Famous Friend

42 Maybe I'm gonna die...


Notas iniciais
Desculpa. :(
Eu demorei pra caralho, eu sei. Está quase acabando o prazo do Nyah! e eu já poderia ter acabado a fic.
Bom, está quase.
Eu queria que vocês entendessem esse capitulo. Não está lá aquelas coisas, mas bom, foi o jeito que eu consegui retratar com a minha criatividade nos fins.
Desculpem-me os erros, desculpem-me por não ter ficado de acordo com a expectativa de vocês.
Eu juro que tentei fazer o melhor.
E obrigad pela recomendação Gi Gates! Eu havia esquecido de mencionar antes... Eu amo quando vocês fazem isso. :) Obrigada.

LEIAM AS NOTINHAS, IMPORTANTE.

Pov. Mallory Scotcher.


Meu coração parecia querer pular de minha boca e sair correndo para longe de mim. Meus olhos se fixaram na arma perigosamente perto da minha filha.

– Michelle... solta a arma. — disse tentando ficar calma. Ela sorriu sarcástica, olhando para a arma em sua mão direita e depois para Melanie em seu braço esquerdo. Calculei mentalmente a distância entre nós duas. Eu poderia tentar imobilizá-la se não tivesse riscos do bebê se machucar.

– Por que? Você tem medo disso? — ela apontou a arma para a Melanie, foi como se uma enorme dor se apossasse de mim derrepente. Só de cogitar a hipótese de vê-la machucada. Minha filha, meu bebê. E eu não podia fazer nada. E nem era ágil o suficiente para esmagar o crânio da oxigenada que ameaçava a segurança dela.

– NÃO! NÃO FAÇA ISSO! — gritei sem me controlar, me aproximando delas sem perceber. Mas foi algo que ela percebeu.

– Shhh. Cala a boca e não dê mais nenhum passo, Mallory. Não queremos machucá-la, não é mesmo? — ela disse calma. Respirei fundo, segurando as lágrimas.

– Por f-avor Michelle, não faça nenhuma besteira, eu... faço qualquer coisa. Qualquer coisa. — exasperei, tentando me convencer de que teria alguma outra forma de afastá-la de Melanie.

– É mesmo? Então se vista. — ela exigiu. Pisquei atônita tentando interpretar suas intenções. — EU NÃO TENHO O DIA TODO, MALLORY! — gritou com um olhar irritado para mim. Tremi assustada.

Ela não pensaria em ser educada agora e me daria privacidade para me vestir, eu sabia. Então fui para o armário, pegando as primeiras peças de roupa que eu achei e vestindo-as, sentindo-me corar por seu olhar em mim durante todo o tempo. — É incrivel sabe, você não tem nada demais. Eu não entendo porque ele me trocou por isso. — indicou para meu corpo com a arma. Engoli em seco. Ela não conseguiria me ofender num momento desses. Eu não me importava com a opinião dela sobre minha aparência.

Deus do céu, eu queria matá-la.

– Está bom agora? — esbocei escárnio no auge da minha impaciencia. Ela respirou fundo e arqueou as sombrancelhas para me olhar.

Melanie também pareceu um pouco impaciente, franzindo o rosto para um começo de choro.

– Shhhh. — Michelle a embalou. — Coitadinha, tão absurdamente linda... Pena que é sua filha. — ela divagou.

– Lembre-se que ela também é filha do Brian.

– Como posso esquecer, não é mesmo? — me olhou com raiva, novamente. — Chega de conversas. Eu quero que você desça as escadas lentamente e vá para a cozinha. Eu não quero causar problemas agora, Mallory. É melhor me obedecer. — sorriu com um semblante inocênte.

Eu sabia que esse termo não se aplicava a ela.

Fiz o que ela disse. Saindo pelo quarto, atravessando o corredor e descendo as escadas devagar, sendo seguida por ela e sua arma intimidadora.

Melanie dava pequenos resmungos entediados e eu estava preocupada com ela. Eu não queria que ela ficasse traumatizada com a situação, por mais nova que ela seja.

Ao chegar na cozinha, Michelle colocou ele na cadeirinha em cima do balcão de madeira. É onde eu sempre a colocava quando ia cozinhar. Ela ficava me observando atenta, sorrindo para toda e qualquer bobagem que eu fazia.

Engoli o choro.

– Isso. É tão bom te dominar, você nem imagina. — ela se pôs na frente do balcão para garantir que eu não me apriximasse.

– Ainda não entendi seu plano. — comentei, me apoiando na pia para não cair.

– Você não tem nada para entender. — ainda mantinha o semblante sereno. Estava claro que ela apreciava a cena. Se abaixou um pouco para pegar uma mochila ao lado do balcão, a qual eu só tinha notado agora. — Eu vim preparada, antes que pergunte sobre a mochila. — ela explicou, se virando de costas para mim.

Olhei para todo o perímetro a minha volta, procurando por ajuda. E vi de relance o faqueiro sobre a mesa.

Dei um passo largo e silêncioso em direção a mesa e me estiquei para pegar uma das cinco facas afiadas que estavam enfiadas em um suporte de madeira. Escondi a faca nas costas e voltei para onde estava a tempo de ela virar.

Ela sorriu para mim, com um par de cordas grossas nas mãos.

– Isso é só para me divertir um pouquinho. Você sabe, eu não vou ficar aqui por muito tempo, concerteza logo logo chega alguém para importunar e atrapalhar meus planos. Mas isso não quer dizer que eu não posso me divertir com você enquanto estou aqui. — piscou, vindo em minha direção. Para a minha sorte, ela largou a arma em cima do balcão perto da bacia de frutas.

Respirei fundo para tomar um pouco de coragem. Era minha chance agora. Tinha que ser agora.

Quando ela se aproximou o suficiente, exigindo que eu esticasse meus braços para que ela os amarrasse, eu avancei nela com a faca.

Ela deu um pulo para trás, surpresa. Mas não foi rápida o suficiente. A faca deslizou por seu braço na altura do cotovelo. Olhei assustada para o sangue que saiu em tempo recorde. Fui rápida o suficiente para empurrá-la contra a geladeira e tentar imobilizá-la.

É óbvio que ele não resistiu sem lutar, me dando um soco na barriga enquanto se debatia. Virei-a o mais agilidosa que pude e coloquei a faca em seu pescoço, o que a fez parar no mesmo instante.

Minha respiração estava descompassada, eu me via a beira do horror completo.

– Sua... vadia, você me cortou! — ela grunhiu raivosa. Soltei uma risada sem humor.

– Pena que foi tão superficial. — engoli em seco, tentando ser sarcástica. Em um momento de distração, ela consegui me empurrar por pelo menos três passos de distância. Tentei recuperar a distância mas ela correu para o balcão.

No meu último ato esperançoso, me libertei da faca e pulei sobre ela, fazendo com que caíssemos no chão da cozinha antes que ela alcançasse a arma ou a minha filha.

– Aaaargh! VADIA! — gritou antes de me dar um chute no rosto. Pisquei tonta, o chute me tirou do ar por poucos segundos. Mas eu não afrouxei o aperto em seu tronco. Quando recobrei a total consciência, não hesitei em virá-la para mim e dar um soco em sua face, com todas as minhas forças. Não aprovava a violência, mas o caso exigia uma excessão.

Ela tentou me empurrar mas eu fui mais forte e a imobilizei parcialmente, segurando em seus pulsos, tempo o suficiente para sentar sobre as suas pernas e deixá-la ainda mais imóvel.

Ela me arranhou com suas unhas extremamente grandes, bem cuidadas e vermelhas.

– Eu vou te ensinar a não mexer... com a minha... família — disse com dificuldade, de acordo com o meu ódio. Sorri antes de depositar outro soco. Tão forte a ponto de deixar seu nariz sangrando. Ela gemeu de dor.

Dei outro, outro e mais outro. Me empolgando demais. Ela pareceu desacordada por um momento, já que não se remexia mais, embaixo de minhas pernas.

Tentei regular minha respiração e limpei minha mão suja de sangue em minha calça. Eu sentia um ódio tão grande que me vi tentada a descontar mais nela. Mas o chorinho engasgado do ser mais precioso do mundo me acordou. Ela concerteza era minha prioridade agora.

Como Michelle parecia mesmo desacordada, levantei de cima do corpo inérte, sentia todos os meus músculos tencionados e um desconforto em meu nariz. Notei tarde demais que sangrava por causa de seu chute. Me apoiei cambaleante no balcão e fitei o rosto choroso.

– Mamãe está aqui. Calma, nada de mal vai te acontecer. — beijei o seu rosto tentando acalmá-la. Destravei o sinto de segurança da cadeira e a peguei no colo. Quando me virei, o corpo que a instantes atrás parecia desacordado, havia desaparecido. Olhei alarmada para o cômodo, buscando indícios do paradeiro dela e absurdamente confusa com a agilidade e rapidez silênciosa com a qual ela se locomoveu pelo cômodo sem que eu a percebesse.

Soltei um gemido de medo. Eu devia saber que não seria tão fácil.

Os únicos vestígios que provavam que o confronto de poucos minutos atrás fora real era os pingos de sangue no chão.

Com o corpo frágil de Melanie no colo, agradeci aos deuses por ela ter parado de chorar imediatamente. Subi as escadas de volta com cuidado, olhando para trás a todo instante para garantir que não seria surpreendida. Quando estava no topo da escada, corri para o quarto colorido. Pensei rápido, analisando se procurar por um esconderijo era uma boa idéia. Eu sabia que ela era capaz de fazer tudo, inclusive arrumar outro método rápido de me matar, já que o seus planos iniciais falharam. E ao pensar nisso, um pensamento pior me veio em mente, fazendo meu coração bater desesperado por causa de minha extrema burrice e descuidado.

A arma. Eu tinha que voltar e pegar a arma.

Quando ia passar pela porta, eu dei um pulo assustada com o toque de meu celular, que estava sobre a escrivaninha. Foi como se eu tivesse achado um tesouro.

– Alô! — engasguei com o alivio. Era James.

– Melzinha meu amor... — ele gargalhava de algo, na verdade tinha muitas risadas no fundo. — Como foi a noite de vocês, em? O maldito do Gates não está querendo nos contar nada. — sua voz estava meio embargada.

– Jimmy eu estou com problemas...

– Que problemas? — ele ficou mais sério. Nesse instante eu ouvi passos no corredor, irritantemente próximos.

– Louca. Cordas. Arma. Sangue. Melanie. Segundo andar. Brian. — sussurrei baixinho e antes que ele pudesse dizer algo eu desliguei.

– Não adianta se esconder Mallory. — Michelle abriu a porta do quarto. Seu rosto estava mais limpo agora, porém ainda havia sangue por sua roupa. Escondi o celular no meu bolso, rezando para que Jimmy não tentasse me ligar denovo e entendesse o que eu quis dizer com aquelas palavras desconexas. — O que estava fazendo, uh? Eu ainda não acabei com você. Não é educado desaparecer no meio da festa. — ela zombou.

– Você é doente. — cuspi. Eu já estava cansada dela, da situação, de tudo.

Ela sorriu. Tirou a arma da cintura e apontou para mim.

– Eu poderia atirar em você agora, você sabe disso. Então não me provoque. — exigiu. Engoli em seco, ficando imóvel. — Sabe qual era o meu maior sonho quando eu conheci o Brian? Eu queria poder chegar perto dele. Eu só conhecia ele por causa do Matt, que era melhor amigo da minha irmã na época. E eu o via a distância... Ele era lindo. Ele era perfeito, o tipo de cara que toda menina quer. Ele não se importava comigo no início, vivia rodado de amigos, vivia rindo e brincando com todos. Era popular no colégio. E o meu maior sonho era poder chegar perto dele, ser alguém que ele também amasse. E então, eu arrisquei. O chamei para sair. No ínicio eu era só a irmã gêmea da Val, mas depois ele olhou para mim de uma forma diferente. Eu sei. Eu havia conseguido entrar para o grupo de pessoas que ele chamava quando precisava. Ele era melhor do que eu havia imaginado. Eu tive tudo com ele, se você quer saber. Primeiro beijo, primeira noite, primeira ressaca... E tudo se foi. Eu construí um sentimento por ele. Eu frequentava os mesmos lugares que ele, tinha os mesmos amigos, tinhámos os mesmos assuntos... Eu não me importava por ele não querer nada sério. Eu entendia. Ele tinha a banda, tinha dinheiro... Ele viajava muito. Todas as mulheres o queriam e eu não ligava para quantas mulheres ele pegava em uma noite, enquanto estava longe de mim. Eu não ligava porque ele sempre voltava para mim. Depois das viagens, era a mim que ele procurava para conversar, pra sair. Mas é claro que tudo isso acabou quando você decidiu voltar do inferno no qual você morava. Você destruíu tudo o que era meu em menos de uma semana. Ele não se importava mais comigo, os meninos da banda nem pensavam em me chamar para sair, como fazíamos antes. Eles só pensavam em você, só falavam em você. Eu era obrigada a ficar escutando minha irmã falando seu nome a cada 10 minutos. Todos te amavam... todos. E ninguém mais se importava comigo. Eu só queria saber o que você tinha de tão interessante, que anulava tudo o que eu tinha construído durante anos. — ela já chorava, andando de um lado para o outro no cômodo e eu sentia pena. Eu nunca tinha pensado por esse lado.

– Michelle...

– Eu não acabei. — ela me cortou com o olhar resignado. — Eu perdi tudo por sua causa. Mesmo eu estando ao lado dele, ele sempre vai preferir você. Isso dói. Sabia? Dói muito. — resmungou para si mesma, com a voz chorosa. — Agora não importa mais. Você não vai sobreviver para contar vantagem. — enxugou as lágrimas desajeitadamente enquanto eu ainda estava paralizada no meio do quarto. — Eu tinha planejado algo mais doloroso para você Mallory, mas o meu tempo está acabando. Não me resta mais nada a fazer aqui. — ela novamente apontou a arma para mim. E a engatilhou. Senti meu peito se apertar. — Quer mandar algum recado para o Brian? Eu prometo que o direi.

– Não. — murmurei com pesar. Ela sorriu ainda mais. Fechei os olhos, esperando que fosse breve. E rezando para que o quer que aconteça comigo, deixe-a satisfeita e deixe Melanie intacta no berço até alguém chegar e tirá-la daqui.

– Mallory? — escutei a voz baixa do Brian. Por um momento pensei já ter morrido, estar no céu ou alguma coisa assim. Mas... não houve barulho de tiro nenhum.

Abri os olhos encontrando a feição confusa de Michelle.

– Mallory? Cadê você? — a voz vinha do andar de baixo. Brian estava aqui. Suspirei aliviada.

– Você... chamou... ele? — ela grunhiu raivosa. Acenei negativamente, ficando assustada com a aproximação repentina. Ela me pegou pelo pescoço, apontando a arma para minha cabeça e me empurrou para fora do quarto. — Droga! — murmurou baixo. Ela continuou me empurrando escadaria abaixo, apertando ainda mais a arma sobre minha pele. Parou em frente a escada, ainda me sufocando.

Senti que ela tremeu ao ver que Brian, Jimmy, Pétrick e Matt estavam parados na sala. Brian arregalou os olhos assustado. E eu percebi que tensão estampava o rosto de ambos.

– M-Michele? — Brian engasgou. — O que você... ? — ele não conseguiu terminar.

– Michelle solta essa arma. — Matt disse autoritário, parecia ser difícil para ele ficar parado onde estava.

– Não. — ela disse convicta. Não havia mais graça na situação para ela. Parecia se sentir ameaçada.

– Michelle, por favor... vamos conversar, não adianta...

– Não me venham com esse papo furado. Nem era pra vocês estarem aqui. Eu ia matá-la e pronto. Ninguém tinha que se envolver. Depois que ela tivesse em um caixão você voltaria pra mim, Brian, você voltaria. — ela repetiu repentinamente eufórica.

– Cai na real Michelle, você acha mesmo que o Brian vai querer algo com você depois de você se tornar uma assassina. — Matt se exaltou, sendo segurado por Pétrick. Senti a arma ser mais impulsionada contra minha pele, realmente machucando.

– Michelle, por favor... eu te imploro. Não faça nada, solte-a. Se você realmente me ama, solte-a. — Brian interviu, se aproximando devagar de nós duas.

– E o que adianta eu te amar, Brian? Nunca adiantou! Nunca! — Eu já chorava compulsivamente. Todo o meu corpo doía e eu queria que isso acabasse logo, nem que eu acabasse em um caixão. Eu só não estava mais aguentando ficar submissa a essa psicopata.

– Mallory você está bem? — Pét disse ao ver meu rosto vermelho com as lágrimas. Eu quis revirar os olhos e fazer uma pose irônica dizendo que estou ótima mas Michelle respondeu por mim.

– É claro que ela está, ela está viva. E isso não vai durar muito então digam adeus... — antes que ela pudesse continuar sua fala, Jimmy, num ato de completa loucura correu em nossa direção apostando no quisito supresa. Meu coração se acelerou ao ver que Michelle foi rápida e apontou a arma para ele, disposta a impedí-lo. Mil coisas se passaram em minha mente ao mesmo tempo mas eu estava convicta de que eu não podía ver Jimmy machucado por minha causa.

Empurrei ela com o resto das minhas forças, um disparo alto ecoou no cômodo, mas eu já a tinha derrubado no chão.

Brian, Matt e Pétrick me afastaram dela, imobilizando ela. Eu preferi não olhar quando Brian deu um tapa nela. Era notável toda a raiva que ele sentia dela neste momento e ele só não descontou mais porque Matt impediu. Respirei fundo me encolhendo no chão.

– Seus... viados, eu não quero assustar vocês não mas... eu levei um tiro. — Jimmy disse baixo.

– Jimmy não é hora para piadinhas. — Matt advertiu. Me virei para James e meu coração quase saiu pela boca.

– Oh meu deus! JIMMY! — ele sorriu fraco. Estava deitado perto do sofá e sangue manchava sua camiseta. Os outros pareceram ficar alarmados também quando perceberam que não era brincadeira. — Por favor olha pra mim! — segurei em seu rosto forçando-o a me olhar.

– Ahhh não é... tão legal como nos... filmes. — ele suspirou. Parecia exausto. — Estou ficando com sono, Mellzinha, desculpa se eu dormir...

– Jimmy não, não, NÃO! BRIAN FAÇA ALGUMA COISA! — Eles já ligavam para o hospital.

– Porra Rev, aguenta um pouco cara... — Pét já estava ao meu lado, olhando o ferimento na base das costelas.

– Não é tão fácil quanto parece. — ele grunhiu. Eu já chorava, chorava muito mesmo. Abracei-o tentando curá-lo com o meu calor.

– Não é melhor levá-lo para o hospital? E se... e se demorarem? — indaguei horrorizada.

– Shhhhhhhh! — Jimmy me calou com um dedo. — Depois que eu sair dessa eu serei mais foda... que vocês, e terei fama de... mal por ter levado um tiro. Shhhh não falem. — ele falava com dificuldade. Brian se aproximou sorrindo tenso.

– Cala a boca James. — Brian sussurrou. Jimmy deu um minimo sorriso e fechou os olhos.

– JIMMY! não!! — me desesperei.

– Eu ainda não morri.... por deus, respira. — Jimmy me encarou brincalhão. Eu não conseguia entender como ele podia estar tão calmo depois de levar um tiro.

Ficamos ao lado dele impedindo que ele fechasse os olhos ou parasse de falar até que a ambulância chegou. Matt que estava de olho em Michelle havia acabado de chamar a policia e ligado para os outros. Quando a policia chegara, tivemos que esclarecer tudo o que aconteceu. Eles ouviram o meu depoimento e conversaram com Michelle que ainda não tinha parado de chorar. Eles alegaram que ela estava entrando em choque e ela foi levada pela ambulância.

Eu fiquei observando os médicos dando os primeiros socorros e colocando Jimmy no carro para levá-lo ao hospital. Eles me examinaram também, a pedido do Brian que não parava de perguntar se eu estava bem. Eu não estava machucada.

– Brian... eu estou bem. — sussurrei em meio a um abraço, tentando acalmá-lo.

– Eu sei... eu só, fiquei tão preocupado. Eu não devia ter saído de perto de vocês. É tudo minha culpa, desculpa. — se lamentou.

– Claro que não é sua culpa. Ela é louca! — o acalmei. Ele beijou inúmeras vezes meu rosto. — Estou preocupada com o Jimmy. — admiti.

– Eles disseram que ele está bem, não foi tão grave. Aquele viado é forte. — sorriu fraco, tirando fios de cabelo do meu rosto.

– FILHA! — ouvi o grito surpreso de meu pai que praticamente correu para me abraçar. — Oh céus, você está bem? — ele me apertava, verificando se eu tinha algum arranhão.

– Estou pai, estou sim. — eu dizia isso a toda hora.

– Deu um susto enorme na gente. — Pétrick se aproximou com as mãos no bolso.

– Yeah, estavamos na gravadora quando o Rev te ligou. Ele na verdade começou a rir quando desligou o telefone, dizendo que você mencionara coisas como "cordas, louca, Melanie" ... achamos que era uma brincadeira a princípio. Mas Jimmy se sentiu inquieto minutos depois, dizendo que precisávamos vir para a sua casa. — Matt explicou.

– Brian... Quero ir no hospital ver o Jimmy — pedi. Ele acentiu. Logo depois o seu celular tocou e ele se afastou um pouco para atender.

– Não quero ser chato mas, ... não estão esquecendo de nada não? — Pét arqueou as sombrancelhas.

– PUTA MERDA! — foi a única coisa que disse antes de correr escadas acima. Como pude esquecer de minha filha?

Respirei fundo quando cheguei em frente ao berço e vi ela encolhida na coberta, dormindo. Eu não havia notado que estava chorando denovo.

Era a emoção de saber que ela estava bem, intacta e segura agora.


Notas finais
Bom, por favor reviews. Nem que seja para me xingar.
Lembrem-se: A Michelle não é uma assassina profissional ou algo assim. Ele foi impulsiva. Não sei se deu para perceber mas nem mesmo ela sabia o que fazer com a Mallory. Foi meio assim que eu quis retratar a situação.
Ela estava com raiva demais para pensar direito.
Bom, realmente desculpem-me se ficou muito coco. E caso eu não consiga postar o próximo (e último) capitulo antes do natal.
Feliz natal para vocês. :)