Farieland - O Reino das Fadas
3 Capítulo 2 - Um Humano no reino
Notas iniciais
I
— Um Humano! – Exclama Áurea— sem acreditar no que ouve. – Mas como conseguiu entrar aqui no reino.
Uri sem saber como explicar, gagueja ao falar – Bom... é... Como posso dizer... – Fica procurando palavras. Áurea vai se afastando dele. – Acalme-se não tenha medo, não irei te machucar.
— Os humanos são proibidos de vir aqui sabia?! – Fala Áurea irritada e perplexa com aquela situação – Nunca nenhum humano a eras não pisava nesse lugar. Foram banidos. Seus assassinos.
Uri ficar sem saber o que falar, na verdade queria saber do que ela falava. Os Humanos haviam sido banidos pelos anjos, não podiam mais entrar no reino das fadas, na verdade em nenhum dos outros reinos do universo. Isso se deu quando um humano casou-se com a rainha do reino. Mas a ambição havia tomado conta de sua cabeça e ele queria o reino no seu comando, tramou a morte da rainha das fadas, assim poderia subir ao trono e comandar o reino, no entanto seu plano foi descoberto antes de ser coroado rei, houve uma grande luta. Ao saberem do que estava acontecendo os Arcanjos intervirem na grande luta entre homens e fadas, e os baniram, foi feito um decreto em que os humanos estavam proibidos permanentemente de entrar em qualquer reino do universo, ficariam presos na terra, então os anjos lacraram todos os vértices impossibilitando a entrada de qualquer um.
— As passagens foram lacradas. – Falou Áurea — Então como você ultrapassou?
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II
Na sala do trono os anciões saiam.
A rainha Aine fica ainda estática querendo saber como isso tinha acontecido.
Bianca entra na sala.
— O que os anciões queriam aqui?
— Agora não minha filha – Disse Aine— Comandante Claus, onde estão seus homens que não voltam com notícias, e... Aliás, onde está Áurea que ainda não voltou?
— Acredito que em breve eles estarão de volta minha Rainha. – Fala de forma segura – E sobre a princesa Áurea, eu pessoalmente farei uma ronda a sua procura.
Despede-se fazendo uma vênia a rainha e a princesa e vai à procura de Áurea acompanhado de seus soldados.
— Minha mãe eu quero saber o que estar acontecendo? – Disse Bianca.
— Minha filha, já disse que...
Bianca a interrompe.
— Não quero desculpas de que ainda sou jovem demais para assuntos da realeza. Sempre é isso quando questiono alguma coisa. – Bianca fala muito irada
— Já disse que não deve se preocupar que eu e o comandante resolveremos os assuntos do reino. – Fala quase perdendo a paciência — Mas já que quer ajudar, deveria procurar por sua irmã, que saiu para saber o que aconteceu e ainda não voltou.
— Não sou ama de ninguém, ela já é grande e sabe os caminhos de volta ao palácio. – Vai saindo e se volta mais uma vez para sua mãe – Afinal de contas o noivinho dela já se dispôs pessoalmente em procurá-la.
Sai batendo a porta da sala do trono.
— BIANCA! – Gritou sua mãe, mas já era tarde, Bianca já havia saindo da sala.
****
III
— É isso que quero saber também – Fala Uri mais confuso ainda – E o que são essas passagens?
— São Vértices. Passagens que ligam os mundos. Mas todas as passagens do seu mundo foram lacradas, eles a lacraram há muito tempo. Por causa do egoísmo de vocês.
— Mas o que você está falando?
— Não se faça de desentendido – Áurea fala cada vez mais irritada. – Sabe muito bem do que estou falando.
— Não estou me fazendo de desentendido, realmente não sei o que está falando.
— Então você não sabe por que foram banidos?
— Não. Não sei. Poderia me contar, ou prefere ficar aí me acusando de coisas que não fiz.
— Os homens foram banidos após a traição que cometeram, os vértices eram livres, todos podiam passar de um reino a outro do universo. Mas o descendente de Caim não...
— Espera. – Áurea para de falar repentinamente. – Esse Caim que você se refere é o mesmo que estou pensando. O filho de... Adão?
— Sim!
— Quer dizer que eles existiram mesmo. Não são apenas lendas, histórias de catecismo.
— O que? – Fala confusa – Agora sou eu que não estou entendendo nada.
— Quando eu era criança sempre ouvia as histórias de que Deus havia criado os homens e o primeiro foi Adão. Mas eu achava que eram apenas contos da Igreja.
— Não. Não são lendas. E nem ninguém inventou essa história. Eles realmente existiram, e foi um dos descendentes dele que causou todo esse problema entre os reinos. Pra ser mais específica foi um descendente de Caim. Ele sempre vinha aqui, mas ele com sua ambição tentou matar a rainha, no entanto seu plano foi descoberto e as fadas travaram uma batalha contra ele e seus aliados. Os anjos interviram e os baniram.
— Que história mais maluca.
— E não foi só isso que aconteceu.
— Ainda tem mais?
— Sim. Após os Anjos... – Algo chama a atenção de Áurea
— Continue – Ela faz um sinal para que ele se cale.
— Não estamos sós – Disse Áurea
Ao longe Áurea consegue visualizar uma silhueta por trás das árvores.
— Apareça. — Gritou Áurea
Então o comandante Claus, surge por trás das árvores.
— Resolveu fazer amizade com o estranho Áurea?
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IV
Em seu quarto, Bianca simula uma briga com sua mãe, gritando e quebrando taças de cristais. Por que Áurea é a preferida, vive sonhando com seu casamento com aquele generalzinho de merda. Bianca quebra mais uma taça. E comigo é assim, sou a criancinha, que não sabe resolver nada. Ah! Mais esses dias de criança estão acabando. Logo mostrarei o meu valor, e eu serei a preferida.
A inveja que Bianca sentia por sua irmã era infinita. Áurea era mais velha e já era responsável por algumas questões do reino, mas Bianca não tinha nenhuma função.
Ela deita em sua cama e vira-se de lado e se encara no espelho.
Logo eu serei a preferida.
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V
— Então é isso? Sua mãe lhe manda averiguar o que tem acontecido para o tecido abalar daquela forma e você estar aqui de conversa com esse estranho. – Fala o general Claus irado.
— Não estava aqui de conversa, estava vendo o que ele estava fazendo aqui no reino.
— Estava observando já algum tempo, não foi bem isso que vi princesa.
— Acredite no que você quiser não lhe devo satisfação.
— Em breve deverá. Você será minha esposa, e exigirei respeito. Agora me diga o que descobriu sobre ele?
— É um humano!
— Isso eu já sei. Por causa de sua demora os anciões foram ao palácio contar tudo o que estava acontecendo, e estavam furiosos.
— Os anciões? Mas como eles ficaram sabendo tão depressa o que estava acontecendo aqui?
— Isso eu não sei dizer. Temos que levar o humano para interrogatório, e descobrir como e o que ele veio fazer aqui.
— Ele também não sabe como veio parar aqui no reino.
— Isso é o que vamos descobrir!
O general pega Uri pelo braço e leva-o consigo. Voando entre as árvores o general carrega o humano. De longe Uri avista o palácio que ficava no topo da montanha mais alta do reino. Mas o que também chamava a sua atenção é uma imensa árvore que se erguia por trás do palácio. Logo atrás deles Áurea voava um pouco afastada. Ela percebia o medo que Uri estava sentido, afinal de contas o pobre humano não sabia como fora parar naquele lugar.
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