Falling for the Target
8 Past
Notas iniciais
Era uma vez dois rapazes sul-coreanos. Ambos eram apaixonados um pelo outro, porém suas personalidades se diferiam – e se completavam. Um era submisso, inocente, faria qualquer coisa pela felicidade de seu parceiro. O outro era sádico, ignorante, sarcástico, malicioso, faria qualquer coisa a seu bel-prazer. E sempre estava cercado por péssimas amizades. Era uma surpresa que tivesse conhecido o outro rapaz, visto que esse jamais se encaixaria em seu modo de vida. Mas conheceram-se e, como os opostos se atraem, se apaixonaram.
E por muito tempo, viveram em plena harmonia, em uma relação em que tudo parecia perfeito. Parecia, pois não era, de fato, daquele jeito. Talvez, o maior defeito do garoto submisso, fosse sua grande curiosidade. E o maior defeito do garoto sarcástico, era seu sadismo.
Eventualmente, o inocente acabara por descobrir que o namorado era um dos maiores traficantes de Seoul. E isso o amedrontara. Mas sua paixão era maior – ou sua burrice era – e tentara fazê-lo largar essa imunda e perigosa forma de ganhar dinheiro. O outro, é claro, apenas rira internamente, de forma debochada, enquanto encenava desespero aos olhos do mais novo, pedindo sua ajuda e, assim, acabou levando-o para aquele caminho sujo e sem volta, ainda em sua menor idade.
Quatro anos de pesadelo se passaram. Quatro anos em que o garoto inocente tivera que ajudar o namorado em seu pequeno segredo imundo. Quatro anos vendendo drogas. E caso algo não saísse de acordo com o planejado, era espancado covardemente pelo homem que se apaixonara, sem sequer tentar reagir. Não reagia, porque ainda era estupidamente apaixonado e sabia que não teria chances, de qualquer maneira.
- Aniyo... – Disse, com a voz trêmula. – A-aniyo! Eu não s-sou assassino. – O tom embargado. Segurava uma pistola, apontando diretamente sobre a têmpora de um homem de meia idade, que estava com um pano molhado lhe cobrindo a boca, para abafar os gritos que dera momentos antes. Suas vestes estavam amassadas, rasgadas e sujas. O terno que era visivelmente caro não teria mais serventia, sequer para limpar o chão. O garoto apenas tremia e suava frio, diante do olhar desesperado do homem ajoelhado à sua frente, debaixo do olhar de desprezo que o homem sádico lhe direcionava. O último, apenas revirou os olhos, limpando o suor que escorria de sua testa, com a costa da mão.
- Jagiya... Você sabe o quanto isso é importante pra mim... Pra nós dois! Você sabe que eu só faço isso, para nossa felicidade, você sabe que prec-
- Aniyo! – O garoto interrompeu o mais velho, com mais convicção em sua voz. – Se quiser matá-lo, mate você próprio, não vou sujar mais minhas mãos por causa do seu egoísmo. – Estava cansado. Quatro anos fora demais para si. Nem a paixão que supostamente sentira, um dia, parecia ter seus resquícios em si. Parecia que apenas criara ódio por aquele a quem um dia fora apaixonado. Desviou a mira da arma da têmpora do homem ajoelhado e a colocou nas mãos do rapaz atônito ao seu lado.
- O-o que você está querendo dizer...? – Perguntou vacilante, não querendo que admitir que o seu pequeno garoto estava se voltando contra ele.
- Você entendeu bem. Se quer matá-lo, mate você mesmo. E eu estou fora, tanto dos seus negócios, quanto da sua vida. – Sua voz era carregada de remorso e ódio. O mais velho não sabia que havia o machucado tanto, mas agora era tarde demais. O garoto mais novo fizera menção de afastar-se, quando sentira seu braço ser segurado forte e possessivamente.
- Você acha que pode sair assim, tão facilmente? – O ódio era visível nos orbes escuros, com alguns resquícios de decepção e dor. Doía saber que aquele que amava, mesmo que tivesse se esquecido disso em certos momentos, estava lhe deixando de vez. Não conseguia processar aquilo, para si, o menor teria que ficar ao seu lado e só se separaria dele com sua morte.
- V-você está me machucando. – Choramingou, deixando o medo ecoar em suas palavras, tentando soltar-se do aperto forte daquela mão em seu braço.
O outro, por sua vez, apenas levantou a mão que segurava a arma até que estivesse na altura do coração do mais novo, empurrando fortemente o cano contra a caixa torácica, fazendo o garoto gemer dolorido.
- Você me deu seu coração, Mireu. Acha mesmo que vou entregá-lo de volta, ainda batendo? – Rira com escárnio, notando o terror nos orbes daquele que amava de forma doentia. Seu peito doía ao saber ser o causador daquelas lágrimas carregadas de medo que escorriam pelas bochechas do mais novo.
- Ani, eu dei meu coração ao meu JunHyung, o homem que eu me apaixonei. Eu não faço ideia de quem você é. Você não é mais o JunHyung, você é apenas um bastardo com o codinome de Joker e que usou o meu apelido para nomear seu maldito clã, ou seja lá o que é isso que você tem. Você me fez ter vergonha do apelido que você me deu- ani. O apelido que o JunHyung me deu. – Cuspia as palavras com toda a dor que sentira por todos esses quatro anos.
- Do que você está falando!? Eu sou o J-...
- Não você não é! – Gritou, completamente alterado. – JunHyung jamais levantaria um dedo contra mim, jamais me usaria por tanto tempo, jamais me enganaria. JunHyung poderia ter as piores amizades do mundo, mas se importava com aqueles a quem amava. Eu só queria saber quando você parou de me amar. Queria saber até quando fui burro o bastante para acreditar em suas palavras... Mas já chega, estou cansado! – Gritara mais uma vez e, em um movimento brusco, soltara-se do aperto do outro, empurrando-o para longe de si. O homem chamado JunHyung apenas fitava o que um dia fora seu namorado, lembrando de cada sorriso, cada momento que tiveram juntos, deixando lágrimas silenciosas escorrerem por sua face.
Ficaram um bom tempo se entreolhando, até que um gemido de dor os tirara daquele torpor; o mais alto sequer lembrava mais da existência do homem ali. Enquanto mantinha o olhar preso ao de CheolYong, levantou a arma e puxou o gatilho, acertando o peito do homem de meia idade; o barulho fez Bang assustar-se e, o olhar horrorizado sobre o cadáver e o sangue que começava a escorrer sobre o chão. JunHyung agora levava a arma até que ficasse a frente do corpo do ligeiramente menor, destravando-a mais uma vez. Mir já estava conformado com o seu fim, apenas ajoelhou-se, ainda fitando o traficante, os olhos marejados. Será que um dia ele lhe amara, realmente?
Um tiro. Um grito de desespero e JunHyung estava ao chão, chorando de uma forma que Bang jamais vira. Ao olhar ao chão de madeira, vira o buraco que a bala fizera, próximo a si. Fizera menção de ir até onde o outro rapaz estava, mas conteve-se ao ouvir as palavras desesperadas daquele homem.
- Vá embora! Não apareça mais na minha frente! Vá embora! – Gritara desesperado e, sem hesitar, Mir corria em direção à saída, mas não sem antes ouvir o fraco e dolorido sussurro de JunHyung. – E-eu ainda amo você...
E CheolYong correra para aquele que lhe socorria desde o primeiro dia em que estava na capital sul-coreana.
SeungHo.
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O garoto observava a luta em que seu atual namorado travava à sua frente e esta cena era absurdamente familiar para si, mas não de uma maneira que gostasse. Estava desnorteado, lembrando-se de JunHyung e todas aquelas brigas que eventualmente teria que ver. Estava tão absorto em suas memórias que não notara a presença de um dos assassinos, que lhe desferiu um soco certeiro em seu estômago, fazendo todo o ar em seu interior esvair-se de uma só vez. Continuava a sentir os socos e chutes, mas não se importava, não era como se fosse a primeira vez que estivesse apanhando de alguém. Mas devia admitir que a força de JunHyung era bem maior do que a do homem que estava lhe batendo, agora.
- H-hyung... – Devia ser um azarado. Quando finalmente encontrara alguém, quando seu coração finalmente parecia ter curado-se, provavelmente seria espancado até a morte e Joon também. Fora JunHyung? Ele estava o seguindo e o observando? Jamais teria a chance de ser feliz, por conta daquele maldito egoísta?
Joon...
O tão adorável homem estava sendo espancado por sua causa... Não podia deixar JunHyung vencer dessa vez. Prometera a si mesmo, não mais o deixaria acabar com a sua vida. Saíra de perto daquele homem sem escrúpulos por buscar sua felicidade e lutaria por ela.
Em um momento de distração do seu agressor, o garoto mais novo chutara seu órgão reprodutor com mais força que pretendia e logo lançou-se contra um dos agressores de ChangSun, mas como seu corpo estava excessivamente machucado, não tinha forças o bastante para efetuar a tarefa com a rapidez e o sucesso que precisava. Estava tonto e, quando menos esperava, sentira um soco forte em sua face, tão forte, que o fizera cair e os dentes cortaram-lhe a bochecha, fazendo-o cuspir um pouco de sangue. Quase desmaiara, mas precisava manter-se acordado, por Joon. Mas antes que pudesse reagir, notara a destreza que Joon lutava com aqueles homens, matando um a um com a maior facilidade.
Lembrava-se dele...
JunHyung.
A mesma destreza e facilidade que apenas vira uma vez. Ver todos aqueles corpos mortos ao seu lado o faziam lembrar-se daquele a quem mais queria esquecer, faziam-no lembrar de tudo que queria esquecer, todas as mortes as quais ainda lhe visitavam à noite, tornando seus sonhos serenos em pesadelos vivos que lhe acordavam com o grito de cada vítima do Joker.
Ele nunca o deixaria em paz?
O horror e o medo em seus olhos jamais foram direcionados a Joon. Eram direcionados a todas as lembranças horripilantes que sua mente teimava em repetir e repetir e repetir. Iria enlouquecer, disso tinha certeza.
Quando o corpo do coreano mais velho caiu sobre o chão, inerte, CheolYong se alarmou e logo aproximou-se do mesmo, já procurando pelos sinais vitais. Deveria chamar a ambulância, mas algo lhe dizia que JunHyung tinha algo a ver com isso e sabia que – como agora ele era um dos maiores traficantes da Coréia do Sul – recorrer às autoridades era a mesma coisa que ir até a sede de suas vendas, entregar-se para o Joker. Os 4 anos por lá lhe ensinaram bem.
A única coisa que conseguira pensar em fazer, fora em ligar para a mesma pessoa a qual sempre lhe confortou e ajudou.
SeungHo.
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- Hyung, por favor, eu te peço, não vá atrás dele... – Bang implorava, segurando a manga da camisa que Joon usava, puxando-o para mais perto. ChangSun apenas mordiscara o lábio inferior, voltando a se sentar sobre o sofá, ao lado de CheolYong, segurando sua face com ambas as mãos, trazendo-o para perto de si e beijando-lhe os lábios com intensidade.
- Anjo... Se eu não parar com isso, vão nos caçar até nos matarem.
- Aniyo! Eles vão me caçar até me matarem. Estão te caçando por minha causa, se eu for...
- Não diga besteira, CheolYong-ah, não se atreva você a ir até esse JunHyung, ok? – Mir nada disse, apenas ficou a fitá-lo com uma face ilegível. – Vou tomar isso como um sim. Hyungnim. – Chamou o dono da casa que agora estavam, causando espanto da parte de ByungHee. Joon não era do tipo de prestar respeito nem a Rain, não conseguia imaginar o porquê de um simples cidadão conseguir ser chamado de “hyungnim” pelo tão mal-educado ChangSun, tsc.
- O que foi, Joon?
- Cuide dele por mim, ok?- Como resposta, apenas recebeu um aceno positivo do homem mais velho, enquanto este aproximava-se mais do mais novo dos quatro homens, abraçando-o por trás, após sentar-se no sofá.
- ByungHee. Vamos. – Disse, seco.
- Yah! Porque você me chama pelo nome, mas aquele cara você chama de “hyungnim”? Ele só é mais velho que eu alguns meses! E eu te conheço há muito mais tempo, Lee ChangSun- ah! – Do apartamento em que o mais velho e o mais novo se encontravam, podiam escutar as reclamações do homem chamado ByungHee gradativamente diminuírem, causando um pequeno riso em SeungHo. Tão barulhento, tsc. Mas não podia deixar que seu orgulho não inflasse em saber que Joon o tratava de forma tão respeitosa e não fazia a mesma coisa com os outros.
- Hyung... E-eu sei onde ele está... – Soou a voz baixa e falha do garoto choroso o qual ainda abraçava. Suspirou fundo e lambeu os lábios, em uma mania que jamais iria se livrar. Sabia que estava falando de JunHyung e sabia no que o outro estava pensando em fazer.
Me perdoe, Joon.
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Um garoto com a aparência de ter mais idade do que realmente tinha – por conta de suas enormes olheiras, postura cansada e pele malcuidada – andava pelas ruas de Seul sem um rumo específico, chutando algumas das pedras que encontrava pelo caminho. Lambia os lábios vez ou outra, uma mania que possuía desde que se entendia por gente.
Caminhava sem rumo, por presenciar mais uma briga de seus pais em casa. Odiava-os. Odiava-os por serem tão imprestáveis. Seu pai era um alcoólatra e sua mãe dormia com qualquer homem que aparecesse e lhe prometesse alguns trocados. O único que se mantinha digno naquele lugar o qual supostamente era sua casa, era o próprio, que trabalhava no turno da noite para poder sustentar os próprios estudos. Sempre estava entre os três primeiros lugares na escola, era motivo de inveja dos outros alunos, as mães sempre falavam o quanto a senhora Yang deveria ser orgulhosa por ter um filho tão prodígio quanto ele. É, deveria, mas não estava. A senhora Yang sempre fizera questão de dizer a SeungHo que estudos nunca iriam levar a nada, pois um dia, todos iriam morrer, mesmo. Sempre que o via lendo livros, batia no garoto, sempre ressaltando o quanto os mesmos eram dispensáveis, ao contrário do dinheiro. “Mas mamãe... O essencial é invisível aos olhos!” uma vez, o pequeno SeungHo respondeu, após ler “O Pequeno Príncipe”. Sua mãe, enfurecida pelo garoto ter respondido a si, chamou o pai do garoto, dizendo que a indefesa criança havia lhe desrespeitado e que exigia que o sr. Yang tirasse satisfações com o filho dele. O resultado fora 3 dias em coma, várias escoriações e duas costelas quebradas. E um ódio crescente.
Fazia de tudo para ficar o mais longe possível daquela casa. E sabia que eles nunca iriam sentir sua falta. Agora, por ser o melhor aluno, ganhara bolsa integral e, por conta disso, o dinheiro que guardava agora, era para sair daquela casa o mais rápido possível e nunca mais ver aqueles dois seres que jamais aprendera a amar.
Percebera que uma das pedrinhas que chutara voltara para seus pés e, ao olhar para cima, vira um garoto um pouco mais baixo que si e visivelmente mais novo, com um sorriso aberto nos lábios – porém extremamente triste. Aquele garoto o intrigava. Era tão belo e estava tão quebrado, mas ainda assim, tentava demonstrar que estava bem. Imediatamente, SeungHo tivera ímpetos de abraçá-lo fortemente e protegê-lo de seja lá o que tivesse passando, pois aquele garoto, de certa forma... O fazia se lembrar dele mesmo, anos atrás.
- O que está fazendo sozinho à essa hora, garoto?
- Acho que acabei me perdendo, ajusshi. – Respondeu a voz infantil com o sotaque do interior sul-coreano, arrancando um riso do mais velho.
- Aish, não sou tão velho assim! Me chame de hyung, ok?
- Eh!? Ah, desculpe, h-hyung... – O menor disse, corando visivelmente, desviando o olhar do outro.
- Meu nome é Yang SeungHo... E o seu?
- Bang CheolYong. – Disse, ainda um tanto envergonhado. SeungHo apenas sorrira abertamente, aproximando-se do garoto.
- Então, CheolYong-sshi, onde, exatamente, você quer ir?
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- Hyung, quero que conheça Yong JunHyung... Meu namorado. – O agora não tão menor apresentara o outro coreano a SeungHo, que o fitava com certo desprezo. Algo naquele homem incomodava deverasmente o mais velhos dos três. Mas iria engolir qualquer coisa que fosse, apenas para ver a felicidade do mais novo. Estendera a mão para o outro homem, que a pegou de forma preguiçosa, ainda fitando SeungHo com ar de superioridade.
- Yang SeungHo.
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Yang sabia. E se odiava por não fazer nada. SeungHo via as marcas arroxeadas no corpo de CheolYong, toda vez que o garoto se descuidava e deixava pele demais aparecer. As olheiras enormes adornavam os olhos agora sem vida. Sabia que era culpa de JunHyung, mas tentava acreditar nas desculpas esfarrapadas de CheolYong. “Isso? Ah... Eu caí da escada do apartamento hoje, quando acordei. Sabe como eu sou desastrado!” Era sempre algo do tipo, seguida de uma risada sem graça. Mas Mir jamais se atrevia a fitar SeungHo nos olhos, quando dizia suas mentiras.
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- H-hyung... E-eu... Eu consegui... Eu saí de lá, eu terminei com o JunHyung, mas dói... Dói tanto... Por que dói? Eu não mereço essa coisa chamada amor!? – Perguntou um choroso CheolYong jogado nos braços de SeungHo, que apenas abraçava-o fortemente e afagava seus cabelos.
- Foram 4 anos, Mir. Vocês tem uma história, você era perdidamente apaixonado por ele, é lógico que iria doer. Mas você tinha que fazer isso, você não podia deixá-lo continuar a te usar... Se você deixasse, eu mesmo me certificaria de matá-lo. E foi apenas uma tentativa errada, pequeno. Você é adorável e não será difícil encontrar outra pessoa. –Retrucara, com um tom calmo em sua voz. Em resposta, o mais novo abraçou-o tão fortemente quanto era abraçado.
- Ani, hyung. Não quero que suje suas mãos por minha causa. – E com isso, ficara calado. SeungHo apenas acariciava seus cabelos, cantarolando bem baixo para o garoto dormir e, quando isto aconteceu, ficou a olhar aquela face a qual sempre admirara. Aproximou a própria face da alheia lentamente, roçando os próprios lábios carnudos aos alheios de forma leve. Pressionou-os demoradamente, mas ainda assim, cuidadosamente para não acordá-lo. Ele já havia passado por coisa demais, para acordar com o seu melhor amigo o beijando nos lábios.
- Se você soubesse o que eu realmente sinto por você, CheolYong-ah...
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- Hyung... Nós temos que ajudá-lo! Ele foi muito espancado, ele desmaiou, eram três homens, eles nos atacaram do n-
- Acalme-se, CheolYong! – Gritou SeungHo, após segurar o mais novo, que já era ligeiramente mais alto que si, pelos ombros e chacoalhá-lo para que este voltasse à razão. Ficara encarando aqueles olhos opacos de Mir, como se este estivesse delirando e aquilo lhe apertava o coração.
- J-JunHyung... – Sussurrou o ligeiramente maior, antes do corpo tremer brevemente e lágrimas grossas escaparem dos olhos do mesmo. Abraçou SeungHo com força, não se importando com a dor que sentia, pois também havia sido vítima daqueles homens. Yang apenas massageava suas costas, cantarolando como sempre fazia, para acalmar o mais novo. – Foi ele, SeungHo, foi ele... Tenho certeza! Ele nunca vai me deixar ser feliz...
- Shhh, shh... Você sabe que não só eu, como Joon estamos aqui para te proteger, não sabe? Joon te ama. Se eu ainda duvidasse, minhas dúvidas sumiriam nesse instante. Ele quase deu a vida por você. Você já disse o que aconteceu em seu passado para ele? – O garoto apenas balançou a cabeça de forma negativa. – Pois deveria. Ele merece saber. E sei que ele vai continuar do seu lado. Dizia, enquanto fitava o corpo adormecido do assassino sobre a cama, já com os ferimentos tratados.
SeungHo sabia há tempos que Joon era tão apaixonado por Mir quanto ele próprio era. Mas, diferente de si, Joon não era tão covarde, fora atrás daquele que amava. Mas já havia se decidido por esquecer o garoto e não iria voltar atrás, não agora que via o quão feliz CheolYong estava com ele. Suspirou fundo, afagando os cabelos do mais novo, com um pedido ecoando em sua cabeça, quando desistia, de vez, de tentar colocar defeitos no rapaz sobre a cama. Por favor, só não machuque meu pequeno...
Notas finais
E expliquei tudinho, eu acho *-* q
Não me contive e coloquei um pouco de MirHo aí porque é meu segundo casal favorito keke ;-; Aliás, aqui não tem nenhuma, talvez eu escreva. Me deu uma vontade ENORME de fazer uma side-oneshot da parte que o SeungHo beija o Mir e. q
Mas então, desculpem a demora, mas eu disse que ia demorar... E digo que novamente vou demorar. ;-;
E, ah! Talvez, mas só TALVEZ eu coloque um pouco de 87line na fic. Mas só porque eu não quero que o meu leader fique sozinho, mimimi. E ainda hoje respondo as reviews, talvez ~
Bye, bye, kissu, kissu ~
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