Fantasia - Snape apaixonado
6 Uma Conversa Importante
Notas iniciais
Uma Conversa Importante
A aula havia seguido tranquila, apesar dos olhares tortos das meninas irritantes de antes. Alguns alunos da Luffa Luffa estavam ausentes na sala e isso preocupava a professora, mas nada que pudesse ser feito.
Mais tarde, os mesmos apareceram confusos e seus cabelos bagunçados com algumas folhas e terra. Os Blood sabiam o que havia ocorrido, mas nada diriam. Sabiam que a memória dos acontecimentos recentes deles havia sido apagada e só o que podiam lembrar era de acordarem próximos a floresta proibida com suas roupas das casas jogadas em cima deles.
(...)
Nesse momento, Snape saía da biblioteca frustrado. Era a terceira vez que tentava consultar os livros da escola em busca de algo a respeito dos novos alunos, mas não conseguia captar nenhuma pista. Era como se os feitiços, transfiguração espontânea e maldições de nascença, tudo isso não existisse. As informações deles eram tão sigilosas a ponto de nem mesmo eles terem acesso? Talvez nem o ministério da magia soubesse deles.
Alvo tomava chá com sua expressão tranquila, quando ele apareceu em seu escritório com olheiras e ansioso, pois não havia dormido.
— Bom dia Severo, gostaria de tomar um chá comigo?
O silêncio perdurou, pousando os olhos cansados nos livros que Dumbledore tinha em seu escritório, imaginando se ali tinha algo sobre eles, mas resolveu evitar aquilo por um momento, suspirando longamente antes de aceitar com a cabeça a bebida, embora quase nunca o fizesse.
— Você sabia que eu viria cedo ou tarde. Me diga, o que eles são?
— Eles? — Se fazendo de desentendido com seu sorriso sereno, deu um sorriso curto e fraco antes de o responder, sabendo que a paciência dele estava próxima do limite pelo olhar ríspido que dera a ele.
— Oh, você quer falar sobre os Blood, não é? Eles são únicos e especiais em sua própria maneira. Acredito que já tenha percebido isso.
— Mais do que eu gostaria.
— Não acho apropriado conversar sobre isso sem as pessoas em questão estarem presentes. Porque não os convidamos pro chá e assim, todos podemos falar livremente?
Sem pensar duas vezes, levantou com uma pequena mensagem em um papel que já estava pronta mesmo antes de Snape chegar à sala e entregou a sua amada Folks, a vendo desaparecer pela janela em seguida a fim de entregar a mensagem o quanto antes. O professor de poções o olhava incrédulo, questionando suas ações, mas esgotado como estava, pegou a xícara que havia lhe sido servido e bebeu um pouco do chá de jasmim.
(...)
A ultima aula da manhã havia acabado e todos saíam para o almoço, com a exceção de quatro alunos e uma professora. Seguiam na direção da sala do diretor com Minerva os guiando, pois havia recebido a mensagem de Alvo por Folks, a fim de os levar até alí.
— A mensagem era clara e dizia para eu os guiar até a porta. Não sei o que fizeram, mas espero que nada que prejudique a casa. Estarei em minha sala caso precisem de mim, agora vão. “Gotas de limão.”
Dito a senha verbal um feitiço foi acionado, fazendo com que uma escada aparecesse no lugar de uma escultura enorme e desse margem para que os novatos pudessem passar.
Agradeceram a professora, que partiu sem olhar para trás, assim que todos subiram a escada. No local, era possível encontrar um professor com expressão incomodada e um diretor com olhar divertido.
— Alvo, que bom te ver.
O sorriso da garota de cabelos negros era verdadeiro e a seguiu até encontrar seu amigo, lhe segurando ambas as mãos com reciprocidade do outro.
— Esta é a primeira vez que nos vemos desde o dia em que parti.
— Você envelheceu, meu amigo.
— E você continua a mesma flor, exatamente igual.
Os outros da sala continuavam confusos com a situação, até que Sora explodiu em energia e ansiedade, apontando para o senhor de idade, surpreso.
— Espera! Esse é aquele moleque? Não pode ser!
Severo bateu na mesa com força, pelo despeito de Sora em chamar o outro daquela forma, fazendo com que a xicara de chá tilintasse com o impacto, soando como se tivesse trincado.
— Kodou Sora Blood! Quem você pensa...
— Calma meu amigo, ele está certo. Agora sentem-se todos meus amigos, que a conversa que teremos será longa. Os chamei aqui para ajudar Severo a entender melhor a situação de vocês, já que ele está tão envolvido. Tudo bem?
O diretor seguia apartando a provável briga que viria, e começou a contar tudo a partir do início.
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