Famous Friend

36 Just kiss me and promise never to leave me...


Notas iniciais
AAAAAAAAAH SDDS. (:
volti . iskdiskdis como vai vcs ?
KRA, VAMOS COMEMORAR ESSE É O CAPITULO MAIS GRANDE DE TODA A FIC!!!!
Desculpa a quem não curte capitulos muito grande, mas eu realmente não pude dividi-lo em dois. *-*
Ele não é mt detalhado também, pq se não iria ficar mt clichê e bem, eu tentei fazer bem confuso do modo Mell E Brian. Hm, é.
ENJOY IT.

*Leiam as notinhas finais, importante*


Pov. Mallory Scotcher.


– Kate? — encarei as pessoas naquela sala, tentando conciliar os fatos. Eu curiosa todos esses meses e o filho de uma mãe manca do Pétrick vem me dizer que está namorando com a Kate Beckinsale? A que fazia sexo sem compromisso com o meu Brian?

– Oh meu deus, como está grande! — ela se aproximou colocando a mão ternamente sobre a minha barriga. Sua mão era quente.

– Eu não compreendo. — disse com uma sombrancelha arqueeada em desdenho. — Como assim vocês estam namorando, quero dizer, como se conheceram? Pétrick você sabia que ela é amiga do Brian? — questionei um pouco magoada por ser a última a saber que meu melhor amigo estava namorando com a mulher que dava pro pai da minha filha. Cara, só pode ser uma porra de um destino de merda isso.

– Oh, sim. Eu sei disso. E nos conhecêmos na praia....

– Eu tinha acabado de voltar para HB e eu também sou apaixonada por barcos, então ele me levou para um passeio. — ela completou. — Veja Mell, eu sei o que você deve achar de mim. Sei que você sabe de toda a minha história com o Brian e tudo mais, porém eu quero que fique claro que ele sempre foi só meu melhor amigo. Assim como você é do Pétty. — ela disse de forma doce. E, ok, ela o chamou de Pétty? Eu o chamava de Pétty! Que direito ela tem?

Fiquei em silêncio por um longo tempo, apenas encarando as pessoas presentes no cômodo. Pét me olhava esperançoso e Kate me olhava... calorosa.

Por que ela sempre me trata tão bem e sempre me olha como se eu fosse alguém que ela admirasse muito e me quisesse como sua amiga? Eu sempre a tratava indiferença e sempre demonstrei que não me importava com ela. Por que ela não fazia o mesmo? Assim evitaria que eu me sentisse um lixo, possessiva e idiota ciumenta.

– Então? Eu posso fazer parte do seu círculo de convivência ou eu devo sair correndo agora? — ela disse humorada arrancando sorrisos de todos. Até de mim.

Talvez eu a tivesse julgado mal mesmo. Talvez ela fosse uma pessoa legal. Talvez.

– Ok. Acho que você não precisa correr agora, sente-se e tome café. — disse em tom zombador criando um clima descontraído entre os presentes. E repentinamente segurei o braço dela com um semblante sério. — Espero que você não magoe o Pét, ou até mesmo, fique "amiguinha" demais do Brian. Você nem vai ter chances para sair correndo, pois eu vou te jogar para fora, ok? — disse séria vendo todos engolir em seco. — Ah, que isso, eu que devia ser a gravida mal humorada, e vocês que perderam todo o humor? Hilário isso, me passem o chá. — completei com um sorriso brincalhão fazendo todos revirarem os olhos. Pétrick suspirou aliviado e eu pisquei para ele.

Dei um beijo em Samy, Soph e abracei meu pai. Por instantes eu esqueci do meu real propósito.

– Pelo amor de Merlin, eu já tinha me esquecido! Os meninos chegaram, e vão vir almoçar aqui hoje! — disse exasperada quase pulando da cadeira.

– O QUE? — Samantha praticamente se engasgou assustada. Meu pai olhou para nós duas com o cenho franzido.

– Eles chegaram hoje, e o Baker me ligou avisando que virão. Eu... eu estou com medo, eu acho. Digo, é estranho ver eles depois de 6 mesês. Eu mudei muito, não é mesmo? Eu não sei lidar com isso e...

– Mell fica calma mulher, você está nervosa porque não sabe como agir perto do Brian. — Kate opinou enquanto abraçava o namorado. Minhas bochechas esquentaram. Ela mal é aceita por mim e já me faz ficar sem jeito. — Vamos fazer assim, Pétrick vá com John comprar o almoço. Eu, Samantha e Sophia ficaremos aqui com a Mallory e arrumaremos tudo, ok? — Ela sugeriu calma.

– Por mim tudo bem. — Soph murmurou com um sorriso tímido enquanto olhava para o meu pai. Todos concordaram em unissono e se levantaram da mesa, menos eu que fiquei encarando o nada. As meninas conversavam com o Pét, decidindo qual seria o cardápio, mas eu não prestava mais atenção no que eles falavam. Eu estava absorta em meus próprios pensamentos.

Como seria vê-lo depois de tanto tempo? Eu morria de saudades, obviamente. Mas eu também era muito covarde para ficar tranquila com essa situação. O que fazer quando ele chegar? Eu o abraço, aperto, beijo, mordo, agarro ou o que? É, isso realmente é algo a se pensar e... Espera, o que eu vou vestir ?

O desespero se tornou a sensação predominante por todo o meu sistema nervoso. Minhas pernas batiam repetidamente sobre o piso gelado abaixo da mesa.

Eu estava tão absorta que só escutava múrmurios baixos chamando meu nome.

– Mallory? Mallory? Hey? Vocês acham que ela está em choque? — alguém perguntava baixo. Eu não me sentia capaz de responder. — Mell? MELL? — gritou me tirando de meus devaneios.

– O...q-ue? — balbuciei um pouco assustada com o grito que provavelmente veio de Samantha.

– Mell, fica calma. É o Brian poxa, o cara que você ama e não um bicho de sete cabeças! — Samy protestou com o semblante bravo.

– Hm, ok. Ficar calma. — respirei fundo tentando tranquilizar minha respiração.

– Gente, nós podemos achar que é frescura, mas temos que levar em conta que ela esta grávida, mais sensível e passou 6 meses sem vê-lo. Ela deve estar um tanto insegura quanto a isso. Bom, eu digo isso, porque se fosse John eu estaria num colapso nervoso. A anciedade é uma grande influência também, e nós sabemos que a Mellz sofre de anciedade crônica. — Sophia disse numa tentativa vaga de esclarecer minha situação. Era muito mais do que isso. Eu me lembro do único telefonema que recebi dele, e o quanto estavamos estranhos. Imagine como será quando estivermos cara a cara. — Já sei, Samy e eu vamos com ela para o quarto e ajudaremos ela a se arrumar enquanto Kate, organiza as coisas aqui no andar de baixo e espera os meninos com as comidas. — Soph finalizou com um sorriso enorme. É, agora ela parecia uma mãe.
Foi estranho ouví-la incluir meu pai em "meninos", mas eles estam namorando, não é mesmo? E bem, meu pai não é tão velho. A diferença de idade entre Soph e meu pai eram 6 anos apenas.

As garotas a obedeceram.

Kate ficou no andar de baixo, enquanto Samy e Soph me levaram para quarto e ficavam me falando o que fazer. Seria de grande ajuda se elas não falassem ao mesmo tempo.

– CHEGA CARALHO! — gritei raivosa. Eu ja estava nervosa e não precisava que me deixassem mais ainda. — Eu vou tomar banho, Samy escolhe alguma roupa para mim e Soph tenta tirar essas olheiras horríveis da minha cara e dar um jeito no meu cabelo. Simples assim. Parem de me dizer o que fazer antes que eu me mate e não vou ver mais ninguém, porra. — reclamei com um tom sério. Elas acentiram em silêncio e eu entrei no banheiro.

A agua estava fria e eu gostei disso. Eu precisava despertar um pouco, já que acordei no susto com a ligação de Zacky. Lavei meus cabelos, tentando deixá-los apresentável.

Depois que terminei o banho, escovei meus dentes e enrolei meus cabelos numa toalha. Quando saí do quarto, Samantha passava maquiagem e Soph olhava pela janela.

Visualizei as roupas sobre a cama e agradeci por serem confortáveis e ao mesmo tempo femininas. Vizando que hoje não estava frio, apenas ameno, coloquei o vestido branco e as sapatilhas. ( Look: http://www.polyvore.com/famous_friend/set?id=49182565&.locale=pt-br )

Soph veio para perto de mim com um secador, e deu uma secada nos fios desgrenhados. Depois que os finalizou, passou uma maquiagem clara e me deu alguns acessórios simples. Quando olhei no espelho, percebi que o penteado levemente bagunçado dando um ar natural combinava perfeitamente com o vestido claro e os acessórios metalizados.

– Hm... obrigada Soph, por isso. E por, agir como minha mãe sabe, eu sentia falta disso. — confessei um tanto envergonhada. Ela ia responder mas foi interrompida descaradamente pela Samy.

– Tudo bem, está muito fofo isso mas eu acho que alguém chegou porque escutei o barulho de um carro estacionar. — Samantha falou um tanto nervosa.

– O que foi Sam? Por que o nervosismo? — Soph perguntou com o cenho franzido.

– Er, eu? Nervosa? KK, por que eu estária nervosa, não é mesmo? Ah, como você é engraçada Sophia. — ela disse atrapalhada, tentando mudar de assunto e evitando nosso olhar. Eu a encarei desafiadoramente sabendo que alguma coisa ela nos escondia. — Tá tá, tudo bem. È que, não falo com o Johnny a tempos e não sei como está a nossa relação agora. Não que a gente estivesse namorando ou algo assim. Mas, ... é uma situação desconfortável. — ela admitiu derrepente.

– Hm... trate ele normalmente e depois vocês conversam. — murmurei baixo quando escutei passos pelo corredor. A porta se abriu lentamente revelando uma Kate séria.

– Acho melhor descerem logo, ... os meninos já chegaram com a comida e creio que logo logo, os outros também chegaram. — ela sugeriu calmamente.

Acenti em silêncio e saímos do quarto.

Bom, seria uma situação um pouco estranha para todos, pois tudo por aqui mudou. Para começar, todos os garotos sabiam da minha antipatia pela Kate, o que eles irão pensar quando vê-la na minha casa?

Ninguém imaginava ser possível meu pai, num almoço entre amigos num sábado. Muito menos, que ele estaria namorando com uma mulher mais nova, mulher esta que era minha sócia.

O que devem estar pensando de agora eu ser melhor amiga do meu ex-namorado o qual quase matei por ter feito uma tremenda canalhice? Agora eramos quase como irmãos, se é que esse termo abrange exatamente o que a nossa amizade significa.

Aliás, eu mudei bastante também, uh? Não só por estar com uma barriga gigante, ou com os cabelos mais compridos e levemente cacheados nas pontas, um pouco mais pálida, pelo fato de quase nunca ver o sol. Mas sim, porque agora eu realmente parecia uma mulher. Quando voltei para Huntington Beach, minhas intenções de "garota" eram ver minha família, amigos e descansar do mundo conturbado da moda por poucas semanas.

Foram tantas coisas que aconteceram desde lá, que me moldaram para o que eu preciso ser. Uma mulher.

Alguém que seja capaz de cuidar de uma criança, de se virar sozinha, — apesar de eu esperar não ter que exercer esta parte -. Eu finalmente estava plenamente satisfeita comigo mesma. Eu não me achava tão insignificante. Eu era o que eu sempre quis ser.

O que era para ser apenas um encontro entre amigos que passaram muito tempo sem se ver, virou algo desconfortável para nós que estavamos os esperando. Talvez seja pelo fato de eu estar emanado tensão com toda a minha ansiedade em ver Brian.

Ou talvez, todos também estavam cientes das mudanças que poderiam impactá-los.

Eu estava confortávelmente sentada no sofá maior, no meio da sala de estar. Meu pai, olhava para janela enquanto bebericava em sua taça de vinho. Algo comum para ele, beber vinho durante o dia.

Sophia distraía Samantha contando sobre as divindades dos desfiles europeus. Kate e Pétrick estavam conversando entre sussurros no sofá mais próximo. Eles sorriam.

Olhei para minhas mãos sobre o meu colo e só então notei que elas tremiam levemente. Foi em um momento de distração que senti um chute forte na base superior do abdomen.

Um resfolêgo alto saiu por meus lábios entreabertos. Ela estava cada dia mais forte.

– O que foi, Mellz? — Sam perguntou quando viu minha expressão.

– Ela chutou. Bem forte desta vez. — disse com um meio sorriso, evitando não mostrar que minhas costas doíam pra caramba.

– Você está bem? Parece ter doído. — Soph exclamou preocupada antes de se sentar ao meu lado e colocar uma mão sobre a barriga.

– Oh, tudo bem, ... ela só deve estar se espreguiçando. Acho que ela é bem grande. — disse com um ar ingênuo fazendo todos rirem com a minha careta de mamãe babona.

Logo pude ouvir o barulho de carros estacionando na frente de casa. Meu coração deu um pulo em resposta.

Silêncio.

Ouvi o barulho das portas se abrindo e depois fechando. Pareciam ser três carros. E depois passos lentos sobre as pedras da entrada.

Ok, era a hora.

O barulho estridente da campainha fez Samy dar um pulo assustada. É, estamos realmente tensos.

Eu olhei para Sophia com uma pergunta muda. Quem irá abrir a porta?

O barulho estridente se repetiu e era audível a pouca conversação entre eles, mas a voz de Jimmy se ressaltou das outras. Eu senti um calor envolver todo meu peito quando ouvi aquela voz que era tão familiar.

Eu estava sendo idiota. Tentei me levantar para ir abrir a porta, mas Soph me segurou quando viu que meu pai estava indo.

Suspirei indignada.

– Olá Sr. Scotcher. Quanto tempo, não? — a voz rouca do Matt foi a primeira a se estabelecer. Um vento gelado passou pela porta quando ela foi aberta, me causando um arrepio instantaneo.

Eu ainda não estava visível para eles, mas garanto que a vermelhidão acentuada em minhas bochechas estavam bem visíveis, de fato.

– Oh, como estão grandes e... coloridos! — meu pai disse, e pelo tom de voz, creio que estava admirado com as tatuagens dos grandes gibis ambulantes. — Vamos entrar, a Mallory está eufórica para ver vocês, tive que aguentar 4 meses de lamúrias. — acrescentou num sussurrou descontraído fazendo os outros rirem.

– Eu escutei pai. — disse bem humorada, ouvindo risadas calorosas quando finalmente eles apareceram na sala.

Eles pararam perto a parede de vidro, apenas me olhando parecendo surpresos.

– Caralho... — Johnny balbuciou baixinho. Sabe aqueles momentos desconfortáveis onde você acha que está suja, ou melecada, ou com uma melancia pendurada na cabeça? Então, eu me sentia assim neste momento.

Se eu pudesse eu cavava um buraco para me esconder do olhar deles.

– Poxa, vocês passam meio ano fora, e quando voltam não me dão nenhum beijo, abraço, ... nem um "oi Mellory, como está gorda!"? — reclamei com uma voz chorosa. O que eles fizeram? Todo mundo riu da minha cara, como uma bela palhaça que sou.

– Cara, está com essa barrigona maior do que a minha e continua bobona. — Zacky foi o primeiro a se manifestar enquanto se aproximava sorrateiramente de mim. Me levantei com dificuldade do sofá, para abraçá-lo. Ele foi extremamente cuidadoso ao me abraçar. Um abraço que me aqueceu instantaneamente. — Estava com saudades, Mell. — sussurrou em meio ao abraço. Depois de me soltar, ele depositou um beijo estalado em minha testa, e acariciou minha barriga.

Eles pareciam ter feito uma fila para me abraçar, pois logo em seguida os braços gigantes e tatuados do Matt foram a única coisa que eu vi logo antes de me cercarem calorosamente. Sanders continuava com o mesmo brilho no olhar. O mesmo brilho de anos atrás, o que me fez perceber que ele ainda era o mesmo Matthew Charles Sanders, depois da fama, quando cheguei em HB.

Valary fez um escânda-lo enorme ao me ver, dizendo que eu estava linda e impressionantemente mudada. Ela discretamente chorou ao me abraçar. Talvez, ainda triste por não poder engravidar. Ela também estava linda, com os cabelos ainda mais curtos e platinados e com um sorriso simpatico estampado no rosto a todo momento.

Eu estava tão distraída com os ataques da Val, que não havia o notado ainda parado perto da porta. Uma eletrecidade surpreendente correu por todo o meu corpo quando nossos olhos se cruzaram. Por que ele não se aproximou?

– Awn você está tão fofa cara, e é muito estranho te ver com essa barriga já tão grande, digo, com a Leana não foi tão assustador porque ela foi na turnê com a gente e a gente foi acompanhando as mudanças, mas você não. Cara, precisamos colocar o papo em dia!! Você nem imagina o tanto de coisa que compramos para os nossos bebezões! E ah cara, ainda bem que chegamos logo porque Brian é um cara muito chato quando não come ninguém, você acredita que ele ficou todos esses mesês na seca, só pra voltar pra você? Eu diria até que ele virou virgem denovo e...

– Jimmy cala a maldita boca. — Leana o cutucou envergonhada. Bom, imaginem um pimentão grávido, oi? Todos riram é claro, Jimmy era perito em descontrair um ambiente.

– Ah tudo bem, acho que falei demais, mas... eu já vou logo dizendo que serei padrinho desse gurizão ai. Porra, ele vai ser muito foda crescendo na nossa familia, será que nossos filhos vão montar uma banda? To ancioso para eles crescerem logo, eu e os garotos vamos levar eles para o paraiso de mulheres que é o Johnny's Bar nas madrugadas de sabado... — Jimmy falava tudo tão rápido e empolgado que me fez gargalhar sonoramente com a sua animação.

– Nada disso, nossos filhos vão crescer descentemente tendo noções de arte, moda e linguagem. — Leana o corrigiu brava, e James fez um biquinho em indignação.

– Porra James, solta logo a Mell antes que o Syn voe na sua cara. — Oh sim, obrigada por lembrar Valary. Jimmy me deu um ultimo abraço e beijou minha barriga carinhosamente. Logo depois os braços gélidos de Leana me tomaram. Ela se desculpou baixinho pelo ataque histérico de Jimmy e se afastou silenciosamente deixando claro que queria dar espaço ao próximo.

Olhei para o chão quando os seus olhos castanhos me fitaram mais próximos agora. Ele estava definitivamente mais perfeito do que o normal. E para o meu completo encanto ele sorria. O sorriso do qual senti muita falta durante todos esses meses, a cada hora, minuto e instante. Eu sentia falta de tudo nele, e a minha resposta natural a toda essa saudade foi abraçá-lo o mais apertado que pude.

Sentir o seu cheiro que automaticamente me inebriava me acalmou de imediato. Sentir seus braços em minha volta, tornou tudo muito mais seguro. Era como se eu me sentisse completa ao lado dele.

Uma atmosfera completamente feliz e saudável.

Beijei-lhe a bochecha carinhosamente, com medo de tomar um contato mais intimo. Afinal, todos nos olhavam. E tudo ainda era muito estranho.

– Você não imagina o quanto senti a sua falta, Mell. — ele sussurrou rouco contra meu pescoço. Apertei meus olhos com força agradecendo por finalmente tê-lo em meus braços. Perto o suficiente para tocar em seus cabelos minunciosamente espetados que eu tanto amava.

– Eu também. Muita. — respondi no mesmo tom baixo. Ninguém precisava escutar isso, apesar de todos já saberem o quanto ambos estavam anciosos por tal momento. Era como se estivessemos em nossa própria bolha, nosso próprio mundo. Sentir isso novamente foi realmente reconfortante.

Eu não havia perdido minha fascinação por ele. Ela estava ainda mais viva.

E se eu não acreditasse vêemente que fosse mútuo seria altamente preocupante.

– Uh-hm... — todos pigarrearam em uníssono, me fazendo lembrar que ainda estavamos na sala. — Ainda estamos aqui, ok? Só para o caso de vocês se esquecerem e começarem a se agarrar aqui. Não quero que meus filhos vejam putaria. Digo, não agora, pois tem a hora certa para isso e..

– Cala a boca Jimmy! — foi a vez de Matt protestar. A risada era o som predominante a todo momento. Estavamos felizes apenas por estarmos juntos.

Johnny também foi um fofo comigo, dizendo que seria a criança mais bonita de todas se fosse parecida comigo. Ele também me abraçou e notei, que ficava encarando a Samy no canto do cômodo.

Foi engraçada as caras que eles fizeram quando avistaram a Kate abraçada com o Pétrick. Ninguém entendeu, é claro, o que ela fazia aqui, e como isso aconteceu.

Kate e Pétrick contaram toda a história e blábláblá. Todos reagiram normalmente, apesar da novidade.

Semicerrei os olhos quando Kate abraçou Brian e ficou cochichando algo no ouvido dele. Mas logo fui distraída por Jimmy que começou a contar tudo o que aconteceu durante esses meses. Ele parecia eufórico e ancioso.

Foi um momento extasiante. Todos conversavamos animadamente na sala de estar. Eles foram atualizados de todas as mudanças. Até mesmo, sobre meu pai e Sophia, sobre eu ter vendido a agência, e como foi divertido morar com Soph e Pét. Eu notava um certo receio de Brian quanto ao Pét. Porém, nada muito explícito. Talvez ele só estivesse com ciúmes por causa da melhor "amiguinha" dele.

Os garotos falaram sobre a turnê deles e Jimmy contou todos os fatos engraçados sobre a gravidez da Leana. Comentaram vagamente sobre o projeto de um novo disco e quanto a isso, eles pareciam estar anciosos.

Eu sentia seus olhos em mim. Uma mistura de veneração e curiosidade. Eu poderia até dizer que ele também sentia a mesma vontade que eu tinha de que isso acabasse logo e pudessemos ficar a sós para realmente nos acertar.

Toda essa distância, mesmo estando tão pertos, se tornára torturante e eu nem mesmo consegui prestar atenção quando Jimmy contava sobre suas noites mal dormidas por ter que ir atrás dos desejos de Leana.

Sophia voltou da cozinha nos chamando para almoçar.

– Pai, tem certeza que comprou comida suficiente para essa cambada toda? Eles comem como monstros, principalmente o Zachary. — brinquei para a indignação do gordo.

– Olha que traidora! Se quiser nós vamos embora agora. — Zacky disse fingindo estar magoado.

– Oh porpetinha, você sabe que é único na minha vida né? Eu amo te alimentar, meu amor. — respondi teatralmente, segurando o riso.

– Ow, não fala assim que eu gamo e te roubo pra mim. — ele continuou se aproximando de mim. Nesse momento todos já tinham parado para olhar a nossa palhaçada.

– Hey Zacky, você tá esquecendo que quem te alimenta é a Gena? — Brian o corrigiu cético. A gargalhada estrondosa do Jimmy me fez pular.

– Hahahahaha, olha a Brianna com ciúmes da Mallory! — Jimmy provocou me deixando muito sem graça diante de toda a situação.

– Pô mano, não se preocupa não. Eu só tava zoando com a sua mina, todos sabemos que ela só tem olhos e só alimenta você. — Zacky disse para Brian que revirou os olhos parecendo um pouco desconfortável assim como eu.

– Ok, Ok, chega de putaria vocês. Eu to morrendo de fome. — Johnny protestou fazendo cara de pidão. Zoamos ele um pouco antes de sentar na mesa.

Foi mais um momento divertido. Todos comiam desesperados e conversavam.

Eles tinham comprado comida japonesa, para minha completa euforia.

Comida japonesa tinha se tornado meu eterno desejo quase que diário. Isso que antes de engravidar, eu nem gostava.

Logo toda a comida acabou, e Sophia teve que esquentar umas pizzas congeladas. Podia parecer horrível, mas isso foi o suficiente para ficarmos ''tristes'' de tanto comer.

– Nossa, to morta de tanta comida que comi. — Valary reclamou encostada no Matt.

– Eu também. — Jimmy acrescentou com uma careta.

– Pelo menos morremos todos felizes. Pois se for pra morrer, é melhor morrer de barriga cheia, uh? — Adivinhem quem disse isso? Isso mesmo, Zachary James Baker Porpeta.

– Então Mallory, já escolheu o nome do garotão? — Leana perguntou num momento de distração. Quero dizer, num momento em que eu observava discretamente o Brian conversando com a Kate do outro lado da mesa. Eles me encararam imediatamente quando a meu nome foi pronunciado. E foi notável que eu estava olhando para eles. Foi até assustador de ver.

Porra Leana, assim você me fode.

– Hm, ... é menina gente. — revelei baixo. Eu tinha até esquecido que eles não sabiam do sexo do bebê.

O silêncio foi brutal.

– Se fudeu Brian, se a sua filha puxar a você aos 10 anos ela vai estar no colo dos macho. — Jojo comentou sério.

– É, triste. Pensamos que fosse um garotão, pra gente ensinar a pegar as gatas na balada. Mas, ... vai ser menina então vamos ter que fazer o contrário, proibir ela de sair antes dos 17 anos. — Jimmy opinou com os olhos perdidos dramaticamente.

– Ela vai ser linda se tiver a beleza da mãe. — Olhei na direção do dono dessa voz, encontrando olhos castanhos e sinceros.

– Awn, que lindinho. Hoje a noite vai ter...

– JIMMY! — Foi a vez de Matt protestar com o semblante indignado.

– Calma gente, eu hein. Eu não ia falar que hoje a noite vai ter sexo selvagem e que o Brian vai tirar o atraso, seus insanos. A Mallory está grávida, vocês não pensam nisso? — ele se justificou parecendo estar indignado.

– Puta que pariu. — disse para mim mesma, tampando meu rosto com as mãos enquanto a situação estava tensa.

– Er... Mallory, eu ... eu e Sophia estamos indo. Vamos passar o final de semana na antiga casa do lago. Acho que está na hora de alguém tirar a poeira daquele lugar. — meu pai murmurou discretamente enquanto eles ainda discutiam sobre a falta de noção do Rev.

– Hm, ok pai. Espero que se divirtam. E ah... não conversamos sobre isso ainda, mas eu ... fico muito feliz por você estar com a Soph. Ela é uma mulher de ouro e vejo que estão felizes juntos... então só desejo sorte. — falei com dificuldade. O que foi? Eu não sou acostumada a demonstrar sentimentos para meu pai, além do mais, ainda estou um pouco envergonhada pelo fato de estarem falando da minha vida sexual na frente dele, poxa.

– Oh sim, obrigado por isso. Eu... também estou muito feliz por aparentemente você estar feliz com o Brian. — meu pai sorriu maliciosamente o que me fez revirar os olhos.

– Ah não pai, por favor esquece o que eles disseram. — implorei em vão. Meu pai era muito preservador, obviamente. Porém ele me tratava como uma mulher adulta e responsável. Ele não ligava muito em saber desse tipo de intimidade de suas filhas, aliás, essa minha barriga enorme é a prova de que eu não sou tão inocente.

– Tudo bem, tudo bem, não irei dizer nada. Só... aproveite. — aconselhou com um sorriso. Ele se levantou e se despediu do pessoal junto a Sophia, e os dois sairam porta a fora.

O barulho da porta sendo fechada pareceu muito alto sobre o silêncio, fazendo a gente se entreolhar.

– AGORA A CASA TA LIBERADA PRA BAGUNÇA GALERA, VAMO SE DIVERTIR!!! — Jimmy gritou assim que escutamos o carro acelerar.

– Pelo amor de Merlin, quem ouve isso pensa que a gente vai fazer uma festa, convidar strippes, fazer sexo na beira da janela, assistir filmes pornos e se embebedar até cair. — Zacky murmurou para a nossa completa surpresa. Todos o fitamos céticos. — O que foi?


(...)


É, definitivamente não utilizamos a interpretação de diverção do porpeta.

Já eram quase 6 horas e adivinhem o que estamos fazendo. Isso mesmo, todos deitados na sala de vídeo assistindo um filme de ação qualquer.

Quero dizer, eu estava assistindo, porque pelo o que eu saiba todos estão dormindo estirados no super tapete felpudo importado da Alemanha de Sophia.

Com a minha visão embaçada do sono, eu podia ver Valary e Matt abraçados no sofá cochilando. Zacky roncava baixo ao lado de Samantha. Ambos deitados no tapete.

Pétrick e Kate tinham ido para o quarto a minutos atrás, alegando estarem cansados demais para continuar a assistir o filme. Hm, duvido.

Jimmy dormia preguiçosamente deitado no colo da Leana que parecia confortável no meio das almofadas. Johnny? Deve estar perdido nas almofadas também, já que a sala de vídeo é bem grande a aconchegante.

Eles deviam estar cansados da viagem.

Me levantei devagar para não fazer barulho e caminhei para fora da sala. Estava silencioso até demais.

Lavei o rosto no banheiro mais próximo para tentar de algum modo espantar o sono que me cercava. Quando ia voltar para a sala, senti um vento gelado me arrepiar. Vento que provavelmente vinha da sacada no final do corredor.

Ok, eu achei que tinha fechado a porta que dava acesso para a sacada. Mas como eu ando tão distraída ultimamente, talvez eu tenha esquecido denovo.

Suspirei.

Quando me tornei tão avoada?

É definitivamente a porta estava aberta, mas não foi eu quem a deixei assim.

Brian fumava olhando para algum lugar de cima da sacada distraídamente. Hm, pensativo demais.

– Achei que estava dormindo como os outros. — comentei ao me aproximar. Ele não pareceu surpreso com a minha presença. Abracei a sua cintura carinhosamente.

– Achei que também estava dormindo como os outros. — disse com um sorriso.

O silêncio foi devastador mas não foi desconfortável. Era legal ficar em silêncio com Brian.

– Acho que estamos estranhos. — sussurrei tentando evitar o seu olhar. Eu acho que ele estava rindo.

– Eu também acho. — ele admitiu baixo. Mordi o lábio inferior pensando no que falar.

– Eu não quero isso, ... digo, está tudo bem, não está? — perguntei um pouco insegura. Ele não respondeu de imediato.

– É. Esta sim. — respondeu num suspiro, enquanto jogava a bituca de cigarro fora. Ele se virou para me olhar. Parecia... triste. Ok, isso me desapontou um pouco. Eu esperava que ele estivesse feliz como eu estava.

– Então, ... por que você parece estar triste? — perguntei esperançosa. Tudo o que eu queria era que ele me beijasse e dissesse que me ama.

Seus olhos desviaram dos meus.

– Eu acho que fiz errado. Eu não devia ter te deixado aqui e ido pra essa turnê. Agora você já está com 8 mesês, eu perdi tudo isso. Eu não dei a atenção que você merecia ... nem ligar eu tive coragem. Agora, ... ver que está tão perto... Você acha que eu vou ser um merda como pai? Isso me assusta. — ele parecia ser sincero. Suspirei longamente e o fitei convicta de minhas palavras.

– Brian. Nós sabiamos que isso era preciso. E você não vai ser um merda como pai, claro que não... talvez você deva ficar assustado mesmo, até eu estou assustada. Mas... somos fodas, lembra? — gargalhamos de minha tentativa de consolo. — Hey, venha. Eu quero te mostrar algo. — eu o puxei pela mão corredor a dentro.

– Mostrar o que?

– Shh, para de ser curioso porra. — o adverti recebendo um revirar de olhos.

Abri a porta lentamente e acendi a luz que clareou todo o comodo bem iluminado. Ele pareceu surpreso.

– Acho que aqui será onde a sua filha vai dormir. — falei receosa vendo ele caminhar pelo lugar olhando os objetos e a decoração.

– Caralho que coisa mais gay. — ele gargalhou olhando para o berço.

– Eii! É uma menina. Não tem nada gay ai não, apenas feminino e infantil. Você não entende nada de decoração Brian. — acusei exasperada.

– Sei o suficiente para saber que está perfeito. — ele disse se aproximando. — Se você escolheu assim, esta ótimo para mim. — completou. Seus lábios tornando uma linha fina de um sorriso. Ele chegou mais perto de mim e colocou lentamente suas mãos sobre meu ventre. — Hey criança. Você parece ser bem grande, ... eu acho que você vai amar o seu quarto. Está.. tudo muito gay, opa, quero dizer, feminino e infantil. E você vai ter uma mãe super coruja e uns tios bem idiotões que vão proibir que você saia de casa antes dos 17. Ah sim, suponho também, que você só poderá usar roupas comportadas e não poderá namorar tão cedo. Terá aula de guitarra com os melhores guitarristas da geração do Rock. Eu e Zacky, obviamente. E vai ser muito foda. Seu nome vai ser Morgana e você vai se formar na Harvard, é claro, se puxar a sua mãe. E...

– Pera aí, como assim "vai se chamar Morgana"? — perguntei com a sombrancelha arqueada. Acho que nunca ouvi nome tão ridículo.

– Morgana é... legal. Eu sempre sonhei com esse nome. Achei que..

– Não, nossa filha não vai ter esse nome estranho Brian, por favor. — protestei retirando suas mãos de mim.

– Ok, você pensou no que? — ele perguntou com uma careta desapontada.

– Eu pensei em... Melanie. — admiti confiante.

– Melany? Só porque seu nome é Mallory. — ele bufou entediado.

– Ei, é Melanie! E não é porque é parecido com o meu nome, é porque eu acho muito bonito. Achei que você não fosse se importar, mas parece que me enganei. — cruzei os braços inconscientemente. Eu estava chatiada.

– Ah, então vamos chama-la de Brianna, ué. — revirei os olhos. É eu estava realmente enganada em nunca ter visto nome tão rídiculo quanto Morgana. Realmente, Brian se superou.

– Pelo amor de Johnny Christ. Você está brincando, né?

– Hey, não envolve o gnomo nisso. Você que não quer deixar eu opnar no nome da minha filha. — ele encerrou com sua pose superior.

– ARGH BRIAN! Minha filha não vai se chamar Brianna e... — fui interrompida vorazmente por seus lábios envolvendo os meus num beijo quente. Passei meu braço por seu pescoço o puxando para mais perto. Ele podia estar sendo muito irritante segundos atrás, mas está muito bom isso.

Sua língua massageava a minha lenta e demoradamente, tirando toda a minha decência. Nos separamos ofegantes e começamos a rir abobadamente.

Engraçado como tudo o que envolvia eu e Brian acontecia de modo errado.

Talvez esse fosse o nosso jeito de fazer as coisas acontecerem, e eu confesso que amava isso.

– Já sei. Esperamos ela crescer o suficiente para ela escolher o próprio nome, então registramos. — ele falou sério. Não, pera. Não acredito que ele sugeriu isso. — O que foi?

– Desisto dessa discussão sem cabimento, vamos voltar para sala antes que alguém acorde e pensem que estamos transando perto da janela. — disse ironica.

– Eu ainda estou tentando me convenser de que não escutei isso sainda da boca do Zacky. — ele disse bem humorado.

Antes de sairmos do quarto ele me puxou para mais um beijo de tirar o ar, dizendo ainda não estar satisfeito.

É, meu querido. Se você ainda não estava satisfeito, imagine eu.

Eu ainda nescessito muitas doses de Brian.

(...)


Definitivamente, o filme estava bem melhor do que antes. Talvez seja porque agora eu estava sentada entre as pernas de Brian e sentia sua respiração pesada contra meu ombro e seus braços envolta de minha barriga.

Brian fez questão de acordar todos.

– Filho de uma quenga caída, Brian seu virgem. É pecado acordar alguém desse jeito. — Zacky lamentava enquanto enxugava o rosto. Pobre Zacky, acordou no susto com agua gelada.

– Ele quer nos expulsar pra ficar sózinho com a Mallory, só você ainda não percebeu isso. — Valary entregou com um sorriso malicioso me fazendo revirar os olhos.

– Só eu percebi que agora eles estão mais grudados? ... Eles andaram...

– Ei, não vão começar denovo ok? — Brian disse com os olhos semicerrados enquanto me apertava mais. — Não aconteceu nada, ficamos aqui o tempo todo. — seu tom de voz foi tão sincero que eu quase acreditei que os nossos amaços no outro comodo foi um sonho, que talvez eu possa ter cochilado e nem me lembre.

– Tudo bem. Nós temos que ir embora mesmo, eu e Leana não era nem pra ter dormido aqui de mal jeito. Isso faz mal pro bebê, aliás, Leana tem que tomar as vitaminas e descansar descentemente se ela ficar muito cansada ...

– Pode fazer mal pro bebe, é já entendemos isso Rev. — Jojo enfatizou irônico e Jimmy o mostrou o dedo do meio.

– Ok, então vamos todos embora descansar, e amanhã marcamos de fazer algo juntos. — Samy opinou. Seu cabelo estava amarrado num coque desarrumado e seus olhos estavam vermelhos de sono mas mesmo assim, estava linda, e não fui só eu que percebi isso.

– Para mim parece ótimo. — Matt concordou com suas covinhas acentuadas. Lembrei que antes de gostar do Brian, eu era encantada por Matt. Parecia tão insano agora que eu o via como meu irmão. Lembro do primeiro dia em que o conheci, o como achei lindo aqueles olhos verdes e aquele geito de badboy pegador e ao mesmo tempo doce.

Concerteza, Valary não podia ser mais sortuda.

Eles começaram a se despedir com a habitual graçinha de sempre.

Samy me puxou para um canto quando todos já haviam saído.

– O que foi? — sussurrei a encarando.

– O Johnny. — ela disse apelativa me fazendo encarar o cômodo encontrando apenas Brian em pé, um pouco distante para nos dar privacidade.

– Tudo bem, o que tem o Johnny? — perguntei calma.

– Ele me chamou pra... pra ir na casa dele hoje, você... acha que eu devia ir? — ela perguntou inocêntemente, o que me fez rir alto e consequentemente deixá-la vermelha.

– E você ainda tem duvidas? É óbvio que você tem que ir. Samy, ta na hora de você admitir pra você mesma que você está apaixonada pelo Seward, ou até mesmo, eu ousaria dizer que nunca deixou de ser. Então para de ser orgulhosa e admita isso para ele logo. Ele não tira o olho de você, pô. — aconselhei com toda a minha experiência de orgulhosa fodida. — Sabemos as intenções dele, por te chamar pra ir lá hoje de noite. — sussurrei a última parte acrescentando uma piscadela, deixando claro o que eu queria dizer. Ela respirou fundo e acentiu.

Me deu um beijo na bochecha e se despediu de Brian com um aceno.

– Enfim a sós. — ele disse enquanto se aproximava.

– Eu estava anciosa. — mordi o lábio inferior ao sentir seus braços a minha volta. Ele levemente encostou seus lábios nos meus se movendo de forma doce.

– Vamos pro quarto mulher. — ele disse brincalhão quando me soltou. Pisquei seduzentemente para ele que me agarrou denovo.

É, é o que temos para sabado a noite.


(...)


Foi a noite mais maluca da minha vida.

Brian me levou para jantar num restaurante perto de casa, porque eu aleguei estar com preguiça de cozinhar. Foi divertido, principalmente quando ele começou a piscar para o garçom, me fazendo passar a maior vergonha.

Depois fomos passear numa praça qualquer, apenas para apreciar a noite e lá encontramos três groupies brasileiras peitudas, que ficavam agarrando o pescoço dele me deixando raivosa. Mas fazer o que né, ele tinha que dar atenção aos fãs.

Eu tinha que me acostumar com isso.

Quando chegamos em casa, ele me convenceu — com sua cara pidona de cachorro molhado — a fazer brigadeiro pra gente comer assistindo um filme, já que estavamos completamente sozinhos. É, nem sinal do Pét e da Kate.

Ficamos mais de meia hora discutindo sobre o ponto do doce e é óbvio que eu ganhei. Ele melecou toda a minha cara com o brigadeiro para se vingar, como um grande filho da puta que ele é.

Deitamos na minha cama e assistimosuma série da tv a cabo qualquer, enquanto detonavamos todo o doce. Eu não entendia nada do que falava o episódio, ele tinha que me explicar a todo momento.

Teve um momento em que eu comecei a cochilar para estragar todo o clima fofo que estava entre a gente, deitados abraçados e ambos recebendo carinhos reconfortantes.

Mas eu estava realmente cansada, então fui tomar um banho quente. Lavei bem meus cabelos e escovei os dentes.

Não sei porque mas eu queria estar apresentável para voltar para a cama. Fui recebida com selinhos por toda extensão de meu rosto.

– Quem é você e o que você fez com o meu Brian? Você não era assim tão carinhoso. — eu disse com o cenho franzido.

– Ui, amei a parte do "meu Brian". — ele piscou provocantemente. Balancei a cabeça negativamente e me deitei embaixo das cobertas grossas, sentindo um frio repentino. Logo senti seu braço circundar minha cintura e se aproximar mais de mim.

Suspirei com essa sensação.

– Amanhã teremos muito tempo para matar a saudade. — ele sussurrou em meu ouvido me causando inúmeros arrepios.

– Espero que chegue logo. — bufei quando percebi que tinha dito em voz alta. Obrigada discrição.

– Eu também. — ele beijou meu ombro sútilmente e se aconchegou mais a mim. — Boa noite.

– Boa noite. — A inconsciência não demorou para vir. Eu estava no melhor lugar do mundo, com a melhor pessoa do mundo.


(...)

Eu sentia uma luz forte machucar meus olhos.

Me chutei mentalmente por ter esquecido a cortina aberta. A voz alta de Brian me acordou.

– Pelo amor de qualquer coisa fica calma!! — me sentei na cama lentamente, tentando abrir os olhos. A primeira coisa que eu vi quando acordei, foi que ainda estava escuro lá fora e que a luz forte, era a luz do quarto.

Procurei inconsciêntemente pela direção da voz e encotrei Brian desesperado correndo de um lado pro outro do quarto com um telefone na mão.

– CADÊ O JIMMY??? — ele gritava com uma expressão assustada. — AAAAAAAAAAAAHHHHHHH!!! — ele gritou tão alto que eu quase cai da cama. — LEANA NÃO GRITA! — ele continuou com seu surto psicótico.

Me levantei o mais rápido que minhas costas permitiram e me aproximei dele.

– Brian, calma. O que aconteceu? — eu perguntei tentando manter a calma. Ele apenas me encarou assustado.

– AAAAAAAAAAAHHHHHH, NÂO GRITA! TO INDO AI! — o segurei para olhá-lo

– O que foi Brian? — perguntei novamente quando ele jogou o celular em um canto qualquer.


– A BEBÊ DA LEANA TA NASCENDO E O JIMMY TA DESMAIADO.

Notas finais
POR FAVOR LEIAM AQUI.
- O QUE VOCES ACHAM QUE VAI ACONTECER, EM?
- VAO ME MATAR, FICOU MT RUIM?
- NO PRÒXIMO VAI TER UMA SURPRESA. JIMMY VAI HOMENAGEAR TODO MUNDO COS NOME DOS BABY. (TENTEM ADIVINHAR COMO)
>>>>>>>>>>>>> POR FAVOR, JÁ LERAM A MINHA NOVA FIC?
Lost Souls - https://www.fanfiction.com.br/historia/222035/Lost_Souls
ESPERO VCS LÀ. ♥ Comentem Please.