Famous Friend
41 Se há muita paz, é porque a guerra está próxima.
Notas iniciais
Espero que gostem, e AH SIM! O hentai. Desculpa se ficou uma merda mas, eu não queria fazer algo... excitante e sim diferenciado, sabe? Meio a cara dos dois. E vocês já perceberam que as coisas acontecem com eles diferente do jeito que acontecem com os outros.
Me matem nos reviews. TODO MUNDO, OK?
eu sei quais carinhas me prometeram comentar daqui por diante, não me desapontem.
Pov. Mallory Scotcher.
Eu jurava estar num sono leve. Eu sabia que já tinha amanhecido e sentia a brisa fresca entrar no quarto, mas eu estava cansada demais para sequer abrir os olhos. Brian rolou para mais perto de mim e enlaçou seu braço em minha cintura, respirando contra minha nuca. Eu estava em um estado de sonolência, quietinha e confortável. Até que senti um peso enorme ser içado contra o meu corpo sobre a cama.
Abri os olhos assustada, vendo a figura sorridente do Jimmy sobre nós.
- James? — resfoleguei surpresa.
- Bom dia meus amores. — ele praticamente gritou, acordando o Brian que deu um pulo na cama quando o viu.
- Que... que porra você está fazendo na minha cama, Rev? — ele resmungou mal-humorado, cobrindo o rosto com a coberta.
- Eu vim te acordar, ué. Não é óbvio? — Jimmy retrucou impaciente. — Vamos, levante essa bunda empinada daí ou vamos nos atrasar. — Jimmy o socou.
- Não temos nenhum compromisso hoje, me deixa dormir caralho. — Brian reclamou voltando a cobrir o rosto.
- Gates, não me force a te acordar na pancada. Já disse que temos que sair, porra. Levanta daí! Os caras estão nos esperando ali embaixo. — ele se levantou da cama, arrumando sua roupa enquanto se olhava no espelho.
Brian pareceu se render. Se sentou na cama, bagunçando os fios desgrenhados de seu cabelo.
- Onde vamos? — perguntou rouco. E ah sim, eu ainda estava deitada em meu estado de pós-sonolência, praticamente dormindo. Eu só não apagava agora mesmo, porque eu também estava interessada em saber onde eles iriam.
- No evento anual de fundadores do clube de baseball de Huntington Beach. — ele disse exibindo um sorriso satisfeito. Na verdade, até eu me sentiria satisfeita se conseguisse decorar o que ele acabou de dizer.
- Hm. — Brian resmungou. — Pensei que só tivessem velhos lá. Que músicas vamos tocar?
- Não vamos tocar, porra. Somos decendentes de fundadores, nós vamos comparecer porque vai ser legal. — Jimmy explicou copiosamente.
- Sério? — Brian insistiu com uma careta.
- Que vai ser legal? Não, vai ser bem tedioso ficar no meio daquele bando de velhotes fora de forma.
- Não, eu... quis dizer, sério mesmo que nós vamos comparecer? — arqueeou as sombrancelhas encarando James que acentiu. — Ok, vou... hm, tomar banho, é. — disse, parecendo também estar sonolênto, ainda. Ele se levantou e caminhou preguiçosamente até o banheiro, fechando a porta logo em seguida.
No mesmo instante Jimmy saltitou até mim na cama, com o semblante animado.
- Você vai ter que cooperar daqui por diante, ok? Finja que não sabe de nada, e que vai passar o dia inteiro em casa limpando a bunda da Melanie. As meninas estão lá embaixo para te ajudar, agora se vista. — ele sussurrou extremamente baixo. E logo me empurrou para o closet.
Fitei o nada, ainda cambaleante, tentando entender o que ele quis dizer. Ele queria que eu fingisse não saber de nada... mas, porra. EU NÃO SEI DE NADA!
Apertei meus olhos, incomodada com a súbita claridade e comecei a procurar por alguma peça de roupa que me apetecesse. Escolhi uma calça jeans, um par de sapatilhas e uma camisa xadrez.
Vesti tudo lentamente e penteei os cabelos, também lenta e demoradamente. Poxa, eu estava praticamente dormindo em pé, não me venha exigir eficiência.
Quando Brian saiu do banheiro, fui escovar os dentes. E depois descemos juntos para a cozinha, já que quando passei no quarto ao lado, Melanie não estava mais lá.
- Nossa, finalmente, achei que tinha dormido no chuveiro. — Jimmy comentou irônico. Fiquei assustada quando vi que todos estavam ali, nos observando. Que merda de plano louco é esse?
- Por que diabos vocês todos estão aqui? — Brian fez uma careta confusa para eles que ficaram se encarando, alarmados.
- Hm, nós vamos no... evento também, ué. — Zack respodeu o mais normal possível.
- Mh, e vocês? — Brian apontou para Leana, Valary, Samy e Gena.
- Nós viemos buscar a Mell para fazer compras, já que nossos maridos vão nos largar o dia inteiro sózinhas. — Val sorriu convincente para ele.
- É! Compras! — Gena incentivou, com um sorriso forçado.
- Isso! Compras! — Kate concordou parecendo aliviada.
- Uhul, compras! — Johnny deu um pulinho desajeitado, nos fazendo fitá-lo.
Silêncio.
- O que foi? Eu... só estou dando uma força. — ele se defendeu, tímido. Brian murmurou um "hm" desconfiado.
- Vocês estão estranhos. — constatou, olhando para todos eles e depois semicerrando os olhos para mim. Caminhei até Sophia que estava escorada no balcão e peguei Melanie de seu colo, para disfarçar.
- Que isso, Gates. São os seus olhos. — Matt o empurrou de leve. Chamando-o a atenção.
- Ok. Vamos então. — ele concordou com um suspiro. — E porra, parem de me olhar. — ele reclamou, dando um tapa na testa de Zacky que sorriu demente. Acho que eles realmente não sabem ser discretos.
Brian veio até nós e deu um beijo em Melanie que brincava com umas mechas grossas de meu cabelo.
- Qualquer coisa me liga, ok? — ele disse me olhando. Apenas acenti. E então ele me deu um beijo rápido e foi com os garotos. Ele estava desconfiado, era óbvio. Mas não sabia do quê, até porque, nem era o aniversário dele ou algo assim. Acho que ele nunca ia imaginar o que é.
- Tudo bem, temos muita coisa para fazer hoje meninas. — Val anunciou, pegando um bloco de notas em sua bolsa. — Primeiro, vamos ao shopping. Depois, no spa. E por último salão de beleza, porque temos muita coisa para fazer lá. Nossa, depilação, unhas, cabelo, maquiagem... E aah claro. Kate e Leana, vão para a casa do Syn. Vocês sabem o que fazer. Quando vocês terminarem, vocês me ligam e depois ligam para o Matt. Ele é o responsável por essa parte, saber quanto tempo mais precisaram distraír o Syn.
- Espera ai. Pra quê tudo isso? — interrompi, confusa. Eu já sentia a sala rodar só de imaginar o que elas estavam armando.
- Mell, hoje, você não tem direito de opinar em nada, ok? Você vai fazer o que nós mandármos, apenas. — Gena disse autoritária.
- Mas, ... gente. Nem precisa disso tudo. Eu só...
- Dessa vez vai ser do nosso jeito. — Val encerrou, me fitando sériamente. Concordei, já que eu não tinha outra opção.
Depois disso, Kate e Leana se despediram e foram para casa do Syn. Mas fazer o quê, elas não quiseram me contar. Samy e Leana ficavam me apressando a todo momento, enquanto saíamos de casa.
Fomos todas no carro da Val, já que éramos apenas cinco e a Melanie estava no meu colo. Porque é óbvio que eu não deixei elas ligarem para a Suzy para pedir que ficasse com ela por um dia. Eu era a mãe. Eu que tinha que tomar conta dela.
Eu estava começando a me desesperar com os planos que elas iam fazendo dentro do carro. Até parece que eu iria casar. Eu me lembrei da época em que minha mãe e Samy preparavam meu casamento com o Pétrick e eu já comecei a sentir náuseas.
Logo que chegamos ao shopping, fui empurrada para dentro de uma loja de roupas italianas. As roupas eram lindas, óbviamente. Mas pareciam mais adequadas a algum evento de luxo. Então fomos para uma loja simpática com uns vestidos florais nos manequins. Para só depois descobrirmos que era uma loja hippie. Então andamos mais e mais e... muito mais. Até acharmos uma loja pequena com o letreiro meio apagado.
Foi o milagre dos magos. As peças eram diferentes, simples e ao mesmo tempo elegantes. E pelo o que entendi, era isso o que elas procuravam, já que eu não tinha direito de opinar.
Elas se aproveitaram de mim nesta parte, me tratando como uma boneca. Elas me colocaram em mil peças de roupas diferentes para achar a "perfeita" segundo a Gena.
(Look: http://www.polyvore.com/famous_friend_look_mallory/set?id=55689684)
Olhei para os laços da blusa, que davam uma delicadeza especial para o look meio pesado. Elas até que eram boas nisso. Depois de pagar tudo, nós almoçamos em algum restaurante perto do local e depois, fomos direto para o maldito spa. O spa que era da minha mãe em sociedade com a mãe do Brian. Tão... cômico.
Melanie parecia se divertir com a bagunça das meninas dentro do carro. Ela sorria para todas. E mordia meu ombro na maior parte das vezes. E depois sorria denovo. Então eu não conseguia ficar brava ou algo assim. Ela me ganhava, sempre.
Já que a Samy mandava naquela merda, nem precisei checar reserva. Eu fui jogada em uma maca e pisoteada por uma chinesa assustadora. Mentira. Eu praticamente dormi quando colocaram pedras quentes sobre minhas costas. Era uma puta terapia. Acho que foi a parte que eu mais gostei, de todo o dia. E foi um dia longo. Nem parecia ter passado metade da tarde.
As massagistas me esticaram de todas as formas possíveis e eu me sentia muito mais leve, quando saímos de lá.
Suspirei quando chegamos ao salão de beleza da Gena, e umas quatro garotas começaram e trabalhar em mim.
Fazendo unha, maquiagem, depilação e cabelo. Quando saímos de lá, já eram umas 7 horas da noite.
E eu já estava vestida, maquiada, perfumada e arrumada. Melanie dormia no colo de Soph, no caminho para casa. Ela deve ter gastado todas as suas energias hoje.
E só de lembrar que eu não sabia o que esperar hoje a noite, sentia um arrepio.
- Mell? — Val chamou enquanto dirigia em silêncio. O dia foi agitado e a euforia já tinha se esgotado, além de estármos exaustas.
- Hm.
- Preste atenção. Neste cartão, tem as cordenadas do que você deve fazer. — ela me entregou um cartão dourado e brilhoso. Porra. Agora eu estava com medo. — Mas você só pode abrí-lo, quando estiver com o Brian, ok? — ela olhou para mim por um instante.
- Ok. — concordei meio insegura.
- Você vai gostar da surpresa. — Gena disse com um sorriso. Sorri de volta para ela, só então percebendo que já estávamos na frente de casa. Abri a porta do carro e desci cuidadosamente. Porque sabe né, saltos.
E nisso Valary acelerou, o carro saindo em disparada pela rua me deixando paralisada. Porra, minha filha!
Bufei. Eu já estava começando a me arrepender.
Entrei em casa um pouco enraivecida. Raiva essa, que logo passou quando o vi descendo as escadas. Ele realmente estava lindo. Tipo, muito mesmo. Eu me sentia uma baranga perto dele.
- Brian? — disse um pouco deslumbrada. Ele arregalou os olhos quando me viu.
Corei instântaneamente com isso, abaixando o olhar.
- Isso tudo é pra mim? — ele perguntou com um sorriso malicioso. Ponderei teatralmente, fitando aqueles olhos castanhos brilhantes.
- É o que tudo indica. — sorri. Então reparei que ele tinha um cartão igual o meu em mãos. Neste mesmo momento, ele percebeu que eu também segurava um e abriu o seu. Fiz o mesmo, curiosa para saber o que tinhamos que fazer agora.
- Olá. Espero que gostem da surpresa. Foi feita com muito amor e carinho para vocês meus viados preferidos. Agora, vocês tem que ir para a casa do Syn. Quando chegar lá, vocês irão saber o que fazer. Com amor, Jimmy. — Li o cartão em voz alta. Uma ruga surgindo em minha testa. Brian revirou os olhos e leu o dele, porém não em voz alta, como eu. Ele começou a tossir desesperado, ficando cada vez mais vermelho.
- O que foi? — perguntei assustada.
- Er... nada. — desconversou com uma careta estranha. — Vamos logo. — ele amassou o cartão e jogou fora.
Ok, o que tinha escrito lá? E porque ele não me mostrou, assim como eu fiz com o meu?
- Tudo bem. — eu concordei com os olhos semicerrados enquanto ele me empurrava gentilmente para a porta.
- Aliás, você está mais gostosa do que nunca. — sussurrou contra meu pescoço, e dando um tapa na minha bunda. Ok. Nota mental: lembrar de me controlar.
(...)
Brian empurrou a porta lentamente, assim como eu, ele estava com receio do que encontrar. E estavamos certos em ficar com medo. Abri a boca abismada com o que eu via. Tinha flores e velas espalhadas por todo o local.
- Caralho, o que eles fizeram com a minha casa? — Brian exclamou desacreditado. Olhei aquilo tudo e sorri.
- Acho que era para ser romântico, Bri. — o adverti cética.
- Oh, sim. — ele pigarreou. — Está tudo lindo, porém não tão lindo quanto você. — ele disse teatralmente.
- Tudo bem, menos romantismo. — sorri para ele que retribuiu.
Andamos pelo local, reparando na decoração recém mudada. Por mais que estivesse um exagero, estava maravilhoso. Agora entendi o que Kate e Leana vieram fazer aqui.
- Ah, mais um cartão. — ele franziu o cenho, abrindo o envelope. Ele leu em silêncio, e isso me torturava. Ele sorriu para mim ao fechar o cartão e começou a andar para a cozinha.
- O que falava? — perguntei curiosa.
- Onde está a comida. — ele deu de ombros. Acenti, me sentando no sofá e observando aquelas pétalas jogadas ao chão. Tudo tão clichê baseado em filme romântico para adolescentes. Tão... nada a ver com a nossa cara.
Mas se encaixava perfeitamente hoje. Passei a mão pelos cabelos bem cuidados e retirei a jaqueta.
Estava ansiosa. E nervosa. Quase como se fosse minha primeira vez. Só que um pouco pior. E ainda por cima toda essas preparações não estavam me ajudando.
- Mell? — chamou da cozinha, me despertando de diversos devaneios. — Tem comida, mesmo. — ele comentou com o semblante desacreditado. Sorri tímida. — Você que planejou tudo isso? — perguntou confuso.
- Não tenho nada a ver com isso. — digo rapidamente. Em parte era verdade. Mas acho que eu sabia mais do que ele.
- Então... tá com fome? — ele perguntou... acanhado?
- Ahm. É, pode ser, eu acho. — eu nervosa a ponto de dizer coisas desconexas. Ok, é só o Brian.
E o que sucedeu foi excepcionalmente normal. Comemos. A sala de jantar estava igualmente decorada. Eu diria até assustadoramente decorada.
A comida estava simplismente divina. E eu soube de cara o que era.
- Como é o nome? — Brian perguntou pela segunda vez, fitando o prato na sua frente.
- Boeuf Bourguignon. — sorri convencida. — É um prato bem tradicional na França. E é marinado, ou seja, é divino. — eu expliquei sorridente. Ele arqueou as sombrancelhas e estalou a língua.
- Por que você sabe disso tudo? — ele disse como uma criança birrenta. Gargalhei de sua careta, dando de ombros logo em seguida.
- Comi isso num bistrô, numa viagem de férias na infância. Talvez seja por isso que escolhi estudar na França, além de ter ótimos cursos, tem uma ótima culinária. E depois disso, se tornou um de meus pratos preferidos. — encerrei o assunto, voltando a comer.
Conversavamos sobre coisas não-importantes enquanto apreciávamos um bom vinho e sorríamos por coisas bobas.
Estavamos indo para a sala quando a campainha tocou. Brian foi atender, mas voltou logo. Sózinho e com mais um cartão.
- Não tinha ninguém. Só... mais uma merda dessas. O que eles acham que estão fazendo? — ele bufou e rasgou o envelope, impaciente. Tomei o cartão da mão dele antes que ele pudesse ler. Ele não lia em voz alta, o que me deixava curiosa.
Olhei para o cartão escrito com a letra grande de Jimmy.
- Espero que tenham gostado do jantar. E espero que estejem de acordo com o clima de romantismo. E, ah sim. Brian, você notou que não tem sobremesa? Então, é porque a sobremesa é a Mallory. Aprecie sem moderação. — corei imediatamente, escondendo o rosto com as mãos. — Eu não acredito nisso. — funguei inconformada. Brian se engasgou com o vinho que ainda bebia.
- O que? — ele perguntou meio surpreso. É meu bem, para os nossos amigos, o prato principal da noite é a sobremesa. Que sou eu, a propósito.
- Vamos assistir tv? — mudei de assunto rápidamente, querendo adiar um pouco mais. Não que eu não quisesse ou algo do tipo. Eu até quero muito, mas bateu uma leve insegurança. Se passou muito tempo, né. É diferente agora.
Brian concordou. Sentamos no sofá e ele passou o braço por meu ombro, me puxando para mais perto.
Começou a passar um daqueles programas de clipes musicais e Brian começou a comentar sobre os defeitos e as qualidades das musicas. Comecei a rir quando ele começou a se gabar, dizendo que ele solava mais rápido que a maioria dos guitarristas das bandas que estavam passando.
- É sério, você já viu os solos que eu faço? — ele sorriu sacana, me fazendo socá-lo.
- Cala a boca, você não é o mais foda. — brinquei. Ele fez uma cara de indignação.
- Posso não ser o mais foda, mas você escolheu a mim e não ao Slash. — ele retrucou convencido.
- Isso porque não tive uma oportunidade. — disse séria. Isso foi o limite. Ele pulou em mim, mordendo, fazendo cócegas e quase me matando de rir. — Ai... tudo b-em você é.. — me rendi sem fôlego depois de uma cansativa batalha.
- Eu sou o que? — insistiu. Canalha de uma figa.
- Você é o ma-ais foda. — confessei, sendo liberta por ele e recebendo um beijo na bochecha. — E o mais convencido também. — acrescentei. Nesse momento começou a tocar R U Mine? do Arctic Monkeys.
Aumentei o volume e me levantei do sofá.
- Brian, vem, vamos dançar. — prôpus. Ele me encarou admirado.
- Não mesmo! — negou, se esticando mais no sofá.
- Venha logo, vamos ver se você também é foda neste quisito. — desafiei, recebendo um suspiro vencido.
- Eu não queria te humilhar, mas já que você insiste. — ele debochou. Revirei os olhos impaciente, começando a dançar no ritmo da música. E é claro que quando se trata de mim, tudo se é desajeitado.
Subi na mesinha de centro da sala, dançando desesperadamente tentando parecer sensual. E digamos que esse foi o meu erro, já que eu não sei ser sensual.
Brian começou a rir ao invés de dançar comigo. Eu o empurrei de volta no sofá, e comecei a dançar na frente dele fazendo ele parar de rir. Já que era para ser um encontro, que seja um encontro decente.
Ergui a saia devagar, não revelando nada, apenas para provocá-lo. Ok, o que eu estou fazendo deus.
Continuei a dançar. A música simplismente me embalava, eu não conduzia mais o meu corpo, a música fazia isso.
Depois de tirá-los, joguei os sapatos longe, para o meu alívio. Comecei a tirar a blusa, tão delicada e cara, agora no chão junto as pétalas desnescessárias. Enquanto ele me olhava embasbacado.
Você criou um monstro, Brian.
I go crazy cause here isn’t where I wanna be
And satisfaction feels like a distant memory
And I can’t help myself, ...
Depois de dançar mais um pouco, comecei a abaixar o ziper da saia social tão lenta quanto um trocar de estação.
Assisti-lo surpreso e admirado com a cena já era satisfatório. Dei-lhe as costas, terminando de tirar a saia. Ficando apenas com a frescurenta lingerie francesa cheia de laços.
Parei de dançar súbtamente, me virando para encará-lo.
Ele olhou pra mim, e sorriu malicioso. Senti um calafrio insistente por meu corpo.
Ele se levantou, ficando de frente para mim em silêncio, apenas inundados ao som da música. Nos encarávamos como um predador encara sua presa. Mas no nosso caso, eu não sabia quais eram nossos papéis.
And the thrill of the chase moves in mysterious ways
So in case I’m mistaken,
I just wanna hear you say you got me baby
Are you mine?
Nosso contato visual não durou por muito tempo. Ele habilidosamente, me pegou no colo, entrelaçando minhas pernas em sua cintura e me pressionando contra o sofá.
- Achei que íamos dançar. — provoquei, mordiscando a sua orelha.
- Eu também achei, mas mudei de idéia quando lembrei que estamos sózinhos nesta casa. — ele respondeu, me beijando em seguida. Sorri satisfeita por ter seduzido ele, mesmo sendo tão monstruosamente desastrada.
Puxei-lhe os cabelos macios. Eu sentia meu corpo vibrar a cada aperto que Brian proferia.
Ele se afastou por poucos instantes, olhando para mim de um jeito tão possessivo que eu me senti presa em seus braços, mesmo sem tê-los a minha volta.
Comecei a abrir os botões da camisa que ele usava, me embaralhando um pouco nessa parte. Ele terminou o meu serviço quando percebeu que eu não conseguia fazê-lo. Voltou a me beijar, com mais calma agora. Me impedindo de pensar direito. Passei as mãos por toda a extensão de suas costas, arranhando as vezes. Ele transferiu os beijos para meu pescoço, ombro, clavícula, voltando para o pescoço e por fim mordendo o lóbulo da minha orelha, causando inúmeros arrepios.
Levei minhas mãos até sua calça, tentando abrí-la e por algum milagre dos magos, consegui.
Mais beijos. Sendo proferídos por todas as partes alcansáveis. Nossos corpos gélidos se aquecendo.
Depois de algum tempo de carícias, com todo o cuidado do mundo, ele retirou a última peça que restava em nossos corpos. Nos ilimitando de um contato tão íntimo que não fora apreciado a muito tempo, por ambos.
Me beijou novamente, descendo a trilha para minha barriga e depois para a minha íntimidade. Explorou lentamente, descobrindo o ponto mais sensível. Grunhi desesperada por seus toques.
Pela primeira vez, não estavamos apressados. Não havia nenhum desespero, havia calma e perfeição. Cada toque, parecia ser milimétricamente planejado para proporcionar o melhor dos prazeres.
Fechei os olhos em expectativa, sentindo que ele se posicionava melhor entre minhas pernas.
Mordi os lábios ao sentí-lo penetrando lentamente. Doeu um pouco. Há muito tempo eu não tinha este típo de contato fisíco. Ele soube ser paciênte e esperou eu me acostumar com a sensação.
Puxei-o para um beijo voraz, abraçando seus ombros enquanto continuava praticamente imóvel. Então ele começou a se movimentar lentamente, penetrando devagar. Logo a dor foi imediatamente substituída por puro prazer.
Ele começou a distríbuir beijos e mordiscadas por meus seios, enquanto eu tentava ajudá-lo com os movimentos.
Eu sentia tanta saudade. Saudades de cada detalhe de seu corpo, dessa sintonia tão íntima que compartilhavamos. Saudade de poder beijá-lo livremente, sentir o gosto tão perfeito que sua pele tinha. Saudade de ter a atenção dele só para mim, por pequenas frações de tempo, que seja. De tê-lo só para mim. Demonstrando amor de outra forma. Proporcionando uma das melhores sensações que um casal possa compartilhar. Eram nesses momentos que eu tinha plena certeza de que Brian Elwin Haner Jr, era todo meu.
Arranhei suas costas, quando ele começou a me penetrar com mais força e velocidade, praticamente me matando por falta de ar. Ele suspirou profundamente com isso. O único som audível era nossos gemidos baixos e despercebidos.
Ele me beijou de todas as formas possíveis em todos os lugares possíveis. Descobriu cada ponto sensível e o explorou, destinado a me destruir em sensações descontroladas.
Enrosquei minhas pernas em sua cintura, evitando qualquer mínima distância. Eu praticamente o abracei com todas as minhas forças conforme o orgasmo me atingia. Orgasmo. Olá, saudades de você.
Brian diminuiu a velocidade, porém aumentou a força, até atingir o seu também.
Ele beijou minha testa e me deu um selinho, me fitanto por inúmeros minutos apenas em silêncio. Continuamos com o silêncio que parecia se fazer nescessário no momento.
Afaguei-lhe os cabelos carinhosamente, sentindo meu corpo relaxar. Ele fechou os olhos com isso, deixando ser acariciado. Ele se aconchegou mais a mim, deitando sobre meu corpo pequeno comparando ao dele.
Ficamos assim por muito tempo, em silêncio.
- Eu acho que realmente te amo. E o pior, é que nem tem mais como esconder isso de ninguém porque, está praticamente escrito na minha testa. — ele sussurrou um tempo depois, me fazendo rir um pouco.
Entrelacei nossas mãos e fiquei fitando-as juntas. Era engraçado.
- Como tudo isso foi acontecer, hein? — sorri para o nada. Ele suspirou contra minha pele.
- Eu não sei como. Mas sei que foi a melhor coisa que já aconteceu na minha vida. — falou baixo, como se não quisesse que eu prestasse muita atenção nisso.
- É a primeira vez que te vejo falando assim. De... sentimentos. — comentei. Ele sorriu sem graça.
- Acho que alguém aqui descobriu que tem coração. — ele brincou, logo em seguida beijando minha mão que continuava entrelaçada com a sua.
- Antes tarde do que nunca. — disse humorada, fazendo-o me encarar.
- Sabe o que eu acho? — ele fez uma cara divertida enquanto eu mexia em seus cabelos.
- Hm?
- Que deviamos recuperar o tempo perdido e ficar até ano que vem nesse sofá vivendo apenas de...
- Amor. — sorrimos cúmplices, mas logo desmanchei o sorriso lembrando de algo crucial.
- Seria ótimo se não tivéssemos uma filha pra criar. — eu o lembrei. Ele acentiu concordando, porém se aproximou mais de mim — se é que isso é possível — e sussurrou.
- Mas acho que temos até amanhã de folga. — sorriu malicioso.
- Então acho que devemos aproveitar. — comentei, puxando-o para um beijo, porém ele me segurou.
- Na verdade, eu não deveria, porque você disse que nunca mais transariamos, lembra? Você disse que eu nunca mais iria tocar em você e veja onde estamos. — ele debochou, convencido.
- Isso foi no parto Brian, agora volta aqui. — tentei puxá-lo denovo, porém ele se afastou mais.
- Nada disso, agora é greve de sexo. — ele decretou, ficando sério. O encarei duvidosa.
- Sério mesmo que você está negando fogo? — semicerrei os olhos, desafiando-o.
- É claro que não, volta aqui, era só charminho. — então ele me beijou. Ali em meio a velas e pétalas, fizemos tudo denovo. E denovo. E denovo e... mais uma vez. Tinhamos muito tempo para recuperar, segundo ele.
E eu não me cansaria nunca disso. Nem depois de mil anos. Porque é... acho que isso é o tal do amor.
(...)
Abri os olhos por causa da claridade. E sorri instântaneamente ao perceber que os olhos castanhos me encaravam.
- Bom dia. — disse com a voz um pouco rouca.
- Ótimo dia. — ele respondeu com o mais belo dos sorrisos.
- Alguém acordou de bom humor. — comentei enquanto me espreguiçava, meus músculos imploravam por descanço.
- É porque acordei ao seu lado. — sorriu mais infantilmente. Ai meus ovários emocionados. Ele se esticou sobre a cama para me beijar calmamente. Beijo este, que não permaneceu na calmaria por muito tempo. Logo ele me puxou para cima de seu corpo, pegando em minha bunda e...
- Brian? — chamei interrompendo a pegação.
- Hm. — ele murmurou confuso.
- Vamos comer algo primeiro, ok? — indaguei com uma sombrancelha arqueada, ele bufou inconformado.
- Ah, podemos comer depois. — sorriu safado, já nos trocando de posições e se pondo por cima de mim. Mais beijos incontroláveis e um pigarro meu.
- Sério, Bri. Ninguém vive só de sexo. — dei-lhe um selinho antes de sair da cama.
- Eu viveria sem reclamar. — ele resmungou entre as cobertas.
- Uhum, eu sei que sim. Porém, temos outras prioridades no momento. — expliquei, caminhando para o banheiro. — E uma delas, é ligar para ver como sua filha está. — suspirei. Eu estava angústiada desde ontem. Será que aqueles loucos estavam cuidando bem dela?
Fiz minha higiene matinal, infelizmente tendo que colocar a mesma roupa de ontem já que eu tinha levado todas as minhas coisas daqui.
Quando eu saia do banheiro, Brian me imprensou contra parede me roubando um beijo. Ele estava realmente animado, puta merda.
Fiz o café enquanto ele tomava banho e liguei para Sophia.
- Alô. — a voz baixa atendeu.
- Soph! Liguei pra saber como está a Melanie. — disse um pouco ansiosa.
- Ah, agora está melhor, Mell. — disse parecendo aliviada.
- Como assim, "agora está melhor"? — perguntei apreensiva.
- Hm, é que ela teve um pouco de febre durante a noite, mas nada muito preocupante.
- Como assim Sophia? E por que diabos ninguém me ligou, porra? Eu iria para ai correndo. — gesticulei descontroladamente para o nada.
- Por isso mesmo. Porque você viria para cá correndo. Era uma noite de folga para vocês, ninguém queria incomodar. Além do mais, isso é normal.
- É, mas ela é minha filha, eu tenho direito de saber até quantas fraldas foram trocadas desde que saí. — suspirei nervosa.
- Mell, não é pra tanto, ok? E nós sabemos cuidar de crianças, qualquer coisa eu e seu pai levaríamos ela até um pediatra e daí sim, te ligaríamos. — ela disse calma, tentei tranquilizar minha respiração enquanto remexia em meus cabelos angústiada.
- Ok. Estamos chegando ai. — eu disse apenas.
- Não tenha pressa.
- Até já, Sophia. — vociferei antes de desligar. Parecia que ela não queria devolver minha filha, porra.
- Que cara é essa? — Brian me abraçou por trás, beijando meu pescoço.
- Melanie ficou com febre durante a noite, e ninguém nos avisou. Já pensou se fosse algo mais sério? — bufei irritada. Ele arregalou os olhos assustado.
- Ela está melhor agora?
- Não sei, Sophia disse que sim mas... eu quero ver com os meus próprios olhos, será que podemos ir para lá agora? — perguntei fazendo minha melhor cara de desespero.
- É claro que sim. — ele disse antes de beijar minha testa e pegar as chaves do carro.
Terminamos de pegar nossas coisas e fomos direto para casa.
Apenas Sophia, Samy e Pétrick estavam lá.
- Cadê ela? — disse em exaspero.
- Está dormindo agora. Eu disse que não precisava. — Soph sorriu paciênte. Dei um beijo rápido neles e subi para o quarto da minha filha. A que me causava mais preocupação no momento.
Para o meu completo alívio ela dormia calmamente no berço e sua temperatura também estava normal. Acariciei seus curtos cabelos negros, fazendo com que ela abrisse os olhos assustada.
Peguei-a no colo, com medo de que ela começasse a chorar.
- Ela está bem? — Brian se aproximou com uma careta. Acenti, voltando a olhá-la.
- Hm, eu vou ter que sair agora. Mas é tipo, bem rápido. Só vou lá no estúdio levar uns papéis. Matt acabou de me ligar. Mas eu prometo que volto logo para passar o dia com vocês. — ele sorriu, beijando a testa de Melanie inúmeras vezes. — E ah, Sophia pediu para avisar que está saindo com Samy. Elas acharam que você não iria querer ir junto então nem chamaram e Pétolas vai ir comigo, ok? — sorri com o apelido de Pétrick dado por Brian. Eles estavam incrivelmente íntimos e eu não me conformava com isso as vezes.
- Ok. — concordei, ele me beijou rápido e saiu. Depois de um tempo, ouvi o barulho da porta ser aberta e fechada, dando-me a certeza de que estava sózinha em casa.
Me movi lentamente com ela quase adormecida em meus braços, para o meu quarto.
- Hey, mamãe precisa de um banho agora, ok? Mas eu já volto. — sorri para ela que já adormecia serena. Coloquei-a sobre o meio da cama, caso chorasse, eu saberia.
Fui para perto do guarda-roupas para pegar minhas coisas e quanto passei perto demais da penteadeira ao lado da cama, quase derrubei a camera que Brian comprara. Ela caiu em minhas mãos, me fazendo suspirar. Joguei-a na cama e fui para o banheiro tomar o tão esperado banho.
Fiquei por minutos apreciando a sensação da agua quente caíndo por meus músculos. Fechei o registro e me enxuguei com a toalha felpuda, que tinha sido posta por sobre a pia. Me enrolei na mesma e peguei outra para enxugar meus cabelos. Abri a porta até o quarto e estatelei no mesmo instante. Senti minhas pernas amolecerem e meu corpo gelar automáticamente.
- Olá Mallory. — a voz cínica disse alto. Meu coração perdeu duas batidas quando vi que ela tinha Melanie nos braços, e uma arma na outra mão. Ela sorriu para a criança ainda adormecida e voltou seu olhar para mim.
- Michelle? — balbuciei com o olhar fixo nas duas.
- Estava com saudades?
Notas finais
Eu realmente quero matar a Mich. Vocês também vão querer.
Bom, comentem ai, palpitem, dê opiniões e etc.
Mas acima de tudo, não me abandone. Ok? Ok.
Bjos, nos vemos já.
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