Famous Friend
32 Pétrick, my new friend?
Notas iniciais
eu disse que não demoraria. porém esse capt é bem... hm, desinteressante, mas ele será escencial para depois, então eu tinha mesmo que fazê-lo, dsclpa.
ESPERO QUE GOSTEM MESMO ASSIM. *-*
talvez eu poste amanhã denovo, já que estou cheia de idéias.
porém não tenho tempo, então.... sei lá.
ENJOOY IT! *---* e comentem.
Pov. Mallory Scotcher.
(...)
O carro estava num silêncio assustador. Eu olhava para estrada para evitar o seu olhar. Já fazia poucos minutos que haviamos saído de perto da boate e pelo o que eu percebia, não estávamos indo para a minha casa.
- Então, você vai me contar o que estava fazendo sozinha na rua, numa hora dessas, ou irei ter que descobrir sozinho? — Pétrick perguntou olhando para a estrada. Espirrei repentinamente, lamentando. Eu já havia ficado resfriada. — Você está gravida Mallory, não pode ficar por ai, andando nesse sereno, descalço... é perigoso. — disse quase que de modo protetor. Suspirei, por mais que levar sermão, — ainda mais do Pétrick — fosse chato, ele tinha total razão. Fiquei em silêncio e vi um papelzinho rosa caido perto do meu pé no carpete do carro. Peguei o pequeno papel sem que Pét tenha percebido e li.
Era uma nota fiscal. De um motel. E.. é, a data era de hoje. HAHA, parece que você não me ama tanto assim, Pétrick.
- Que bom que já esta vivendo sua vida normalmente! — disse levemente irônica mostrando o papel em minhas mãos. Ele corou fortemente, e eu apenas me encolhi de frio no banco do carro. Onde quer que ele esteje me levando, tomara que chegue logo.
- É que, ... Mell eu não... caramba . — sorri sem humor algum da sua confusão.
- Fica tranquilo Pét. Eu não sou responsável pelos seus atos, não me importo. — disse o tranquilizando. Eu realmente não me importava, por mais que Pétrick havia sido um grande idiota dias atrás, não podia esquecer de como ele foi importante para mim em todos os outros anos em que passamos juntos.
- Na verdade, nós ainda somos casados, técnicamente. — disse um pouco sem graça. Concordei com um aceno, era verdade, mas não mudava em nada. Me olhei no espelho do carro e, ... definitivamente eu estava horrível. Maquiagem borrada, olhos vermelhos e levemente inchados, cabelos desgrenhados e face razoavelmente ruborizada.
Me escorei denovo no banco me sentindo exausta, uma exaustão repentina. Me lembrei das duras e falsas palavras da Michelle. Ela havia planejado tudo isso? Porque foi conhecidência demais, o Brian ter aparecido justamente na hora que ela disse sobre o aborto. E... que idéia mais idiota também!! Vocês devem estar me achando idiota por ter ficado com raiva do Brian, mas pensem comigo. Se ele confiasse em mim, ele nem teria cogitado essa possibilidade!! O que prova a minha hipótese de que ele é um grande imbecil, mula tosca que eu ... Arghh!!
- O que foi, Mallory? — Pétrick perguntou assustado olhando para minhas mãos. Olhei para baixo e só então percebi que estava quase arrancando o estofado do banco com as minhas unhas bem feitas. Respirei fundo tentando me acalmar, pelo o que a médica disse, eu não podia me extressar. — Ok, você não quer falar mesmo né!! Tudo bem, já chegamos. — disse apenas e abriu a porta do carro. Abri a minha também e olhei para o local.
C-a-r-a-m-b-a!! Foi a única coisa que veio em minha mente. Estávamos no piere. E neste exato momento eu olhava para um enorme iate, daqueles que aparentam ser bem luxuosos.
- Você... você, ... esse barco é seu?? — perguntei com um sorriso bobo no rosto. Ele sabia que eu era apaixonada por barcos. Ele acentiu sorrindo também. — Porra, comprou quando? — disse caminhando abobadamente em direção a entrada. Ele era enorme com pequenas lúminarias que iluminava todo o caminho até o outro lado. Era lindo!! Me lembrei de quando eu e Pétrick planejávamos comprar um e viajar pelo mundo nas férias. Férias essas que nunca chegaram. Não do jeito que desejávamos.
- É uma longa história. Vem, entre! — me convidou e me ajudou a entrar . Fiquei abismada com a luxuosidade do lugar, podem pensar que mesmo minha familia liderando empresas e eu realmente ter uma boa vida financeira até demais, eu nunca conheci esse tipo de regalia. Na verdade eu nunca tinha tempo para isso. Tinha uma pequena sala, e cozinha em cima e no convés tinham 2 suites, e uma pequena sala de jogos. Fiquei realmente encantada e ele percebeu. — É eu sei. É demais. — disse convensido levando um soco no ombro como resposta. — Hey! — reclamou brincalhão.
- Me conte como comprou!! — pedi levemente empolgada, confesso até que me esqueci do idiota do Brian e da Biscate se buraco da Michelle.
- Hm, ... tudo bem! Vamos sentar lá em cima. — declarou. Eu o segui até a ponta do iate e nos sentamos ao 'ar livre' mesmo. Olhando para o mar. Enquanto eu sentia as leves balançadas provocadas pelas ondas, que me tranquilizavam. Percebi o olhar de Pétrick sobre mim porém fingi não notar. — Então, ... eu vendi os restaurantes na França. — disse naturalmente. Arregalei
os olhos assustada, pois jurava nunca escutar isso de Pétrick .
- Como assim? Por quê? — perguntei com o cenho franzindo e o observando sorrir para o mar. Eu nesse instante senti algo estranho, como estar olhando para o Pétrick que conheci a 7 anos atrás. O Pétrick do qual ela sentiu saudade nos últimos dias.
- Bom , você não disse que eu prezava mais as minhas empresas do que você ? Então, vendi para provar que não é verdade. — falou calmo ainda sem me olhar e porra! Eu havia escutado mesmo aquilo? Juro que minhas bochechas esquentaram agora.
- Pétrick.. er, eu não acho que isso... como irei dizer. Mesmo você tendo vendido os restaurantes não acho que podemos ficar juntos denovo. Perdemos a confiança e ... não será um relacionamento saudável você sabe. — disse tentando de alguma maneira não ofendê-lo. Por que eu estava sendo delicada com o cara que topou transformar minha vida num mini inferno? Oh! Nunca mencionei que não sei guardar rancor por muito tempo? É, pois é.
- Eu sei. Não foi esperando que você ficasse comigo que eu fiz isso. Eu só queria provar, que na verdade eu queria você de volta. Mas não é assim agora. Não mas. — completou sem expressão. Apenas acenti inconsciêntemente, de modo retórico.
- Ok, então ... o que irá fazer com o dinheiro agora? Montar outro negócio? Investir? — palpitei apenas para manter alguma comunicação. Eu ando tão sem graça que eu preciso forçar uma comunicação com as pessoas, deixou de ser automático. Acho que perdi minha simpatia, onde devo devolver meu certificado de princesa?
- Bom, com uma parte, comprei esse Iate. Usei um pouco para investimentos pessoais e ... bem, fiz outros investimentos também. Porém em um ramo totalmente diferente da culinária. — disse com um sorriso tímido estampado
em sua face levemente ruborizada.
- Hm.. investiu no que? — perguntei curiosa. Sim, eu sou.
- Na sua agência. — disse me olhando pela primeira vez na nessa conversa. Pisquei rapidamente me sentindo ofuscada. Ele ... havia investido na minha agência? Por quê? Na verdade minha vida estava numa correria tão grande ultimamente que eu nem lembrava que tinha uma. Tomara que a minha sócia esteje se virando bem sozinha por lá. — Eu achei que bem... você também merecia uma parte desse dinheiro. Investi sem benefício algum, aliás . Porque eu sei bem que você não aceitaria por boa vontade. E.. bem acho que a agência estava precisando mesmo. — falou com uma sombrancelha arqueada em minha direção. Hm, ok. Agora estou super confusa e ... Esqueci dos meus problemas, olhem que beleza!
- Mas.. por que a agência estária precisando? A empresa sofreu alguma queda? — perguntei preocupada, como assim que minha agência estava passando por problemas e ninguém me contava?
- É... eu soube esses dias. Mas já havíamos discutido, eu achei que você saberia em breve também. Checou seus e-mails? — perguntou agora também intrigado. NÂO!! MINHA EMPRESA CAINDO TAMBÉM NÃO! Já basta eu, caindo em meu ser interior .
- Não!! — respondi apenas, tentando lembrar qual foi a última vez que falei com Sophia.
- Não se preocupe, não será nada de mais , depois você liga para a Soph e pergunta. Agora temos que conversar sobre outra coisa, agora que resolvemos pensar como adultos responsáveis e estamos com a cabeça fria. — pausou esperando a minha reação. Esperei seu pronunciamento já imaginando o que seria. — Como vai criar essa criança? Te pergunto como um amigo de vários anos, e não como seu ex-noivo chifrado! — arregalei os olhos com o termo que ele usou, mas notei sua expressão descontraída e relaxei um pouco.
- Eer, não sei Pétrick. Realmente não faço a minima idéia. Não contei para o Brian. Ele vai ter outro filho... e... bem, nós discutimos agora a pouco e estou muito confusa agora. Ele irá para a turnê e foi um idiota comigo hoje, não sei se quero vê-lo tão cedo. Talvez criar essa criança sozinha seje uma boa opção. — disse cabisbaixa ignorando o fato de não querer falar sobre isso, mas eu teria que falar sobre, uma hora ou outra.
- Ok. Agora deixe eu te propor uma coisa e prometa que deixará eu terminar de falar, para depois me julgar ou dar sua opinião, ok? — perguntou se aproximando de mim, avaliando minha expressão. Apenas acenti esperando a merda que saíria. — Então, ... eu andei pensando. Muito, por sinal. E percebi que ainda te amo. Não é no sentido amar, de homem e mulher. Apenas criei um
laço afetivo por você muito forte. Eu sei que é muito idiota e tal, mas... eu quero te ajudar a criar essa criança. Mas não assumir legavelmente, apenas ajudar a criar como um bom amigo de longa data. Mantê-las seguras. Não precisamos morar junto também, digo. Nâo que eu me importaria, pois já moramos por muito tempo juntos e sabemos que nunca tivemos problemas com isso. Mas você deve querer sua privacidade.
" ... Olha Mallory, se por acaso esse Brian, descobrir ser o pai dessa criança e quiser assumir, ou algo assim. Eu continuarei sendo apenas o amigo que lhe ajudou nas piores horas. Não acho que você seja capaz de lidar com tudo isso sozinha, porque você sabe o quanto será difícil conseguir o apoio de sua mãe, ainda mais sendo as duas tão orgulhosas ... Samy, sim ela ajudaria, obviamente. Mas ela tem que viver a vida dela também . Ela parece ser a irmã mais velha que cuida de você, na verdade! Seu pai, te troca facilmente por investimentos bancários e bolsa de valores. Acho que sobra apenas a minha pessoa. Que apenas quero o seu bem mesmo depois de ter sido um idiota com você e merecer o seu ódio. E vice-versa, mas não consigo te odiar. Não mas." — silêncio. Era a palavra que resumia o que estava acontecendo.
O olhei atônita tentando associar os fatos. Ele respirou fundo após o enorme discurso. E eu, além de confusa estava extremamente surpresa agora.
- É.. meu deus. Eu não... tenho idéia do que dizer! — confessei perturbada. Ele sorriu um pouco sem graça .
- Diga que sou um grande idiota, e que não quer a minha tediante compania todos os dias! — falou brincalhão, arrancando risos discretos meus .
- Eu... caramba. Eu realmente não sei... eu posso pensar? — mordi o lábio inferior nervosa com a situação, eu não sabia se estava pronta para entrar nessa fase com Pétrick. Ele apenas acentiu, parecendo não se importar com o meu pedido. Suspirei cansada de tudo. Parecia que até respirar estava difícil. E repentino como um piscar de olhos, um enjoô forte me atingiu. Corri até o banheiro mais próximo, achei indelicado né, vomitar no mar. Os peixes não iriam gostar muito.
- Precisa de ajuda Mallory? — disse vindo atrás de mim preocupado. Eu não consegui responder vomitando denovo, tudo aqueles shakes do demonio devem ter piorado a situação de grávida "enjoadinha".
- Ah, como odeio vomitar, cara! — reclamei enquanto me lavava. Ele apenas riu um pouco.
- Esta com fome? — perguntou com o cenho franzido. Neguei com a cabeça, tentando me lembrar quando foi a ultima vez que tive uma refeição saudável. É, não me lembro.
- Eu acho que quero dormir, você... se importa se eu passar a noite com você aqui? Não quero voltar para casa, eles irão me procurar lá. — disse meio sem geito. Afinal, o clima entre a gente ainda estava meio estranho. Não tinha como sair pedindo favores assim. Eu não iria abusar da boa vontade dele também.
- É obvio que você vai ficar aqui. — revirou os olhos como se fosse idiota o meu drama. Talvez até fosse mesmo. — Vou deixar você a vontade, caso queira tomar um banho tem toalhas no armário da pia. Estou na suite do lado. — falou de modo estranho. Superprotetor até demais . Isso me assustou um pouco, fazia tempo que não via o Pétrick assim.
- Er, ... tudo bem . — disse vermelha e completamente sem graça. Ele apenas acenou e saiu, me deixando sozinha. Me joguei na cama e fechei os olhos, eu queria dormir e sonhar que isso não estava acontecendo.
Porém é mais provável que flashes dessa noite venham me assombrar e impedir meu sono.
Muitas perguntas rondavam a minha cabeça e uma delas era: Que merda vai ser de mim agora?
Notas finais
vamo confessar vai, eu nao ia cuidar de uma criança sozinha. u.u
MAS O PÉTRICK ERA UM DESGRAÇADO! mas ele é bem intencionado.
AAAH nao sei, comentem pf, e deixem suas opinioes valiosas.
beijo :*
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