Famous Friend

33 Here I go, turn the page...


Notas iniciais
Note: Oi vcs suas gostosas. obrigada pelos comentários, pelas suas opiniões e tals, acho que esse cap. é bem definitivo.
EU AGUARDO ANCIOSAMENTE O BEIJO DA MARIDA DO SYNYSTER. u.u
sem mais delongas, espero que gostem e desculpem-me qualquer erro.
ENJOOY IT! *--*
LEIAM AQUELA BUNDA PELUDA, diga-se nota, LÁ EMBAIXO, PF.

Pov. Mallory Scotcher.


" — Mamãe!! — a mesma voz fina e linda que havia gravado em minha memória chamava-me de modo repetitivo e incansável. — Mamãe, mamãe! Acorde! — ela dizia insistentemente. Abri meus olhos encontrando-a encima de mim, com as mãozinhas pequenas e delicadas sobre meu rosto. — Você precisa contar! Você tem que contar, antes que seja tarde! — ela dizia parecendo assustada. Me levantei imediatamente tentando encontrar nexo em suas palavras.


- Contar o que? — perguntei perdida em pensamentos enquanto fitava aqueles olhos castanhos, muito parecidos com os ... com os de Brian. Ficava imaginando, será que quando ela nascer será tão bela e perfeita assim mesmo?


- Contar ao papai! Ele precisa saber. Você tem que contar que eu na verdade sou filha dele, anda! — completou angústiada, neguei com a cabeça inconsciêntemente. — Conte antes que seja tarde, mamãe. — foi a última coisa que ela disse antes de desaparecer num piscar de olhos. "


(...)

Fitei o teto bem estruturado sobre a cama. Um novo dia. Um novo sonho para me deixar um pouco mais confusa, como se isso fosse possível.


Tomei um banho gelado, eu precisava para relaxar e tentar esquecer o desespero na voz "dela", no meu sonho. Fiquei minutos
apenas sentindo a água escorrer sobre meus cabelos castanho escuro. Eles estavam ressecados, talvez um creme de reparação daria um jeito nisso.


Me sequei na toalha, ela era macia.


Depois de ter me vestido com a mesma roupa de antes, para meu completo desânimo, — pois era um vestido colado e não muito confortável, — saí da suite em busca de Pétrick.


Bom, ele não estava no convés. Subi ao ar livre, me aquecendo com o sol forte de Huntington Beach e... Espera. Não estavamos no Piere?


- Hey! Bom Dia. — me virei para encarar um Pétrick risonho, que desviou seu olhar de mim para o horizonte ensolarado. — Achei que você gostaria de dar um passeio, problemas? — declarou inseguro. Pisquei rapidamente, olhando em volta. Pareciamos estar em mar aberto, e... era lindo o nascer do sol sobre a água.


- Tudo bem . — disse apenas, e me sentei na ponta mais alta do barco, encarando a paisagem. Senti ele se aproximando sutilmente de mim, em silêncio.


Suspirei.


Era um ótimo lugar para meditar, o contato com a natureza me relaxava. Não que eu seje muito naturalista ou algo assim, apenas gosto de apreciar o que me faz bem instântaneamente.


- Dormiu bem? — perguntou baixo, para minha surpresa. Acenti automáticamente, não estou de muitas palavras, ele percebeu isso. — Hm, quer me contar por que está tão calada?


- Sonhei. — balbuciei desinteressada. Talvez ele não houvesse entendido que eu queria instantes de silêncio. Mas... como sou idiota, ele só esta preocupado. — Um sonho parecido com o que tenho quase sempre. Ele... me deixa confusa, parece ser meu inconsciênte em forma de minha filha falando comigo. — sorri um pouco com essa explicação, talvez nem fizesse sentido, mas era assim que eu o interpretava. Pétrick riu um pouco também.


- Filha? — disse ainda entre risos discretos. — Como sabe que é menina?


- Não sei. — pausei, e comecei a rir também analisando como isso parecia loucura. — É que... todas as vezes que sonho, é uma menina. E ela é tão linda... então eu meio que criei esperanças que meu inconsciênte estivesse certo. — declarei um pouco corada. Eu me sentia estranha falando sobre isso com alguém pela primeira vez.


- E o que o seu "inconsciênte" diz? — frizou o "inconsciênte" enquanto revirava os olhos. Suspirei.


- Basicamente, que estou fazendo tudo errado. — falei mas para mim mesmo, do que como resposta de sua pergunta. Ele fez uma careta, confuso. — No sonho, ela diz que devo contar logo para o Brian a verdade. Não entendo... Ela sempre desaparece no final. — confessei também confusa.


- Estranho, talvez deva conversar sobre isso com mais alguém, digo, profissional... Mas uma coisa "ela" está certa, você deve contar para ele logo. — acenti. Talvez fosse o que eu devia fazer mesmo.


Respirei fundo pensativa e fitei o mar, desejando poder aproveitá-lo. Não demorou nem um segundo respirar para mudar de idéia, visando minha falta de sorte, é perigoso um tubarão ou um monstro do mar' me atacar. Já que essa vida fodida adora pisotear a minha cara.


- Então, estamos perto do litoral de Long Beach. Aqui tem corais lindos, achei que você gostaria de conhecê-los, mas... quando quiser ir embora, é só avisar. — explicou indiferente. Analisei minha situação, e percebi que pela primeira vez não queria voltar para casa. Eu estava gostando da companhia de Pétrick e queria prolongá-la ao maximo que a sua bondade permitisse e a minha tolerância a vestimentas desconfortáveis permitisse.


- Eu não quero voltar. — disse o olhando significantemente. Ele apenas acentiu com um olhar singelo.


Depois tomamos café da manhã, e eu confesso que quase morri de tanto comer morango com chocolate e amêndoas, enquanto Pétrick ria da minha cara lambusada. O que foi? Não tenho culpa se sou um desastre comendo desesperadamente.


(...)


Ele me levou para conhecer os tão famosos corais, que ficavam mais próximo a barra litorânea. Realmente eram encantadores, e fiquei me perguntando o porque' de nunca ter feito programas como esse.


Pétrick resolveu descer num piere em Long Beach dizendo que iria comprar ingredientes para o nosso almoço. Aproveitei para comprar uma muda de roupas bem leves, já que ele me ofereçeu. Não tive como recusar, esse vestido estava começando a me encomodar. Depois de eu ter me vestido adequadamente, biquini, shorts e uma regata clarinha, fomos fazer o almoço. Quer dizer, Pétrick foi fazer o almoço, eu fiquei observando. Essa é a vantagem de conhecer alguém que é chefe de cozinha. Eles não se importam em se virar sozinhos.


Almoçamos ravioli de frango e purê de ameixas, sua especialidade. Meu estomago agradeceu pela primeira refeição saudável da semana. Ficamos a tarde toda, tomando banho de sol, — já que agora eu tinha um biquini — e navegando pelas redondezas; Pétrick se mostrou uma boa companhia, como a tempos eu não via.

Quando anoiteceu, jantamos ao ar livre e ficamos conversando sobre nomes de bebês. Eu me senti estranha conversando sobre isso com Pétrick, parecia tão errado. Eu sempre me imaginei fazendo isso com o Brian, discutindo por causa de opiniões diferentes e... ah, esquece.

Dormi no mesmo quarto que antes, porém dessa vez sem sonhos ou pesadelos, prometendo a mim mesma voltar no dia seguinte e encarar muitos questionamentos pelo seu sumiço. Vida daora.


~ ♦ ~


Bocejei pela 4ª vez enquanto fitava a rua. Pétrick riu.


- Você ainda esta muito sonolenta, tem certeza que passou a noite bem? — perguntou enquanto dirijia em direção a minha casa. Olhei no relógio no painel do carro e marcava exatamente 2:00 horas da tarde, levando em conta que acordamos ao meio dia, por ter ficado conversando por muito tempo.


- Sim. — disse apenas, lutando contra minhas pálpebras pesadas. Liguei o rádio do carro e para meu completo desgosto começou a tocar uma musica deles, a qual eu nem sabia o nome, mas lembrava de tê-la escutada em um dos shows que os acompanhei. Eu poderia até desligar, mas fechei os olhos escutando a voz do Sanders, ela me acalmava de fato.



(...)



- Mell! Mell! Acorda, chegamos na sua casa, e ... acho que temos problemas. — Pétrick me sacudiu delicadamente, me despertando do breve cochilo. Olhei em volta, e avistei vários carros, além de uma viatura da policia estacionados na frente de casa. Desci rapidamente do carro sendo acompanhada por Pétrick. O que será que tinha acontecido, meu merlin?


Abri a porta devagar e estava uma falação do caramba, e juro que até me senti claustrofóbica quando vi todos andando pela sala da minha casa. Sim, estavam Jimmy, Zacky, Jojo, Valary, Matt, Samy, ... Brian, 3 policiais enormes e mal-encarados, e.. até meu pai que eu jurava ver apenas em seu caixão, estava sentado no sofá com as mãos sustentando a cabeça sobre os colo.


Parei perto da porta, e quando me viram, todos paralizaram e ficaram em silêncio. Mas isso não demorou nem 5 segundos, pois no segundo seguinte os dois policiais estavam encima do Pétrick que neste instante estava deitado no chão, imobilizado pelos caras uniformizados.


- GRAÇAS A MERLIN! — Jimmy gritou vindo em minha direção, demorei instantes para entender o que estava acontecendo. Eles acharam que eu fui sequestrada ou algo assim?


- Hey! Me soltem! Eu não fiz nada! — Pétrick se debateu enquanto um dos caras forçava a algema em seus pulsos.


- O que está acontecendo, gente ? — perguntei abobadamente, recebendo olhares curiosos e surpresos em minha direção.


- COMO O QUE ESTÁ ACONTECENDO? VOCÊ SOME POR DOIS DIAS! DOIS DIAS! SAI NO MEIO DA FESTA, PRATICAMENTE DE MADRUGADA SOZINHA! PENSAMOS QUE VOCÊ TINHA SIDO SEQUESTRADA! — Jimmy esbrabejou furioso, arregalei os olhos assustada com a reação dele.


- Calma gente, que exagero. — disse indiferente para a indignação dos presentes. — E por favor, solta o Pétrick ele não tem culpa de nada. — disse para os policias mal-encarados, que reação idiota também.


- Como assim Mell? Estamas todos muito preocupados com você, pode pelo menos fingir que se importa? — Tudo bem, eu podia dormir sem ess né Samy? Suspirei vencida.


- Desculpa galera, eu esqueci o celular em casa, e Pétrick me levou para um passeio. Simples assim. Vocês também tem que notar que sou maior de idade, e sei me cuidar.- me defendi inutilmente.


- Oh, claro! Sei bem. — Brian disse, é ... ele também estava aqui. O encarei com os olhos semicerrados enquanto o clima na sala ficava tenso.


- Então gente, ... alguma noticia da .... Mell? — me virei quando ouvi essa voz e dei de cara com ela. Sim, ela.


- Kate? Por aqui de novo. — perguntei tentando controlar o sarcásmo. Ela sorriu meio tímida e desviou o olhar. Ela deve ter voltado enquanto eu estava fora. É só o cão desaparecer por poucos dias que a gataiada faz a festa.


- Então, ... como ela está bem. Acho que alguém precisa me acompanhar até a delegacia e retirar a queixa de sequestro. — Um dos policiais constatou para o despertar de todos presentes. Me senti como uma adolescente pegada no flagra depois de voltar tarde de uma festa. Rídiculo até. Mas, é.. ok. Eu entendo, superproteção e blá blá blá.


- Gente, não sei vocês, mas eu estou sentindo um mal estar e vou para o meu quarto. Desculpa preocupar a todos, mas... a vida continua né. — Disse com alto teor de ironia em minha fala, gestos e ... ah sim, olhar. Por que eu praticamente desmebrava Brian com os olhos. Subi as escadas sem olhar para trás, podem dizer, eu estou agindo como idiota.


Mas ser idiota é o modo que escondo minha puta mágoa. Dele. É claro que é dele.


Deitei na minha cama, analisando minha situação, pois eu nem imaginava que talvez passar 2 dias foras pudesse preocupar tanta gente. Nem 2 minutos se passaram e escutei duas batidas fracas na minha porta.


- Pode entrar. — disse sem ao menos me mexer. Val entrou silênciosamente e fechou a porta atrás de si. Agora ela me mata.


- Eu quero conversar um negócio sério com você, mas antes tenho uma pequena pergunta a fazer. Não vou te questionar por ter passado dois dias fora, na verdade ninguém devia ter feito isso, mas... qual é o lance com o Pétrick denovo? — disse direta. Me sentei para encará-la melhor.


- Lance nenhum Val, ele me pediu desculpas e disse que quer apenas ser meu amigo. — falei sincera, ela semicerrou os olhos disconfiada.


- Assim, .. derrepente? — perguntou cética. Acenti inoscêntemente, o que ela queria dizer com esse interrogatório. — E você acreditou?


- Ué! Por que não acreditaria? — protestei ainda sem entender onde ela queria chegar. — Ele me levou para conhecer o seu iate. Ele foi legal o tempo todo. — o defendi. A Val suspirou e sentou-se do meu lado na cama. Ok, acho que vem mais perguntas.


- O que aconteceu para você sair no meio da sua festa, e nem esperar a surpresa da noite? Eu sei que deve ter acontecido algo, não minta. — me fitou séria. Fechei minhas mãos em punho ao lembrar do ataque de falsidade da Michelle.


- Não aconteceu nada de mais. Não me senti bem lá com o Brian me ignorando foi só isso. — revelei de modo natural, não era totalmente mentira, vai. Ela me olhou duvidosamente mas não perguntou mais nada. Ela ficou pensativa de repente. -Qual era o assunto sério que você tinha a tratar comigo? — perguntei com uma sombrancelha arqueada. Ela suspirou pesadamente e desviou o olhar.


- É sobre o Brian. — comentou inicialmente. Ok, não era surpresa.


- Então, estou te ouvindo. — aguardei seu pronunciamento, tamborilando minha mão na cama. Seja o que for que ela quer dizer, não será coisa boa. Não mesmo, a Val não ficava com essa cara desanimada por qualquer coisa.


- Ok. Promete que vai escutar bem o que eu vou te falar? E que vai pensar bem a respeito? — franziu o cenho de modo preocupado. Tudo bem, agora ela está me assustando. Acenti respondendo suas perguntas. — Hm... tudo bem. Michelle disse que eles estão... falando sobre se casar. Digo, ... ela e Brian.


O QUE? COMO ASSIM? Me levantei apressada por ter me engasgado com a minha própria sáliva enquanto estava deitada. Um ataque de tosses de fumante se iniciou para a preocupação da Valary.


- CO-O-MO A-SSIM, VAL? COF COF' — perguntei já vermelha, ela deu um tapa "leve" nas minhas costas que eu cai na cama denovo.


- CALMA MULHER! — protestou exasperada. — Michelle comentou comigo que... eles estavam pensando num casamento simples, ... tipo em Las Vegas, vestidos normalmente. Apenas para não dar falatório sobre Brian ser pai solteiro, ... poderia não ser bom pra banda e..


- MAS QUE MERDA, ISSO NÃO TEM NADA A VÊ! — gritei horrorisada. Ele não podia se casar! Claro que não podia! Eu tinha que dizer algo. — CADÊ ELE? ELES AINDA ESTÃO AQUI? — perguntei já abrindo a porta para descer as escadas.


- Shhhh — Valary trancou a porta e me empurrou até a cama. — Todos já foram. Cala a boca, se você ir dizer pra ele não se casar, todos vão ficar contra você. Acho que chegou a hora de você contar a verdade pra ele Mell. Ele tem que saber que é pai do seu filho. — Val disse séria. Engoli em seco pensando na possibilidade. Mas.que.merda.


Quem imaginaria que Synyster Gates iria casar? Justamente com a Michelle? Ok, é definitivo eu tenho que contar logo.


- Eu vou contar. Ela é sua irmã Val, mas você sabe que esse casamento vai ser um fiasco e..


- Eu sei. Por isso vim falar com você, Michelle vai tornar a vida do Syn um inferno, eu conheço a minha irmã. E... eu não posso deixar. Eu devo isso pro Brian, justamente ele que ajudou eu e o Matt a ficar juntos. — ela se justificou complacente. Suspirei com tamanha bondade, como podem ter nascido gêmeas e serem tão diferentes? Sim, porque Valary tinha doçura no olhar, no falar, ... ao contrário de Michelle, é óbvio.


Abracei a Val, me permitindo sentir a calma que ela exalava.



(...)



Um som estridente me tirou do transe. Era o celular da Val. Já eram quase 4 da tarde, e ainda estavamos deitadas em silêncio no meu quarto. Quer dizer, ... em silêncio até o celular tocar.


- Oi. — ela atendeu séria. — Jimmy?


"---"


- O que ? Como assim "crise" ? — perguntou com o cenho franzido.


"--"


- Calma você também, Rev. Me diga o que ela está falando? — se levantou apressada e juntou sua bolsa. Me olhando atônita. Me levantei também, preocupada, seja o que for deve ser algo sério com relação a Jimmy.


"--"


- Tá, tá, tranquilize ela. Estou na casa da Mellz, to indo pra sua casa agora. Diga pra Leana ficar calma. — Respondeu alarmada. Ok, é algo sério. Peguei meu celular e as chaves do carro e comecei a seguí — la escada abaixo enquanto ela se despedia de Jimmy.


- O que aconteceu? — perguntei quando ela desligou o celular.


- Leana está numa crise depressiva tremenda e está atacando coisas no Jimmy. — falou alarmada. — Me dá uma carona? — Acenti ainda preocupada com a sua revelação. Leana tinha crises depressivas?


- Vamos logo. — a apressei. Entramos no meu carro e fomos em direção a casa do Jimmy em silêncio. Chegamos lá em menos de 20 minutos.


A Val tocou a campainha e quem atendeu foi o Jimmy. 4 horas da tarde e ele está de pijama? Sério isso?


- Pelo amor de deus! Que demora vocês! — nos puxou pela mão até a sala. — Ela já me tirou do meu sono da tarde aos berros dizendo que não cabe em roupa nenhuma, que está gorda e não para de sentir fome! Se isso for tpm eu juro que mato o filho da puta que inventou isso, porque ela quase quebrou um abajour na minha cabeça quando eu disse que ela não era gorda, apenas tinha mais lugares pra mim pegar. — falou tudo muito rápido e se não fosse sua cara preocupada eu iria rir, pois era muito cômico isso tudo.


- Cadê ela? — Valary perguntou com uma sombrancelha arqueada.


- Está na cozinha, chorando e misturando um monte de coisas estranhas. Cara, pelo amor de merlin diz que minha mulher não está possuída. — pediu com a mão na cabeça.


- Calma Rev. A gente vai ajúdá-la ok? Isso deve ser coisa de mulher, apenas. — disse para manter a calma.


- COISA DO SATANÀS ISSO SIM, ELA NUNCA QUIS ME MATAR COMO HOJE. — esbravejou com o olhar marejado. Então escutamos um grito estridente e deduzimos que era ela.

Eu e Val nos entreolhamos e fomos em direção do barulho. Sim, encontramos ela atrás do balcão sentada no chão com uma panela de chocolate nas mãos e um balde de pipocas apimentadas. Ela chorava. Era até desesperador de ver.


Ela quando nos viu, nos abraçou, e começou a chorar mais ainda.


- N-ão olhem pra mi-im eu tô fei-i-ia e go-orda!! — disse manhosa, eu senti o cheiro das pipocas com chocolate e não resisti. Cara, aquilo tinha uma cara ótima não sei porque Rev disse que eram estranhas.


- Você não está gorda Leana, por favor. Eu posso começar uma dieta com você se ... — Valary logo foi interrompida.


- AAH NAO CONSIGO FAZER ESSAS MERDAS DE DIETA. — exclamou alterada. Eu já estava alheia a conversa dos presentes, eu comecei a comer a pipoca junto com ela. Equilibrava um sabor perfeito entre o chocolate com amêndoas, o sal da pipoca, e a pimenta. Valary e Jimmy nos olharam com uma careta estranha.


- O que foi gente? — perguntei abobada . Leana já parava de chorar, mas seu rosto ainda estava úmido e ainda soluçava.


- Comer essas misturebas todas, ... não são coisas de grávidas? — Val perguntou subitamente.


Silêncio.


- Mas gente, ... eu estou grávida! — disse como se fosse óbvio não entendendo o que Val quis dizer. Mas... espera. E a Leana?


Olhamos para ela paralizados.


- Leana', ... existe... a possibilidade... de você... estar grávida? — Perguntei lentamente. Ela nos fitou assutada e arregalou os olhos. È, isso respondeu.


- EU NAO ACREDITO QUE VOU SER PAI!!! EU VOU SER PAI! HAÁ, CHUPA BRIAN!! — Jimmy gritou para meu completo susto. Ele começou a correr pela casa, enquanto Leana continuava paralizada. Eu olhei para ela, que agora chorava denovo. Porém não dava pra saber se chorava de felicidade ou não. Rev começou a procurar o celular para contar a notícia aos amigos.


- REV CALA A BOCA QUE NÃO TEMOS CERTEZA! — Valary gritou fazendo o grandão fitá-la desnorteado.


- Então vamos para o médico ué! Vamos meu amor, vamos ver o nosso bebê em borrões escrotos da TVzinha do hospital, vamos. — ele abraçou a Leana e começou a procurar as chaves. — QUE MERDA, QUANDO EU QUERO NÃO ACHO A PORRA DAS CHAVES DO CARRO. — reclamou já vermelho de raiva.


- Calma James, eu dirijo. — falei tentando manter a ordem no lugar. Mas que homem desesperado esse, minha nossa. — E você ... vai de pijama no hospital? — perguntei duvidosamente, olhando para as calças caqui azul clara, a regata branca que deixava a maioria de suas tatuagens a mostra e a pantufa de ursinho . Caramba, eu não sabia que o Jimmy era tão infantil a ponto de usar pantufas! Tudo bem eu sabia.


- E DAÍ? Até eu ir trocar de roupa, meu filho vai ter nascido e eu não vou ter nem percebido!! — retrucou com indignação. Revirei os olhos e fomos para o meu carro.


Leana ainda estava em choque, acho que ela só cairia na real quando o médico dissesse, porque para mim, é óbvio que ela está grávida. Se eu tivesse reparado bem, digo, antes, eu notaria que realmente ela engordou e que já deveria estar mais avançada do que eu já. O carro foi em silêncio, quer dizer, de 2 em 2 minutos Jimmy perguntava se já haviámos chegado.


(...)


- Estão vendo isso aqui? — o médico apontou para uma mancha no televisor. Todos ficamos atentos. — Esse aqui é o filho de vocês. — ele disse sorrindo.


Jimmy sorriu grandiosamente e beijou a testa da Leana que estava deitada na maca, e ela... bem, os olhos dela brilhavam. Fiquei olhando aquela cena com certa inveja. Inveja boa, claro, mas eu não tive esse momento com Brian. Leana tinha sorte.


- E.. ah sim, eu já imaginava. — o médico disse um pouco mais sério.


- O que foi doutor? — Leana perguntou preocupada. Fitei o televisor, tentando enchergar algo coerênte nos borrões e manchas.


- Vou aumentar o som pra vocês verem. — comentou enquanto mechia na aparelhagem. Fiquei observando atenta. Até que um som opaco invadiu o cômodo.


O coração da criança.


Nem preciso dizer que todos ficamos hestasiados certo? Jimmy parecia que iria mudar de cor de tanta felicidade, e eu juro que daqui a pouco os seus lábios se rasgarão tamanho é seu sorriso.


- Vocês ouvem isso? — o médico perguntou cético. Ambos negaram com a cabeça. — Não estão ouvindo esse barulho ao fundo? — Me concentrei no audio tentando entender o que ele falava.


- Eu ...oh minha nossa. — disse com os olhos arregalados.


- O que foi doutor, tem alguma coisa de errado com o meu filho? — Jimmy perguntou preocupado. — FALEM ALGUMA COISA! — reclamou desesperado.


- Se acalme Sr.Sullivan, não tem nada de errado com o seu filho na verdade... Se prestarem atenção, vão perceber que tem mais que um batimento cardíaco aqui. Acho bom vocês comprarem dois berços porque são gêmeos. — se explicou.


- LEANA EU DISSE! Eu disse que se a gente tivesse dois rounds por noite seriam gêmeos! Eu disse! Eu descobri a fórmula! — Disse entre beijos na Leana.


Val, eu e o Michael — que descobri ser o nome do médico, — apenas rimos da comemoração dele.

Fiquei feliz por Jimmy, ele merecia tudo de bom, realmente.


- Vamos! Vamos comemorar porque eu vou ser pai, porra! — Disse no corredor abraçando uma enfermeira assustada que passava por lá, enquanto esperavamos a Leana se vestir.


Rimos da felicidadade quase palpável de Jimmy, sem contar que as pessoas olhavam estranho para ele. Por causa das pantufas ridículas, do escândalo que ele fazia e bem... vamos combinar que The Rev já é chamativo por si só, uh?


- Gente eu vou ali na recepção pegar meu exame que fiz a um tempão e deixei aqui, só um instante. — disse para eles e me dirigi para a recepção do hospital enquanto o médico ainda conversava com Leana e marcavam pré-natal, dava recomendações, receitas médicas e coisas do tipo.


Conversei com a atendente que parecia muito amigável, e fiquei instantes esperando ela encontrar o meu exame. Peguei o mesmo e voltei para onde Jimmy e Valary ainda esperavam Leana. Dei o exame para a Val ver, que não parava de dizer que chegaria atrasada na gravadora, já que agora ela também trabalhava lá. E então Leana saiu, toda chorosa e emocionada. Ele a todo momento beijava ela e fazia carinho mostrando o quanto estava gratificado por poder ser pai.


Talvez eu esperasse isso de Brian também.



(...)


Narrado na 3ª pessoa.


Valary chegou na gravadora perto das 6 horas. Zacky, Matt e Johnny aguardavam o Brian para a última reunião de programação, já que Jimmy avisou que não viria para cuidar de Leana e pediu para que Valary não contasse para ninguém.


- Hey gente! — ela cumprimentou a todos e deu um selinho em seu marido. Ela jogou sua bolsa sobre a mesa, não notando o papel que havia caído no chão, — papel esse que anteriormente Valary notou em seu carro, que havia esquecido de devolvê-lo a Mallory — e entrou para a sala de reuniões atrás de Matt, Zacky e Johnny.


A porta da gravadora se abriu mais uma vez, o vento da janela que ficava nas escadas bagunçou-lhe o cabelo, mas não se importou. Tinha que falar com alguém. Alguém que se encontrava na sala de reuniões, mas antes que pudesse se aproximar do cômodo, um papel ao chão lhe chamou atenção. Pegou o papel fino e branco em mãos e leu curiosamente o que continha.


Seu sorriso aumentou quando viu de quem pertencia.

Notas finais
E então? Quem será que pegou o papel? uh? RSRS
Comentem meus amores, espero que tenham gostado sobre The rev ser papai. :)
- ME MANDEM RECOMENDAÇÕES SUAS VACAS LINDAS, ESTOU COM SDDS DISSO.