Famous Friend
28 The Talk
Notas iniciais
P.S. nao me matem, eu tinha feito esse capitulo enorme, com quase 5.000 palavras então resolvi dividi-lo em 3 partes. (:
Obrigada aos reviews de vcs, mt obg mesm.
ENJOOY IT! *---*
Pov. Mallory Scotcher.
Ele me encarava, um olhar diferente. Haviam arrependimento, vergonha, raiva, confusão ... Era um olhar carregado de emoções que não eram capaz de ser expressadas com simples palavras.
– Eu... não... tive escolha. — disse pesadamente, quase suplicante. Foi pior ouvir da boca dele que Samy estava certa.
– Claro que você tinha escolha! Podia ter falado comigo, ué! Éramos namorados ou não? Eu te ajudaria, obviamente! — disse tentando manter a calma da situação. Ele bufou, aqueles olhos que há instantes atrás pareciam tristonhos, agora sustentavam uma expressão sarcástica e intimidadora.
– Ajudaria, claro! Só por culpa, por ter metido um par de chifres em na minha cabeça! — falou num tom quase agressivo. Recuei para trás instintivamente, por mais que suas palavras fossem pronunciadas calma e lentamente pareciam muito perigosas.
– Não Pét, porque você era meu amigo antes de qualquer coisa. — falei tentando mostrá-lo o obvio. Ele se aproximou de mim com passos lentos e precisos. Me encarando com olhos semicerrados.
– Um amigo no qual você não pensou na hora de dar pro guitarrista, né! — disse sorrindo, segurei as lágrimas bravamente. Ele tinha o direito de jogar isso na minha cara, já que o teatrinho de "não ligo pra nada" foi destruído. Porém, isso não quer dizer que tenho que aguentar calada. Foi pensando nisso, que minha mão voou contra sua face, com toda a minha força exercida e canalizada em apenas um ato, mas impulsionada por várias emoçoes.
– PORQUE ELE É MELHOR QUE VOCÊ! MELHOR NA CAMA, MELHOR EM TUDO! — gritei, não ligando pra quem escutasse isso, ou se eu pareceria uma vadia de esquina. Mas o nervosismo era tanto, que não aguentei calada.
Ele me olhou raivosamente enquanto massageava seu rosto, que continha claramente as marcas dos meus dedos.
– E VOCÊ MERECE SOFRER NAS MÃOS DELE, ELE IRÁ TE TROCAR NA PRIMEIRA SEMANA MALLORY. VOCÊ É SÒ UMA NOVIDADE PARA ELE! ELE VAI TE COMER E DEPOIS JOGAR FORA. — Ele continuou gritando despejando na minha cara palavras que machucavam, que ofendiam, e que assim como as minhas, foram proferidas com muita raiva.
Como se fosse involuntário, dei-lhe outro tapa. Vendo ele respirar fundo, tentando se acalmar. Acho que se Pétrick não fosse tão tolerável ele teria me batido já.
– Para de me ofender na minha casa! Você que foi o corno manso que mesmo sabendo que nunca mais conseguiria passar por uma porta sem enrroscar os chifres, me pediu em casamento. VOCÊ FOI HUMILHADO PÉTRICK. TUDO POR CAUSA DE UM RESTAURANTE IDIOTA! — disse entre soluços compulsivos e olhares mortais vindos de Pétrick.
– Eu acho que vai ser assim então, você vai me largar por causa dessa besteira? Ou, não não. Você na verdade estava procurando por uma desculpa para me dar o pé na bunda, não é mesmo? O que você planeja? Voltar para a França? Buscar as suas coisas e vir morar com o guitarrista bom de cama? É isso mesmo? Eu não sabia que você era tão fútil. — Eu tentava, mas não conseguia ignorar as suas palavras e muito menos parar as lágrimas compulsivas que molhavam o meu vestido.
– E eu não sabia que você... era tão mesquinho. — rebati o encarando. Ele desviou o olhar, me impedindo de ver sua expressão. Ficamos quietos por alguns instantes, os dois tinham que se acalmar.
– Você ... me transformou nisso Scotcher. Você. E o pior disso tudo, é que tudo o que disse antes foi da boca pra fora, porque eu ainda te amo. Eu ainda te quero do meu lado. E sei muito bem que daqui a algumas horas estarei mortalmente arrependido do que te disse anteriormente. Simplismente porque eu te amo, te amo de verdade! Me arrependo também de não dizer essas três palavras mais vezes... — grunhiu roucamente. Agora eu via, as gotas luminosas refletidas pela luz do ambiente em sua face. Ele também chorava e por mais que estivesse sendo um idiota, eu sentia pena. Revolta, por ter nos machucado tão brutalmente. — Me dê um motivo, um motivo real para não continuarmos juntos. — falou desafiadoramente, eu sabia qual o principal motivo porém estava com medo de sua reação.
– Eu estou grávida. E o filho.. não é seu. — disse quase ofegante, eu não havia dito essas palavras para ninguém ainda. Pode parecer idiota e infantil, mas eu nunca tinha reparado o quanto essas palavras pareciam estranhas e erradas saindo de minha boca. Pétrick ficou paralizado, em silêncio. Tentando associar os fatos, e eu apenas esperei por sua aceitação inconsciente.
– Voce... sabia que... eu sempre quis... ter filhos. — sussurrou quase dramáticamente, causando-me sensações estranhas de... auto-revolta. Fingi que não escutei suas ultimas palavras, e ignorei o fato de eu ter sim me importado.
– Por favor, acho que já falei tudo o que tinha para falar... Você pode ir embora agora, eu não podia ficar me extressando segundo a médica. — declarei enquanto me sentava exausta fisica e emocionalmente. Ele acentiu e respirou fundo, evitando me olhar diretamente. — Acho que esse é o fim. Quem sabe quando estivermos com a cabeça fria, não conversamos direito. — sugeri demonstrando indiferença, mas na verdade eu não estava tão serena assim.
Ele parou na minha frente e se abaixou perto do sofa, me fitou profundamente, como se anunciasse que diria algo de extrema importância, no momento.
– Eu desejo muito que me perdoe, por tudo o que lhe fiz de mal. Pelas palavras inconsequêntes ditas agora a pouco, eu me arrependo de tudo, inclusive de ter aceitado a proposta de sua mãe. Mas em nenhuma circunstância me arrependerei de ter dividido quase 4 anos da minha vida com você. Eu gostaria no mínimo de continuar seu amigo, mas sei que é impossivel agora, para ambas as partes. Eu respeito a sua vontade e agradeço por ser sincera comigo, e .... desejo coisas boas, apenas as melhores coisas para essa criança. Desculpe se não fui o suficiente para você, Mallory. E se fui um completo idiota que atrapalhou a sua vida. Sinto muito. — Neste momento Pétrick pronunciou suas palavras finais de modo cortante, nunca imaginei que tais palavras e que tal iniciativa de dize-las fariam parte de seu histórico. Nunca imaginei que depois de tudo o que fizemos e falamos, ele fosse dar o braço a torcer.
Depois dessas breves palavras, ele se inclinou para me dar um beijo estalado na testa. Ficou aquecido ali, uma marca... uma prova de que isso foi o certo. E se afastou, lentamente. Consigo ele levou o peso que eu carregava em minhas costas a dias.
Agora que eu estava sozinha, que a porta havia sido fechada pelo cara que a anos atrás oucupava meus sonhos, fazia parte dos meus planos para o futuro, me acompanhava nos caminhos mais temeros, eu podia chorar.
Era o que eu iria fazer agora.
(...)
O vento forte batia contra minha face, eu respirava profundamente de olhos fechados. Eu estava na praia, sózinha, sentindo a brisa do mar e a areia morna contra meus pés. Eu precisava disso para me acalmar.
O que eu faria da minha vida agora? Não tinha uma mãe confiável, nem um noivo, e muito menos o cara que eu amo. Estava afastada das coisas que eu gosto, dos amigos que me fazem sorrir. Eu estava sózinha. Abri os olhos lentamente, com receio de acordar para esse mundo que me causava sérios terrores psicológicos.
O mar estava violento, selvagem, clamando por atenção. Parecia me chamar silenciosamente. E eu atenderia esse chamado.
Caminhei lentamente até ele, com passos leves e calmos. Quando a onda rápida atingiu meus pés, senti um arrepio percorrer toda a espinha. Hesitei por um breve instante, pensando se era uma boa idéia eu entrar no mar. Respirei profundamente e continuei caminhando mar a dentro, a agua gelada cade vez mais sufocante. Quando a agua chegou até a minha cintura, uma onda forte me atingiu me levando para trás.
Comecei a tossir, depois de ter engolido muita água e me sentir tonta. Eu estava jogada na areia, tentando me levantar sem sucesso algum já que a forte onda me derrubou e minha visão ficou turva.
– CARALHO, VOCÊ QUER SE MATAR? — Uma voz masculina gritava ao longe, tentei me concentrar em indêntificar essa voz mas eu não consegui. Outra onda caiu sobre mim, que estava deitada na areia. — Puta que pariu Mallory, sai dai! — A voz agora estava perto de mim, e eu reconheci aqueles olhos castanhos que agora estavam preocupados. Ele me pegou no colo facilmente, me tirando do molhado. Fechei os olhos apenas sentindo o seu cheiro, e lágrimas inconsciêntes começaram a cair. Molhando sua camiseta branca. — O que foi? Está com dor? Quer que eu te leve para um hospital? — ele perguntava preocupado. E a idiota aqui não conseguia responder e nem dizer nada para acalma-lo. Apenas me concentrava em permanecer inteira junto a ele.
Me aconcheguei mais ao seus braços, sentindo um enjoo com o balanço de seus passos contra a areia da praia. Abri os olhos lentamente, e vi a expressão preocupada que eu imaginava. Ele me olhava com tanta profundidade, como se eu fosse algo muito precioso. Naquele momento eu compreendi que por mais que não estamos juntos, ele sempre estaria em mim.
– Eu te amo. — sussurrei inconsciênte, ele me olhou com pesar. Parecia que queria retribuir meu gesto mas não o fez. Apenas deu um beijo na minha testa.
– Calma meu anjo, os meninos estão logo ali na frente. — falou ternamente, e me apertou mais em seus braços de modo protetor. Eu estava com uma tontura descomunal, acho que não conseguia ficar parada em pé sózinha.
Ele deu mais alguns passos apressados, enquanto eu inalava seu cheiro, uma mistura de perfume, menta, tabaco, e seu cheiro característico que me deixava muito calma. O seu cheiro era o melhor cheiro do mundo. Logo escutei passos mais rápidos em nossa direção e a voz que eu julgava ser de meus amigos, mas eu não via mais muita coisa.
***
Pov. Synyster Gates.
Eu não acredito que essa louca iria se jogar no mar estando grávida! Eu praticamente corria com seu corpo gelado nos braços, me causando arrepio. Matt, Valary, Jimmy e Leana estavam logo a frente porém ainda não tinha me visto desesperado com a garota que eu amo quase desmaiando no meu colo. Valary foi a primeira a ver, e correu em minha direção.
– Oh meu deus, o que aconteceu? — ela perguntava desesperada olhando para a Mallory já desacordada em meus braços. Os outros quando nos viram também se desesperaram.
– Achei ela se jogando no mar. — falei pesadamente, encarando os outros. Eles se entreolharam, acho que pensando a mesma coisa que eu. Que ela queria se matar.
– Temos que leva-la a um hospital afinal ela está grávida! — Valary exasperou enquanto tentava sentir a respiração dela. — Respiração está normal. — concluiu enquanto ainda caminhavamos até os carros.
– Como assim grávida? — Leana perguntou inocêntemente. Todos ignoramos essa pergunta, e Matt correu até o carro e abriu a porta.
– Puta que pariu eu sabia que não devia ter saído do lado dela, nem mesmo para respirar. — Jimmy esbravejou com uma feição preocupada. Eu apenas a carregava e pedia para não acontecer nada com ela e nem com o ... bebê. Pois por mais que não fosse meu, eu considerava que fosse. E eu queria o bem para ela.
Coloquei ela no banco traseiro, a imagem dela toda molhada, cheia de areia e desacordada foi como uma facada lenta.
Fomos todos para o hospital, torcendo para que nada muito grave aconteça ou altere a gravidez.
Isso tudo era um aviso para eu não abandona-la mais. Para eu não me afastar no momento em que ela mais precisa. Ainda mais depois de suas palavras.
Ali em meus braços, ela tinha dito pela segundo vez na vida que me amava. E eu não fui homem o suficiente para corresponder, no momento.
Notas finais
Comentem que talvez posto amanhã, obg.
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