Far Away
10 Capítulo 9 - Lembranças
Notas iniciais
Bella POV.
Fiquei alguns minutos ali ainda, sem saber o que fazer. Sem saber se eu deveria mesmo conversar com ele. Voltei minha atenção para Holly, odiando-me por ela não poder ter um pai presente em casa. Acariciei seus cachos levemente, as lágrimas ainda escorrendo.
E então me lembrei.
Lembrei-me da noite que ela foi feita...
Flashback.
Eu estava saindo de mais um dia de trabalho. Dois julgamentos. Respirei fundo. Realmente estava bem cansada.
Entrei em meu carro, dirigindo até a minha casa. Edward ainda não havia chegado, então segui até o banheiro, tomei um banho quente e coloquei uma camisola. Depois, fui até a cozinha e comecei a preparar nosso jantar.
Eu estava quase terminando, quando senti duas mãos me puxando. Ri, me virando. Edward estava ali, um sorriso enorme no rosto, ainda com seu jaleco.
— O que posso fazer por você, Dr. Cullen? – aproximei-me dele, encostando nossos lábios levemente.
— Hm... – murmurou. – Preciso de você.
— Você me tem, Edward – ri. – Sou sua esposa, esqueceu?
— Não – sorriu torto. – Estou com fome.
— O jantar está quase pronto – disse, tornando a me afastar dele. Retirei a tampa da panela, vendo se a carne havia cozinhado. Antes que eu pudesse tampar novamente, tornei a sentir as mãos de Edward em meu corpo.
— Sua boba – riu −, não estou com fome de comida. – Sua voz incrivelmente sexy me provocava arrepios. – Estou com fome de você.
Gemi baixo, sentindo sua mão em minha bunda, enquanto seus lábios se concentravam em minha orelha.
— Edward... – sussurrei. – O jantar.
— Sua chata – fez bico. Afastei-me mais dele. – Estávamos no clima!
— Amor – revirei os olhos −, podemos criar outro clima depois. Não podíamos simplesmente deixar as panelas no fogão. Vá tomar banho, enquanto termino aqui.
— Bem que dizem que mulher adora mandar – disse, fazendo manha. Ri.
— Se reclamar muito – gritei, ele já começara a sair da cozinha −, faço greve de sexo!
— O QUÊ?
Ainda rindo, voltei a prestar atenção no nosso jantar.
(...)
Quinze minutos depois, Edward apareceu, trajando apenas uma calça preta. Servi um pouco de comida para nós dois, e me sentei à mesa da cozinha mesmo.
— Pronto – disse, sorrindo. – Agora é só jantar.
Jantamos conversando sobre nosso dia, como sempre fazíamos. Depois Edward e eu limpamos a bagunça e seguimos até o banheiro de nosso quarto. Escovei os dentes e lavei o rosto. Ele fez o mesmo.
Sorri maliciosamente, um plano se formando em minha mente. Deitei na nossa cama, enrolando-me nas cobertas, e fechei os olhos.
— Hei! O que você pensa que está fazendo?
Segurei o riso, fingindo que dormia.
— Bella – Edward disse. – Bella! Ah, não, Bella! Você me deixou aceso na cozinha, anda, vamos, acorde.
Continuei fingindo que dormia, deixando-o completamente frustrado.
— Bella! Isso não se faz. Ah, não – murmurou, vendo que eu não tinha feito nada.
Então, Edward se aproximou, beijando meu pescoço, mordiscando minha orelha...
— Aproveitando-se de uma esposa cansada, Edward? – indaguei, fazendo com que ele risse. – Edward! – repreendi-o. – Estou com sono, sério. Não estou com ânimo para isso hoje.
— Pensasse nisso – sussurrou, provocando-me arrepios −, antes de me provocar na cozinha.
— Eu não fiz nada! – ri. – Você que veio me atacar, então você se acendeu sozinho.
— Anda, Bella, sei que você quer.
— Você se acendeu sozinho – disse. – Então, pode resolver seu problema sozinho também.
Virei-me novamente, sem dar atenção aos seus resmungos. Ele insistiu por mais alguns minutos, antes de ficar quieto.
Esperei alguns minutos, então me virei e vi que ele estava com a barriga para cima, sem coberta, mas já tinha os olhos fechados. Retirei minhas cobertas e me aproximei-me de seu peitoral. Plantei um beijo ali, um pouco abaixo do umbigo, e desci, até chegar ao seu membro, coberto pela cueca e pela calça.
— Bella... – sussurrou. – Eu sabia que era só charme seu.
Rindo, brinquei um pouco com o cós de sua calça, para então puxá-la para baixo. Joguei a calça em um canto qualquer, e voltei minha atenção para Edward. Beijei seu tornozelo, subido pela sua perna. Ele gemeu alto quando beijei sua virilha.
— Má – murmurou, fazendo com que eu risse.
Eu sabia que ele estava gostando. Retirei sua cueca, deixando seu membro completamente pulsante exposto. Tornei a dar beijos por seus tornozelos, seus joelhos, suas coxas e salpiquei um beijo na ponta do membro de Edward, fazendo com que ele gemesse descontroladamente. Passei minha mão por todo seu comprimento, dando beijos aqui e ali.
— Chega – disse, levantando-se bruscamente. Edward virou nossos corpos, ficando por cima de mim. Seus orbes verdes brilhavam de pura excitação, desejo e amor. – Você já se divertiu bastante.
Suas mãos passearam por minhas coxas até chegarem a minha calcinha.
— Hm... – murmurou, seus lábios em meus pescoço. – Molhadinha, como eu gosto.
Edward me invadiu com um dedo, fazendo com que eu gemesse alto e arqueasse as costas para trás. Senti-o rir em meu pescoço provocando ainda mais arrepios. Gemi ainda mais alto.
— Edward... – gemi.
Ele colocou mais um dedo, e eu me contraí ainda mais. Senti os espasmos chegando, e fechei os olhos. E então, Edward parou. Olhei-o, sem saber o que dizer.
— Eu poderia ficar nas preliminares a noite inteira – sussurrou −, se eu não estivesse louco para ter você.
Suas mãos passearam por meu corpo, tirando minha camisola. Edward beijou meus mamilos, enquanto rasgava minha calcinha.
— Você rasga minhas calcinhas todos os dias – disse eu. – Vou ficar sem daqui uns dias.
— Ótimo – riu, suas mãos passeando pelo meu corpo totalmente exposto para ele. – Assim eu não preciso mais tirá-las de você.
Sentindo seu membro em minha entrada, joguei a cabeça para trás, esperando por aquele momento. Edward deslizou para dentro de mim, deixando-nos completamente unidos.
— Olhe para mim, Bella – pediu. Abri meus olhos e encontrei os seus me encarando.
Passei as pernas por seu quadril, puxando-o ainda mais para mim. Minhas mãos passearam por seu peitoral, subindo pelas costas, fazendo com que Edward estocasse mais fundo e mais forte. Apertei seu membro, sentindo os espasmos chegarem.
— Você me deixa louco – murmurou, estocando cada vez mais rápido e mais forte.
Apertei Edward mais em mim, sabendo que estava chegando lá. Senti que ele também estava, então arranhei suas costas, fazendo, assim, com que chegássemos juntos ao orgasmo.
Seu corpo se relaxou e ele deixou seu corpo em cima do meu, ainda dentro de mim. Sorri. Era incrível como a cada noite, fazer amor com ele se tornava melhor, se tornava mais especial.
— Eu te amo – sussurrei, acariciando seus cabelos.
— Eu também – murmurou.
Fim do Flashback.
Limpei as lágrimas que escorriam, e saí do quarto de Holly, levando a babá eletrônica, antes que eu começasse a ter mais lembranças.
Mas pelo menos aquela lembrança serviu para uma coisa: eu havia decidido que contaria a Edward que ele não seria pai de novo.
Edward POV.
Saí da casa de Bella completamente exausto. Não fisicamente, mas emocionalmente. Cansado de tudo dar errado para nós dois, cansado de ter que ficar lutando contra mil coisas para conseguir ficar junto dela.
Cheguei a minha casa, e ignorei a conversa animada sobre a gravidez de Rose, seguindo para meu quarto. Deitei-me na minha cama, desejando acordar ao lado de Bella e percebendo que tudo não passou de um pesadelo.
Virei-me de lado, dando de cara com uma foto nossa, que Alice tirou assim que começamos a namorar. Peguei a foto e a apertei contra meu peito.
— Edward?
Suspirei.
— Entre, mãe.
Minha mãe apareceu, sorrindo, segurando uma caixa nas mãos. Confuso, sentei-me, deixando a minha foto com Bella de lado.
— O que é isso? – indaguei-a.
— São as coisas que eu tenho da gravidez de Bella – riu. – Ela tem também, claro, mas eu pedi uma cópia das minhas favoritas.
Mamãe colocou a caixa na cama e deu um beijo na minha testa.
— As coisas vão se ajeitar, Edward – riu. – Você vai ver.
Sorri para ela. Ela se afastou, saindo do quarto, deixando-me ali. Curioso, retirei a tampa. Sorri, retirando a primeira foto. Bella e Alice com roupas de bebês no colo... Retirei uma ultrassonografia, indicando que Bella estava com cinco meses. Nossa Holly ali... Senti as lágrimas em meu rosto, mas não as limpei. Peguei um par de sapatinhos brancos, rindo. Imaginei Bella os ganhando ou os comprando... Passei para a próxima foto, vendo-a com a barriga já grande, abraçada a Renée e minha mãe.
Bella ficara ainda mais linda grávida... Peguei uma roupinha rosa e sorri, imaginando nossa filha recém-nascida usando aquelas roupas. Vi milhares de fotos de Bella grávida, cercada de brinquedos, pessoas, roupas... E solucei alto quando vi a primeira foto de Bella e Holly, ainda na sala de parto.
— Como eu pude perder tudo isso? – indaguei a mim mesmo. – Como eu e Bella deixamos que um mal entendido acabasse com tudo?
Achei uma foto em um portarretrato, de Bella com nossa filha. Coloquei no criado ao lado da cama e suspirei. Será que eu seria assim com esse filho que Tanya estava esperando? Será que minha mãe guardaria suas roupas, seus brinquedos, suas fotografias? Será que ele receberia todo esse amor?
Eu iria amá-lo, claro. Mas... E a minha família? Ela teria todo esse carinho que tem com a Holly, com o Luke, o Scott e esse bebê que Rose está esperando?
E como eles iriam reagir amanhã, no almoço?
Sem querer pensar muito nisso, puxei a foto de Bella grávida e a apertei contra meu peito, fechando os olhos.
Eu realmente precisava dormir um pouco.
(...)
Acordei tarde, mas nem me importei com isso. Tanya iria vir para cá meio dia, mais ou menos, e ainda nem eram onze da manhã. Tomei um banho e coloquei uma roupa qualquer. Não foi surpresa alguma não encontrar Holly na sala com minha mãe. Bella provavelmente não queria que a Tanya conhecesse nossa filha ainda.
Cumprimentei minha mãe, Rose e Alice. Brinquei um pouco com Scott e Luke. Logo, meu pai, Jazz e Emmett chegaram, então pedi que eles se sentassem.
Minha mãe apertou minha mão, para me passar confiança.
— Credo, Edward – Emmett disse −, parece que alguém vai morrer.
— Emmett! – ralhou Rose.
— Eu... – suspirei. – Eu vou ser pai.
Silêncio.
— E a mãe não é Bella.
Abaixei a cabeça e murmurei o que já tinha dito aos meus pais e Bella: que não fora planejado, que eu estava bêbado. Fiquei esperando pelos socos e tapas, xingos e palavrões, mas senti Alice me abraçando e retribuí, respirando fundo.
— Vai dar tudo certo – sorriu. – Você vai ver.
— Ok – ri. – Bom, a Tanya vai vir aqui, para almoçar, e eu realmente peço que não a culpem.
Eles assentiram, e passamos a conversar um pouco mais, até a campainha tocar. Abri a porta e Tanya sorriu. Cumprimentei-a com um abraço rápido.
— Entre – disse, sem sorrir. Não queria ser grosso com ela e nada do tipo, mas eu realmente ainda não havia conseguido assimilar tudo.
Apresentei Tanya a todos, e ela começou a conversar com Alice e Rose. Afastei-me um pouco. Era recente demais para eu comemorar o fato de ser pai novamente.
— Edward, tudo bem?
Virei-me e vi Alice ali, sorrindo um pouco.
— Eu já vou almoçar, pode ir – sussurrei.
— Não quero saber se você vai almoçar – revirou os olhos -, quero saber se você está bem.
— Só me acostumando com tudo, ainda – disse.
— Hm... Bom, vem, vamos almoçar.
Estranhei a reação de Alice, mas ignorei. Sentei-me à mesa e comi automaticamente, sem prestar atenção em nada.
Depois me despedi de Tanya, chamando um táxi para ela.
— Podemos ir jantar um dia desses? – perguntou.
— Sim, pode ser amanhã, se você quiser – disse eu. – Aí conversaremos mais sobre o bebê.
Ela me deu um beijo na bochecha e saiu. Segui para casa e despedi-me de todos.
— Vou ver a Holly – disse.
Segui até a casa que fora minha e de Bella, curioso para saber o que ela tinha para conversar comigo.
Bella POV.
Levantei cedo. Hoje Edward apresentaria a mulher lá para a família dele. Holly ainda dormia, então segui para o banheiro, tomei um banho quente e coloquei uma roupa leve. Preparei o café e assim que a Holly acordou, dei um banho nela, alimentei-a.
Passamos a manhã brincando.
Não estava com fome, por isso preparei só algo para a Holly. Depois que ela dormiu, sentei-me no sofá. Edward logo chegaria.
Eu tinha medo de que ele não acreditasse em mim, medo de que ele achasse que eu estava inventando tudo.
Despertei-me de meus devaneios ao ouvir a campainha tocando.
— Oi, Edward – cumprimentei-o, assim que abri a porta.
— Oi – sorriu um pouco.
— Entre.
Dei passagem a ele e tornei a fechar a porta. Ele suspirou e se virou, encarando-me.
— Onde está a Holly? – indagou-me.
— Dormindo – disse. Ele assentiu. – Sente-se, eu quero conversar com você.
Edward se sentou, mas eu não. Não conseguia ficar quieta e nem me acalmar.
— Bom... – comecei. – Bom, Edward, vou direto ao ponto.
— Sim – disse. – Não consigo imaginar o que você tem para me falar, então, por favor, fale logo.
— A mulher lá mentiu – sussurrei. Ele me encarou, ainda sem entender. Respirei fundo. – Você não vai ser pai de novo.
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