas encostarem totalmente no tórax dele, firme e musculoso. Uma sensação incrivelmente boa.
— Tá, tá, vamos logo com isso. — Eu disse, voltando a mim, ainda muito corado. Tentei não perceber que o quadril dele também estava encaixado no meu.
Depois... daquela coisa que aconteceu, eu e Prey não nos encostávamos muito. Ele tinha umas brincadeiras carinhosas, às vezes ameaçava me dar um beijo no rosto para me irritar, mas era tudo brincadeira. Eu sabia que ele ia fazer algo daquele jeito logo, então tentei me concentrar no exercício.
— Arrume as pernas. — Ouvi ele murmurar, em tom descontraído, enquanto mantinha as mãos em minha cintura.
— Tá, agora tira a mão de mim. — Eu rosnei irritado, me empertigando na posição. Ouvi Edmure rir e senti seu peito sacudir contra minhas costas. Ele era mais quente do que eu me lembrava.
— Certo, toma. — ele se esticou e puxou a barra para mim. E dessa vez, eu estava indo muito bem. Quando cheguei no treze, ele me elogiou. — Está indo bem dessa vez. — Falou próximo do meu ouvido.
Okay, eu tenho um problema muito, muito grande com o meu ouvido e pescoço. Um pouco com a região dos ombros também, mas o ouvido e o pescoço são excepcionais. E bem, este problema é que eles são anormalmente sensíveis. Mas não sensíveis assim, de sentir dor mais fácil. Só que qualquer coisinha, um sussurro, uma respiradinha no ouvido, e eu me arrepiava muito. Fora do comum. E bem, eu vou dizer isso, mas não se encaixa nessa situação, eu ficava incrivelmente excitado com qualquer coisinha no meu ouvido ou pescoço. Maya costumava gemer no meu ouvido quando transávamos, e era como liberar um espírito sexual maníaco dentro de mim.
No caso, a voz de Edmure só me fez arrepiar e ofegar levemente. Eu tentei me concentrar em terminar o exercício, mas subitamente me tornei ciente da situação em que me encontrava, as mãos dele na minha cintura, seu tórax nas minhas costas. Senti um calor inacreditável.
— Dá para não encostar em mim? — Eu reclamei, tentando me afastar. Minha voz saiu num sussurro sofrível, e eu me odiei por isso.
Foi neste dia que eu determinei que definitivamente Edmure Prey era um desgraçado.
O grandão riu, passando os braços em torno da minha cintura com força, me assustando. Eu soltei a barrinha, meu rosto queimado como nunca, e ele se inclinou, seu corpo totalmente colado no meu, sua boca próxima do meu ouvido.
— Por que? — Ele sussurrou, e droga, a voz dele tinha um tom sensual, que eu nunca admitiria, mas me arrepiou inteiro. — Você precisa fazer seus exercícios. — Ele sussurrou novamente, passando aquela maldita barba no meu pescoço. Sem querer, eu ofeguei, sentindo minhas faces corarem de vergonha. E, droga, eu senti que estava começando a ficar excitado.
— Pre-Prey, para com isso... — Eu ofeguei, tentando soltar seus braços de mim, mas ele me apertou ainda mais, e fechou suas pernas. Esfregou a barba em meu pescoço, me provocando um arrepio incrível, e suas mãos subiram delicadamente pelo minha cintura, apertando. Percebi que ele sorria. Droga, quando mexiam com meu pescoço e ouvido eu virava uma putinha.
— Parar com o que? — Ele sussurrou, e começou a respirar na minha orelha, me fazendo estremecer levemente.
— Com essa... — Eu disse com dificuldade. Eu não estava conseguindo pensar direito, e quando ele me apertou mais contra ele, e suspirou profundamente no meu ouvido, me contorci num espasmo involuntário, soltando um mínimo gemido, e jogando minha cabeça para trás. — Porra. Para essa merda que você tá fazendo. — Finalmente, eu tinha me encontrado. Fiquei irritado no mesmo instante, e o babaca percebeu, porque riu e me soltou.
Pulei do equipamento, furioso, o que aquele idiota achou que estava fazendo?
— Você é muito fraquinho. — Ele disse, rindo, e eu rosnei pra ele.
— Nunca mais faça isso. — Eu rugi, pegando minha toalha pendurada em um outro equipamento e abandonando o prédio, dando direto nos jardins da casa. Ouvi Edmure rir enquanto eu saia, mas ignorei.
Desgraçado.
Enquanto eu atravessava o jardim, minha cabeça estava à milhão. Droga, eu não devia ficar excitado com outro cara, mesmo que meu ouvido fosse sensível como um clitóris. O Edmure só servia pra aquilo, me irritar e me deixar confuso. Queria pegar minhas coisas no carro dele e sumir dali.
Pena que eu não consegui. Antes de chegar até o carro, uma mão forte agarrou meu pulso, e me forçou a virar. Não pestanejei e tentei dar um golpe com a mão livre quando me virei, mas Edmure o parou com a outra mão, e um sorriso irritante.
— Eu disse que você não ia conseguir me bater. — Ele disse, e meu peito se encheu de raiva.
— Edmure, melhor me soltar, ou eu vou te chutar. — Ameacei com sinceridade. Ele pareceu levemente arrependido.
— Me desculpa tá legal? Eu só queria ajudar. — Ele disse, me soltando fracamente. — Era brincadeira.
— Eu não gosto dessas brincadeiras. — Falei voltando a caminhar pro carro. Eu precisava fumar.
Novamente, uma mão me segurou, me parando. Suspirei e me virei, cansado e dolorido daquela merda de academia.
Edmure tinha os olhos violetas bem arrependidos, e a expressão séria. Meu coração apertou levemente ao vê-lo daquele jeito.
— Desculpa. — Ele sussurrou, desviando os olhos. Eu suspirei, e delicadamente soltei minha mão da dele.
— Tá tudo bem Edmure, só não faz de novo. Eu arrepio muito fácil. — Expliquei, e ele me olhou, novamente com um sorriso.
— Você é uma mocinha mesmo. — Ele disse, e me deu um afago nos cabelos. Eu nem me irritei, e quando ele se inclinou e beijou meu rosto, eu corei novamente. — Vamos, os meninos devem estar se arrumando já.
Ele passou o braço em volta do meu pescoço, e eu encostei o lado do meu corpo no dele. Não estava acostumado com isso, mas passei um braço em torno da cintura dele. Era bom andar assim.
Era bom estar com Edmure.
Mas eu não ia voltar pra academia.
Notas finais
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Beijos doces, e até possivelmente, semana que vem!
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