Fashion And Diamonds.

8 Capítulo 7 - Turquoise and Sweet Talking.


Notas iniciais
OI GENTE!
Eu estou muito muito muito feliz!
Nem sei como agradecer a todos pelas reviews lindas, eu fiquei muito feliz de verdade. Todos vocês são incríveis, me deu vontade de ir até vocês e apertar com toda força.
Também amei os leitores novos! Espero que continuem
aparecendo!
E um obrigado especial à Thatyane Santana, leitora que acompanha a fic desde o início, manda sempre reviews lindos, e deixou uma SUPER MEGA LINDA recomendação para a fic. Obrigada mesmo Thaty!
E DESCULPEM A DEMORA :(
Eu sou uma autora má, eu sei. mas eu tentei gente, tentei postar no findi, mas não consegui. Depois, essa semana foi corrida, trabalho, escola e sursinho, um inferno, To na madruga postando porque estava louca pra postar jpa!
Prometo tentar aumentar o ritmo!
Este cap tá bem curtinho, e bem, muita gente vai me chingar, mas... Espero que gostem. Entendam que é pro bom andamento da fic.
Boa leitura!

Parei o meu Sonata em frente os portões da mansão Storm, e que bela mansão era, grandiosa e bonita, estilo moderno e arrojado. O porteiro me cumprimentou, e disse que ia ligar para o pequeno mala. Estava no horário certo, 11:30hrs. Por sorte, Cotter não era muito enrolado, então em poucos minutos eu vi ele aparecendo nos portões.

No dia anterior, depois de conversar com meu pai, pensei bastante no que estava acontecendo entre eu e Cotter Storm. Depois de muito pensar, decidi que não queria ficar longe, e que precisávamos conversar. Esquecer o que aconteceu, e voltar de onde paramos. Voltar a ser amigos. Por isso, combinei de busca-lo hoje para almoçarmos e conversarmos.

Não consegui segurar um sorriso. O pequeno estava vestindo uma camiseta branca, um jeans escuro e um sapatênis. Por cima de tudo, usava um grande sobretudo azul turquesa, que chegava até abaixo de seus joelhos. Vestia muito bem. Os cabelos pretos estavam bem alinhados, e ele caminhava com um embrulho em mãos, sem olhar para mim. Vi ele atravessar o portão, dando um pequeno sorriso tímido pra mim.

Droga, ele era uma gracinha. E mesmo que eu nunca admitisse, eu sentia a falta dele depois de tanto tempo sem nos vermos. Desci do carro e me apoiei na lateral dele, esperando o garoto chegar, com os braços cruzados. Meu nervosismo cresceu. Afinal, eu havia beijado ele, e por maior que os boatos fossem , pelo que eu saiba ele não era gay. Além disso, foi ele que interrompeu o beijo e foi embora aquele dia.

Talvez ele estivesse irritado comigo. Senti meu sorriso simpático fraquejar no rosto. Oh droga, por que eu não tinha pensado nisso?

Minhas preocupações derreteram quando ele veio em direção ao carro e deu um sorriso tímido, sem jeito. Estava um pouco frio mesmo que ainda fosse outono, e ele tinha as faces coradas. Adorável.

— Oi. — Ele sorriu para mim, e se aproximou. Meu sorriso retornou quando ele abraçou o embrulho nos braços, sem jeito.

— Oi. — Respondi, sem jeito também. Cocei minha cabeça, tentando relaxar. — Vamos indo? — Arrisquei mais um sorriso torto pra ele, e ele correspondeu com um sorriso cheio. Senti meu peito esquentar, uma sensação agradável.

— Tá, mas primeiro, toma. — Ele veio até mim e me entregou o embrulho. Peguei o pacote mole, numa sacola enfeitada de presente.

— Que isso? — Estranhei. Certo, a gente tava se dando bem, e até nos beijamos, mas me dar um presente, já?

— Eu disse que ia te dar outra camiseta, não disse? — Ele inclinou a cabeça levemente pro lado, cruzando os braços, com o semblante sério novamente. Eu sorri e comecei a abrir a embalagem, tinha me esquecido daquilo.

Mentira, eu não esquecia de nenhum detalhe daquele dia.

— Idiota, eu disse que não queria nenhuma camisa. Aquilo saiu já. — Eu reclamei, puxando uma peça de roupa bonita. Era uma camisa roxa bem escura, de um tecido incrível, de mangas compridas. Ela parecia reluzir levemente quando movimentada. Era muito bonita, e eu pude ver na etiqueta que era da Armani. — Não acredito.

— Não gostou? — O pequeno fechou a cara novamente.

— Não, eu adorei, mas isso aqui é Armani! — Disse, balançando a camisa no ar. Ele revirou os olhos e se aproximou um passo, arrumando o sobretudo, que percebi ser de couro tingido.

— É, uma preview da coleção de verão do ano que vem. Mandaram para o escritório do meu pai para divulgação antecipada.— Cotter me olhou com uma sobrancelha erguida. — Não pense que foi fácil achar uma pro seu tamanho. Achar roupas pra gente grande igual você é quase tão difícil quanto achar roupas pra gente pequena igual a mim.

Fiquei sem jeito, não queria aceitar alguma coisa daquele nível, mas sabia que para Cotter, assim como para mim, o valor daquela camisa não era nada assustador. E pelo jeito, ele nem pagara por ela.

— Obrigado, eu gostei muito... — Eu sorri, agradecendo. — Mas não precisava, de verdade.

Ele revirou os olhos.

— Vai combinar com seus olhos. — Comentou, e eu me senti sem graça. Aquilo fora o início de outra conversa que acabara num... incidente.

— Obrigado. — Agradeci novamente. — Vamos indo?

— Se não servir, traga de volta que eu troco. — Ele disse, enquanto eu dava a volta pela frente do carro em entrava no banco do motorista. Ele se sentou no banco do passageiro.

— Tudo bem. — Eu dei partida, e o carro seguiu. Guiei por um caminho conhecido, queria levar ele num lugar diferente. Ficamos em silêncio por um tempo. — Como estão as coisas? — Eu puxei um assunto qualquer, e ele pareceu tentar manter uma conversa normal. No início, estávamos meio tímidos, mas logo a conversa corria normalmente, e eu percebi o quanto eu gostava de conversar com ele. Mais do que eu gostava de conversar com qualquer pessoa. Ele me falou sobre suas roupas, depois ficou um tempão falando sobre a coleção de verão da Armani. Contei para ele do serviço que fiz com meu pai, e da minha nova rotina na academia, que envolvia uma série de exercícios abdominais cansativos.

Agradeci silenciosamente por ele estar normal comigo. Estava levando ele num lugar meio longe, mas que eu tinha certeza que ele ia gostar. Depois de uns quarenta minutos, chegamos ao local, que era um pouco afastado da cidade. Cotter ergueu uma sobrancelha para mim quando paramos.

— Chegamos. — Eu comentei, desligando o carro e soltando o cinto. — Vem.

Ele desceu meio relutante do carro, olhando a construção, e eu dei um sorriso.

— Você vai gostar. — Comentei, batendo no ombro dele de maneira amigável, e o guiando.

—

Observei o prédio. Nunca tinha chegado até este lado da cidade, e nunca tinha ido naquele restaurante. Era um prédio de aspecto antigo, mas bem conservado, bonito. Ergui uma sobrancelha ao ver o nome: “Palazzo”.

— Onde estamos? — Questionei, enquanto caminhávamos para o local.

— Um restaurante que eu frequento com meus pais. — Edmure deu um sorriso pra mim, e entramos no estabelecimento, que era muito organizado: uma música sofisticada tocava no fundo, as mesas eram bem organizadas e separadas, e os garçons andavam bem vestidos. O lugar parecia levemente movimentado.

— Mesa para dois, por gentileza. — Edmure comunicou a recepcionista, que nos guiou para uma mesa num cantinho, muito organizada. Sentamos um de frente para o outro, e eu olhei volta, vendo as pessoas que frequentavam ali, todas bem vestidas e bem apessoadas.

Graças a Deus, estava tudo normal entre mim e Edmure Prey, o que era inesperado. Ele continuava simpático e legal, e eu estava tentando manter a conversa bem também. No fim, ainda não tínhamos tocado no assunto da festa, mas eu sabia que a hora ia chegar. E bem, o fato dele estar me tratando com naturalidade, me fazia pensar que ele também devia estar querendo fingir que nada aconteceu, e voltar ao normal.

— É um lugar bem bonito. — Eu comentei, me ajeitando na cadeira. Edmure pareceu satisfeito, e sorriu.

— Eu disse que ia gostar. — O grandão deu um sorriso torto, e abriu o menu, analisando os pratos. — O que quer comer? É culinária italiana.

Abri o menu também, e li os pratos. Decidi relaxar. Na hora que fossemos conversar, eu me preocupava. Os pratos eram bem sofisticados, e eu analisei os preços altos também, mas nada demais para mim ou Edmure. Observei, tinha uns pratos que eu nunca provara.

— Tem muita coisa boa aqui. — Eu disse, fechando o cardápio. — Alguma sugestão?

Edmure revirou os olhos para mim, abaixando o cardápio.

— Por Deus, eu não vou tentar te impressionar com comida. Sua mãe é a maior chefe do país. Escolha alguma coisa. — Ele empurrou o cardápio para o canto da mesa, e se inclinou. Ele era ridiculamente grande, reparei. Dei um sorriso.

— Não fala assim. — Mas na verdade, eu tinha escolhido já uma massa com ervas, e falei para ele, que sorriu e chamou um garçom. O homem veio, vestido em um smoking bem cortado.

— Duas massas com ervas. — Edmure pediu, com um sorriso simpático.

— Algum vinho para acompanhar? Posso indicar um ótimo Chandon que temos em nossa adega. — O garçom ofereceu educadamente.

Meu rosto praticamente pegou fogo. Definitivamente, eu não queria beber novamente com Edmure. Pela expressão assustada que trespassou os rosto barbado dele por um instante, ele pensava a mesma coisa. Ele me lançou um olhar.

— É só um vinho. — Ele disse, sem muita convicção. Meu rosto queimou ainda mais.

— Acho... — Comecei, sem jeito. — Acho que tudo bem então.

Droga, bebida. Bevida, rosto quente, e Edmure Prey. A última vez que misturei os três, deu merda.

O garçom se afastou educadamente, e permanecemos em silêncio por uns instantes. Estava sem jeito, e pelo jeito, Prey também. Ele observava uma utra mesa, parecendo interessado. Desviei meus olhos para o tampo da mesa, e prestei atenção na música clássica que tocava.

— Turquesa veste bem em você. — Edmure comentou, em tom de quem puxa assunto, e eu voltei meu olhar para ele. O grandão parecia bem sem graça. Senti meu rosto voltar a esquentar.

— Obrigado. — Nem liguei pro fato de o sobretudo na verdade ser Azul-Cyan, que era um tom bem parecido com turquesa. — É Gucci.

O grandão ergueu uma sobrancelha, e voltou a sorrir, o que amenizou o clima.

— Nem sabia que a Gucci fazia roupas de homem. — Ele disse, em tom zombeteiro. Senti minha raiva aumentar.

— É claro que faz, trouxa. — Eu respondi, fechando a cara, e deixando toda a atmosfera pesada para trás. E aliás, o sobretudo era mesmo um modelo feminino, mas vestia tão bem em mim, que eu não ligava.

Pequenos sacrifícios para a moda.

O garçom apareceu com a garrafa de vinho, e serviu duas taças elegantemente, se retirando em seguida. Provei um gole, era um ótimo vinho seco, realmente saboroso, com um aroma incrível. Obsrvei Edmure, que tomava um gole de sua taça também.

— Ótimo vinho. — Comentei, e ele assentiu com a cabeça, analisando novamente a taça.

Caímos novamente naquele silêncio constrangedor, e eu olhei fixamente para a taça, tentando me distrair. O clima estava ficando tenso, e eu percebi que logo teríamos de tocar naquele assunto.

E foi Edmure que tomou a iniciativa.

— Cotter... — Ele começou, seu tom de voz baixo, tímido, e ridiculamente sem jeito. Meu coração apertou só de ouvir, e quando ergui meus olhos, encarei os olhos violetas carregados de insegurança. Não combinava nada com ele. — Eu disse que precisávamos conversar...

Juro, eu não sou o tipo de pessoa que gosta destes momentos, de ver os outros sem jeito, tentando se explicar. Se eu soubesse o que se passava na mente daquele cabeção, eu diria “Tudo bem Edmure, deixa pra lá, vamos fingir que nada aconteceu. Eu também quero continuar seu amigo.” Mas eu não sabia o que ele tinha a dizer. E eu queria ouvir. Precisava ouvir o que ele tinha a dizer.

Mesmo assim, vê-lo tão inseguro me dava um pouco de desespero. Talvez porque, depois do dia que ele me salvara naquela briga, eu inconscientemente o considerava meu “porto seguro” ou algo assim. Afinal, depois daquele dia, ele vinha sendo um guarda costas gigante pra mim.

— Edmure. — Eu disse, em tom compreensivo, tentando dar um incentivo. — Tá tudo bem. Se não quiser falar...

Ele me interrompeu, balançando a cabeça negativamente.

— Não, eu pensei bastante sobre isso... Aquele... — Ele desviou o olhar para o tampo da mesa, começando a brincar com um guardanapo de papel. — Aquele dia acho que eu perdi o controle. Estava bêbado demais, nós dois estávamos. Nunca deveríamos...

O grandalhão parecia uma criança tímida tentando se explicar. A situação me deixou desesperado. Eu já tinha ouvido o bastante, pensávamos do mesmo jeito, e pra mim já era o suficiente. Como disse, eu não ia forçar o coitado a ficar se esforçando para falar aquele tipo de coisas.

Por isso, estendi minha mão sobre a mesa, de forma insegura, e toquei no braço dele, chamando sua atenção. Pousei minha mão em seu antebraço, de forma leve. Meu rosto corou só um pouquinho, mas eu já estava me acostumando. O moreno se calou e me encarou com os orbes violetas.

— Edmure, tá tudo bem. — Usei meu tom de voz mais doce e tranquilizador. — Vamos fingir que nada aconteceu. Aquele dia não estávamos em sã consciência, e não foi nada demais também. — Sorri de forma doce para ele, e puxei minha mão de volta. Por alguns instantes, ele se manteve calado, sua expressão insegura, até por fim, ele dar um sorriso doce, e lindo.

— Tudo bem. — Ele disse, aumentando o sorriso. — Obrigado.

Eu sorri de volta.

— Só não vamos voltar a brigar. — Eu disse, cruzando meus braços. — Não quero ter de te arrebentar de novo.

Rimos juntos, e mais uma vez, Edmure Prey me surpreendeu com uma resposta educada.

— Tá certo. — Ele anunciou, colocando os cotovelos na mesa, apoiando o queixo sobre as mãos, inclinando a cabeça, e dando o sorriso mais fofo que eu já vira. Meu peito esquentou novamente, mas eu nem liguei. O sorriso era tão bonito que eu nem disse pra ele que colocar os cotovelos sobre a mesa era uma falta de etiqueta enorme.

Notas finais
Espero que tenham gostado e deixem reviews!
Gente, próximo capítulo, vou lançar uma previsão longa, próximo fds. Mas pode ser antes, não prometo nada!
Beijos, e MUITO MUITO MUITO OBRIGADA A TODOS QUE ESTÃO ACOMPANHANDO A F&D!
Beijos de novo!