Fantasias Perigosas
8 É forte demais
Notas iniciais
Eu, Yukari aqui (oi!),tive coisas demais a fazer na faculdade, além de coisas pessoais etc e tal. Mas eu nunca abandonaria a fic e nunca farei isso. Já tive traumas demais com fic inacabada pra fazer meus leitores passarem por isso. Ok? Então força ai gente q "nóis capota mas num breca!" (péssima essa deuses!)
Boa leitura!!
***
Olá! Aqui é a Hana Amamiya! Realmente estivemos muito enroladas com trabalho e faculdade, e ontem, conseguimos finalmente publicar o capítulo. Na minha opinião, esse é o melhor! Vamos conferir?
Quarta-feira a tarde. Dia em que Shun passava o dia todo fora, sempre. O melhor dia para pegar suas coisas. Era quase um alívio. Estava pagando o preço por ser tão idiota.
Entrou e foi direto para o quarto. Não queria ter que olhar para nada naquele apartamento. Não queria ver as fotos na estante, não queria ver o quarto do Shun e muito menos queria ver a cama que lá se encontrava.
Abriu o armário, pegou uma mala de viagem e a colocou na cama. Virou-se novamente para pegar as roupas e começou a jogá-las de qualquer modo, para depois ajeitá-las. Foi quando ouviu uma movimentação atrás de si. Respirou fundo torcendo para que fosse impressão sua, mas ao virar-se deu de cara com Shun parado na porta. O irmão o encarava com uma expressão de estranheza, olhando dele para a mala e novamente para ele. Ikki virou-se rapidamente fingindo que Shun não estava ali.
"Merda, merda, merda"
– Aonde vai? – Shun perguntou depois de alguns segundos de silêncio.
– Não sei. – o outro respondeu sem se virar.
– Hum... – o ouviu murmurar em resposta.
Shun havia inventado uma desculpa qualquer para passar o dia em casa. Sabia que Ikki voltaria em algum momento e tentou pensar como o irmão. Quarta-feira seria o dia em que ele estaria mais ocupado, ótima oportunidade para entrar e sair do apartamento sem ter que dar satisfações. Parece que ainda sabia com quem estava lidando ao menos.
Respirou fundo antes de falar. Teriam que conversar sobre aquilo, a confusão dentro de si era angustiante demais para permanecer sem respostas.
– O que está acontecendo Ikki? O que foram esses últimos dias?
– Não sei.
– Como não sabe?
– Não sabendo.
– Ao menos olhe para mim, nem isso você consegue?
Jogou uma camisa dentro da mala, sem paciência. Mas não se virou para responder.
– Esqueça ok? Não vai conseguir resposta alguma de mim, eu não tenho respostas.
Shun serrou os punhos, tentando se controlar. Foi até ele, fechou a mala e ficou frente a frente com o irmão. Ikki resolveu encará-lo finalmente, não tinha muita escolha.
– Você provoca tudo isso e me diz que não tem respostas?
– Tudo bem. Bebi demais, é essa a explicação.
– Não me venha com essa. Isso não é desculpa ou vai me dizer que já fez isso com outros caras quando bebeu? – seu tom era irritado.
– Claro que não, o que está pensando?
– Estou deduzindo oras! Se o problema foi a bebida, então devo imaginar que é algo que você normalmente faz quando bebe.
– Claro que não!
– Ok, você estava cheirando a bebida e... Com gosto de bebida da segunda vez, mas não venha me dizer que aqui, nessa cama, você e eu naquele dia, foi bebida!
– Olha, eu não vi você reclamar enquanto fazíamos tudo o que fizemos, então não venha colocar a culpa toda em cima de mim! – agora era a vez de Ikki ficar irritado descontando nas roupas que jogava desordenadamente dentro da mala.
– Não estou dizendo que a culpa toda é sua. Estou te perguntando o motivo de você ter começado tudo isso, não o motivo de termos ido até o fim, porque aí a responsabilidade também é minha.
– Eu já lhe disse. Eu não tenho respostas. Não faço ideia. Não sei. Foi insanidade, foi loucura...
– ... foi bom.
Ikki o encarou espantado. Shun baixou os olhos de imediato, envergonhado pela ousadia, se é que ainda tinha esse direito depois que tudo acontecera.
– Shun...
– Me desculpe, mas você pode negar essa verdade? Não é a única coisa que nós sabemos?
Ikki concordou com um aceno de cabeça, sentando-se na beira da cama ao lado da mala. Passou a mão direita pelos cabelos encarando o irmão logo em seguida.
– Você sabe que nada disso deveria ter acontecido. Naquele dia... aqui... Eu ouvi vocês dois. Tá. Para ser sincero não foi a primeira vez em que eu os ouvi e fiquei na porta escutando... excitado.
Shun engoliu seco, mas não disse nada diante daquela informação perturbadora enquanto Ikki continuava falando com sua voz trêmula.
– Não sei o porquê, não é que eu goste de homens...
– Mas Ikki...
– Não, eu tenho certeza disso. Não sei por que comecei a ouvi-los, a imaginar... Não foi algo que eu conseguisse controlar, você me entende? O meu problema eram vocês. Só vocês. – ajeitou-se na cama desconfortável. Estava mesmo falando aquilo em voz alta?
Levantou-se de repente. Shun estranhou, não sentia que aquela conversa havia terminado ainda. Ikki abriu o armário novamente pegando uma nova muda de roupa e a colocou de qualquer jeito na cama. O mais novo já ia começar a protestar novamente quando percebeu que ele abrira uma nova porta revelando a urna da armadura de Fênix.
– Hey, porque está...
– Preciso cumprir uma missão – o interrompeu decidido.
– A pouco disse que não sabia para onde ia...
– Para não lhe preocupar – pegou uma das alças da armadura e a colocou no chão, perto da mala. — Proteger um povoado, nada demais. Coisas da Saori.
– Quando volta?
Ikki parou por um instante apoiando suas mãos na urna da armadura. Sentiu um aperto no peito, mas tentou disfarçar, continuando sua tarefa.
– Nunca tenho dia para voltar – foi até o armário novamente e fingiu procurar algo ali dentro. Sentira um nó na garganta ao formular a verdadeira resposta na cabeça “nunca mais...”.
Shun sentiu uma angustia repentina. Estaria Ikki falando a verdade ou estaria simplesmente fugindo dele? Talvez não suportasse a ideia de ficar perto de si, sentisse nojo, repulsa. Sentiu os olhos arderem, umedecidos pelas lágrimas, e num impulso, envolveu Ikki em um abraço, o enlaçando pelas suas costas. O irmão imediatamente ficou tenso, espantado pela ação inusitada de Shun.
– Ikki... Por favor... Me desculpe...
Seu nome pronunciado por aquela voz embargada desarmou todas suas defesas. Tocou as mãos delicadas do caçula com sua pele calejada e bruta. Como poderia ter a audácia de fazer Shun chorar?
– Não se desculpe. A culpa é minha – apertou levemente aquelas mãos. – Eu comecei, fui o culpado e sou eu que tenho que acabar com isso.
O coração de Shun apertou mais ainda. Aquilo soava como um adeus. Estreitou o abraço e deixou as lágrimas presas rolarem, molhando a camisa do irmão que virou-se lentamente. Shun afundou o rosto molhado em seu ombro, ainda o abraçando pela cintura, com seu choro silencioso.
– Olha o que estou fazendo a você... – o abraçou incerto, a mente dividida entre soltá-lo e ir embora de uma vez ou ficar e consolá-lo.
– Ikki, não vá...
– Sabe que eu preciso ir.
– Então eu vou com você.
Ikki sorriu de lado. Apertou o abraço.
– Não diga bobagem. Vocês estão afastados. Sabe que não precisa se envolver... – tocou os braços de Shun os afastando de seu corpo, que o encarou com os olhos levemente avermelhados e brilhantes.
Ikki tentou a muito custo fugir, mas assim que seus olhares se cruzaram, sabia que estava perdido. Seu zelo falou mais alto e tocou a face delicada do pequeno limpando a trilha que as lágrimas haviam deixado.
Shun fechou os olhos, fazendo mais lágrimas deslizarem sobre seu rosto alvo. Precisava de Ikki como nunca antes precisara, e não mais importava a explicação para aquilo tudo, só queria que ele ficasse.
Sentiu uma leve pressão sobre a pálpebra e depois sobre a outra. Os lábios de Ikki, aqueles lábios. O irmão permanecia com as mãos sobre seu rosto, percorrendo os dedos ásperos sobre a trilha de lágrimas que insistiam em deslizar, e depois afastou-se um pouco.
– Fica, Ikki... – pediu sussurrando.
– Shun...
– Não... Não fique com nojo de mim. Eu não chegarei perto, eu prometo! Só não me deixe sem você. Não posso aguentar mais! – uma nova torrente de lágrimas veio à tona.
– Shun, o que está dizendo? – aproximou-se novamente sentindo-se péssimo. – Eu jamais teria nojo de você... Ah, Shun, não chore, caramba!
O abraço forte quase o desequilibrou, mas Ikki o segurou firme. Afundou novamente o rosto naquele corpo protetor e se deixou soluçar dessa vez.
– Pare com isso... Merda, eu não acredito que está pensando que eu tenho nojo de você! – afastou-se e lhe pegou pelos braços, forçando-o a encará-lo. – Ouça: eu te amo ok? Se eu pudesse... Ah Shun... Se eu pudesse eu ficaria para sempre com você, não importa como, nem aonde...
– Ikki... – conseguiu dizer entre soluços.
– Mas isso é forte demais, é algo além do normal, do comum, do correto! – respirou fundo. Era como se de repente tudo fosse claro. – O problema não eram vocês... O problema era apenas você.
O choro de Shun cessou no instante em que Ikki disse aquelas palavras e o viu aproximar devagar. Ikki iria lhe abraçar novamente, mas Shun ergueu o rosto rapidamente unindo seus lábios aos dele.
Ikki ainda tentou raciocinar, porém desistiu quando Shun exigiu mais do que um simples toque de lábios. Enroscou sua língua na dele sem pressa. O mais novo enlaçou seu pescoço e suas mãos foram automaticamente para a cintura.
Aquele não era um beijo carregado de desejo, violento, como os poucos que haviam trocado na cama de Shun. Era delicado, porém firme. Um beijo que realmente queria dizer alguma coisa, não algo carnal, de momento.
E as mãos de Ikki... Aquelas mãos que tanto haviam desferido golpes para protegê-lo... Aquelas mãos firmes apertavam de leve sua cintura, acariciando-o devagar, acompanhando o ritmo do beijo e puxando cada vez mais seu corpo para si...
O mais velho separou seus lábios para dar beijos demorados em sua face. Shun sorriu, sentindo-se bem novamente. Suas mãos percorriam o rosto másculo, enquanto seus polegares faziam uma leve carícia. Segurou seus pulsos e sentou-se na cama, puxando Ikki ao seu encontro que o encarou surpreso recebendo em troca seu olhar mais sincero.
– Não posso... – respondeu de imediato. Shun lhe sorriu.
– Sim, você pode... Nós podemos. Quem disse que não?
Ikki sentiu a firmeza daquelas palavras, impressionado. Já fazia muito tempo que Shun não era mais um garoto assustado que se escondia atrás dele. Era seu irmão afinal, e havia soado como ele. Quando haviam ficado tão parecidos?
Shun continuou segurando seus pulsos enquanto ajeitava-se mais para trás, em direção ao meio da cama. Ikki se deixou conduzir, com seus olhos sem desviarem dos olhos decididos do irmão por um segundo sequer. Sentia-se tenso devido à expectativa de estar caminhando na direção de fazer o que mais desejava e mais temia: tomar Shun para si por inteiro.
Temia porque pela primeira vez sexo não era simplesmente sexo. Aquilo era mais do que isso, porque Shun era mais do que isso. Shun era seu mundo.
Ficou de joelhos na cama, tendo o irmão abaixo de si, ainda sentado. O mais novo puxou sua camisa delicadamente para cima, revelando o abdômen definido por anos de treinamento.
Shun finalmente desviou do olhar fixo do irmão e observou seus próprios dedos traçando o desenho daqueles músculos. Nunca se sentira tão seguro de algo. Nem mesmo quando se deitou com Hyoga pela primeira vez. Confiava muito no loiro, mas com Ikki a coisa era diferente: não precisava de palavras, não precisava de confiança, porque já era inteiramente dele havia muito tempo.
O outro sentiu a leve caricia e fechou os olhos, ainda com um último pensamento coerente em mente.
“Eu o amo mais do que um irmão deveria...”.
Abriu os olhos e retirou sua camisa, já erguida. Shun passou a beijar seu peitoral, com as mãos ainda passeando sem pressa pelos músculos. Sentiu-se estremecer quando Ikki o parou pousando a mão direita em seu queixo para erguer sua face. Seus lábios se tocaram mais uma vez, com o mesmo carinho que haviam se beijado anteriormente.
Ikki pousou novamente as mãos na cintura do irmão, desta vez para retirar sua camiseta. Shun parou o beijo para ajuda-lo e aproveitou para empurrar a mala, que ainda permanecia sobre a cama, para o chão. Ikki sorriu divertido e lhe deu um selinho antes de colocar a mão no peito do outro, o empurrando conforme ia se deitando sobre ele.
Shun enfim deitou-se no colchão e Ikki encostou seu peito no dele, provocando excitação em ambos. O mais novo fechou os olhos para aproveitar a sensação e Ikki retirou o calçado que usava com os pés, deixando-o cair de qualquer jeito no chão, retirando a franja do irmão da testa suada, a beijando demoradamente, sentindo Shun enlaçar seu pescoço outra vez, acariciando sua nuca.
Apoiou-se nos braços e ajeitou-se para alcançar seu pescoço. Roçou os lábios ali provocando cocegas. Sorriu junto com o irmão e passou a beijar e chupar a pele alva. Shun gemia baixinho em seu ouvido, o atiçando ainda mais. Não queria que fosse rápido. Queria que aquilo fosse único, que significasse para Shun o tanto quando significava para ele. Sentiu as mãos do menor lhe acariciando as costas e se fechando de prazer quando beijava o pescoço com mais vontade.
Shun deu-lhe um beijo e mordiscou de leve sua orelha, para depois beijá-lo novamente. Ikki afastou-se e foi traçando com a mão direita o caminho até a calça do irmão, abrindo o botão e em seguida o zíper. Passou o dedo pelo elástico da peça intima e sentiu suas mãos deslizarem pelo seu peitoral até sua calça também, abrindo-a, com um sorriso divertido e ingênuo no rosto.
Voltou suas mãos para a calça do mais novo saindo um pouco de cima dele para retirá-la. Os olhos de Shun brilharam de expectativa. Ikki desceu o rosto depositando um beijo na cueca, bem em cima de seu membro encarando o irmão, que contorceu-se envergonhado e virou a cabeça para o lado. Ikki subiu até ficar frente a frente com ele e lhe acariciou os cabelos.
– Vai ficar com vergonha de mim depois de tudo que já fizemos? – sorriu.
– Eu... Sei que não deveria – o encarou novamente. – Mas você está... Tão carinhoso...
– Sim. Porque é você.
Shun lhe sorriu de volta e o beijou. Ikki aproveitou o momento para tirar a própria calça, fazendo com que as ereções se tocassem levemente, ainda tendo o tecido como obstáculo. Arrepiaram-se involuntariamente.
Ikki passou as mãos sobre o tecido da cueca do irmão, sentindo aquele membro duro pedindo por ele. Parou o beijo e afundou o rosto em seu pescoço, começando um movimento de vai e vem ainda por cima da peça intima. Shun o segurava firme, com seus dedos cravados em suas costas musculosas enquanto gemia em seu ouvido em resposta ao estímulo. Ikki não aguentou por muito tempo e retirou a peça de roupa, em busca de maior contato.
Os gemidos de Shun ficaram cada vez mais audíveis, mas Ikki não queria que ele chegasse ao ápice ainda. Parou os movimentos de repente e ouviu Shun suspirar. Afastou o corpo do dele retirando sua boxer apressadamente. Ficou de frente para ele, um joelho de cada lado de suas pernas e passou a mão sobre o membro do irmão enquanto o encarava.
O mais novo sentou-se e o encarou admirado, como se o visse nu pela primeira vez. Passou a mão pelo peitoral novamente e sentiu vontade de beijá-lo por inteiro, mas Ikki tinha outros planos. O empurrou de volta para a cama e beijou sua barriga, enquanto seus dedos percorreram as pernas e virilhas do caçula, encontrando sua entrada em seguida. Introduzindo um dedo devagar, o olhando nos olhos. Shun sorriu e deu um pequeno gemido em resposta. Introduziu outro dedo e o menor se contraiu. Os moveu lentamente e pôde ouvir a respiração de Shun ficar mais pesada.
Admirou-o como o admirara quando o colocaram em seus braços pela primeira vez, ainda bebê. A perfeição de suas feições, os olhos vivos, a pele pálida. Havia prometido a si mesmo protege-lo para sempre. Agora queria tê-lo por inteiro, cada parte de seu corpo. Precisava tê-lo.
Retirou os dedos e Shun abriu os olhos. Deitou-se sobre ele novamente, afastando suas pernas para ficar entre elas. O mais novo ergueu o quadril e Ikki direcionou sua ereção para a entrada, o introduzindo de forma lenta. Pela primeira vez na vida não tinha vontade de chegar a fundo de uma vez. Sentiu tanta raiva de Hyoga por ter feito isso durante aquela noite a três! Shun merecia amor e não meramente sexo. Encarou os olhos anuviados de desejo do menor enquanto o penetrava, pareciam mais vivos.
Shun ficara hipnotizado por aquela face em frente a sua, lutou para não fechar os olhos diante do prazer que sentia. Moveu o quadril, rebolando e ergueu um pouco a cabeça mordendo os lábios do irmão. Ikki teve que se segurar para não dar uma forte estocada para preenchê-lo por inteiro diante do gesto provocativo.
– Não se segure... – Shun disse mordendo os lábios dele novamente, com sua voz entrecortada.
Contraiu os músculos prendendo o membro de Ikki, que gemeu alto fechando os olhos. Como aquilo era bom...
Introduziu-se mais a fundo, o preenchendo totalmente. Shun não resistiu quando sentiu o membro tocar lhe a próstata e fechou os olhos, rebolando mais uma vez em seguida enquanto suas mãos apertaram firme o travesseiro. Queria sentir o atrito dentro de si, queria gemer seu nome mais alto e mais alto, queria ser dele até o último suspiro.
Ikki o beijou enquanto começava a estoca-lo suavemente, aumentando de intensidade à medida que os gemidos penetravam seus ouvidos. Tinha medo de machuca-lo, o que era irônico, já que ele geralmente impunha um ritmo alucinado por causa do desejo quando transava com mulheres.
– Shun... Eu te amo... Te amo muito. – distribuiu beijos por aquele rosto pálido e com a mão direita, acariciava um mamilo do corpo abaixo de si.
Shun estava suado e se sentia febril de luxúria. Ouviu a declaração e sorriu, abrindo os olhos trocando um olhar cúmplice.
– E eu te amo, mais do que qualquer um.
Trocaram um selinho rápido e Shun voltou a fechar os olhos ao sentir o irmão estoca-lo em um ponto sensível. Agarrou os lençóis e se contraiu mais forte, involuntariamente. Ikki soltou um longo gemido.
– Não faça isso... Vou acabar não aguentando.
– Isso o que? – contraiu de propósito sorrindo.
Ikki gemeu novamente e afundou o rosto na curvatura de seu pescoço, arfando.
Atingiu o ponto exato mais algumas vezes, sentindo o interior se fechar sobre seu membro cada vez mais forte. Passou a beijar seu pescoço e a mão direita foi para o membro do Shun, o estimulando com vontade.
Os gemidos estavam cada vez mais sincronizados. Ikki não deixou de lhe beijar o pescoço e o rosto um minuto sequer. Queria que ele soubesse o quanto aquilo era importante, o quanto Shun seria sempre diferente de qualquer pessoa. O quanto ele era único.
Shun deslizava as mãos pelas costas do irmão, acariciando, arranhando, puxando seu corpo mais pra dentro de si. Aquilo sim era amor. Um amor proibido, mas não deixava de ser amor. Ele também não se importava com este fato, pois o importante era o sentimento e não o que era condenável por quem fosse. Somente Ikki importava. Somente aquele momento importava.
Sentiu as pernas bambas, ao mesmo tempo em que Ikki mordeu seu pescoço de forma levemente contida e o sêmen o preencheu, em diversos jatos latejantes. Seu membro pareceu responder aos gemidos do mais velho e jorrou para a mão máscula que ainda o estimulava num ritmo cadenciado.
Ikki ficou um tempo na mesma posição ofegante, tentando controlar a respiração, ainda dentro de Shun. Deitou-se sobre o corpo do irmão sentindo seus corpos pulsarem com ondas de prazer, quando finalmente retirou-se cuidadosamente jogando-se na cama ao lado do irmão. Shun se ajeitou em cima dele, apoiando o queixo em seu peito, abrindo um belo sorriso enquanto percorria os dedos em seu bíceps. Ikki acariciou seus cabelos, sem deixar de encará-lo e se ouviu dizer, antes que tivesse tempo para pensar.
– Agora entendi a diferença do sexo para o amor...
Shun o observou fechar os olhos devagar, começando a ressoar baixinho logo em seguida. Lhe deu um selinho demorado e adormeceu ali em cima dele mesmo, sorrindo.
Notas finais
Bom, o que acharam? Ikki tenta resistir mas não consegue! E espero q esse Shun que provoca, q pede, não seja estranho ou OOC... Me digam vocês!
E desculpem mais uma vez.
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