Notas iniciais
Demorei a achar meu caderno, mas achei hahah >—> jurava que a prof d herbologia se chamava sprout -_- eita se minha intuição não tivesse me alertado, teriam me crucificado. http://potterheaven.com/conteudo/professores-e-funcionarios-de-hogwarts/ Vale a pena ver isso aí (só pra quem é fã)

Pequenas desavenças

— O que está acontecendo aqui, afinal? – Severo tinha a varinha abaixada e se perguntava do porque não havia sido informado sobre isso, pois tinha certeza de que Dumbledore sabia de algo. — Vocês não são primos? São vampiros? – Voltava a erguer a varinha, em direção a ambos, preparado para o que pudesse vir.

— Severo, não como por um dia e meio mais ou menos, então era inevitável que em um momento eu tivesse de me alimentar. Entenda que eu, assim como você, me sentiria mal se não comesse.

— Eu não sou como você! Agora, responda minhas perguntas. – Seu tom era calculado, seu olhar era fixo nos dois, que do ponto de vista do professor, eram amantes.

— Vou repetir, mas só porque gosto muito de você. Sim, somos primos. Todos de meu clã são primos uns dos outros. Não, não sou uma vampira. Embora minha alimentação seja parecida com a dos vampiros, não sou uma vampira. Vampiros são fracos e idiotas demais.

— Yoite Blood, é um vampiro? Ou alguma coisa parecida como você? – Permanecia com a varinha apontada para ambos e apenas Yoite estava preocupado com ela, sendo que a garota em puro descaso, sentou-se ao lado do primo e sorriu.

— Em meu clã, todos os Blood são propensos a nascerem assim, mas apenas a matriarca nasce com este... Defeito.

— Desculpe interromper, mas ainda estou sangrando. – O moreno sentia-se tonto. Desde àquele momento que pressionava com os dedos, o local que havia sido mordido, mas não estava tendo muito sucesso.

— Desculpe querido, já eu resolvo seu problema. – Sem que tivesse permissão do professor ou do próprio “ferido”, a morena se aproximou de Yoite e lambeu a ferida, deixando-a cicatrizar quase imediatamente.

— Você deve tê-lo enfeitiçado, para que ele tenha esse tipo de comportamento.

— Alice, devo me retirar?

— Mal se aguenta em pé, Yoite. Fique.

Neste momento, a murta sai do box reclamando e brigando por conta de tanto barulho. Sem saber o que pensar direito, o professor baixou a guarda e a cabeça.

— Ai, que confusão! O que vocês... Ah! Professor!?

Severo sabia que aquilo era muito maior do que aparentava ser e que mesmo após ter passado a noite em claro, nada havia encontrado na biblioteca ainda. Deveria estudar mais se quisesse descobrir algo a respeito.

— Irei embora por hoje, mas direi isto a Dumbledore, estejam certos. Ele deve saber o que fazer com vocês.

Apenas um fino sorriso nos lábios da menina, foi o suficiente como resposta e olhando uma ultima vez ao seu aluno que não mais estava ferido, suspirou aliviado por pelo menos não ter de se preocupar em leva-lo à enfermaria e assim, saiu.

“Como apenas uma lambida cicatrizou o ferimento?”

o0o0o0

Pela manhã, acordaram renovados os novos visitantes, querendo dois deles saber o que certo professor estaria pensando a essa altura sobre tudo isso, enquanto caminhavam rumo a aula da senhora Sprout.

Durante o intervalo, Alice sentiu estar sendo seguida por 4 pessoas e ao reparar melhor, viu tratar-se todos de alunos da luffa-luffa, todos homens e mais altos que ela.

Desviou sua rota para uma área aberta e esperou ser abordada por eles, não demorando muito, para que o fizessem.

— Então, essa é a famosa Alice Blood. – Um deles, que parecia ser o líder, falou adiantando-se a frente da mesma, que cautelosa, replicou:

— Prazer, mas desculpe. Não tenho o dia todo.

Uns pareceram achar graça do que ela havia dito, mas um deles, ficou nervoso, ainda sem nada dizer, enquanto que o que ainda conversava com a garota, ajoelhou frente a mesma e tomou a mão dela, beijando-a.

— Não está entendendo, minha senhora... Somos do mesmo clã. Fugimos e ficamos escondidos na floresta proibida. Ontem meu subordinado Daigo, a viu com um professor e nos relatou.

— De quem são estes uniformes?

— De alguns alunos daqui. Estavam apostando quem chegava mais perto da floresta e aproveitando isso, os imobilizamos. Não se preocupe, estão vivos.

Alice sempre era cautelosa com todos e os integrantes de seu clã não eram exceção. Após ler a mente deles, a garota suspirou longamente em decepção e os fitou mais séria ainda.

— Quer dizer que por sua líder não ter um companheiro, desejam que escolha dentre vós. Agora entendo do porque foram tão longe.

Um minuto de silêncio se passou até que Daigo falasse em tom cordial, sorrindo pela primeira vez desde que ali chegara.

— Impressionantes são os poderes de minha senhora, foi capaz de ler a fundo de nossas mentes. Ouvi falar que os de linhagem nobre poderiam ler pensamentos, mas imaginei ser um mito. – Ao terminar de falar, fez uma breve reverência, imitado pelos companheiros.

— Faremos o que estiver ao nosso alcance para a proteger e para sermos os escolhidos. Necessita de dois, certo?

— Tenho quem me proteja, obrigada. Apenas quero meu clã reunido e a salvo novamente. Me serão fieis?

Adiantando-se frente aos outros, um rapaz pouco nutrido e de barba rala falou timidamente. Ele poderia facilmente sair despercebido se assim desejasse, mesmo sendo tão alto.

— Se me permite a palavra, um dentre nós não é confiável. Resta-lhe descobrir quem.

— Como assim, Segundo? Isso é acusação grave!

— Já disse o que tinha pra dizer, o resto é com vocês. Voltarei à floresta.

Assim que o garoto se pôs a andar em direção a qual havia dito ir, os outros a contragosto o seguiram, despedindo-se rapidamente de Alice. Com eles longe o suficiente, um moreno apareceu ao lado da menina, que os via desaparecer no horizonte.

— Você escutou o que eles disseram, Yoite?

— Cada palavra. Devo acrescentar, temos convidados para esta tarde.

— Eles seriam...?

— Harry Potter e Draco Malfoy. No entanto, suspeito que certo professor de poções pensa nos chamar para uma conversa de novo.

— Notou algo estranho nos rapazes de agora?

— O que quer dizer com isso?

— Rufus disse ter Daigo como servente e todo o momento agiu como líder, mas quando Segundo se retirou, todos o seguiram, recuando.

— Rufus é um dos que não pronunciaram seu nome... O primeiro a falar, não é? Realmente são atitudes suspeitas.

— Segundo me alertou para algo interessante. Disse que um dentre eles não merecia minha confiança. Provavelmente para desviar minha atenção de todos e focar minha atenção em apenas um. Descubra quem dentre eles é o verdadeiro líder.

— Sim, minha dama.

Voltando a caminhar, eles foram rumo à aula da professora Sprout, cada um por seu caminho, mas mais uma vez foi abordada, desta vez por garotas da mesma casa que ela, sendo elas, três, uma delas mantinha uma pose de superioridade forjada.

—Ei garota arrogante, quem pensa que é? Você ia causando problemas pra Sonserina! Como tem a ousadia de comprometer toda uma casa por causa de outra? Grifinoria e Sonserina são rivais! É tão burra que não sabe nem disso? — Aquela situação era nova para Alice, que em toda sua existência havia sido destratada por pouquíssimas pessoas. – Fique sabendo com antecedência, que quem mandam na Sonserina, somos Malfoy e eu. Em quesito de burrice, a maior seria se meter com um de nós.

Cansada da falação desenfreada, a senhora dos Blood interrompeu após bocejar propositalmente:

— Como você fala! Está me tomando tempo, criança. Fale logo o que tem a dizer e se vá. Se sabe o que é melhor para ti, vá estudar antes de ser humilhada publicamente.

A garota ficou vermelha e inchada de raiva e bufou, ao ver que nada do que havia dito parecia ter atingido a novata e sacando sua varinha, apontou para o pescoço da morena, que não aguentando a situação, começou a rir, perdendo toda a seriedade que ainda tinha.

— Não aguento essa sua petulância! Você monopoliza Yoite de uma forma que ninguém pode se aproximar dele! O que você fica falando com nosso Yoite? Você não cansa de importunar, não?

— Então era disso, que se tratava desde o início. Há, se soubesse o mal que está fazendo a si mesma, chorava. — Era a primeira vez que sentiam ciúmes de Yoite e tentavam reivindica-lo e embora fosse impossível, Alice queria ver até onde ela iria. Empurrando com um pouco de força a ponta da varinha contra o pescoço da senhorita Blood, não notava que a mão direita de sua vítima permanecia erguida, ao lado do próprio corpo, como se não mandasse alguém se aproximar, no entanto, as acompanhantes da agressora perceberam e olharam em algumas direções, sem ver ninguém.

— Deixa pra lá, Boubaton. Ela não é de nada e é estranha, também.

— Não! Eu só estou pensando em qual feitiço seria mais apropriado pra ela.

— Aff, já cansei disso! Yoite venha, mas não se intrometa a menos que eu peça.

— Sim, minha dama.

A voz rouca e ameaçadora do moreno se fez soar por detrás de uma árvore e as garotas olharam surpresas em direção à voz, enquanto que cauteloso, o garoto se aproximava de sua mestra, sem tirar os olhos da varinha que a veterana segurava contra a pele de Alice.

— Yoite Blood!? – As meninas disseram em uníssono, reparando no olhar que ele mantinha. Não parecia amigável, mas mesmo assim, elas o achavam lindo.

— Yoite, por algum acaso deu alguma liberdade para essas ou qualquer outra garota? Falam de ti com intimidade, como se eu fosse uma intrusa e que estar ao seu lado trás desvantagens a elas.

— Não! Não é isso, Yoite! Nós falamos sobre ela ter defendido a Grifinoria e colocado em risco a Sonserina!

— E daí? Isso é motivo para ameaça-la? Isso é motivo para apontar a varinha contra minha dama? Isso é motivo para que seres inferiores como vocês se atrevam a respirar o mesmo ar, que ela? Ousaram até mesmo citar meu nome para a provocar. Quem pensam ser vocês?

— Calma Yoite. – Disse a menina mulher, o olhando apreensiva, por ele elevar cada vez mais o tom de voz.

— Mas... Mas Yoite...

— Parem de dizer meu nome tão banalmente! Eu nem sei o nome de vocês!

Isso era mentira, mas ele queria deixar claro a distancia em que elas se encontravam dele. A essa altura, a varinha que a garota segurava havia caído no chão, deixando o moreno mais calmo, finalmente sentindo os músculos do corpo relaxarem. Logo a aula iria começar e eles não estavam em sala ainda, precisavam acabar logo com aquilo.

— Me impressiona você fazer tanto sucesso em tão pouco tempo de estada aqui, priminho. Me pergunto se Anne está tendo os mesmos problemas que eu. Diferente de mim, ela é pacífica e dócil demais, mas Sora compensa isso com um exagero de agressividade. Acho que não devemos nos preocupar com eles, não é?

— Não sei, Alice. Talvez seja melhor perguntar a eles.

— Sim, tem razão.

— Vocês... Não nos ignore! – Pegou a varinha e apontou novamente para a novata, que contorceu os lábios em desaprovação, sacando a varinha que tinha consigo, preparada enfim para o ataque.

— Serpensordia! – A serpente enfurecida e rastejante olhou para os lados e enfim para seu alvo, parando pouco antes de rastejar na direção da morena, que ao ver a cobra, ajoelhou-se, sorrindo para a belíssima espécie, tendo Yoite ao seu lado, sussurrando à ela.

— Veja Alice, como é bela. Já viu cascavel de escamas mais lustrosas que esta?

— Não, ela deve ter terminado de trocar a pele a pouco tempo ou veio de algum lugar com água perto. Venha aqui, minha linda, não tenha medo.

Chamando a serpente com a mão, a fez se aproximar mais ainda, parando frente a ela mais calma, para então receber um carinho da Blood.

— Quem são vocês afinal? — Pela primeira vez a outra companheira de Boubaton falava, chamando a atenção de todos por um breve momento. Era visível seu nervosismo e não era ela a única.

— Somos Alice e Yoite, do clã Blood.

— Não iremos esquecer disso, Alice! Nós voltaremos, pode ter certeza disso!

Se foram apressadas, enquanto que Alice disse para a serpente por onde deveria ir para não ser capturada ou morta e a soltou, pondo-se a andar rumo a aula da senhora Sprout, quase chegando atrasada na aula de herbologia. A aula foi uma boa revisão do que havia sido estudado.

...Continua...

Notas finais
2020