Famous Friend
27 Hágata, The liar mom.
Notas iniciais
Sejam bem-vindos novos leitores. (:
Obg pelos reviews anteriores e pá, vlw mesmo. Mesmo vcs querendo me matar, rsrs :x porém acho que iram gostar mt desse aqui, então aproveitem.
EU POSTAREI HOJE OU AMANHA, NA TAKE ME. OK? LEIAM PF.
( Look da Mallory: http://www.polyvore.com/famous_friend/set?id=45118603&.locale=pt-br)
Pov. Mallory Scotcher.
15 de Julho. 8:00 p.m. À 2 semanas do casamento. A 1 semana e meia da turnê do Avenged. Á 1 semana exata do meu aniversário de 24 anos.
Olhava para a rachadura na parede em minha frente, procurando por alguma simetria enquanto tamborilava os dedos nervosamente em uma de minhas pernas. Eu já estava aqui nesse hospital a 15 minutos, esperando para ser encaminhada e atendida por algum médico ou ginecologista. Eu odeio hospitais, realmente abomino, porém vim porque Valary e Samy insistiram muito. E onde estão elas agora? Em qualquer lugar do mundo que não seja ao meu lado.
- Senhorita Scotcher, por favor. — Uma mulher com o uniforme branco chamou quando saiu da salinha mais proxima, anunciando a minha vez. Me aproximei dela calmamente, fingindo não sentir um encomodo tremendo por estar sendo observada por um monte de mulheres sentadas em bancos não muito distante.
Entrei na sala, e a porta foi fechada atrás de mim. Uma mulher ruiva, muito linda por sinal se levantou de sua mesa para me receber.
- Olá, prazer sou Katherin, obstreta e ginecologista e estarei te acompanhando durante a gravidez. — disse educadamente enquanto apertava delicada e lentamente a minha mão.
- Prazer, Mallory Scotcher. — disse simplismente. Ela foi bem receptiva, perguntando como eu estava me sentindo fisica e emocionalmente diante dessa gravidez, perguntou com o que eu trabalhava e tudo mais. Tinha coisas que ela anotava numa ficha, apenas analisando o meu caso.
- Então Mallory, faz quanto tempo que descobriu que estava grávida? — perguntou uma hora, respondi relutante.
- 1 dia. — ela acenou afirmativamente e começou a faser um monte de perguntas rotineiras tipo, se eu tomava alguma medicação forte não-receitada, como estava meu ciclo menstrual, se eu tinha feito testes de dsts, se eu sentia cólicas com muita frequência, se junto com o enjôo eu sentia palpitações ou algo assim. Ela fez muitas perguntas, me deixando até um pouco tonta.
Depois tive até que deitar na maca, para ela fazer uns exames analíticos. Pode parecer idiota mas eu esperava outras coisas dessa consulta, sei lá, uma ultrassonografia onde eu pudesse ver meu filho ou filha? Mas é claro que está muito cedo para isso. Ela não disse muita coisa, só disse que estava em ordem, que eu teria que ser acompanhada mensalmente, tomar os cuidados de sempre, e me receitou um remedinho para se caso as cólicas fossem muito fortes.
- Aqui Mallory, este é meu cartão, qualquer emergência ou dúvida é só ligar. — sorriu amigavelmente, eu gostei de Katherin. Ela era muito gentil e explicativa.
- Obrigada, e er..eu tenho uma dúvida. — pausei pensando em que palavras usar, ela simplismente acentiu aguardando meu pronunciamento. — É que eu irei casar daqui uns dias e... quais os cuidados que eu deveria ter hm... quero dizer, na lua de mel. — disse envergonhada, aah qual é! Eu nunca tinha passado por isso. Ela deu risada do meu constrangimento "bobo" segundo ela.
- Não se preocupe, é normal. Os cuidados de sempre. — ela constatou não transparecendo nenhum tipo de emoção. Eu acenti e sai da sala, me sentindo.. um tanto estranha. Sim, porque até hoje eu não tinha parado para pensar direito. Eu seria mãe, e digamos que sou totalmente inesperiente. Como lidar com essa responsabilidade de cuidar de uma outra pessoa sendo que não sei nem me cuidar direito? Era mais estranho ainda me imaginar trocando fraldas, dando mamadeira, cantando canções de ninar antes de dormir ... sorrindo todos os dias a cada avanço e crescimento. Sendo uma mãe coruja, protegendo meu filho de tudo e de todos. Eu não conseguia imaginar isso direito, era uma imagem falha e borrada na minha mente.
Eu não sabia como agir diante dessa situação, não que eu não tenha gostado de descobrir esta gravidez. Mas diante dos fatos recentemente ocorridos, os quais me deixaram sériamente traumatizada, devo acrescentar, eu não estava sabendo esboçar a reação de alegria ou felicidade cabíveis. Mas na verdade, eu não estava tendo tempo para pensar na parte boa dessa gravidez, sendo que todos os meus medos foram jogados contra mim de uma hora para outra. Eu não estou indo casar com o pai do meu filho, ou filha. Eu não contei ainda para minha familia sobre a gravidez, eu não tenho residência definida.. Sim, porque eu não sei mais se moro na França ou na Califórnia. Minha vida esta dividida entre esses dois lugares tão distantes.
Caminhei até meu carro lentamente, eu estava distante, pensando no futuro ... coisa que eu não fazia a muito tempo.
(...)
- Jimmy? — disse surpresa vendo a figura do Jimmy sentado no sofá da sala. Ele levantou sorrindo me pegando num abraço apertado e demorado. — Hey! Estava com saudades grandão! — murmurei contra seu pescoço, respirei fundo o seu perfume. Por que Jimmy me fazia tão bem?
- Como você está? — perguntou se afastando um pouco para me olhar nos olhos. A feição preocupada dele mexeu comigo, me dizendo algo que eu já esperava.
- Você também já sabe. — declarei, um sorriso meio triste brotou em sua face. Suspirei, vendo a sua feição mudar tão repentinamente.
- É, o Brian me contou ... ele está muito mal. — falou baixinho, quase inaudível. OK, nesse momento esqueci de segurar as malditas lágrimas denovo. Cara, essa fragilidade toda é uma merda, deixa eu dizer viu.
- E eu sou a culpada, obviamente. — exasperei com raiva de mim mesma, Jimmy olhando o meu estado me abraçou denovo, segurando o que ... restava de mim. Que clichê, mais tudo bem. Eu sou um pouco dramática sim. Se acostumem.
- Claro que não, nenhum dos dois tem culpa de nada. Só... aconteceu. Não adianta ficar remoendo isso. — disse enquanto distribuía beijos pela minha testa, me acalmando.
- Temos sim, não deveriamos nem ter começado essa história. Foi um erro. — fechei os olhos com força, numa tentativa falha de expulsar as lágrimas quentes e .. molhadas, é.
- Pense bem e me diga se você se arrepende. — falou cético. Merda Jimmy, para de fazer joguinhos comigo e com o meu orgulho fodido.
- Eu não me arrependo. Esse é o problema.. — joguei as chaves do carro e os remédios no sofá enquanto andava até a cozinha em busca de algo para comer. Eu sentia o Jimmy me seguindo, me acompanhando com o olhar.
- É porque você ama aquele cosplay do sonic. — declarou, a realidade de suas palavras me atingindo em cheio como um soco no estomago. Fiquei em silêncio, fingindo que não tinha escutado. Peguei um pacote cookies e uma lata de leite condensado. — Er, ... o que você vai fazer Mallory? — franziu o cenho quando viu o que eu estava fazendo.
- Vou comer, porque estou com muita vontade de comer doces. — falei enquanto colocava o leite condensado num prato, e jogava os cookies dentro.
- Eu acho que isso vai te fazer mal!! — reclamou vindo em minha direção para tentar tirar o prato da minha mão. Fugi dele com um sorriso brincalhão.
- E eu acho que você devia calar a boca e comer também .. — sorri enquanto voltavamos para a sala. Ele se sentou ao meu lado em silêncio e pensativo denovo.
- Não muda de assunto, eu quero que você me explique... havia alguma possibilidade do Brian ser o pai, não é mesmo? — perguntou me olhando duvidosamente. Pensei por instantes no que falar. Resolvi que .. talvez, se eu contasse pro Jimbo ele me apoiaria nessa decisão.
- Na verdade, hm... ele É o pai desse filho Jimmy, só que não sabe disso. — disse cabisbaixa, eu tinha os meu motivos para fazer isso. Eu não disputaria ele com a Michelle, seu filho e a Kate. Não mesmo. Porém Jimmy não teve a reação que eu desejava, é óbvio que não.
- EU NÃO ACREDITO NISSO, SCOTCHER!! SE ELE É O PAI, POR QUE ESTÀ FAZENDO ISSO? — se levantou apressado, parecia que ia me dar um soco. Me encolhi, realmente assustada. Eu não esperava essa reação dele. Ele me olhou indignado, como se eu tivesse feito a coisa mais idiota da minha vida, o que não era de tudo uma mentira.
- Eu.. é.. que — imediatamente fui interrompida pela sua crise de abominação.
- EU AQUI TENTANDO AJUDAR ESSES CORNOS FILHOS DA PUTA!! MAS NÃÃO, ELES TEM QUE DIFICULTAR! ME DIGA POR QUE? SE ELE É O PAI DA CRIANÇA, ... ELE IA ASSUMIR, ELE ESTAVA TÃO FELIZ MALLORY, NÃO ESTOU TE RECONHECENDO. TUDO ISSO POR BIRRA? CIÚMES DA KATE? AAH PELO AMOR DE DEUS. — Lágrimas e mais lágrimas foram caindo, enquanto eu digeria o fato do Jimmy estar gritando comigo, pela primeira vez na vida. Jogando na minha cara o quanto sou imbecíl.
- Nãão .. seu infeliz! É... porque ele já vai ser pai .. de um filho da Michelle. — disse entre soluços, eu não podia ter dito a verdade, não! Eu tinha prometido para a Valary.
- O .. que? — balbuciou surpreso. Desviei de seu olhar, arrependida por ter contado. — Como assim a Michelle está gravida do Syn? Como você soube disso? — disse já mais calmo, seus punhos cerrados, frizando ainda mais a hipótese dele me dar um soco.
- A Val, mas você.. n-não pode-e dizer nada pra ningué-ém Sullivan, — lutei mais uma vez contra o soluço. Ele então viu o quanto eu estava assustada e encolida no sofá, com uma expressão no minimo hilária, me pegou em seus braços. Sim, literalmente ele me colocou deitada em seu colo no sofá.
- Mil desculpas, Mellz. Me perdoe, não quis gritar com você, mas é que me irritou tanto pensar que você mentiu para ele por algo tão banal, mas agora entendo seus motivos. Desculpa, por favor. Prometo nunca mais gritar contigo e te assustar, ou te fazer chorar assim. Eu sou um imbecil. — disse olhando em meus olhos, falando de modo sereno. Eu o abracei, aproveitando aquele momento. Era tão dificil ficar brava com ele, diria quase impossível.
- Eu não posso atrapalhar mais a vida dele Jimmy, não posso. Ele já vai ser pai de outro filho, e bem .. tem a Kate. Ela parece faze-lo feliz e...
- Não continue. Você sabe que Syn e Kate barra coraçãozinho barra love eterno não existe. Eles são apenas bons amigos, a kate tem o ajudado muito. Muito mesmo. — falou agora, acariciando os meus cabelos.
- Não iremos discutir sobre isso, ok? — suspirei vencida, não tinha como eu discutir com o melhor amigo dele. Sempre rolaria aquela defesa de amigos mútua e tal.
- Você acha que ... pode ser verdade? — perguntou se referindo a gravidez da Michelle. Acenti pesadamente, isso não era impossivel de acontecer. — E o que você vai fazer agora? — continuou com o mesmo tom de voz, quase de modo robótico.
- Vou conversar com o Pétrick, contar-lhe a verdade mais uma vez. Eu não vou mentir para ele, por mais que ultimamente ele está muito estranho e grosseiro, ele é um bom cara, e sempre me entendeu e me aceitou. Talvez ele só esteje tenso pelo casamento ou ... sei lá, não sei. Vou conversar com ele hoje. — disse tentando aparentar confiança e tranquilidade. Puff, até nisso eu sou um fracasso.
- Me promete uma coisa? — agora falou com uma pontada de intensidade na voz, apenas acenti. Me arrependendo logo depois, vai que ele pedisse para mim dizer a verdade para o Syn. — Promete que vai deixar eu cuidar de você e dessa criança, como se fosse o pai enquanto o verdadeiro ainda não saiba? — falou a coisa mais fofa e gentil que eu podia ouvir hoje. Eu sorri, admirada com tamanha felicidade.
- Eu prometo, Jimbo! Você é a pessoa que eu mais confiaria para este cargo. — o olhei timidamente. Ele gargalhou com a minha resposta.
- Estou me sentindo muito gay hoje, tudo por sua causa mulher! Olha o que você faz comigo.. — brincou arrancando risadas descontraídas de ambos. Ficamos assim, em silêncio porém um silêncio que significava tanta consideração e afeto que era o silêncio mais certo do mundo. E vocês não entenderam nada. Ficamos ali, nos iludindo de que tudo estava um mar de rosas, sendo que as preocupações nos rondavam excessivamente perto de nós.
(...)
Já fazia uns 20 minutos que Jimmy havia ido embora, almoçamos juntos aqui em casa mesmo já que ele disse que aquele "bagulho" que eu comi vulgo meu delicioso cookie com leite condensado, não sustentava ninguém. Ele também passou boa parte da tarde comigo, fazendo planos para essa criança. Foi engraçado como pareceu realmente que ele era o pai. Dizendo que se fosse menina não deixaria namorar antes dos 23 anos. Que cara nenhum levaria ela para sair, antes de atingir essa idade. Falava também, que se fosse menino seria o mais pegador de todos, e que ele daria dicas para pegar todas as meninas. Eu me diverti muito a partir do momento que ignorei os atuais problemas.
- Senhorita Mallory? — uma das empregadas que trabalhavam aqui em casa bateu na porta do meu quarto.
- Oi ? — me levantei da cama, ficando meio tonta com esse movimento repentino.
- A senhorita Samy está na sala e pediu para te chamar urgente. — disse calmamente, acenti dizendo que eu ja ia descer. Respirei fundo e sai do quarto para achar a Samantha, o que seria tão importante e urgente a essa hora? Desci as escadas lentamente, e a encontrei no sofá, fitando o vazio e roendo as unhas.
Arqueei as sombrancelhas, ela tinha uma expressão tão preocupada e desesperada no rosto, que nem parecia a minha irmã.
- O que foi, Samy? — perguntei calmamente me sentando ao seu lado, a despertando do transe. Ela me fitou por instantes e me abraçou, silenciosamente. Ok, agora eu fiquei preocupada. Correspondi o abraço, aguardando o seu pronunciamento.
- Mell... eu descobri algo, que você não vai gostar... mas eu achei que você devia saber. — ela disse baixo, parecia não querer precisar pronunciar as palavras em voz alta.
- Pode dizer .. — falei, agora realmente curiosa. Pela sua feição deduzi que não era nada bom. Ela fez uma breve pausa antes de começar a falar.
- Bom, você sabe que ultimamente estou trabalhando no Spa, ajudando as meninas no escritório. Então, a Sheila é secretária pessoal da mamãe. E bem, ... ela é muito minha amiga agora.. — pausou novamente, ela estava enrolando para não chegar no assunto principal ou o que? — Ela me disse que andou ouvindo umas conversas, na sala da nossa mãe. E .. que Pétrick tem feito visitas.. — fitei o chão tentando entender, tudo o que ela falava não tinha o minimo sentido. O que Pétrick faria no Spa de minha mãe ? — Então, um dia quando cheguei lá, ela disse que ele tinha acabado de entrar na sala para conversar com ela. Eu resolvi investigar sobre o que eles conversavam, por mais que fosse idiota eu fiquei ouvindo a conversa deles. E descobri .. er, descobri que esse casamento de vocês foi todo arranjado. — falou com um pesar em seus olhos. Ok, eu ainda estava perdida. Casamento arranjado? Como assim? Samy pareceu entender minha confusão mental e respirou fundo. — O que eu quero dizer é, o Pétrick esta casando com você, porque o seu restaurante na França esta falindo. E dona Hágata, o propôs um grande investimento em seus negócios se ele casasse com você. O que eu quero dizer é.. quando o Pétrick te perdoou aquele dia, ... por causa da traição e logo em seguida te pediu em casamento. Ele já sabia de tudo, era tudo arranjado. — disse apressadamente. Eu não achava as palavras, não conseguia pronunciar algum som. Tudo o que Samy dizia parecia ter me atingido como uma bomba.
- Mas .. mas, por que nossa mãe faria isso Samy? Não tem sentido!! Ela nunca foi de querer que eu me casasse logo, então ... porque manipular alguém para casar comigo. E ... Pétrick não faria isso comigo. — tentei ignorar o fato de que as coisas começava a fazer sentido. Eu começava a juntar os fatos. Tipo o adiantamento repentino do casamento que depois descobri que foi sugerido pela minha mãe e ela havia se fingido de desentendida. Por mais que ela me justificou pareceu muito sem nexo.
- Mas ele fez Mallory. E bom, ... nossa mãe fez isso porque ... bem, você não vai gostar nada dessa parte. — me olhou acho que esperando eu esboçar alguma expressão, mas minha feição estava congelada, estática. — Porque, ela sabe do caso entre você e Brian.
- O QUE? — me levantei assustada, tudo bem isso foi demais pra mim. — COMO ASSIM?
- Vou te contar o que eu sei e o que me disseram. Mamãe é sócia da Suzy certo? E Suzy pelo o que entendi, contratou uma das empregadas do Brian para dizer tudo o que acontece naquela casa. Algo que achei muito egoísta e protetor da parte de Suzy mais tudo bem. E então.. o dia que essa garota foi lá no Spa conversar com a Suzy, contar o que acontece lá, a Suzy não estava. Então nossa mãe extremamente curiosa disse para a garota que ela podia contar para ela que ela contaria para a Suzy mais tarde. Você sabe que nossa mãe sempre implicou com os meninos da banda, né? Então. A garota disse o que acontecia lá, uma das coisas foi que você dormiu lá um dia. E que suas roupas tinham ficado lá, a princípio não fazia sentido para mim, mas depois do que você me contou... eu entendi. Mamãe deve ter ficado indignada é óbvio. Ela sempre achou que o Haner não era um cara pra você... E ela também é super frescurenta com esses lances de reputação e nome a zelar. Deve ter sido uma "barra" pra dona Hágata, imaginar a sua filha com um Rockstar tatuado, "cafageste" e até mesmo drogado. Por que é isso que ela pensa dele. E acho que como ela te conhece muito bem, você não aguentaria esse segredo por muito tempo e confessaria para Pétrick que havia o traído. E óbviamente que Pétrick nunca mais ia querer ver a sua cara. Então... ela começou a conversar com ele pelo telefone. Contou-lhe os fatos recentes... e mandou ele vir pra cá urgente. Resultado, ela ofereceu esse investimento "gordo" para ele te perdoar e pedi-la em casamento, para que evitasse do você ficar com o Brian. — concluiu com um breve suspiro. Eu estava chocada. Quer dizer que foi tudo combinado? Pétrick tinha realmente se vendido ? Eu não acredito nisso.
Me levantei do sofá e caminhei lentamente pela sala, minha mente vagava distante. Eu não queria aceitar, não. Eu não queria admitir para mim mesma que minha própria mãe, prefere preservar o nome da familia ao garantir minha felicidade. Eu não conseguia entender isso.
- Você não precisa se sentir culpada agora, é só não casar. Você tem esse direito. — ela acrescentou depois de instantes. Quer dizer então que eles sabiam desde o inicio. Digo, eu estava sendo a idiota então ? Só digo uma coisa, isso não irá ficar assim. Não mesmo.
Olhei para Samy, com um sorriso diabólico que a fez arregalar os olhos. Ou vocês acham, que eu sofri esse tempo todo, TUDO POR CAUSA DE UM RESTAURANTE IDIOTA, È ISSO MESMO PRODUÇÃO? VÃO SE FODER. Eu não vou casar também. Porque se eu estava sustentando essa idéia de casamento era por que me sentia culpada pelo Pétrick, eu achava que devia isso a ele. Mas agora eu não devo porra nenhuma, e ainda mais .. estou grávida do filho da puta que eu mais amo. E esse filho da puta não é o Pétrick. Eu ia fazer meu discurso auto-motivacional para Samy, mas a campainha tocou. Interrompendo meus devaneios. Eu rapidamente fui atender já sabendo quem seria. Ele disse que viria aqui hoje, numa boa hora na verdade. Porque hoje é dia da conversa definitiva.
Abri a porta com a minha melhor expressão sarcástica. E ele estava lá, parado com um sorriso no rosto. Um sorriso que em outras épocas eu acharia perfeito, e ficaria encantada com a sua beleza, mas não agora. Definitivamente não. Eu só conseguia ver um cara que tinha me enganado.
- Oi amor, — falou me encarando, esperando que o convidasse para entrar. Abri a porta e me virei, indo para o centro da sala denovo. Ele me seguiu com uma careta. Que logo desmanchou quando viu Samy no sofá com o rosto todo vermelho. — Oi, Samantha.- disse educadamente. Ela apenas acenou séria para ele e me deu um beijo na bochecha dizendo que iria pro quarto e qualquer coisa eu podia chamá-la. Fiquei o encarando esperando a Samy sair do cômodo, que agora exalava tensão.
- Quer dizer então, que você me enganou esse tempo todo? — disse com os olhos semicerrados, sério, hoje eu faria uma canja com o coro de Pétrick.
- Como assim? Eu não sei do que você está falando. — se fingiu de desentendido. Eu acenti irônicamente, criando coragem para enfrenta-lo de cabeça erguida. Por mais que pode parecer que era tudo o que eu queria, um motivo para não casar e blá, blá, blá isso me deixou triste. Em saber que o cara que eu namoro e que era apaixonada prefiriu seu restaurante ao invés de lealdade a mim? Isso era uma merda, eu não estava contente. Eu estava arrasada. Eu gosto do Pétrick como companheiro, ou pelo menos gostava. Porém, agora é hora dizer tudo o que eu tinha que ter dito desde o momento em que me vi apaixonada pelo meu melhor amigo.
- Como vai o seu restaurante falido, em Pétrick?
Notas finais
Se fosse com vocês, vocês perdoariam ? Comentem por favor, vamos conversar lindas(os). (:
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