Família...
3 O namorado da Alex
Dois anos morando com seu pai e sua irmã, Alexandra arrumou um namoro sério. Seu pai não era aquele tipo que espera conhecer o namorado da filha com uma espingarda em mãos, mas sim, o que está disposto de aceitar qualquer cara que faça sua filha feliz. Então aceitou o cara musculoso e tatuado que sua levara para conhecer.
O cara era do tipo que não fugia da briga e deixava o oponente incapaz de lembrar o que o batera. Disse a Alex que treinava desde muito novo e por isso tinha tantos músculos. Isso não era uma total mentira. Mas por algum motivo não queria que a jovem descobrisse a verdade.
– Sam, vamos voltar? Não to me sentindo bem aqui... — Alex pediu ao namorado quase desmaiando.
– Tudo bem princesa, vamos.
Sam segurou a outra nos braços e voltaram para dentro do carro. Eles estavam andando por uma parte mal cheirosa e desagradável da cidade.
– Por que estávamos lá? — Alex questinou, quando já estavam chegando em frente a casa dele.
– Eu tinha que... Nada. Vamos entrar. Você deve estar cansada.
Alex sabia que tinha algo sendo escondido dela. Mas se Sam não queria contar a ela, deveria ter algum motivo.
– Já chega! Me fala agora o que você tá me escondendo esse tempo todo! Eu já percebi!
Alex gritara com ele quando ficara mais do que óbvio para ela que ele escondia algo.
– Eu não escondo nada de você, minha querida.
– Esconde sim! Esconde seu passado!
– Você quer mesmo saber do meu passado? Então eu lhe contarei. Mas primeiro, senta-se aqui. A história é longa.
Assim que Alex fez o que ele pediu, Sam começou a contar-lhe:
– Meu passado começa antes mesmo de eu nascer. Meu pai sempre fora um exímio manipulador de armas brancas e quando estava na polícia precisou aprender a mexer com armas de fogo. Há diversas gerações a manipulação de armas brancas foi passado de pai para filho até meu pai.
"As armas de fogo deram grandes poderes ao meu pai, principalmente porque ele estava na polícia. Ele era um cara bom, mas as más companhias o fez perder essa bondade. Em uma de suas últimas missões, meu pai matou um bandido famoso na frente do filho, que jurou vingança.
"Então, sob esse juramento, meu pai se aposentou bem no momento em que eu estava quase nascendo. Eu tinha 12, eu acho, quando estava passeando com meus pais e um cara de capuz matou meu pai bem na nossa frente. Dessa vez eu que jurei o cara de morte.
"Eu sempre soube quem era e sabia também o poder que essa pessoa tinha. Um anos depois eu comecei a aprender a arte tradicional de minha família e um pouco de armas de fogo. Não vou deixar esse assassino impune. Quando vou contigo para aquela parte da cidade, é porque eu quero encontrá-lo. Me desculpe por te por em perigo.
– Mas se você matá-lo esse ciclo não vai acabar nunca. Sempre haverá alguém para vingar o corpo do último morto...
– Eu sei, mas eu não posso deixar de vingar meu pai!
– Isso não está certo, Samuel.
Depois da verdade ser dita, o casal se distanciou um pouco. Alex não aceitava o que Sam tinha enfiado na cabeça e isso criou distância entre os dois.
Um mês depois, o casal continuava longe um do outro. Alexia percebeu que a irmã estava triste e foi conversar com ela.
– Alex, posso entrar?
– Claro...
Alexia sentou ao lado da irmã na cama e ficou olhando-a.
– O que foi?
– Eu que devia perguntar isso... Você tem estado muito quieta e isso não é o seu normal...
– É que... Eu briguei com o Samuel.
E com isso, Alex contou tudo o que aconteceu naquele dia.
– E o que você vai fazer agora? Digo, vocês vão se separar ou...
– Eu não sei ainda...
Dias depois, Alex resolveu que era melhor terminar com Samuel. Não queria correr o risco de continuar o ciclo vicioso em que ele entrara.
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