Famous Friend

35 And the life goes on...


Notas iniciais
POR FAVORO LEIAM ESSA PORRA.
- Cara sdds de vocês!!
Muito bem vindos novos leitores, eu queria agradecer aos muitos reviews que recebi no último capitulo e oh, claro. Obrigada a recomendação da linda da bell' (Priih) amei amei amei. PERA< ELA ME CHAMOU DE GOSTOSA! ta ta, so mesmo n pera.
KKKKKK, zoeras a parte, cara vces estavam com sdds de mim tbm? Pq esse capitulo ta beeeeeeem grande. por isso demorei tbm.
POR FAVOR, COMENTEM ESSE EU ESTOU IMPLORANDO!
Vocês nem imaginam o quanto foi dificil fazer um capitulo para resumir todos esses meses e tals. Then... vamos lá.
ENJOOY IT *-*

França, 13 de Maio.

Um dos quartos do apartamento em Rue Saint Horoné, Paris.


"A vida da voltas." Nunca pensei que este ditado pudesse fazer tanto sentido na minha vida.

Há pouco tempo atrás, eu estava neste mesmo quarto, nesta mesma casa. Porém, tinha um namorado, tinha uma agência de moda, uma vida social integrada na mídia e era feliz. Ou eu achava que era. Agora, eu havia terminado o meu relacionamento com Pétrick, estava grávida de um guitarrista mundialmente famoso — que aliás, está bem longe de mim -, e bem, minha vida social não existia numa mesma frase que a palavra "mídia". E acabo de assinar o contrato de venda de minhas ações da Scotcher&Donovan Agência de Modas. E aqui estou eu, comendo cookies recheados com cereja, enquanto assisto uma novela de românce européia qualquer.

Ok, podem dizer, eu devia estar me cuidando mais. Comendo menos bobagens e quem sabe malhar, para ter uma gestação saudável e tudo mais. Mas, que culpa eu tenho, se não controlo meus desejos por bolinhos com recheios cítricos? Digamos que eu não sou uma gestante muito controlada.

Nesse 1 mês que se passou desde que eu saí de Huntington Beach, aconteceu muitas coisas.

Jimmy havia me ligado, depois de duas semanas, para estonteantemente informar que Leana estava grávida de 3 meses já. Ela passou dois mesês sem nem ao menos desconfiar da provável gestação. Não foi uma surpresa para mim. Pois Leana é mais desligada que dois The Revs juntos. Talvez seja por isso que combinam tanto.

Valary também havia me ligado, porém não com a mesma animação, ela estava triste. Ela tinha se empolgado com a gravidez coletiva e resolveu ir no médico ver quais os procedimentos seguros e sadíos para ter um filho, e como se cuidar.

Mas ao fazer os exames de checagem anual, descobriu não poder ter filhos. Ela era estéril, o que foi um choque para o casal. Mas Matt conversou com ela e decidiram pensar em adotar uma criança depois que passar esta fase conturbada da banda.

Pétrick, se tornou meu mais novo melhor amigo. Ele me ligava exatamente todos os dias, querendo saber como eu e o bebê estávamos. Dizia estar tirando férias, com seu barco âncorado em algum lugar do oceano atlântico no sul da Flórida.

Meu pai, me ligou dias atrás para conversar comigo. Samantha havia lhe contado que eu estava grávida do Brian. Ele reagiu bem, disse que achava Pétrick muito frouxo, e que apenas incentivava nosso relacionamento por causa de dona Hágata. Não fiquei surpresa também, era típico dela fazer isso. Mas o que me surpreendeu mesmo, foi saber que meus pais estavam se separando. E quem decidiu isso foi junstamente o Sr.John.

Pela última noticia que tive, minha mãe havia se mudado para o Canadá, e assumiu uma das filiais do Spa. Parecia que ela havia brigado com Suzy, mãe de Brian, que quando descobriu a história toda, resolveu terminar com a sociedade.

Sophia cuidava de mim a todo tempo, e bem, ela também havia vendido as suas ações da empresa, antes que a concorrência acabasse com a nossa reputação de vez, e os preços caíssem muito.

Tudo isso aconteceu em 1 mês. Mas eu não recebi nenhuma ligação sequer dele.

Eu me forçava ser sensata. Mesmo o fato dele não ter dito que me ama — no último dia em que nos vemos — ficar martelando em minha cabeça a cada vez em que eu pensava no porquê de não receber nenhuma ligação. Nem ao menos para saber se ambos estavam bem, escutar a voz dele dizendo que estava com saudades ou até mesmo que estava ansioso como eu, para que esses malditos 6 mesês passassem logo.

Isso não aconteceu.

Mas eu me apegava na imagem de seus olhos me fitando esperançosos, e do gosto de seus lábios no nosso último beijo de despedida. Eu me apegava a esta imagem para seguir em frente.

–---------x----------

França, Junho.

Hospital Particular de Saint Imaculade L'pac.


Fechei os olhos ao sentir o líquido gelado escorrer por meu abdomêm; O ar condicionado mantia a sala resfriada o suficiente para me causar calafrios.

– Vê isso aqui? — o médico perguntou apontando para o televisor enquanto o aparelho deslisava sobre minha pele. — Seu bebê está cada vez maior, e daqui uns dias dará para saber o sexo do feto. Você completou 3 mesês a poucos dias. Só lamento não poder acompanhar toda a gravidez, já que voltara para sua cidade natal em poucas semanas. — Dr. Linke sorriu olhando para minha expressão abobada.

– Tenho medo de quando ela não couber mais em mim, irei ficar estufada e pesada. — disse com humor. Linke, — que além de médico se mostrava um bom amigo — gargalhou com minha indagação. Eu sempre ficava bem humorada quando vinha vê-la. Minha bebê.

– Você não cansa de dizer que este feto é uma menina, espero não te desapontar quando der para ver o sexo da criança. — ele grunhiu concentrado com a aparelhagem. Não me importei. Há dias eu sonhava com uma menina semelhante a mim e ao Brian. Eu queria ela em meus braços.

Eu já a amava antes mesmo de conhecê-la.

Isso me assustava.


–---------x----------

França, 02 de Julho.

Quarto 132 de um Hotel qualquer no centro.


– O que? — perguntei com os olhos arregalados enquanto fitava Sophia que acabara de entrar no apartamento.

– Isso mesmo. Você pediu para mim comprar uma passagem para você, para Huntington Beach. Como terminei com o meu namorado, vendi a empresa e o apartamento, nada mais me prende aqui. Então comprei uma passagem para mim também, porque eu vou voltar com você. — disse decidida. Dava para notar alto índice de mágoa em seu tom de voz. Eu não sabia do término do namoro com o Freddie.

– Para quando você marcou a viagem, Soph ? — perguntei um pouco mais calma do choque inicial. Não é todos os dias que acontece uma mudança de planos tão repentina. Ainda mas agora que minha vida se tornou tão monótona.

– Para daqui a 5 dias. Achei que não teria problema. Não temos mais nada aqui. É só arrumar as malas e ir, então por que esperar tanto, certo? — ela murmurou caminhando de um lado para o outro pelo cômodo do quarto do hotel, já que havía vendido nossos apartamentos. Eu vendi para voltar e ficar definitivamente em Huntington Beach e Sophia havia vendido para morar com o namorado dela, mas como brigaram, ela também era uma sem-teto provisória.

– Ok, ... você pode ficar lá em casa comigo. Eu pedi para Pétrick encontrar um apartamento no centro, suponho que tenha espaço para nós duas. — disse com uma voz incomumente fofa. Ela sorriu em resposta.

– É, e eu preciso conhecer esse seu guitarrista gostoso. — ela disse com uma expressão maliciosa. Joguei-lhe uma almofada me fingindo de ofendida.

– Ei, vá procurar um guitarrista para você! — a adverti bem humorada. Ficamos rindo por instantes como duas bobonas.

Duas bobonas que estavam tentando começar uma nova vida. Vida nova, emprego novo, casa nova, pessoas novas.

Tudo novo.

Os 5 dias se passaram rápidos.

Terminamos com as papeladas de nossos imóveis, e visitamos os nossos antigos colegas de trabalho para nos despedir.

Sophia estava indo para passar um tempo indefinido em Huntington Beach. Ela estava se apegando muito a idéia de esquecer Freddie com a distância. Eu concordava que talvez a distância realmente podia ajudá-la.

Mas à mim, a distância só atrapalhava, de fato.

Quando faltavam 2 dias para a viagem, minhas malas estavam quase todas prontas. E logo mais estáriamos dando adeus a Paris. E dando "Olá" a ensolarada e pacata Huntington Beach.

Pétrick dizia ter encontrado a casa perfeita com 4 suites, cozinha espaçosa, sala de jantar, uma enorme sala de estar, uma sacada com vista para o mar, um lindo quintal que circundava uma grande piscina ao fundo do terreno. Era em um bairro nobre, e era um lugar seguro.

– Mallory!! As malas já estam no taxi, vamos logo "mamãe" pois faltam apenas meia hora para o nosso embarque. — Sophia reclamou quando me encontrou roubando as barras de vitaminas no frigobar da suite.

Caminhamos apressadas pelo corredor do saguão do hotel, depois de ter passado pelo elevador cheio de pessoas que chegavam de seus trabalhos.

Quando a porta do elevador se abriu, andamos lado a lado até chegar na rua, onde estava estacionado o taxi.

É, agora é só respirar e esperar para ver o sol brilhar em Huntington Beach de novo.


(...)

Califórnia, 04:26 p.m.


Pétrick estava no aeroporto em Huntington Beach nos esperando, como foi o combinado. Ele ficou surpreso em ver a Sophia ao meu lado, já que eu não havia mencionado tal possibilidade.

Ele nos contou as novidades, dizendo que havia conhecido uma mulher legal e que gostava de aventuras como ele. Pétrick parecia feliz além de tudo, e isso me deixou feliz também.

Bati nele no meio do estacionamento do aeroporto quando vi que ele estava com o meu carro.

Minha máquina.

Ele nos levou direto para a nossa nova casa, e todo o suspense que ele fazia me deixava ansiosa. Principalmente quando ele disse que tinha uma enorme surpresa para mim lá.

Quando percebi o carro já parava em uma rua com casas enormes.

– Oh... eu, ... eu não quis dizer tão grande assim! — disse surpresa com o tamanho e a beleza da fachada da casa.

Era branca com detalhes escuros, com uma enorme parede de um vidro na frente.

– Gostou? — perguntou com um sorriso tímido. Sophia desceu apressada do carro com uma careta divertida.

– Caramba Pét, você também vai comprar a minha casa. — ela disse com humor nos fazendo rir. Entramos pelo enorme portão de ferro, e pude visualizar melhor a entrada da casa. Era gramado com umas plantas coloridas que me faziam lembrar da casa da minha vó, onde eu passava as férias na infância.

A casa definitivamente era perfeita.

A sala já toda mobilhada era decorada com sofás brancos que destacavam com as cortinas escuras e os móveis amadeirados. Aquele lugar me passava calma e era fácil eu me imaginar passando as tardes de inverno lendo minhas revistas de moda perto da lareira que ficava ao fundo da sala.

Realmente julho foi um mês bom, ficamos a maior parte do tempo em casa. Quando eu saía, era para visitar meu pai e Samantha na casa velha. Pétrick passava um tempo com a gente, já que tinha quartos de sobra e ele dizia estar cansado de viver no mar.

Meu pai finalmente conheceu minha tão falada sócia, e percebi um certo fascínio da parte dele. Não era difícil se encantar por Sophia. Ela era bonita, interessante e uma pessoa intelectual e calorosa. Eles conversavam tanto mesmo tendo se conhecido agora e isso me agradou. As únicas amizades que meu pai tinha era na empresa, isso fazia com que ele não saísse de lá nem para respirar.

Samy ficou me paparicando o tempo inteiro, ela adorava me trazer cookies e me fazer companhia. Agora que estava solteira e livre por pouco tempo da faculdade, eu pude conhecer melhor minha irmã e notar o quanto ela mudou e cresceu.

Não recebi ligações de ninguém da banda, muito menos da Valary que parecia ter me esquecido.

Talvez eles só estam oucupados demais com a turnê. É, pode ser.

–---------x----------

Califórnia, Agosto.


O tempo em Agosto estava bom. Ameno e pouco úmido.

Eu acabara de completar 5 meses de gestação e não aguentava a dor nas minhas costas. Eu não havia engordado muito como achava acontecer. Mas a barriga estava enorme, para o meu medo.

Sophia e Samantha visitavam o médico comigo agora. Estava tudo normal, inclusive o tamanho da barriga, segundo a minha nova obstreta. Ela recomendava remédios para dores nas costas e me ensinava a manter uma posição confortável para sentar, deitar e etc.

Pétrick andava cada vez mais misterioso. Dizia ter conhecido alguém que se tornára muito especial para ele. As vezes ele saía com ela, mas nunca nos dizia o nome ou mencionava algo sobre. Acho que ele ficava sem geito de dizer essas coisas para mim, mesmo eu tendo dito que não me importava.

Meu pai estava cada vez mais caseiro para minha surpresa. Ele não trabalhava mais como antes, mas invés disso, passava horas conversando com Sophia. Os olhos dela brilhavam quando ela falava dele e isso me assustava um pouco.

Digo, não que eu me importe de meu pai seguir sua vida depois de ter se separado de minha mãe, mas... Justamente com Sophia? É, realmente a vida é uma caixinha de surpresas. Eu continuava a mesma Mallory bobona de sempre. Isso não mudou muito.

A única coisa que mudara era que os cookies já não me eram suficientes.



–---------x----------

Califórnia, Setembro.


Dormir.

Se tornou meu ato favorito.

Para o completo desespero de todos, nesse mês, eu fui duas vezes ao médico por questões de emergência. Na segunda semana do mês, fui surpreendida por fortes dores na base do abdomen. Era em uma madrugada e apenas Pétrick estava em casa neste dia.

Eles dois revezavam agora. Quando Pét queria sair com a garota misteriosa, Sophia ficava em casa e quando Soph resolvia sair com o meu pai, — isso mesmo, agora a relação deles se tornou outra e ela passa várias noites fora de casa. — Pétrick ficava.

A médica dizia que o motivo das minhas dores repentinas era simplesmente tensão e stress. Eu não entendia, por que eu deveria estar estressada? Foi o que eu perguntei para Pétrick quando chegamos em casa, naquela mesma madrugada.

– Talvez... você esteje anciosa. Isso leva a tensão, você não come direito também. Stress emocional é comum na fase na qual você se encontra. — respondeu tranquilamente enquanto colocava as chaves do carro sobre a mesa. Caminhei lentamente até o sofá com a mão sobre o ventre. Pétrick ria disso, dizia que eu parecia segurar a barriga para ela não cair de tão grande que estava. O que foi? Estou a quase 6 meses sustentando um feto. Não achem que seja fácil ou confortável.

– Eu não entendo, eu não me sinto tensa... ou até mesmo estressada. E... espera, que fase? — franzi o cenho para encará-lo.

– Oras, ... você esta toda anciosa para o Brian voltar Mell, não pense que eu não sei. Eu vi você conversando sózinha hoje mais cedo. Dá para perceber que você está toda nervosa com isso. Não para de olhar no calendário, ou até mesmo, no celular para ver se tem alguma ligação ou... mensagem. Você tem que entender que esta anciedade toda, preujudica a gestação. — ele discursou me fazendo corar. E eu achando que sabia esconder esse nervosismo todo.

– Hey! Eu não estava conversando sózinha, ... estava conversando com o bebê. A médica disse que fazia bem, ... digo, conversar com ... com ela. — admiti um tanto constrangida. Pétrick era observador demais, e isso era um inconveniênte na maior parte das vezes.

Não voltamos mais nesse assunto.

Eu tentei me controlar nos dias que vieram. Mas eu sentia falta de fazer alguma coisa para me distrair, parar de pensar naquele maldito guitarrista que tanto amo. 6 meses pareciam uma eternidade agora.

Até que um dia, — limpando a bagunça do meu quarto — eu encontrei minha velha câmera. Meu velho hobby.

Fotográfias um dia, fora minha paixão.

Samy me incentivava a voltar tirar fotos, ou até mesmo, a passear pela cidade. Ela lamentava eu passar tanto tempo dentro de casa. Saía apenas para visitar meu pai, ir na obstreta, e fazer as compras da casa.

Foi de tanto reclamarem que um dia resolvemos fazer algo diferente. Sophia era ótima com massas, e nos propôs uma noite de comida italiâna e vinhos a beira da lareira. Ninguém conseguiu recusar, obviamente.

Foi uma ótima noite. Ficamos conversando antes da comida ficar pronta e Samantha também estava presente neste dia. Pét contava os eventos que tinha participado na Alemanha na juventude. Desde pequeno ele havia crescido no mundo dos restaurantes granfinos, por ser descendente de uma linhagem de chefes de cozinha renomados.

Eu sorria o tempo todo, de tudo. Talvez seja só porque a presença deles realmente me agradava, ou, porque eu previa que algo realmente bom aconteceria.

Meu celular tocou exatas 10:30 da noite. Soph correu buscá-lo já que eu estava deitada no sofá com as pernas para cima, tentando forçar o sangue circular por elas.

– Alô — falei ao atender.

– Mell? — a voz do outro lado da linha sussurrou. Meu coração acelerou instantâneamente ao ouvir a voz conhecida. — Mell, você está ai? — ele disse um pouco mais alto. Forcei-me a sair do transe e dizer algo, enquanto os presentes na sala me fitavam curiosos.

– Hm... estou. — respondi ofegante. Ele também parecia estar receoso, o que não fazia eu me sentir tão idiota. — Você está bem? — perguntei com dificuldade.

– Sim... e você ? — respondeu com a voz falha. Suspirei tentando me convencer de que era apenas um telefonema. Tudo bem, eu estava falando com o cara da minha vida que eu não via a 5 meses mas, continuava sendo apenas um telefonema.

– Estou bem melhor agora. — soltei sem querer, me arrependendo logo em seguida. Samy e Sophia deram risadinhas antes de puxar um Pétrick desligado para longe, dando-me mais privacidade.

– Eu também estou, digo, bem melhor... agora que estou falando com você. — confessou. Me peguei rindo para o nada abobadamente enquanto escutava a sua voz um tanto rouca. — O que eu perdi? — perguntou com um pouco de humor.

– Hm... vendi minha empresa, meu apartamento na França e me mudei decisivamente para HB. Minha ex-sócia veio comigo e agora moramos eu, ela e Pétrick numa casa perto da de meu pai. ... Meus pais se separaram aliás, ... mas acho que isso não te importa muito. Hm, ... minhas costas doem. Digo, doem muito. Mas a obstreta disse que isso é normal já que minha barriga esta enorme e... bom, não vejo a hora de nascer logo. Eu comecei a fotografar para passar o tempo e está funcionando, eu já não penso mais todo segundo em você, quero dizer... — pausei para me chingar internamente. Eu havia dito que pensava nele a cada segundo mesmo? Caramba Mallory, cadê o seu maldito orgulho?

– Tudo bem... eu, também penso em você a cada segundo. E não me envergonho disso. — interveio quando percebeu que eu instintivamente havia travado. Eu tinha mecânismo de defesa. Atrasado. Mas tinha. O silêncio que ficou foi fundamental para eu entender o que ele queria dizer com aquelas palavras. "penso em você a cada segundo", "... a cada segundo". Elas não paravam de se repetir em minha cabeça.

– Falta muito para voltar ? — perguntei apenas para poder escutar a sua voz.

– Não ,... iremos chegar daqui a dois meses. Vamos tentar voltar mais cedo, afinal, Leana já está enorme não sei como ainda não nasceu. Jimmy quer que nasce aí. Ah, você sabe que são um casal, certo? Rev esta todo bobão. — riu um pouco de suas próprias palavras. Eu o acompanhei. Não sabia que era um casal, fico feliz por Jimmy. — Você também deve estar linda com um barrigão, não vejo a hora de voltar. — complementou para meu completo extase.

– Você vai se assustar. — brinquei tentando prolongar o nosso tempo "juntos". Ele deu risada, um som engraçado pelo telefone.

– Tenho que desligar, ... se cuida. Daqui à alguns meses a gente se vê. — fiz um bico infantil ao lembrar que ainda faltavam mais de um mês.

– Espero anciosamente. — pelo amor de merlin, minha boca maldita. — se cuide, er... e tente ligar. — complementei torcendo para que ele esqueça do "espero anciosamente".

– Mell espera, eu tenho que te falar algo...

– Diga. — respondi rapidamente aguardando seu pronunciamento. Juro que meu coração parecia que pularia fora de meu peito a cada segundo de silêncio.

– Eu... eu, ... eu estou com saudades. — disse num resfolêgo. Parecia que ele iria dizer outra coisa, ou era eu delirando de novo.

– Er, eu também Bri. — respondi um pouco desconfortável. Eu queria dizer que o amava, mas, eu já disse coisas demais.

– Então tá, tchau. — disse brevemente e desligou. Ouvir a voz dele, parecia ter me deixado mais forte.

Mesmo tendo sido breves minutos. Foi o que mais marcou setembro.



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Califórnia, Outubro.


Frio.

Foi um mês difícil, já que minhas roupas não mais me cabiam. Nem mesmo as mais largas.

Os meus casacos foram substituídos pelos de Pétrick. E a maior parte do dia eu passava deitada. Podem falar, eu estou uma cuzona sedentária não é mesmo? Eu tenho que melhorar isso, mas parece que quanto mais os dias passam, mais a minha vontade de viver perante a sociedade decaía.

O meu único consolo era que daqui a poucos dias, eu teria o resto das pessoas que pertenciam ao grupo "os que eu mais amo." E é claro, daqui uns dias, ela saíria da minha barriga para vir para o meu colo.

Parecia uma mudança confortável.

Outubro foi um mês conturbado. Eu quase não via Samantha já que ela havia voltado para a faculdade e só tinhamos tempo para conversar mesmo, nos finais de semana.

E parecia que o cupido havia flechado todos por aqui.

Pétrick estava namorando. E insistia em manter segredo sobre a garota. Eu estava começando a achar que ela era uma traficante, assassina, algo do tipo.

E, ah sim. A grande novidade do mês. Sophia e meu pai estam oficialmente juntos. Cativante, não?

Sophia agora era perita em fugir de mim. Ela saía de qualquer cômodo no qual eu entrava e isso estava me incomodando muito. Eu tinha certeza que era algo relacionado ao relacionamento com o meu pai.

E então logo chegou o dia 13 de outubro. Aniversário de Samantha.
Nós fomos na casa de uma amiga dela, onde teria um jantar dedicado a Samy. Lá só tinha os calouros da faculdade e nada mais. E ah sim, eles ficavam me paquerando para a completa ira de Pétrick que me acompanhava. Ele achava uma grande falta de respeito eles mexerem com uma mulher grávida. Então Pét começou agir como meu marido, apenas para afastar os garotos. Foi uma noite divertida, apesar de cansativa.

E eu praticamente caí de susto, — quando voltávamos para casa — quando o bebê chutou. Pét, Samy, Soph e John, ficaram disputando que colocaria a mão na minha barriga para senti-la. Eu ganhei o dia com esse simples ato.
Na semana seguinte, fui novamente ao hospital. Eu precisava saber o sexo da criança, pois estava cansada de dizer tratá-la no feminino e todos me recriminarem, dizendo que se fosse um menino, quando nascer ele seria afeminado de tanto ser tratado como tal. Eu não liguei, afinal, se fosse um menino afeminano, seria muito amado mesmo assim. E eu ainda poderia zoar Brian, dizendo que era os gênes dele.
Gostei da idéia, de fato.
Não demorei para ser atendida pela obstreta que eu ainda não gravara o nome. Liss, ... Bliss... Katniss... Oh, não, definitivamente nenhum desses.

– Então Mallory, pronta para ver se bebezão? — ela disse humorada quando entrei.

– Mais do que pronta, doutora. — enfatizei minha anciedade.

– Ow, pode me chamar de Thessie. — ela ofereceu com um sorriso. OK, DAONDE QUE VEIO AQUELES NOMES COM "ISS"? O nome dela não tem nada a ver como eu achava ser. Ela me ajudou a deitar confortavelmente na maca e começou a ligar os aparelhos.

– Vamos lá... — ela começou a passar o aparelinho sobre a minha barriga em forma de bola. Foi engraçado quando comparei com minha barriga de meses atrás. Na verdade, era até um pouco assustador. — Hm... — ela olhava para o monitor. Creio que para achar o local certo para poder ver o sexo da criança. Eu torcia para que o feto não estivesse numa posição que dificultasse a visualização, como ocorreu nas últimas vezes. — Oh, sim.... imaginava. — ela murmurou para si mesma, me deixando curiosa.

– Dá para ver alguma coisa? — perguntei com o cenho franzido.

– Sim, claramente. — sorriu com o leve suspense. Eu não sorri de volta. Eu queria quebrar aquele monitor na cara dela, já que ela não me dizia logo se seria uma menina ou um menino afeminado. Eu a olhei quase que ameaçadoramente, exigindo com o olhar, que ela falasse logo. — Então mamãe, pode comemorar, é realmente uma menina! — confirmou.


– HEEY, EU NÃO DISSE QUE SERIA UMA MENINA? NÃO DISSE? CHUPA VOCÊS! — gritei ao chegar em casa naquele mesmo dia. Pét gargalhava como louco da minha fala. Sophia dizia que já sabia. Mas ela foi a primeira que me recriminava quando eu dizia para irmos comprar coisas de garotas. Para comemorar, assim que o dia seguinte amanheceu, fomos as compras. Ficamos praticamente o dia inteiro na rua, e eu acho que eu só aguentei tanto tempo porque em cada lugar, tinha um sofá confortavel para sentar.

Sophia me deu um berço lilás de presente, dizendo que seria uma ótima vovó. Estavamos bem melhor neste quisito. Ela já ficava mais confortável com a minha presença, mas eu admito, que o fato dela técnicamente se tornar minha possível futura madrasta, era um pouco estranho.

Nesse dia, gastamos mais de mil dólares com coisas como, roupas, fraldas, cobertores e etc. E ainda por cima, Pét comprou todos os móveis que poderiam caber num quarto de criança. Afinal, tinhamos um quarto sobrando em casa, não é mesmo? Confesso que chorei emocionada ao ver tudo arrumado, a decoração toda em lilás e branco. Tudo isso me fez ficar mais anciosa ainda.

Eu realmente não via a hora de tê-la em meus braços.


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Califórnia, Novembro.


Eu definitivamente me perdi em novembro.
Tinha vezes que eu não sabia que dia era, e quando descobria, me assustava pois achavar ser uns 4 dias antes.
Eu também tinha parado de dormir tanto. Eu comecei a fazer meditação, como a médica havia recomendado. Não acho que ajudava muito com o lance da ansiedade, mas era relaxante.
Meu pai não saía mais lá de casa, agora que estava de férias (creio que pela primeira vez na vida), e agora que tinha Sophia. Ele brigava comigo diáriamente, pois sempre que chegava em casa, ele me pegava no quarto que arrumamos para recebê-la. Eu não tenho culpa se aquele lugar me confortava e eu não conseguia parar de ir lá.
"Talvez o bebê também já goste de seu quarto"– Era a desculpa que eu mais usava para explicar o porquê de não sair de lá. É claro que eles apenas riram da minha cara de babaca.

–x--

Dia 17, Sabado. 09:54 a.m.

Last Caress — Misfits.

O novo toque do meu celular. Toque este que acabara de me tirar de meu sono.
Tateei a cama, ainda com os olhos fechados, procurando pelo maldito escandaloso. Levei-o lentamente para o rosto quando o encontrei.

– Quem me acorda? — disse preguiçosamente esperando ser algo breve para que eu pudesse voltar a dormir.

– Cara, não acredito que você ainda está dormindo! Porra Mellz! SÃO DEZ HORAS DA MANHÃ! A gente pensava que iria chegar e teria rango na sua casa, desapontado poxa. — Abri os olhos alarmada com essa voz.

– Zacky? — perguntei abobada.

– Mas é claro que sou eu, existe mais algum porpeta gostoso na sua vida? — gargalhou divertido enquanto eu tentava entender a situação.

– Porpeta maldito, por que não me ligou? Eu estava com saudades de você bolota que eu tanto amo! — é claro que a gente nunca perde a mania de zoar quem a gente ama, né.

– Porra, to ligando agora! Ah, sim, e to ligando para avisar pra você fazer uma comida bem gostosa ai, que vamos almoçar na sua casa. Acho melhor você correr, pois é, agora já são 10:02. — arregalei os olhos surpresa. Eu juro que minhas pernas tremeram agora.

– Vo-ocês.... chegaram hoje? — perguntei nervosa.

– Sim, e estamos mortos de fome. Ah, me passe o endereço daí, Brian disse que você não morava mais com seu pai. Ah, ele ficou bravinho quando soube que você morava com seu ex-marido. E cara, tenho que te matar quando chegar ai. Que história é essa de me esconder um fato tão histórico, como, você e o Brian juntos? — escutei um rosnar do outro lado da linha e um barulho estranho. Eu podia jurar que Zacky estava levando uns belos tapas de alguém, e não tenho duvidas de quem seria.

– Era... complicado, Zee. E ele não era meu marido, era meu noivo apenas. — disse apenas, sentindo minhas bochechas corarem. É, agora todos sabiam de toda a verdade.

– Aii.. — ele protestou baixinho antes de voltar a falar. — Então, que seja ... você vai ganhar umas belas mordidas por isso, agora passe o endereço Mellzinha, pois não vejo a hora de te zuar por estar gorda como eu. — ri do seu comentário típico Vengeance. Passei-lhe o endereço de casa e nos despedimos. Eles chegariam daqui a 1 hora. Digo, todos. Quando eu digo "todos", são: Matt, Val, Johnny, Jimmy, Leana, Zacky, Gena e Brian.

Desci as escadas lentamente. É, eu tinha que tomar cuidado com escadas, pois elas eram traiçoeiras.


– Pétrick, Sophia? — Chamei ao entrar na sala.

– Aqui, Mell. — escutei risos vindos da cozinha e caminhei apressada até la.

– Cara vocês não sabem que acabou de me ligar e... — paralizei quando vi quem estava sentada ao lado do Pétrick enquanto conversava animadamente com Samy, Sophia e meu pai.

– Oh, Mell. Eu reuni todos aqui, para lhes apresentar minha namorada não mais misteriosa. — Pétrick se levantou com ela agarrada em sua cintura.
Eu os encarei surpresa.
Nem nos meus piores pesadêlos eu imaginaria que Pétrick namorava com ela.

Ok vida. Chega de surpresas por hoje.


*Leiam as notinhas finais, realmente importante.*

Notas finais
Por favor, aqui estou eu one more time, com uma nova fic.
Acho que vocês vão gostar. É diferente de todas as que eu já fiz. É um tema mais "pesado sentimentalmente" e é do Jimmy.
Eu garanto que vocês irão chorar mt durante a história, porque eu chorei mt idealizando o roteiro.
Eu aposto todas as minhas fichas nessa nova fic, e creio que agradará vocês e muito.
Então, imploro, suplico, preciso que vocês ao menos dêem uma passada por lá. Talvez não seja tão boa como digo, mas eu realmente estou empolgada com tal.
Lost Soul --> https://www.fanfiction.com.br/historia/222035/Lost_Souls
Beijo, obg amores. Anne.