Far Away
11 Capítulo 10 - Next To You
Notas iniciais
Edward POV.
Encarei Bella, esperando que ela começasse a rir e falasse que tudo não passava de uma brincadeira. Ela continuou ali, torcendo as mãos, e me olhando.
— Por que ela faria isso? – indaguei.
— Não sei, Edward – disse. – Mas eu ouvi uma conversa dela com alguém e...
— Bella, eu entendo que você se sinta mal – interrompi-a. – Entendo tudo isso, mas mentir não vai me fazer abandonar meu outro filho. Vou continuar amando a Holly, e vou amar esse filho também.
Bella suspirou e mordeu os lábios, lançando olhares aflitos para mim.
— Por favor, Edward – pediu −, acredite em mim. Eu não estou mentindo para você.
Lágrimas escorreram de seu rosto. Desviei os olhos, não queria vê-la sofrer. Devia ser difícil para Bella aceitar que além de Holly eu teria outro filho, e que ela não seria a mãe.
— Bella – sussurrei −, por favor digo eu. É difícil, complicado, e eu te entendo, mas mentir não vai me fazer duvidar de Tanya. Ela nunca teve motivos para isso.
— E eu tive?
Suspirei, tentando controlar a raiva que me dominava.
— Bom, você escondeu de mim que estava grávida – disse, firme, sem coragem de olhá-la nos olhos. – Escondeu da existência de Holly. Então, acho que você mentiria, sim, para me privar de ter outro filho.
— Como é que é? – A voz dela tremeu, e eu sabia que Bella estava para explodir. – Eu quero privar você de ter outro filho? Não, Edward, por mais que eu odeie a idéia de outra mulher dizer que tem um filho seu, por mais que eu odeie a ideia de que você e eu não vamos mais ficar juntos, eu nunca seria capaz de fazer algo do tipo. Sei como as coisas são, sei que se você fosse mesmo o pai, você teria obrigações para com essa criança. Conheço a lei e tenho princípios, Edward!
— E tem uma lábia! – disse eu, sem me preocupar se estava gritando ou não. – Sua profissão exige isso de você, Bella! Exige que você saiba mentir, saiba defender sua opinião!
Senti sua mão em meu rosto, antes mesmo que eu pudesse reagir. Percebi, tarde demais, que eu não deveria ter dito aquilo. Eu nunca pensei isso de Bella, sempre admirei seu trabalho.
— Sinto muito – murmurei. – Não queria dizer isso.
— Ah, você queria sim – rosnou. – Você sabia que isso iria me machucar e disse isso de propósito! Sabe, Edward, nós nunca mais iremos dar certo! Você não consegue acreditar em mim, não consegue não me culpar por ter omitido sobre Holly, sendo que eu achava que você não queria saber dela. Vai ser sempre assim.
— Bella, chega – disse, firme. – Não vim aqui para brigar com você.
— Eu queria que você soubesse a verdade, Edward – sussurrou. – Eu queria que você acreditasse em mim, mas você prefere acreditar em uma amiga, uma amiga que conheceu em Paris e que mente. Provavelmente, ela planejou tudo isso.
— Eu já disse que não vou acreditar – murmurei. – Por que Tanya mentiria, Bella? Qual seria o propósito dela? Ela sempre soube dos meus sentimentos por você.
— E eles já nem são mais reais... – sussurrou, as lágrimas escorrendo pelo seu rosto. – Você prefere acreditar nela a mim, Edward. Entende isso? Entende que prefere acreditar em uma conhecida a mulher que te ama?
— Bella, por favor... – murmurei.
— Saia daqui – sibilou. Estaquei, olhando-a, sem acreditar que ela estava me expulsando. – Ande, Edward, saia daqui.
— Eu... Eu quero ver a Holly – disse, sem ainda conseguir acreditar.
— Levarei a Holly para a casa dos seus pais quando ela estiver acordada – sussurrou, sem me olhar. – Agora, sai daqui!
— Bella – tentei mais uma vez. – Bella, eu realmente...
— Não me diga que sente muito, porque sei que não sente – cortou-me. – Anda, Edward, saia logo daqui.
Olhei-a. Bella tinha um pouco virado, mas eu conseguia ver suas lágrimas, conseguia ver o quanto ela estava sofrendo e como estava sendo difícil para ela se controlar. Então, saí dali.
Ela precisava de um tempo sozinha.
Entrei em meu carro e respirei fundo, deixando as lágrimas livres, enquanto dirigia para qualquer lugar.
Por que eu e Bella tínhamos que estar tão afastados um do outro? Nós nos amávamos, sempre nos amamos. Por que o amor não podia ser suficiente?
Bella POV.
Deixei que os soluços tomassem conta de mim, assim que Edward saiu.
Eu sabia. Sabia que Edward não acreditaria em mim. Agora eu ficaria sendo a mentirosa. Agradeci por Holly ainda estar dormindo; eu não tinha condições de olhar para minha filha agora.
Não tinha coragem de olhar para ela e admitir para mim mesma que ela seria a única coisa que sobrara de mim e Edward. A única representação boa de nosso amor.
Respirei fundo. Eu precisava espairecer; precisava ficar quieta, pensar, refletir... Decidi tomar um banho, enquanto Holly ainda dormia. Depois que eu a levasse para a casa dos Cullen, iria dar uma volta.
(...)
Depois de pronta, acordei a Holly. Ela resmungou um pouco, mas ficou feliz quando eu disse que a levaria para ver o pai e os avós. Arrumei-a, dei algo para que ela pudesse comer, e seguimos até a casa dos Cullen.
Fora Esme quem abriu a porta.
— Oi, querida – cumprimentou-me, abraçando-me. – Oi, meu amor.
Holly foi para os braços dela, balbuciando vovó e outras coisas que não pude ouvir.
— Entre, Bella.
Já se passava das quatro e meia da tarde. Eu ainda queria sair um pouco, mas não achei que tivesse problema ficar uns quinze minutos.
— Não posso me demorar – disse. – Preciso espairecer um pouco, e queria saber se a Holly podia ficar aqui.
— Claro que pode – sorriu, ainda brincando com a neta. – Rose e Alice decidiram que Scott e Luke vão ficar um pouco com os pais de Jasper e Rosalie. Então, agora vou só a Holly para ficar comigo durante as tardes.
Ri.
— É nessas horas que sinto falta de meu trabalho – suspirou. – Sinto em ter parado de trabalhar assim que Alice e Edward nasceram. Mas aí penso em tudo, e valeu à pena.
Assenti. Às vezes eu queria parar de trabalhar, passar mais tempo com Holly, mas eu queria dar o melhor para ela, e sabia que precisava trabalhar para isso.
— Vou indo, Esme – sorri. – Passo para pegá-la mais tarde, ok?
— Ok, querida – sorriu também. – Por mim, você podia até deixá-la dormir aqui.
— Ah, podemos olhar isso direito, Esme – murmurei, despedindo-me de Holly. – Não consigo me afastar dela por muito tempo.
— Eu entendo – riu.
Acenei mais uma vez e saí dali. Iria até um lugar qualquer, um lugar calmo. Precisava pensar.
(...)
Fui até um lugar mais afastado da cidade, onde havia só verde, verde e verde. Sentei-me em algum lugar por ali, deixando as lágrimas finalmente livres.
Encostei-me a uma árvore e respirei fundo, tentando imaginar por que eu e Edward estávamos agindo como dois adultos imaturos e infantis.
Nós nos amamos. Sempre foi assim.
Desde que namorávamos... Quando Edward me pediu em casamento... Pensar naquele dia, no dia mais feliz da minha vida, me fez chorar ainda mais.
Lembrava-me de como surtei naquele dia, de como fiquei preocupada, pensando que Edward me abandonaria.
Ri, lembrando-me disso. Edward dissera na festa de casamento, que nunca seria capaz de me abandonar, nem que ele estivesse louco.
Então, por que estávamos separados agora?
Eu precisava tanto dele! Sentia falta de nosso um ano de casados. Das noites de amor, das conversas, dos risos... Sentia falta de me sentir bem estando abraçada a ele, sentia falta de estar junto dele. Falta de seus carinhos, de suas palavras, de seus abraços e sorrisos.
Olhei para o céu, enquanto lágrimas escorriam pelo meu rosto. Pedi a Deus, com todas as forças que eu tinha, que levasse aquela dor, que fizesse com que eu me esquecesse de Edward, que me deixasse seguir, enfim, em frente.
Pedi que me deixasse esquecê-lo, mas mesmo assim, tudo o que eu conseguia imaginar, tudo o que eu conseguia pensar, era em seu rosto, seu sorriso, seus gestos e manias. E eu sabia que seria difícil de esquecê-lo. Talvez... Não, eu me recusava a pensar que fosse impossível esquecê-lo.
Respirei fundo e limpei as lágrimas. Escutei meu celular tocar e o peguei, era Alice.
— Bella, onde você está? – indagou-me, sem me dar chance de sequer cumprimentá-la.
— Estou por aí, Alice – sussurrei. – Não precisa se preocupar comigo, estou bem – menti.
— Sei que não está bem, Bella – disse. – Se você está assim, e Edward está aqui somente brincando com Holly sem dar atenção a ninguém, é porque ele não acreditou em você, não é?
Eu já sabia que ele não tinha acreditado; eu tinha presenciado isso, afinal. Mas ouvir aquelas palavras de outra pessoa, machucava-me ainda mais.
— Sim – murmurei, fechando os olhos. – Edward não acreditou em mim.
— Oh, Bella – sussurrou −, eu realmente sinto muito. Tem algo que eu posso fazer ou...
— Não, Alice – cortei-a. – Não há nada que ninguém possa fazer. Agradeço por se preocupar, mas não vou tentar mais. Eu tentei, sabe? Mas parece que Edward e eu estamos em caminhos completamente diferentes. Aconteceu tudo o que tinha que acontecer entre nós.
— Você sabe que sempre pode contar comigo, não sabe? – disse. Solucei, sem agüentar mais.
— Alice, preciso de você – sussurrei.
Eu precisava de alguém para abraçar, alguém para chorar até não agüentar mais. Eu iria até minha mãe, mas... Eu não a tinha mais.
— Shh... Calma, ok? — pediu. – Diga-me onde está.
— Em um local mais afastado da cidade, sabe? Aquele lugar que vínhamos quando você namorava o Jazz, eu o Edward e a Rose o Emm.
— Sim. Chego aí em dez minutos.
Desliguei o celular, ainda soluçando. Não sei quantos minutos se passaram, mas logo senti os braços de Alice me puxando para seu colo.
— Shh, Bella – consolou-me −, eu estou aqui. Estou aqui com você.
E, de alguma maneira, isso fez com que eu me sentisse melhor.
Edward POV.
Rodei um pouco pela cidade, antes de voltar para casa. Fiquei contente ao ver Holly lá e fiquei brincando o tempo todo com ela. Tinha esperanças de que Bella fosse estar lá, mas minha mãe dissera que ela tinha saído, mas que não iria demorar.
Fiquei preocupado, ela estava demorando, mas não procurei demonstrar. Bella e eu somos divorciados, ela pode fazer o que quiser.
Vi que Alice me lançava olhares nervosos, mas os ignorei. Depois de alguns minutos, ela pegou o celular e se afastou. Quando voltou para perto da gente, parecia preocupada.
— O que aconteceu, Alice? – Jasper perguntou, enquanto tentava fazer Luke comer.
— Nada – suspirou. – Vou dar uma saída, ok?
— Qual o problema, Alice? – mamãe perguntou.
— Nada, mãe – disse, já pegando a bolsa. – Eu só vou me encontrar com Bella. Volto logo, ok?
Eu sabia que Bella estava arrasada. Sabia que deveria estar me odiando, mas não me movi, não disse nada. Eu devia me levantar e ir até ela, abraçando-a, dizendo que tudo ficaria bem. Mas nem eu tinha mais tanta certeza disso.
Continuei brincando com Holly, mesmo estando alheio a tudo.
Eu só queria que Bella ficasse bem.
(...)
— Acho que vamos ter que ir jantar sem elas.
Estávamos esperando por Bella e Alice há muito tempo. Eram quase oito da noite e nada delas chegarem.
— Vamos esperar mais dez minutos, querido – mamãe disse, para meu pai.
Eu não estava nem um pouco preocupado com o jantar; só queria saber se a Bella estava bem.
Cinco minutos depois a campainha tocou, e minha mãe suspirou aliviada. Alice entrou, sem Bella.
— Cadê a Bella? – perguntou minha mãe.
— Ela está com dor de cabeça – disse Alice. – Ficou no carro. Pediu que eu pegasse a Holly, e pediu para dizer a você, mãe, que volta outro dia e que realmente sente muito.
Provavelmente, Bella não queria me ver. Despedi-me de minha filha e a entreguei para Alice. Ela saiu de casa e voltou alguns minutos depois.
Seguimos para a sala de jantar e, pensando em Bella, pensando em tudo, não consegui comer.
Bella POV.
Os dias se passaram e eu evitava ao máximo ir à casa dos Cullen. Edward começou a trabalhar, então quando eu ia deixar a Holly lá, ele estava saindo para o hospital com Carlisle. Nem o cumprimentava. Na verdade, nem o olhava. Entregava Holly a Esme e mentia que estava atrasada, apenas acenando de leve para Carlisle.
O mês se passou rapidamente, e logo fora a festa de três anos de Scott. Foi na casa de Emmett e Rose. Foi incrível e lindo. Fugi o máximo que pude de Edward, sempre estando nos lugares onde ele não estava. Rose conversou um pouco comigo, comentando sobre como a gravidez estava sendo diferente. Ela já estava com quase três meses.
Assim que Holly estava completamente cansada, segui para casa. Eu sabia que poderia parecer uma atitude infantil fugir de Edward assim, mas eu o amava demais. Não podia mais vê-lo tanto. Tinha que esquecê-lo.
E então, eu descobri que teria que viajar a trabalho. Não por muito tempo, apenas quatro dias. Perguntei ao meu pai se ele queria ficar com Holly, mas ele disse que era melhor não, porque ele trabalhava e tudo o mais. Então, ou ela ficaria com os Cullen, ou eu teria que contratar alguém para cuidar dela.
Saí mais cedo de casa naquele dia. Era uma sexta e eu viajaria no domingo à tarde.
Edward atendeu, quando toquei a campainha, e pareceu surpreso por me ver ali mais cedo do que de costume. Holly ainda dormia em meus braços. Eu estava com a bolsa dela e ela no colo. Ele logo tratou de pegar a nossa filha.
— Sua mãe acordou? – perguntei, sem olhá-lo nos olhos.
— Sim – disse. – Entre.
Entrei. Edward me disse que colocaria Holly no quarto, e que seus pais estavam na sala de jantar. Segui até lá, encontrando-os rindo e conversando.
— Bom dia – disse, sorrindo um pouco.
Eles me cumprimentaram alegremente e logo começaram a reclamar que eu estava bem sumida. Ri.
— Bom – comecei −, sei que pode parecer que vou abusar e tudo o mais, mas é que vou viajar a trabalho no domingo à tarde e queria saber se vocês podiam ficar com a Holly. Vão ser só por quatro dias, mas eu posso pagar alguém para lhe ajudar, Esme.
Esme e Carlisle continuaram sorrindo.
— Eu adoraria que você a deixasse aqui, Bella – sorriu. – E nem venha com isso de pagar. Eu tenho uma empregada, além de ter Edward e Carlisle aqui comigo.
— Mas eu realmente posso pagar para alguém...
— Não será necessário – Edward disse, aparecendo. Ele sorriu um pouco. – Eu realmente vou ficar muito feliz tendo a Holly aqui comigo por quatro dias.
Assenti.
— Bom, vou trazê-la no domingo de manhã – sussurrei. – Tenho que ir trabalhar.
Despedi-me deles e segui para o trabalho.
(...)
Apareci na casa dos Cullen no domingo de manhã. Carlisle, Esme e Edward tomavam café da manhã, quando fui até lá. Holly foi diretamente para o colo do pai, tentando falar corretamente. Edward ria, olhando tudo o que ela apontava.
— Bom – disse −, vou voltar na quinta. Obrigada por cuidarem de Holly.
— Boa viagem, querida – desejou Esme e Carlisle, abraçando-me.
Edward fez menção de se levantar, mas eu despedi-me de Holly e saí de lá antes que ele pudesse dizer qualquer coisa.
Edward POV.
Bella me ignorou nos dias que se seguiram. Eu comecei a trabalhar e agora tinha que dividir a atenção entre Tanya – que estava com três meses de gravidez −, trabalho e Holly.
Tentei arrumar alguma maneira de me aproximar de Bella. Doía-me vê-la me tratando daquele jeito, mas ela era mais rápida, e antes que eu pudesse dar “oi”, ela já tinha dado tchau e ido embora.
E então ela viajou. Ficaria quatro dias horas, então expliquei a Tanya que sairíamos na terça à noite, porque queria aproveitar os outros dias com Holly. Na segunda, Alice, Jasper e Luke vieram jantar conosco.
— Edward, posso falar com você?
Virei-me. Holly estava no colo de meu pai, enquanto Luke estava no colo de Jasper. Já havíamos jantado, então apenas conversávamos na sala. Assenti para Alice, e a segui até o escritório de meu pai.
— O que quer? – perguntei, respirando fundo.
— Que tipo de amor é esse que você diz sentir pela Bella? – começando, olhando-me enquanto cruzava os braços. – Vou direto ao assunto, porque quero que você entenda tudo antes de Bella voltar de viagem, Edward.
— O que foi Alice? – indaguei-a. – Como você quer que eu acredite que Tanya possa ter mentido para mim? Como você quer que eu acredite que ela sairia de Paris para vir aqui me contar que estava grávida se eu não fosse o pai?
— E você prefere acreditar nela? – perguntou. – Prefere acreditar em uma amiga, que para minha é uma pura de uma vad... Enfim, Edward, você sabe que eu te amo, mas eu não concordo com isso. Bella nunca mentiria para você. Ela te ama, ela só o quer bem.
Respirei fundo. As lágrimas surgiram em meus olhos, antes que eu me desse conta disso.
— Não sei o que fazer, Allie – admiti. – Bella me ignora, não consigo me aproximar dela.
— E o que você queria? Queria que ela saísse saltitando por aí, fingindo ser sua amiguinha? Você duvidou dela, Edward.
Passei a mão direita em meus cabelos, deixando-os ainda mais bagunçados.
— Olha, só peço que questione isso direito com a Tanya lá, ok?
Assenti levemente. Alice me deu um abraço e um beijo na bochecha.
— Eu espero que dê tudo certo, Edward – sorriu. – Eu só quero a sua felicidade, e sei que ela é ao lado de Bella.
— Obrigado, Allie.
(...)
Na terça à noite, saí para jantar com Tanya. Havia decidido acabar com aquela duvida de uma vez por toda, então, enquanto conversávamos, disse:
— Quando essa criança nascer, vou fazer um exame de DNA, ok?
Tanya me olhou e arregalou os olhos.
— Por quê? – indagou-me. − Acha que eu mentiria para você?
Seu tom de voz lembrou-me de Bella. Suspirei.
— Só quero fazer, Tanya – disse. – Algum problema com isso?
— Não – respondeu, desviando os olhos. – Se é isso que você quer... Quer dizer, eu não estou mentindo, então vamos fazer.
Assenti. Paguei a conta e despedi-me dela com um abraço rápido. Já ia sair do restaurante, quando me lembrei que Bella dissera que escutara uma conversa de Tanya.
Aproximei-me da mesa. Tanya estava de costas para o lugar que eu estava, então não me escondi muito bem. Ela pegou o celular.
— Claro que não... – disse. – Ele desconfia que não é o pai... Não sei como, Riley... Temo que teremos que falsificar o exame de DNA... – Estaquei.
Bella. Dissera. A. Verdade. Tanya não estava grávida de um filho meu!
— É claro que nunca contei para ninguém do remédio que coloquei na bebida dele naquele dia! Ele nem transou comigo, você sabe... Ele apagou assim que entramos em seu carro... – ela continuou a dizer.
Aproximei-me da mesa, e a me ver, Tanya desligou o celular rapidamente.
— Então, quer dizer que nem transamos naquela noite, não é? – indaguei, cruzando os braços. Eu sentia ódio. Por culpa de Tanya – e da minha idiotice –, eu estava separado de Bella.
— Edward – murmurou, levantando-se, não é nada do que você está pensando.
— Poupe-me de suas preocupações, Tanya – rosnei. – Não me procure, suma da minha vida. Sabe, eu só tenho dó dessa criança. Ela não tem culpa da mãe que tem.
— Edward, por favor! – pediu, chorando.
— Guarde suas lágrimas e lamentações para quem acredita nelas.
Saí dali, lágrimas descendo livremente pelo meu rosto. Bella voltaria em dois dias e eu só sabia que precisava fazer alguma coisa para que ela me perdoasse.
Alice.
Isso.
Eu precisava da ajuda de Alice.
Bella POV.
Trabalhei muito nesses quatro dias que estive lá, mas finalmente chegara o dia de ir embora. Levantei-me cedo, arrumei-me. Eu estava morrendo de saudades de Holly.
A viagem foi tranqüila. Meu pai me pegou no aeroporto de Port Angeles e seguimos para Forks, rindo e conversando. Ele me deixou na casa dos Cullen, e eu prometi que logo faria uma visita.
Já eram quase sete da noite quando toquei a campainha. Uma Esme sorridente me cumprimentou e me puxou para um abraço, perguntando-me como fora a viagem. Entramos e eu logo vi minha filha.
Ela brincava com Alice. Minha amiga gritou quando me viu, mas não lhe dei muita atenção.
— Mama – Holly sorriu quando me viu.
Peguei-a e a abracei forte. Eu sentia tanta falta dela!
— Bella, temos uma proposta para lhe fazer – disse Esme. – E nós não aceitamos não como resposta.
Olhei-as, completamente confusa.
— Você vai para casa – Alice começou −, vai tomar um banho, vai se arrumar, e todos nós vamos jantar na sua casa! Não se preocupe, toda a comida já está pronta. Apenas queremos reunir a família novamente. Já falamos com seu pai, e ele disse que iria para lá.
— Engraçado – disse. – Ele não me disse nada.
— Por que pedimos – revirou os olhos. – E então, topa?
— Ok – dei de ombros. – Então, acho melhor irmos de uma vez... A propósito, Esme, obrigada por cuidar da Holly.
— Não foi nada, querida – sorriu. – Holly vai ficar aqui conosco, ok? Até você tomar banho e se arrumar. Assim não precisa ficar se preocupando muito.
— Mas... É que eu estou com saudades dela – sorri.
— Nós sabemos, mas pode esperar um pouco, não pode?
Revirei os olhos, mas assenti. Dei um beijo no rosto de minha filha e saí dali, sem entender por que tanta insistência.
Elas são loucas, pensei, rindo comigo mesma.
Edward POV.
Tudo estava pronto. Eu torcia as mãos nervosamente, enquanto esperava por Bella. Eu já havia espalhado pétalas de rosa desde a porta de entrada, até o nosso quarto. Alice me contara que Bella não o usara desde que nos separamos. E fiz um desvio para até uma mesinha que havia na sala, onde havia um gravador. Nele eu falava com Bella como eu sentia muito e tudo o mais.
Escondi-me no andar de cima, claro, no corredor, de modo que eu pudesse ver a sala e ouvir a gravação. Quando ela se encerrasse, eu iria até o quarto.
Eu estava torcendo imensamente para que Bella aceitasse e me perdoasse. Eu não conseguia mais ficar afastado dela.
Escutei o barulho da porta se abrindo e fiquei completamente parado, respirando lentamente.
Vi Bella parar e olhar tudo, sem entender nada. Ela viu o gravador e o pegou, depois de largar suas bolsas e as malas. Ofeguei. Ela estava incrivelmente linda.
Ela apertou play.
— Bella – escutei minha voz −, você deve me odiar muito, não deve? Olha, eu sei que talvez você me mande pastar e nunca mais olhar na sua cara, mas eu realmente sinto muito, Bella... Eu... Eu descobri tudo. Descobri que eu nunca nem transei com Tanya. Ela colocou algo em minha bebida naquela noite...
Puxei o ar e o soltei lentamente. Bella encarava o gravador, como se não conseguisse acreditar em tudo aquilo.
— Você pode me perdoar? Você pode nos dar mais uma chance? Pode me deixar provar que eu te amo ainda mais do que amava antes? Minhas desculpas, minhas palavras, são insuficientes, eu sei, para apagar tudo o que te fiz passar. Mas eu não aguento mais, Bella. Não aguento mais te ver e não poder te tocar. Não aguento mais não poder te dizer o quanto te amo, sem sentir essa dor que eu sinto, por ter permanecido tão distante de você por tanto tempo...
Vi as lágrimas escorrendo de seus olhos e um sorriso brotando em seus lábios.
— Então, se você puder me perdoar, se você puder nos dar mais uma chance, mais uma chance para nosso amor, nossa família, siga as pétalas, Bella. Seguindo-as, você vai estar dizendo que me perdoa... Um mal entendido nos separou, amor – Bella sorriu, como se sentisse saudades de quando eu a chamava assim. – Mas o nosso amor é mais forte, sabia? E o destino também, tanto que nos colocou juntos novamente. Estamos no mesmo caminho, Bella, separados apenas por pouca coisa. Basta estender sua mão e eu vou pegar a sua. Assim, caminharemos juntos.
Ela sorriu, mordendo os lábios e corando.
— Então, siga as pétalas. Siga as pétalas. Quero matar minhas saudades de você. Eu te amo, Bella. Nunca duvide disso. Nunca deixei de te amar, nem mesmo por um segundo, esqueci-me de você. E... Se você não puder me perdoar, se você achar que é tarde demais, eu prometo que vou entender. Eu vou te deixar em paz... Por mais que isso doa em mim.
A gravação se encerrou, então segui até o quarto que eu dividira com Bella. Eu trocara os lençóis, as coxas, e cobrira tudo com pétalas de rosas. Além de que, no nosso banheiro, preparara um banho na nossa banheira.
Como eu já estava praticamente sem roupa – trajando apenas minha cueca boxer vermelha e um roupão −, deitei-me na cama, olhando ansiosamente para a porta.
(n/a: tratem de escutar!)
Se ela não viesse... Eu não sabia, realmente, o que iria fazer.
Meu coração falhou uma batida quando a porta foi aberta e Bella entrou, um sorriso tímido nos lábios. Levantei-me, mantendo certa distância de nós.
— Oi – sussurrei, sem saber o que dizer.
— Oi – Bella disse, sorrindo.
Eu sabia que havia dito que se ela viesse aqui era porque ela me perdoara, mas... Eu precisava ouvir da boca dela, precisava saber por ela. Precisava saber, porque tinha medo de que ela tivesse vindo até aqui apenas para curtir uma com a minha cara.
— Então... Você pode nos dar mais uma chance? – pedi.
Este tempo, este lugar
Esses desperdícios , esses erros
Tanto tempo, tão tarde
Quem era eu para te fazer esperar?
Apenas mais uma chance, apenas mais um suspiro
Caso reste apenas um
Porque você sabe, você sabe, você sabe...
Bella riu.
— Pensei que tivesse deixado as minhas intenções bem claras quando abri a porta, Edward – sorriu lindamente.
Era tudo o que eu precisava ouvir.
Caminhei até a ela, puxando-a para um abraço, e logo procurando seus lábios. Ela retribuiu com a mesma intensidade que eu. Desesperado para tê-la, desesperado para consumar nosso amor, puxei o laço do roupão, abrindo-o. Bella riu por entre o beijo.
— Eu te amo – sussurrou ela, enquanto suas mãos passeavam pelo meu peitoral. Gemi.
— Eu também te amo – sorri um pouco, afastando-me dela, apenas para observar seu rosto corado, seus lábios vermelhos devido ao beijo... Acariciei seu rosto, fazendo com que ela fechasse os olhos. – Senti tanto sua falta!
Bella sorriu, os olhos ainda fechados. Beijei-a calmamente, enquanto ela passava as mãos pelo meu corpo. Gemi quando a senti acariciar meu membro, preso na cueca.
Que eu te amo
Eu sempre te amei
E eu sinto sua falta
Estive afastado por muito tempo
Eu continuo sonhando que você estará comigo
E você nunca irá embora
Paro de respirar se eu não te ver mais
— Você está vestida demais... – reclamei. Bella já retirara os saltos que ela usava, então eu passei a mão por suas costas até chegar as suas coxas. Acariciei-as, ouvindo um gemido baixo de Bella.
Retirei o cinto que ela usava e a levei até a cama, deitando-a ali. Bella sorriu para mim, ajudando-me a retirar o roupão. Assim que me livrei dele, voltei minha atenção para ela, passeando minhas mãos por seu corpo, enquanto ela gemia e pedia para eu parar com aquela tortura. Sorri com isso e retirei seu vestido, deixando-a somente de lingerie.
Os beijos forram se tornando mais ferozes, e logo só restara a calcinha de Bella. Rasguei-a, e ri.
— Vai voltar a destruir minhas calcinhas, é? – murmurou, sua mão passeando levemente pelo meu membro. Estremeci.
— Sim – sorri. – Eu estou louco para te torturar, mas estou ainda mais louco para te ter, então...
— Beije-me, Edward – pediu, suas pernas já em meu quadril.
Posicionei meu membro em sua entrada completamente molhada, e a penetrei, beijando-a.
Fazer amor com Bella melhorara a cada vez, e eu senti isso, mesmo não fazendo sexo com ela desde que nos separamos. Entretanto, estando ali, com ela, movendo-me ora lenta ora rapidamente, eu sabia que ficara ainda mais perfeito.
De joelhos, eu pedirei
Uma última chance para uma última dança
Porque com você, eu resistiria
A todo o inferno para segurar sua mão
Eu daria tudo
Eu daria tudo por nós
Dou qualquer coisa, mas não desistirei
Porque você sabe, você sabe, você sabe...
Beijei seu rosto, seus lábios, seus seios. Seu corpo melhorara bastante, provavelmente por causa da gravidez.
Minhas mãos percorreram, beliscarem e apertaram cada parte do seu corpo, enquanto Bella arranhava meu peitoral, minhas costas... Suas mãos percorreram minhas costas, indo parar em minha bunda, e ela a apertou, fazendo com que eu estocasse mais forte. Devo ter atingido seu ponto G, pois ela gemeu extremamente alto, apertando meu membro nela.
Sabia que Bella estava quase lá, pelas frases que ela soltara, e pela maneira que tremia e apertava meu corpo. Eu queria que fosse perfeito, queria que atingíssemos o orgasmo juntos, então estoquei mais rápido e mais forte, mordendo e beijando seus seios.
Que eu te amo
Eu sempre te amei
E eu sinto sua falta
Estive afastado por muito tempo
Eu continuo sonhando que você estará comigo
E você nunca irá embora
Paro de respirar se eu não te ver mais
O corpo de Bella relaxou no meu ao mesmo tempo em que o meu relaxou no dela. Meu líquido a invadiu, e o dela escorreu por entre suas pernas. Deitei minha cabeça no vão entre seus seios, respirando profundamente. Sorri, sem acreditar que estávamos juntos, sem acreditar que ela era minha novamente.
— Eu te amo tanto! – sussurrou, beijando minha testa.
— Eu também te amo muito, meu amor – sussurrei e vi o brilho dos seus olhos. – Vem, vamos tomar um banho.
— Já animado, é? – indagou, rindo. Saí dela, e me levantei, estendendo a mão. Bella prontamente aceitou e seguimos para o banheiro.
Tão longe (tão longe)
Estive afastado por muito tempo
Tão longe (tão longe)
Estive afastado por muito tempo
Bella POV.
Estávamos deitados na cama, ambos completamente exaustos. Eu sabia que estaria completamente dolorida amanhã, mas não me importei. Eu e Edward estávamos juntos, e era isso que importava.
Minha cabeça estava deitada em seu peitoral. Eu fechei os olhos, aconchegando-me mais ali.
— Não durma ainda, amor – disse Edward. – Tenho uma surpresa para você.
Abri os olhos e bocejei. Edward me fez ficar sentada na cama, e se levantou, indo pegar alguma coisa. Logo ele voltou e pediu que eu ficasse em pé.
Mas você sabe
Você sabe
Você sabe
Eu queria
Eu queria que você ficasse
Porque eu precisava
Eu precisava escutar você dizer
Que eu te amo
Que eu te amei todo o tempo
Que eu te perdoo
Meu coração acelerou-se quando pensei que talvez... Não, talvez não. Edward estava se ajoelhando. Oh, meu Deus!
— Isabella Marie Swan – sussurrou, estendendo um estojo pequeno de veludo −, eu nunca deixei de amar você. Nunca. Posso ter ficado distante de você por dois anos, mas meu coração sempre pertenceu a você. Sei que já nos casamos, mas eu quero que você seja minha novamente. Bella, você aceita se casar comigo? Aceitar recomeçarmos essa etapa de nossas vidas?
Ele abriu o estojo de veludo, revelando um anel lindo. Prendi as lágrimas, sem conseguir acreditar que Edward Cullen, meu ex-marido, a quem amei e amo, estava nu, diante de mim, ajoelhado, me pedindo em casamento.
— Sim, aceito – respondi. Ele colocou o anel em meu dedo e se levantou, abraçando-me. – Eu te amo, Edward.
Por estar longe por tanto tempo
Então continue respirando
Porque eu não vou mais te deixar
Acredite, segure-se em mim e nunca me deixe ir
Continue respirando
Porque eu não vou mais te deixar
— Eu também te amo, Bella – sorriu, vindo me beijar. Sorri ao pensar em uma coisa e me afastei.
— Sabe... – comecei. Edward me olhava, sem entender. – Espere aqui um minuto.
Corri até o outro quarto, onde ficavam minhas roupas desde que me separei de Edward, e peguei um sutiã e uma calcinha. Vesti-os e coloquei um pijama por cima. Edward estava sentado na cama, ainda nu.
— Por que colocou um pijama? – indagou-me, e um sorriso malicioso se formou em seu rosto. – Quer que eu os retire, é?
Acredite, segure-se em mim e nunca me deixe ir
Continue respirando, segure-se em mim e nunca me deixe ir
Continue respirando, segure-se em mim e nunca me deixe ir
— Não, Cullen – pisquei, rindo e me deitando. Dei-lhe um selinho e me deitei. – Sem sexo até o casamento.
— O QUÊ? – gritou, fazendo com que eu risse ainda mais.
(...)
Dois meses depois.
— Bella, relaxe – pediu Alice −, vai dar tudo certo.
— Eu sei – respirei fundo. – Só estou nervosa.
Eu iria me casar dentro de alguns minutos. Edward andara desesperado nesses últimos dois meses, já que fiz greve de sexo. Ele dissera que escolhera um lugar bem longe de Forks para passar a lua de mel, para que assim eu pudesse descansar, já que teríamos uma noite intensa assim que chegássemos ao hotel.
Estava tudo lindo e pronto. Eu estava atrasada há cinco minutos, e já queria ir lá para fora, mas as meninas – Esme, Alice e Rose – insistiram que eu esperasse um pouco mais.
— Pronto, Bella – Esme disse, sorrindo, dez minutos depois –, pode ir.
— Será que Edward vai gostar? – perguntei. – Não sei, esse vestido...
— Você está perfeita – Rose disse, rindo. – Vamos.
Respirei fundo, olhei-me mais uma vez no espelho, e saí. Como Edward e eu fomos casados, provavelmente não poderíamos nos casar no religioso de novo, mas como éramos nós dois mesmo, a igreja concordou. Era como se estive... Recasando-nos.
Sorri. Dentro de pouco tempo, eu me tornaria a Sra. Cullen novamente.
(...)
You Make It Real – James Morrison
— Amo você, Bella.
Sorri, para o meu marido, enquanto dançávamos.
— Eu também te amo, Edward.
Ele sorriu, girando-nos.
— Nem acredito que estamos aqui – sussurrou. – Eu cheguei a acreditar que tinha te perdido para sempre.
— Sim – murmurei e sorri um pouco. – Eu achei que nunca mais seria sua.
— Você sempre foi minha, amor – riu e piscou. – Hei, podíamos fugir, não é? Tem dois meses já, Bella... E você andava pela casa com saias, shorts e de calcinha, apenas para me provocar.
— Vamos nos despedir de nossa filha – ri −, e cortar o bolo. Aí eu vou jogar o buquê, ok? Aí sim, poderemos ir.
— Claro – sorriu e beijou meus lábios. Uma chuva de flashes disparou. – E aí poderemos fabricar o próximo Cullen à vontade.
Sorri ainda mais. Na verdade, o novo Cullen estava a caminho há exatos dois meses. Beijei os lábios de Edward calmamente e sorri.
Diferente daquela vez, a vez em que tudo deu errado, em que quase perdi Edward para sempre, eu me sentia segura ao inclinar minha cabeça em direção ao ouvido de Edward e sussurrar:
— Na verdade, o novo Cullen está a caminho desde a noite em que fizemos as pazes, amor.
Edward se afastou, um sorriso enorme tomando conta de seu rosto e me abraçou forte, gritando que seria pai. Os convidados sorriam para a gente, contagiados com aquela onda de felicidade e amor.
— É sério? – perguntou, suas mãos em meu ventre.
— Sim – sorri. – Seremos pais novamente, dentro de sete meses.
Edward me beijou nos lábios.
— Você me faz tão feliz – sussurrou. – Eu te amo tanto!
— Eu também te amo, meu amor.
Tornamos a nos beijar. Eu amava Edward a cada dia mais. Parecia que nunca havíamos ficado separados. Como se ele nunca tivesse ficado tão distante de mim.
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