Fantasias Perigosas
5 Pelo jeito é assim que se faz
Notas iniciais
Só digo uma coisa: Tirem as crianças da sala.
XD
Ikki parou em um bar na esquina da rua de onde morava. Estava disposto a voltar para casa e recomeçar tudo do zero. Ele nunca mais passaria uma noite em casa com o pato loiro lá. Ele nunca mais ouviria atrás de portas o que quer que fosse. Nunca mais faria coisas sem pensar e não falaria com ninguém sobre o que houve. Mas para isso ele precisava beber um pouco. Ou muito.
– Amor, você falou aquilo com seu irmão? – Hyoga perguntou subitamente enquanto beijava o pescoço do namorado.
Shun estava sentado na cama com as costas apoiadas em seu peito. Os dois só usavam uma leve bermuda. Hyoga o abraçava beijando seu pescoço.
– Falei sobre o quê? – gelou por dentro, pois andara pensando tanto no que havia acontecido com o irmão, que já não sabia sobre o quê Hyoga estava falando.
– Sobre o que eu lhe pedi... – o loiro continuou beijando seu pescoço.
Suspirou aliviado por dentro. É claro que Hyoga não estava falando daquilo, mas que besteira!
– Não tive oportunidade ainda.
Hyoga deu um murmúrio em concordância, um tanto frustrado. Queria saber se aquilo iria acontecer ou não, estava ansioso. Passou a mordiscar o pescoço do namorado de leve lhe provocando cócegas e arrepios. Shun fechou os olhos sorrindo, expondo mais o pescoço num deleite.
A porta da sala bateu com força. Ouviram uma voz xingando e resmungando sobre o quanto a mesa de centro era inútil e só servia para ficar no meio do caminho. Shun ajeitou-se na cama, preocupado. Ikki voltara.
– Deixa ele... – Hyoga passou a mordiscar o outro lado do pescoço, o abraçando ainda mais.
Seguiu-se um silêncio que Shun achou estranho. Fechou os olhos novamente, relaxando, para aproveitar a caricia do namorado quando a porta do quarto se abriu de repente. Ikki entrou sem cerimônia no quarto do irmão e parecia zangado. Hyoga o observou com o semblante fechado e Shun sentiu-se tenso.
– E vocês... – disse Ikki entrando no quarto cambaleante e com o cabelo desarrumado. — Cansei de ficar ouvindo atrás de portas essas merdas que vocês ficam fazendo aí trancados. Estou cheio de ouvir essa porra e não fazer nada. – O hálito de álcool era forte.
A tensão de Shun aumentou quando Hyoga encarou Ikki indignado. O loiro não acreditava que ele iria se meter no namoro deles novamente, como costumava fazer no início. Não aceitaria que o “cunhado” magoasse novamente o irmão com aqueles preconceitos idiotas que ele tinha. Já estava elaborando uma boa resposta para Ikki, quando o viu aproximar-se de Shun com seus olhos penetrantes. De súbito ajoelhou-se na cama tomando Shun para si, o beijando um tanto desequilibrado.
Hyoga arregalou os olhos sem saber exatamente o que estava acontecendo. Observou o namorado preso nos braços do irmão, trocando um beijo urgente. Pensou um pouco e percebeu o que se passava: Shun falara com Ikki sobre o ménage e era óbvio que este havia concordado. Não sabia se sentia feliz ou chocado com aquela surpresa. Pelos deuses, Shun era o melhor namorado do mundo!
Ikki cortou o beijo sorrindo. Shun estava ofegante pela violência com que foi tomado e encarou o irmão, espantado, sem saber como articular uma frase inteira. Céus, e Hyoga? Tentou encarar o namorado, que permanecera na posição em que Ikki os havia encontrado, mas o irmão seguiu seu olhar e encarou o loiro que parecia bem interessado no que estava acontecendo. Engatinhou até ele tirando o casaco.
“Ikki está definitivamente louco... Louco.” Era tudo em que Shun conseguia pensar diante daquela cena. Observou Hyoga enlaçar o pescoço de Ikki, sorrindo, enquanto este segurava firme em sua cintura nua. Percebeu o membro do irmão desperto e sentiu um arrepio involuntário.
Ikki passou a beijar o pescoço de Hyoga e este olhou para Shun, murmurando um obrigado enquanto sorria. Este ligou os pontos e percebeu que Hyoga acreditava que ele havia combinado o ménage...
O loiro puxou então o namorado para um beijo enquanto Ikki começou a dar chupadas mais fortes em seu pescoço. Shun passeou sua mão direita pela coxa de Ikki, apertando-a, o fazendo gemer de leve, ainda beijando o russo, e este mordeu seu lábio em resposta.
Ikki parou para tirar a camisa polo preta que usava, desajeitado por causa da bebida. Hyoga, interrompendo o beijo e ainda segurando Shun, passou a deslizar a mão livre no peitoral definido de Ikki. Seu membro despertou de imediato.
– Você me quer que eu sei, seu russo safado – falou Ikki encarando os olhos do loiro que sorriu de lado.
Shun resolveu fazer algo ao invés de demonstrar espanto. Já que Hyoga acreditava que isso seria o ménage que ele tinha pedido, era melhor fingir que estava totalmente preparado para aquilo de antemão. Empurrou Ikki de leve na cama, deitando sobre ele. Hyoga sentiu-se mais excitado por Shun estar com aquele quadril virado em sua direção. Puxou a bermuda do namorado para baixo, revelando suas nádegas.
Ikki encarou o irmão, com seu sorriso característico. Observou o gesto de Hyoga que o deixou mais excitado. Shun lhe deu um selinho, sentindo o gosto amargo da bebida em seus lábios, descendo com beijos até mordiscar seus mamilos, enquanto o loiro retirava sua própria bermuda. Ikki fechou os olhos gemendo baixo em reação à atenção que Shun lhe dava o excitando ainda mais.
Hyoga procurou a calça jeans que Ikki usava, para retirá-la. Shun sentiu a movimentação e apoiou-se sobre as mãos para lhe dar passagem. Hyoga sentiu-se arrepiar ao ver a boxer preta do mais velho. Sempre imaginou que Ikki usava esse tipo de cueca, e saber que estava certo parecia completar sua fantasia. Retirou o jeans, após os sapatos, vendo Ikki erguer os quadris para ajudar no processo.
Hyoga beijou a nuca do namorado, descendo até suas nádegas, na qual as mordiscou, recebendo em troca um sorriso entre as lambidas que dava no irmão. O loiro aproveitou também para passar a mão pelo membro do cunhado que soltou um gemido em resposta, fazendo Hyoga arrepiar-se totalmente. Começou a estimular o próprio membro enrijecido, que exigia cada vez mais atenção.
Shun parou o que fazia e encarou o irmão, cada vez mais entregue. Desceu até seu abdome, lambendo e mordendo. Ikki estava cada vez mais excitado com aquele olhar. Ajeitou-se na cama dando um selinho em Shun antes de apoiar-se nos cotovelos para movimentar o corpo. Com um impulso, chegou para trás, aproximando-se mais da beirada da cama, deixando o irmão com o rosto mais perto de seu membro desperto. Ainda estava muito embriagado. Shun abaixou a cabeça e o lambeu inteiro, antes de abocanhá-lo com vontade empinando mais o quadril, o que fez Hyoga parar de se masturbar e enlouquecer de vez. O loiro mordeu os lábios com força diante daquele gesto e acabou o penetrando em um só movimento, sem muito pensar.
Shun parou de chupar o irmão e soltou um gemido alto, fechando os olhos com força apertando a cintura do irmão. Ikki o observou e, em um impulso, passou as costas da mão em seu rosto devagar, com a visão turva de prazer e da bebedeira. Shun abriu os olhos diante do toque, enquanto Hyoga parecia não ter percebido a força de seu ato. Ikki deu um daqueles sorrisos sinceros que demonstrava somente a Shun, para acalmá-lo.
O mais novo tentou sorrir, mas Hyoga começara a estocar com a mesma força com a qual o havia penetrado e Shun tentou endireitar o corpo, erguendo o troco devido à dor. Hyoga pressionou suas coxas para que continuasse na mesma posição, e o mais novo respondeu, apertando a coxa do namorado fortemente, pedindo para que ele diminuísse o ritmo.
Ikki franziu o cenho quando Shun voltou à atenção sobre seu corpo, gemendo o nome de Hyoga de maneira entrecortada com uma expressão um tanto sofrida. O mais novo baixou o rosto apertando os olhos e seus cabelos esconderam sua face, enquanto apertou novamente o quadril do irmão com força. Ikki sentou-se de imediato, afastando os cabelos do irmão, dando-lhe um selinho demorado antes de sair de baixo dele.
Hyoga continuava no mesmo ritmo. De olhos fechados, entrava e saía do namorado sem pudor. Sentiu uma movimentação a seu lado, mas só percebeu que Ikki estava ali quando sentiu seus cabelos serem puxados com força, sendo obrigado a jogar o pescoço para trás.
– Acho que está machucando meu irmão... E você sabe como eu fico puto com isso.
Hyoga sentiu-se arrepiar, mas não saberia precisar se era por causa do sussurro em seu ouvido com o hálito da bebida ou se era porque aquilo soava como uma ameaça. Parou inconscientemente de estocar Shun retirando o membro de seu corpo. Ikki largou seus cabelos de modo bruto e, sentado sobre os calcanhares, colocou a camisinha que, em algum momento que o loiro não vira, havia retirado da gaveta da cômoda.
Shun arfava e suava, ainda de costas. Endireitou-se ficando de joelhos, quando sentiu os lábios em seu pescoço e sorriu. Hyoga diminuiu a pressão de suas mãos em sua cintura e Shun fechou os olhos, beijando aquela boca que lhe tocara o pescoço de leve. No entanto, não eram os lábios do loiro como gesto de desculpas, mas sim de seu irmão. Ikki lhe deu um selinho e o afastou de Hyoga, que permanecia quieto observando os irmãos.
Shun sentou-se de frente e Ikki passou a beijar Hyoga de maneira nada gentil. Assistiu espantado quando o irmão se ajoelhou e, puxando o loiro sem cerimônia, o virou o obrigando a ficar de quatro.
Hyoga ainda tentou achar uma posição confortável, mas Ikki parecia decidido: posicionou seu membro na entrada e Hyoga cedeu com uma expressão que era um misto de deleite e espanto. O outro o penetrou de forma rápida e seca.
O gemido forte que o loiro deu preencheu o quarto e Shun se sentiu estremecer.
Ikki controlava o ritmo com as mãos firmes em sua cintura, penetrando cada vez mais fundo e, se é que era possível, cada vez mais forte. Os gemidos de Hyoga aumentavam com a força empreendida por Ikki. Pôde ouvi-lo dizer com voz rouca, sem parar de penetrá-lo:
– Pelo jeito é assim que se faz hein? Seu russo safado...
Uma súbita compreensão tomou conta da mente de Hyoga. Ikki estava fazendo daquele jeito de propósito. Uma parte dele se sentia indignada por aquele abuso enquanto outra – a mais forte – insistia para que ele aproveitasse aquele homem o tomando com tamanha ferocidade. Mordeu o lábio, agarrou os lençóis da cama e murmurou o nome de Shun. A preocupação se o havia machucado finalmente o atingiu.
Shun saiu do estado de torpor ao ouvir seu nome, observando a cena, ainda sentado. Ikki o encarou, sorrindo de lado e estendeu a mão em sua direção, que prontamente a pegou e o mais velho o puxou para um beijo cheio de vontade, sem diminuir o ritmo das estocadas em seu namorado.
Ikki o soltou e afagou sua nuca rapidamente. Juntou as testas e sussurrou para ele, arfando:
– Vai... – olhou para Hyoga, que apertava os lençóis com mais força.
Shun sorriu antes de se posicionar de frente para namorado, com o membro pulsante. Retirou os cabelos de Hyoga, úmidos de suor, de seu rosto e mordeu os lábios diante da luxúria que eles refletiam. O loiro pegou seu membro com uma das mãos, equilibrando-se debilmente e o introduziu na boca.
Os gemidos se misturaram.
Shun agarrou os cabelos de Hyoga, tentando não puxá-los com muita força, mas era difícil, aquela boca era hábil... A visão de Ikki, gemendo de prazer a sua frente só servia para excitá-lo ainda mais, o que era surpreendente, sendo o que eram...
Ikki enterrava os dedos nos quadris do loiro, inebriado. Já não poderia dizer se sentia tonto de prazer ou se era pela bebida que ainda fazia efeito sobre seu corpo. O loiro era tão apertado, tão diferente das mulheres com quem havia feito isso...
Hyoga tinha os gemidos presos na garganta. A força empreendida por Ikki o deixaria bastante dolorido mais tarde, isso era fato, mas naquele momento não se importava, já que o prazer que sentia, por ser sua fantasia tão melhor do que ele imaginava, compensava tudo. Sentiu os dedos de Ikki pressionarem mais fundo suas nádegas e percebeu, pelo latejar de seu membro, que ele ejaculara. Acabou tirando o membro de Shun da boca, para olhar pra trás, observando melhor a expressão de prazer do mais velho.
Ikki quase caiu sobre ele, mas arrumou forças para assistir ao irmão introduzindo seu membro da boca do loiro novamente, de forma autoritária. Estava suado, ofegante, ligeiramente tonto e, acima de tudo, satisfeito.
O casal chegou ao orgasmo junto, poucos segundos depois de Ikki. Shun jogou a cabeça para trás, inebriado de prazer enquanto Hyoga sentou-se. Ikki finalmente soltou seus quadris desabando na cama.
Shun tentou normalizar a respiração, ainda com a cabeça jogada para trás. Sentiu Hyoga levantar cansado e colocar-se de joelhos. Encarou o loiro rapidamente e depois viu que Ikki encarava o teto, controlando a respiração, com seu corpo másculo exposto. O loiro o abraçou recebendo de retorno um sorriso e um afago em suas costas. Deu-lhe um beijo no pescoço e ouviu um “obrigado” sussurrado. Deitaram cansados, no pouco espaço que Ikki deixara na cama, já que pegara no sono de imediato, com seus lábios entreabertos e o corpo nu.
Notas finais
Deixem aí a opinião de vocês, e respondam:
O quê vocês querem que aconteça depois?
Abraços,
Hana XD
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