Isabella encontrava-se extremamente nervosa naquela tarde; seu marido – que de alguma forma descobrira que ela saíra mais cedo do trabalho – havia acabado de ligar, propondo que eles jantassem, para comemorar o primeiro ano de casados.

E como o ano passara depressa!, pensou. Muitos os consideram novos demais – Isabella com 23 e Edward com 26 -, haviam acabado de se formar na faculdade quando Edward a pediu em casamento; casaram-se um ano depois, quando ambos – ela formada em direito e ele formado em medicina – tinham renda fixa e sua própria casa. O amor era enorme demais, então para que esperar?

O ano que se passara fora extremamente maravilhoso. A cada dia que passava eles se amavam mais e mais. Havia brigas, claro, mas brigas totalmente saudáveis para o casamento.

E, agora, eles teriam algo para aumentar ainda mais um amor. Um laço único e eterno, que os manteria juntos para sempre: um filho.

Bella descobrira naquela mesma tarde, por isso saíra mais cedo do trabalho. Já estava desconfiada há dias, e quando contara a sua cunhada, Alice Cullen, ela a levara à farmácia, comprara um teste de gravidez, e depois levara Bella a sua ginecologista, também obstetra, que solicitava um exame de sangue. Hoje, ela pegara o resultado: positivo. Levou-o a Dra. Conner e descobrira estar grávida de quatro semanas.

E agora, ela estava ali, nervosa e pronta, diante do espelho. Os dois presentes que comprara para o marido – um relógio da Guess e uma roupa de bebê, com o ultrassom – em caixas separadas, já prontos, em cima da cama.

E se Edward não quisesse ser pai agora? E se ele achasse que ainda é cedo, que eles não curtiram a vida de casados? Nervosa, ouviu seu celular tocar, sabia que era ele, avisando que já a esperava em frente à bela casa que eles tinham em Forks, Washington.

Bella alisou o vestido, pegou a bolsa, os presentes e saiu do quarto deles. Edward já a esperava do lado de fora do seu Volvo C30, um sorriso enorme nos lábios. Bella sorriu também; era impossível não sorrir quando ele sorria assim para ela. Aproximou-se do marido e tomou seus lábios, delicada e demoradamente.

— Você está linda, amor – disse ele, abrindo a porta para a esposa.

— Obrigada, você também está lindo.

O caminho não fora silencioso, mesmo com Bella nervosa, eles conversaram, contaram como fora o dia.

— Tenho uma novidade para você – Edward disse, uma mão no volante, a outra segurando a mão de Bella.

— Eu também – sorriu, tentando se mostrar confiante; de repente, desejou que não tivesse comido tanto no almoço.

Edward sorriu. Na verdade, ele contaria a novidade para ela, apenas para que ela estivesse a par de tudo; ele já decidira que não iria aceitar. Não queria que a mulher largasse seus pais, por causa de uma proposta de emprego de dois anos. Não queria largar sua família, não queria deixar Forks. Mas ele sempre prezara a opinião de Bella, então contaria a ela.

Quando chegaram ao restaurante, rapidamente Edward saiu do carro, contornando-o e abrindo a porta para esposa, que revirou os olhos, mas acabou sorrindo.

— Feliz aniversário de casamento – desejou, beijando-a mais uma vez.

— Para você também, amor – sorriu a morena, enquanto caminhavam para o restaurante.

O jantar correu de forma calma e tranqüila. Eles conversaram, riram e, quando acabaram, Edward tirou um estojo de veludo do paletó, estendendo-o a esposa. Bella sorriu e o abriu, revelando uma pulseira linda, que ela havia admirado certa vez.

— Eu sabia que você a queria há algum tempo, então, quando você foi comprar, fiz uma reserva – sorriu. – Lembro-me que você ficou triste por algum tempo.

— Ah, amor – sorriu -, ela é tão linda! Obrigada.

— Ainda não acabou – disse ele. Bella o encarou, confusa, e Edward tirou mais um estojo, um pouco maior que o outro, e o abriu.

Nela haviam dois colares, ambos de prata; em um estava escrito Edward e no outro Bella.

— Eu vou ficar com o seu nome – sorriu -, e você fica com o meu.

Bella sorriu lindamente e esticou-se, dando um selinho no marido. Ele colocou um cordão nela e ela colocou o outro nele.

— Amo você – disseram juntos. Ambos sorriram e Bella decidiu que era a hora de contar a verdade.

Estendeu o primeiro presente, um relógio, e Edward o adorou, colocando-o no mesmo momento. Antes, porém, que ela pudesse entregar a ele o segundo presente, ele disse que tinha algo sério a dizer.

— Recebi uma proposta de emprego. Dois anos trabalhando como chefe da epidemiologia em Paris. Um emprego excelente, claro, mas eu quero sua opinião.

Bella sorriu, pensando. Decidiu que era a hora de contar sobre a gravidez, para que pudessem organizar tudo, pensando no bebê também.

— Edward, eu estou grá... – começou, mas ele levantou a mão, pedindo que ela esperasse. Isabella ficou ainda mais nervosa.

— Eu já desconfiava – disse. Bella congelou. O que ele diria? Diria que enfim eles teriam um filho? – Faz uns dias que ando desconfiado e, Bella, sinceramente, eu não o quero.

Bella arregalou os olhos. As lágrimas preencheram os olhos, mas ela não deixou que elas caíssem; precisava entender o porquê primeiro.

— Por quê? – perguntou, absolutamente nervosa.

— Porque é cedo demais – deu de ombros. – Somos casados há um ano, Bella, quero aproveitar o casamento com você primeiro.

Bella abaixou a cabeça, as lágrimas finalmente livres. Aquele não era o Edward que ela achava que conhecia. Não era o Edward que ela amava; em sua mente, o Edward que ela amava, iria sorrir e sair gritando para o restaurante inteiro ouvir que seria pai, pai de um filho da mulher que ele ama.

Entretanto, ela estava enganada.

Ele queria que ela fosse com ele para Paris, mas não queria o filho deles. Bella não o tiraria, ela já o amava, ele era parte dela.

De súbito, levantou-se. Edward a encarou, sem entender absolutamente nada.

— Acabou, Edward – sibilou, sentindo uma dor tão forte em seu peito, como nunca havia sentido antes. – Vá para Paris, faça o que quiser, minha opinião não importa mais para você.

Às pressas, a morena saiu dali, antes que ele corresse atrás dela.

Edward deixou dinheiro suficiente em cima da mesa e saiu do restaurante, ao mesmo tempo que a chuva desabava sobre ele.

Ele não entendera a reação de Bella, não entendera o que acontecera.

Enquanto as lágrimas caíam de seus olhos, ele entendeu que, de alguma maneira, havia acabado.

Notas finais
Sim, mais uma! *risos* Bom, amores, meio dramático -qq UIHAUHSA' Um mal entendio, um horrível mal entendido e fim; se eles tivessem sentado e conversado, as coisas se resolveriam, mas, enfim... Acompanhem, comentem e logo posto o primeiro capítulo aqui!
Espero realmente que vocês gostem, por que tive essa ideia antes de ir dormir e a primeira coisa que fiz quando acordei, foi vir aqui e passá-la para o Word
Beijões
Deh ;*