Famous Friend

34 Unholy Confessions...


Notas iniciais
LEIAM AQUI PF
Meus amores, obrigada pelos reviews suas lindas, obg mesmo. (:
Estou postando hoje denovo pq amo vcs. KKKK nn
porém é vdd '-' .
EU ACHO QUE VOCES VAO AMAR ESSE, ou me odiar pro resto da minha vida, não sei.
ENJOOY IT *--*

Pov. Mallory Scotcher.

Dia seguinte. 1 dia antes da viagem do Avenged Sevenfold para a turnê.

(...)

If I cut off your arms and cut off your legs
Would you still love me anyway?
If you're bound and you're gagged,
Draped and displayed
Would you still love me anyway? ?
(Helena — Misfits)

Acordei assustada com o toque do meu celular. Isso é que se chama acordar em bom estilo, com uma música que fala sobre mutilação. Tateei a mesinha ao lado da cama, com os olhos fechados até que achei o maldito celular.

– Alô. — disse ainda sonolenta.

– Mallory, finalmente! É a Sophia, estou a dias tentando falar com você e não consigo... Eu preciso de você sócia!! Estão quase fechando a agência você vai ter que voltar para a Italia e se possível ainda hoje. — Disse apressadamente. Me levantei alarmada tentando entender as suas palavras.

– O que?

– Mell, faz o seguinte, faça as suas malas que eu vou agendar uma passagem pra você hoje as 9 horas, ok? — sugeriu impaciênte. Olhei no meu relógio e faltavam só 1 hora e meia. PUTA QUE PARIU!

– Mas.. mas... como assim? — disse perdida. Sophia suspirou do outro lado da linha.

– Por favor Mell, só faça o que eu te disse. Beijos. — e desligou. Sim, ela desligou. Porra Sophia, eu merecia mais detalhes dessa situação fodida, uh?

Me troquei de roupa rápidamente. E fiz o que ela disse, arrumei minha mala com poucos pares de roupa, e coisas pessoais, aliás eu tinha grande parte das minhas coisas lá.


Abri a grossa cortina e só então percebi que chovia. Chovia muito. Na verdade parecia que o mundo ia afundar em água. E se eu tivesse reparado antes no barulho eu teria percebido, mas estava tão oucupada com mil perguntas na cabeça que nem havia me tocado.

Fiz minha higiene pessoal e passei uma leve maquiagem, apenas para disfarçar as olheiras enormes. Desci as escadas correndo já com a pequena mala na mão, Samy estava correndo escada acima com um vestido roxo e com os sapatos de salto alto na mão.

– Onde você estava? — perguntei com o cenho franzido notando claramente que ela havia dormido fora de casa. Observei seu rosto ganhar cor de imediato.

– Er... estava, ... é ... ah meu deus. Não sei mentir pra você ... — disse mas para si mesma. Arqueei uma sombrancelha me distraindo com a situação. — Tudo bem, ... eu passei a noite fora... com... COM O LEWIS PRONTO FALEI! — disse envergonhada e tampou o rosto com as mãos. Minha boca se abriu um pouco, eu estava surpreendentemente surpresa.

Samantha passou a noite com o Jojo? Isso mesmo?

– Como isso aconteceu? — perguntei abobada. Tudo bem, eu tinha que ir para o aeroporto mas foda-se, minha irmã acabou de confessar que dormiu com o gnomo. Me lembrei que na verdade, essa não era a primeira vez, eles já tinham ficado antes mesmo de eu ir embora de HB, mas infelizmente o tonto do Johnny contou para os amigos que não paravam de dar indiretas pra Samy. Foi por isso que ela se afastou dos meninos da banda. Quando eles tinham voltado a manter contato é que eu não sei. Eu sou tão egoísta e fiquei tão presa aos meus problemas que não notei as coisas que estavam acontecendo bem debaixo do meu nariz.

– Sabe, quando você sumiu, digo, passou os 2 dias fora... ele e os outros ficaram aqui em casa com a policia por um bom tempo e... bom, conversamos. Ele me chamou pra sair e pediu desculpas, ... por ter sido tão inconscequênte e só ser capaz de se desculpar agora. Aiin' ele é tão... tão demais. — ela disse com os olhos brilhando. OMG! Será que ela está gostando dele denovo?


Mas, ... espera. E David?

– Mas... e o seu namorado? — perguntei calma. Ela suspirou e desviou o olhar.

– A gente terminou faz um tempinho. Não era pra ser. Eu percebi que só estava namorando com a ele por pressão da mamãe, e quando vi o que ela fez com você... resolvi evitar um problema maior e terminar logo. — falou um pouco triste. É claro que minha mãe a pressionava! Eu não tinha dúvidas, o que me fazia sentir um pouco de raiva. — Mas... onde você vai com essa mala? — perguntou derrepente, enquanto me analisava.

– Ah, ... já tinha me esquecido. Vou voltar para França, Sophia a minha sócia ligou e disse que precisa de mim urgente. Ela marcou passagem para daqui a 1 hora . — confessei cabisbaixa.

– Mell, não acredito que você vai viajar para a França sem contar para o Syn que ele é o pai do seu filho! — exclamou desapontada. Uma pontada em meu peito me fez falhar a respiração. — Quando você voltar ele estará em turnê. E você sabe, se ele se casar com a Michelle você o perderá. — Ok, Samy me pegou de surpresa.

– Como sabe? — questionei inocentemente. Eu já sentia meu coração acelerar só em pensar na possibilidade.

– Val me contou. Agora, ... você tem 1 hora ainda, por que não vai atrás dele? — Perguntou com um sorriso fraquinho. Respirei lentamente com a boca entreaberta.

– Você acha? — perguntei com uma ponta de esperança brotando em algum lugar covarde do meu corpo. Sim, eu devia contá-lo. Não, eu vou contá-lo. Por que eu não posso perdê-lo denovo. É como se a história do passado estivesse se repetindo, eu indo para França e deixando de falar o que sentia, praticamente o perdendo. Mas eu não teria mais uma chance de concertá-la. Essa era a ultima e eu tinha que aproveitá-la.

– Você já devia estar dentro do carro. — ela disse risonha. Eu sorri também, me sentindo forte e decidida. Dei um abraço desajeitado em minha irmã e corri escadaria abaixo, ansiosa para vê-lo, para ver em seu rosto a reação ao descobrir que eu ainda o amo. Que eu ainda o quero. Que além do amor, existe uma parte dele em mim.

(...)

É loucura? Obviamente. Mas eu já perdi todo o meu bom senso, e estou a caminho da casa do Brian as 8:15 da manhã, numa tempestade que me amedrontaria. Mas não agora, não agora que eu estava tão perto de vê-lo. Virei a esquina na rua da sua casa, e eu já suava frio. Ok, como eu falaria? E porra! Como eu vou descer do carro nessa chuva? Foda-se, nem que eu tenha que me molhar, chegar no aeroporto ensopada e pegar uma gripe dos infernos, eu não vou mudar de idéia.

Estacionei em frente ao portão, sem paciência alguma para esperar o abrirem para entrar com o carro. É terei que me molhar. Desci do carro, sentindo a chuva forte e fria bater contra meu rosto, molhando minha roupa. Levando junto com ela o medo, a insegurança... tudo o que me impedia de olhar nos olhos dele e dizer que o amo, mesmo parecendo muito clichê. E existir a possibilidade dele dizer que demorei demais, e que não precisa mais de meu amor.

Abri o portão menor e caminhei apressada até a frente da casa. Toquei a campainha diversas vezes e nada. Pensei um pouco e tive uma idéia meio rídicula. Voltei para a chuva olhando para a sacada, no segundo andar, era o quarto dele. Se ele estivesse dormindo ( o que era provável, já que ainda é cedo.) ele teria que me escutar.

– BRIAAAN! - Gritei me sentindo a pessoa mais idiota do mundo, mas não me importei. Eu já sentia o frio judiar de minha pele exposta enquanto eu tentava acertar alguma pedra na janela. Filho da puta! Aparece antes que eu perca a coragem!


Pra ele não me escutar ele deve estar num sono muito pesado ou... será que ele passou a noite fora?

– BRIAAAAN! — gritei denovo e joguei outra pedra, ainda maior, e surpreendeu-me o fato da pedra não ter feito um estrago na vidraça. Escutei um barulho estranho e a porta da frente se abriu.

Meu coração se acelerou quase que imediatamente ao vê-lo parado na soleira da porta com uma expressão assustada, surpresa e confusa. Ele estava sem camisa, com o cabelo bagunçado... é. Ele estava dormindo. E ele estava lindo, como sempre.

– O que ... você faz ai ... na chuva? — perguntou me encarando. Muito lindo, ele seco, me encarando toda molhada embaixo dessa maldita chuva. Respirei fundo, sentindo minhas pernas travarem pela hesitação. Encarei aqueles olhos castanhos que eu tanto amava, os quais não saiam de meu pensamento, e desejei não ser tão difícil dizer tudo o que sentia por ele.

Flashes de momentos com ele, surgiram em minha mente. Desde a nossa infância, o primeiro beijo, dos nossos abraços, brincadeiras ... do quanto sofri nos primeiros anos que fui embora, de quando o reencontrei, o sentimento que não era novo, apenas mais maduro que surgiu em mim ao sentir sua pele contra a minha. Da nossa primeira noite juntos, e das outras... o modo como ele me fazia completa. Tudo isso passou por mim em questões de segundos, como se fosse a certeza e o incentivo para o que eu faria agora, era a coisa mais certa do mundo.

– BRIAN POR FAVOR, DIZ QUE ACREDITA EM MIM? DIZ QUE NOSSO TRATO DE NUNCA DESISTIR UM DO OUTRO CONTINUA EM PÉ? EU JURO QUE NÃO FIZ O QUE A MICHELLE DISSE, E EU NÃO QUERO QUE SE CASE... E NEM QUERO QUE VÁ PARA ESSA MALDITA TURNÊ, MAS SEI QUE VOCÊ TEM QUE IR, PORQUE SÃO SEUS FÃS MAS.... MAS EU TE AMO, BRIAN. TE AMO COMO SUA EX-MELHOR AMIGA, COMO ÍDOLO, COMO PESSOA, COMO O CARA QUE EU MAIS AMEI DESDE A ADOLESCÊNCIA E... COMO O PAI DO MEU FILHO... - fiz uma pausa com lágrimas nos olhos e levei minha mão a barriga, não deixando de encará-lo em nenhum momento. — Porque sim, o filho que eu estou esperando, é seu também! – completei mais baixo, sentindo a adrenalina pulsar forte em meu organismo.

Brian ficou paralizado olhando para o nada e por um momento pensei que ele não estivesse me ouvindo, mas isso seria impossível pois eu gritei, até os vizinhos devem ter escutado minha declaração mais que desajeitada. Esperei algo dele, mas apenas percebi seu rosto ficar mais pálido, enquanto as gotas de chuva embaçavam minha visão.

– Brian... você está me ouvindo? — perguntei com medo de sua resposta. Eu estava pronta para dar as costas e ir embora mas ele pareceu despertar do seu transe. E quando notei ele já estava vindo depressa em minha direção. Ele me olhou com os olhos brilhando e me puxou pela cintura colando nossos corpos, e seus lábios se chocarão delicadamente contra os meus. Sua língua pediu passagem, e começamos a nos beijar mais intensamente... na chuva.

Levei as mãos para a sua nuca e arranhei um pouco ali, eu sentia falta disso, do seu gosto e do seu cheiro.
Eu me sentia realizada por estar nos braços dele e por ter dito em alto e bom som que ainda o amava. Ficamos assim, sem nos importar com a chuva e com o que acontecia ao nosso redor.

Nos separamos relutantes quando não sobrava mais ar nenhum em nossos pulmões. Eu estava ofegante, e sorrindo idiotizada. Ele me fitou intensamente, ainda me segurando. Sua respiração falha relava confortávelmente em meu rosto molhado. Pela chuva e pelas lágrimas de emoção. Por que demorei tanto para fazer isso? Agora me parecia um medo tão patético e banal...

– Por que... não me-e contou isso ant-e-s ? -- perguntou com certa difículdade, mas não parecia muito bravo. Suspirei.

– Porque eu era uma covarde... — disse sincera. Ele bufou com minha resposta e me puxou para mais um beijo. Ok, isso estava ficando obsceno. Senti suas mãos esquentarem minha cintura, por dentro da blusa que eu usava. Eu parecia não controlar meus batimentos cardíacos, e podia escutar os dele se acelerando. Me separei dele novamente, me lembrando que infelizmente eu tinha que ir embora.

– Tenho que ir. — disse exasperada, ainda sentindo seus lábios de leve contra os meus.

– Por quê? — perguntou desapontado. Franzi o cenho, decepcionada com o destino. Eu tinha que ir mesmo para a França? Logo agora? Minha vontade era de nunca mais sair de seus braços.

– Tenho que voltar para a França Brian, problemas na empresa... — declarei com pesar. Sua expressão se tornou um pouco assutadora.

– Você vem aqui, me diz tudo isso, me beija, e depois diz que tem que ir embora? Mas que merda é ... — disse tudo rápidamente, mas logo o interrompi.

– Cala a boca . — disse apenas e o beijei denovo, apertando ainda mas o nosso abraço e sentindo o calor de seu corpo mesmo estando embaixo da chuva fria. Eu sentia tanta saudade, e nosso beijo voraz deixava muito claro que era mútuo.
Me afastei gentilmente e passei a mão nos seus cabelos que agora escorriam pela sua testa.

– Eu... vou voltar em breve, pra te esperar aqui. — declarei com um sorriso singelo. Ele sorriu também, e me abraçou. E eu pensando que esse momento não poderia ser mais perfeito.

Beijei seu pescoço levemente sentindo-o se arrepiar.

– Eu vou te ligar quando puder. Ok? — disse contra a pele do meu pescoço. Suspirei contente com isso. Ele também me queria. Eu acho.

– E eu vou cuidar da sua filha por você. — disse agora o encarando. Foi indescritível a sua expressão, uma mistura de felicidade, realização, divertimento... e em seus olhos eu via veneração. Olhei em meu relógio lamentando internamente por faltar apenas 20 minutos para o embarque. — Tenho que ir.

Dei um selinho demorado nele, e me afastei lentamente. Eu sentia minhas pernas me impedindo, querendo que eu voltasse para onde eu estava. Seus braços. Que nunca deixariam de ser quentes.

Agora eu tenho que terminar de resolver minha vida na França e finalmente estar livre para viver tranquila com o Brian, certo? Agora nada nos impedirá ...

Ou não.

Notas finais
OMG FINALMENTE. tdos pulam o/o/o/o/o/o/o/
awn ela se declarou gente!! mas calma... ficou mt cocô?
dem suas opiniões girls, vocês também mandam aqui. ok ?
COMENTEM, é uma ordem.
rsrs *----*