Famiglia Angelli
1 Fim de Algo, Começo de Outro
Notas iniciais
Irmãos contra irmãos. Dantes todos viviam em paz uns com os outros, mas um mal instalou-se num deles e dividiu-os. Mas agora essa batalha tinha terminado, aqueles que lutaram contra a paz foram expulsos, porem não foi uma vitória para aqueles que a defendera perderam muitos dos seus que inexplicavelmente viraram-se contra eles.
Aquele que comandou pela Paz agora estava a andar a encontro de quem governava aquele lugar. Era um rapaz que aparentava ter 25 anos, mas era muito, mas muito mais velho, tinha cabelos loiros entre o medio e o curto de um estilo arrumado desarrumado, e tinha uns olhos azuis de uma claridade rara.
Entrou na sala onde estaria o governante, e lá estava na varanda a ver os destroços da batalha. O soldado aproxima-se do governante ainda virado de costas. O seu longo cabelo branco que brilhava à luz noturna ia até ao fim das costas e o seu vestido era da mesma cor, demasiado simples para um governante, neste caso, a governante.
Guerreiro — Acabou…
Ao ouvir a voz do comandante, ela virou-se e o rapaz surpreendeu-se ao ver que a sua governante tinha lagrimas nos olhos.
Governante — Enganaste, isto só foi o começo, e tudo por minha culpa
Guerreiro — Não tens culpa de nada, foi um mal que se instalou entre nós e causou tudo isto
Governante — Mas esse mal deve ter sido de um meu erro meu. Fiquei tão focada a proteger a minha última criação que não dei a devida atenção às minhas primeiras. Diz-me, sentes a minha falta?
O Guerreiro não sabia o que responder, não queria magoa-la mais do que já estava. Pela sua cara, a governante nem precisava da resposta
Governante — Peço imensa desculpa, eu falhei miseravelmente. E preciso de pagar
Guerreiro – Pagar? Pagar como? És a Criadora de Tudo. Tu… tu própria disseste que todos nós cometemos erros, vais sair desta, podemos recuperar o que perdemos
Governante – Não comigo, já houve algo parecido com isto muito antes de nasceres, Miguel. Eu perdi a minha irmã, há pouco tempo perdemos a Lilith, e agora perdemos o Lucifer e quase metade dos Anjos. E tudo por minha culpa. Mataste o teu irmão por minha culpa
Miguel tinha em sua posse a espada da governante, a única arma que pode matar qualquer ser vivo, até mesmo um Deus ou um Anjo, a arma mais poderosa de todo o Universo. Ele tirou a espada para devolver-lhe. A Governante olhou para a espada e ficou surpreendida
Miguel – Eu não o matei… Não tive coragem de mata-lo. Agora, por minha culpa, um mal instalou-se dentro do planeta Terra e não vamos conseguir tira-lo de lá tão cedo
A governante ajoelhou-se. Aparentava estar sem palavras, o seu anjo mais confiável tinha falhado na sua missão
Governante – Miguel, o Anjo mais poderoso de todo o universo, falhou na sua missão de matar alguém
Miguel não via a cara dela, devia estar furiosa com ele e iria receber um castigo severo, mas quando a governante levantou a cabeça, ela estava com a cara cheia de lagrimas e a sorrir
Governante – Estou tão orgulhosa de ti
Não tinha palavras para descrever na sua cabeça o que estava a sentir agora, ele estava numa certa forma aliviado. Estendeu a mão para a governante para ela levantar-se e a governante aceitou.
Miguel – Estava a pensar seriamente que ficaste muito zangada e eu receberia um castigo
Miguel estendeu a espada para a devolver. Mas em vez de a governante pegar, ela estendeu a mão de forma para parar
Governante – Como eu falei, estou muito orgulhosa de ti, levaste os meus ensinamentos de pregar o Amor em vez do Odio, no meio de uma batalha. Mas não sei se o que vai acontecer vai ser um castigo para ti ou não
Miguel – Não estou a entender
O corpo da governante começou a deitar pequenos brilhos fora, isso acontece quando um ser divino está a morrer. Não acreditando nos que os olhos viam, Miguel largou a espada e ajoelhou-se perante aquilo transtornado
Governante – Tenho quarto tarefas para ti. A primeira é esconderes a Espada no local mais seguro que conheces, quando a puseres lá, vais perder a posse dela e ela só será novamente tirada de lá pela minha próxima vida. Segundo…
Ela tirou do seu pescoço um colar que continha um cristal puro transparente de um tamanho mais pequeno que uma palma da mão
Governante – Fica com este cristal contem todo o meu poder. Ele brilhará quando em reencarnar e guiar-te-á até mim. Mas fica a saber que quando eu reencarnar, não vou ser eu, está bem?
A governante deu-lhe o cristal e Miguel aceitou com a maior tristeza
Governante — A terceira é dares isto a Gabriel…
Na mão dela surgiu uma pequenina luz
Governante – Ele terá que escolher uma mulher humana que não se tenha relacionado sexualmente com nenhum homem nove meses antes de 31 de Dezembro. Nesse dia nascerá uma especial de governante que dirá os meus ensinamentos aos humanos
Ela estendeu a mão para dar a pequena luz a Miguel
Governante – E a ultima tarefa que tenho para ti é aquela que estou mais arrependida de fazer… Peço-te, Miguel, que fiques no meu lugar até que eu esteja completa de novo
Uma tensão pairou no ar naquele momento. Ao perceber que Miguel não estava a processar bem aquela tarefa, ela ajoelhou-se até ele e abraçou-o com o maior amor do mundo
Governante – Desculpa… desculpa por dar-te o maior fardo do universo inteiro. Isto não era para acontecer. Mas eu tenho certeza que vais um governante incrível
Miguel – Eu nunca irei ser um governante como tu és
O corpo da governante estava cada vez mais transparente, não tardava ela iria desaparecer por completo. Ela desfez o abraço, mas manteve as mãos nos ombros nele. E inconstou a sua testa na dele.
Governante – Não sejas tão pessimista para contigo, lembra-te que não estás sozinho. Vocês são quatro arcanjos, com certeza vão ser uma grande equipa para manter tudo em ordem
O corpo da governante estava nos seus últimos segundos
Governante – Eu sei que não ouviste muito estas palavras, mas já que são as minhas ultimas… Eu amo-te, Miguel
Miguel – Eluaryne---
E ela desapareceu numa pequena explosão de partículas divinas.
(…)
Depois de se recuperar, Miguel foi para o lado de fora. E sentado nos pequenos degraus à sua espera estava outro Anjo. Miguel sentiu-se ao lado dele. O outro Anjo era Gabriel. Eles era praticamente o reflexo um do outro, exceto que o cabelo de Gabriel era ruivo e comprido, que estava 95% do tempo apanhado por um rabo-de-cavalo, e no seu rosto tinha sardas. A personalidade dos dois era bem diferente, Gabriel era um brincalhão enquanto Miguel era mais serio, mas naquele momento eles estava com a personalidade igual
Gabriel – Ela realmente foi-se?
Miguel apenas acenou positivamente que sim
Gabriel – Então e agora?
Miguel contou tudo o que Eluaryne falou, menos as ultimas palavras já que era um segredo deles os dois que mais ninguém sabia, nem suspeitava no relacionamento extra que a governante e o guerreiro tinham. Gabriel estava a olhar bem para aquela pequena luz que lhe foi entregue para fazer a sua tarefa
Gabriel – Eu, Arcanjo Gabriel, um Anjo que mais parece o Deus Loki, tem a tarefa de ele próprio escolher uma humana que irá dar à luz o Salvador dos Humanos. Tens mesmo a certeza que ela disse o meu nome? Não será a Raphael a mais indicada
Miguel – Não, és tu mesmo que irá realizar a tarefa
Gabriel – Mas só te digo uma coisa antes de te “coroares” o novo Governante: eu te vou tratar como te sempre tratei, ou seja, nem sempre vou dar-te ouvidos e arderei os teus miolos com as minhas brincadeiras
Miguel conhecia completamente Gabriel, ele estava a tentar deixar o ambiente mais descontraído. Não valia a pena andarem todos tristes, o que passou já se foi. E a Governante um dia irá regressar, então está tudo bem. O guerreiro aceitou a descontração que o irmão estava a criar
Miguel – Estás à vontade, não esperava outra coisa vinda de ti, até porque ninguém vai tratar-me diferente
Gabriel – Mas sabes que se alguma coisa de mal acontecer, eu serei o primeiro da fila
Miguel – Sabes muito bem que tu ainda continuas a ser o Mensageiro e eu o Guerreiro
Gabriel – Não disse que iriamos mudar os nossos papéis, até porque não vou mudar as minhas tarefas por nada, adoro ser livre como sou e namoriscar quem bem me apetecer quando quiser
Miguel – E a Raphael? Desististe dela?
Gabriel – Ela é o alvo principal, mas nós não temos nada de mais.
Gabriel decidiu que queria brincar um pouco com Miguel
Gabriel – E como está o meu shipp favorito no momento?
Miguel – Teu quê?
Gabriel – Meu shipp. Vou lançar a hashtag Apolliguel
Miguel – O quê?
Gabriel – Apolliguel, gostaste? É a junção de Apollo e Miguel
Miguel estava mais confuso que uma barata sem cabeça
Miguel – Não estás bem da cabeça. E o que queres dizer com junção? Nós apenas somos grandes amigos. Isso tudo é porque eu cuidei dele e da Artemis enquanto eles não iam para Olympus?
Gabriel – Não… mas isso também faz lembrar-me de outro shipp: Migueleus… Miguel e Zeus. Já que também cuidaste dele enquanto ele não derrotava Cronos
Miguel – Vou embora antes que digas mais alguma palermice
Miguel levantou-se para descer o resto das escadas
Gabriel – Onde vais?
Miguel – Deixar a espada no lugar mais seguro que eu conheço
Gabriel – E vais contar ao teu ser mais confiável?
Miguel – Não
Gabriel fingiu que estava chateado com a negação do irmão e estava a dramatizar ironicamente
Gabriel – Ah é? Já não confias em mim? És tão malvado, como alguém tão belo e forte pode ter um coração tão duro e oco?
Miguel olhou para trás e sorriu para o ruivo
Miguel – Então queres acompanhar-me até ao local e no caminho eu deixo-te namoriscar com quem quiseres?
Gabriel – Como eu amo-te, irmão?
Mesmo que Gabriel o acompanhasse, como ele iria paquerar quem ele quiser no caminho, ele iria ser deixado para trás e não saberia o local onde a espada estaria, muito inteligente da parte do Arcanjo Guerreiro
Fale com o autor