Falling in love with a criminal.
3 Capítulo 3 - Stranger in the dark.
Notas iniciais

(ELENA)
"Mais um dia com sorrisos, elogios e todo o blablabla de sempre." Assim que Elena abriu os olhos foi o primeiro pensamento que veio a sua mente. Os elogios que recebia constantemente por estar indo tão bem na faculdade de medicina estavam repetitivos e cansativos. Mal sabiam a maioria que as vezes ela precisava do gabarito ou até mesmo tinha que colar nas provas por estar cansada. E até mesmo por preguiça.
Ela se levantou, pegou a toalha lilás com bolinhas brancas, uma roupa qualquer e foi para o banheiro. Depois de um longo banho e suas higienes pessoais, ela deu uma penteada do cabelo e o prendeu em um rabo de cavalo alto.
—Eae maninha! — Jeremy passou pelo corredor com o cabelo totalmente bagunçado.
—Bom dia Jer — Elena riu balançando a cabeça.
Como todo dia, todos tomaram café, se arrumaram, entraram em seus carros e foram para mais um dia de trabalho ou faculdade. A unica que ficou foi Elena, pois tinha que esperar por Matt. Seu namorado musculoso, loiro, com olhos verdes como esmeraldas e muito convencido. Ele tinha uma BMW que o pai havia lhe dado quando tinha 16 anos e adorava se gabar por ela, Elena só o esperava porque ele fazia questão de leva-la.
—Vamos gata! — A sua buzina alta e fina foi seguida do grito do rapaz.
Elena pegou sua bolsa e seu livro e saiu com um sorriso de lado. Eles trocaram um selinho e ela entrou. Ambos passaram o sinto e partiram rumo a faculdade.
—
(DAMON)
Damon estava jogando poker com alguns "amigos" de sua gangue quando o mais novo membro entrou. Todos no galpão abandonado e escuro olharam o menino que deveria ter 26 anos entrando pelo grande portão.
—Ei, ei. Venha cá Billy. — Klaus, o chefe do grupo, o chamou dando um sorriso malicioso.
—Boa sorte novato. — Damon comentou para os homens em sua mesa, que balançaram a cabeça negativamente e continuaram a olhar.
—Poderia me responder o que é isso? — Klaus ergueu um saquinho com o que parecia ser um diamante.
—É, o que você me pediu para buscar o-ontem senhor. — Billy estava suando frio.
Klaus deu uma risadinha e colocou seu canivete na mesa ao seu lado. Quase todos se afastaram ou até mesmo saíram do galpão. Apenas os da mesa onde Damon estava ficaram imoveis.
—Preste bem atenção, criança. — Klaus tirou o diamante do pequeno saquinho e o colocou sobre a mesa. Ele pegou um pequeno martelinho, ergueu e começou a bater na pedra. Após umas 5 ou 6 batidas ele parou avançando no menino com o canivete afiado.
—Criança, se isso realmente fosse um diamante, teria se quebrado na primeira vez você não concorda? — Ele o olhava com fúria e com um sorriso malicioso no rosto. — Dá próxima vez, que me trouxer um diamantezinho desse, não vai mais ter dedos para o próximo trabalho, entendido? — Ele empurrou o rapaz no chão e jogou a pedra falsa em seu peito.
Billy se levantou após algum tempo e respirou fundo. Jogou a pedra fora e foi para seu canto. Damon ficou o observando e voltou a atenção para seu jogo.
—
(ELENA)
—Matt, quantas milhões de vezes eu vou ter de falar que eu não sou sua propriedade, muito menos sua bonequinha. — Elena andava de um lado para o outro com os braços cruzados enquanto discutia mais uma vez com seu namorado. — Liam é só um amigo! Pelo amor de deus, você deu um soco no meu AMIGO porque ele me deu um abraço? Pelo amor de Deus! — A morena parou em sua frente e ficou esperando um resposta.
—Elena, é obvio que ele sente algo por você. Aquele babaca vive de gracinhas, tirando fotos com você, mexendo nos seus cabelos, te abraçando. Acorda gata, eu não vou deixar molequinho nenhum roubar minha namorada. — O garoto revirou os olhos.
Elena o olhou, indignada e apenas andou até o carro dele.
—O que foi agora? — Ele correu até ela e ficou a sua frente.
—Matt, só quero ir para casa ok? Por favor. — Disse suspirando e se desviou dele.
Durante a viagem ele mudou o destino e foi para a cidade. Quando a garota percebeu o olhou confusa.
—Para onde está me levando?
—Vamos jantar em algum lugar gata, fazer as pazes hã? — Ele sorriu.
—Matt, não quero jantar e muito menos fazer as pazes, quero ir para casa e descansar. Por favor.
—Mas eu não quero Elena, quero conversar. — Ele falou como se mandasse nela.
—Matt, chega! — Elena gritou. — Precisamos de um tempo... Eu preciso de um tempo. — O rapaz freou o carro bruscamente ao ouvir a namorada.
—Ah, deve estar de brincadeira né Elena? — Ele revirou os olhos e falou nervoso. — Tempo? Nunca me pediram um tempo.
—É, tem a primeira vez para tudo. — Ela falou encarando seus livros.
Ele riu ironicamente e saiu do carro indo em direção a porta de Elena — Ok, então vamos começar agora. Saia do carro. — Ele falou olhando para rua.
—O que?
—Sai! Assim já começamos nosso "dar um tempo". — Ele cuspiu sem olhar para ela.
—Espera, tá de brincadeira né? — Ela estava pegando suas coisas quando ele a puxou para fora do carro.
—Sim é isso, princesinha. — Ele bateu a porta com força e foi para o banco do motorista.
—Quanta maturidade. — Ela riu e ele partiu.
Ele acelerou o carro e ainda buzinou para ela. Elena o xingou mentalmente e foi andando para ver se achava algum ponto de ônibus. Ela não queria ligar para os pais, pois teria de explicar o motivo. O que não tinha em mente.
Os restaurantes e lanchonetes, foram diminuindo a medida que ela caminhava, assim como as luzes. Ela passou por um grupo de rapazes que a olharam como se fosse um ser de outro mundo. Ela começou a pensar duas vezes na hipótese de ligar para um de seus pais.
Do nada, uma mão segurou seu braço e a puxou para trás.
—
(DAMON)
Damon havia conversado com Billy e explicado como algumas coisas funcionavam. Ele não queria ver ou ouvir mais gritos de agonia e ter que limpar o sangue.
Quando anoiteceu ele saiu com o garoto para dar um volta e procurar vítimas. Mas quando era mais ou menos 22:30 da noite o rapaz sentiu fome e foi procurar uma lanchonete.
Enquanto esperava o menino, Damon viu um carro, uma BMW parando perto dali, e presenciou um casal brigando. A menina era extremamente bonita. Seus cabelos iam quase até a cintura, seus olhos escuros brilhavam. O menino parecia ser um filho de papai mal agradecido, uma de suas vítimas preferidas.
Billy voltou e eles foram andando em direção ao galpão. Alguns passos antes ele viu um grupo conhecido apontando para algum lugar. Ele olhou para trás e seguiu o dedo do baixinho de capuz. Era a menina que ele havia visto. "O que está acontecendo? Porque me importo com uma menina qualquer?" Esse era o pensamento que se passava pela cabeça do homem.
Assim que ele deduziu o que iria acontecer, ele deixou Billy no galpão e inventou uma desculpa para voltar. Damon passou por alguns atalhos que conhecia desde criança e chegou antes que os criminosos atacassem.
Damon agarrou seu braço e encarou os meninos. A morena o olhava assustada e para os meninos também.
—Vamos Savannah, já não disse para você parar de sair de noite sem tomar os remédios? — Damon gruniu a encarando. -Entra no jogo ou prefere ficar com eles? — Ele sussurrou para que apenas ela o escutasse.
A menina fixou o olhar no rapaz e assentiu.
—Desculpe, esqueci disso. É que precisava fugir, estavam me seguindo. — Ela falou rindo.
Damon foi andando com ela para perto dos restaurantes e despistou os meninos. Ele a olhou e soltou seu braço.
—O que você faz por aqui? Esta louca? — Disse ao olhar para trás e quando percebeu que os meninos já haviam desaparecido, sorriu para Elena.
—Não..Não foi porque eu quis. — Ela respondeu uma mecha do cabelo atrás da orelha. — Hã.. posso saber seu nome? — Os olhos azuis de Damon eram encantadores demais para que ela conseguisse desviar o olhar.
—Damon. — Ele respondeu se encostando na parede pichada e cruzando os braços. — E o seu?
—Elena. Obrigada por ter salvado. — Ela corou.
—Bem, não ande mais por aqui. — Quando estava quase desaparecendo na escuridão, ouviu a voz da garota.
—Hã, você sabe se por aqui tem um ponto de ônibus? —
Ele se virou e riu. Olhou para os dois lados e se aproximou dela.
—Eu te chamo um táxi ok? — Ele se aproximou da rua e ficou esperando que algum veículo amarelo passasse. O que aconteceu após 10 minutos.
—Obrigada Damon. -
—Mademoiselle. — O rapaz pronunciou forçando um sotaque francês.
—Posso te retribuir de alguma forma? — Ela questionou antes de entrar.
—Não é uma boa ideia — Ele sorriu.
—Por favor, eu quero. — Elena fez um bico como se implorasse.
—Ok, me encontre ali. — Ele apontou para um estabelecimento com uma xícara desenhada. "Papa's Coffe" — Amanhã as 14:00.
—Ok. Te vejo amanhã. — Ela sorriu e entrou.
—Boa noite, Elena. Não se atrase. — Ele fechou a porta, pegou a mão de dela e a beijou, olhando em seus olhos em seguida.
—Boa noite, Damon. Não irei.
O Táxi partiu e ele ficou olhando até que sumisse. Se virou e foi engolido pela escuridão.
Fale com o autor