Falling for the Target
4 Jealousy
Notas iniciais
Haviam se passado três dias desde o dramático encontro entre o assassino e o garoto. E se antes Joon não conseguia o tirar da cabeça, agora, nem quando dormia, parecia ter paz. Passava noites em claro lembrando-se daquele sorriso e, quando era consumido pelo cansaço, o garoto lhe povoava os sonhos – os quais, em alguns casos, não eram tão inocentes. Ele é só um garoto, Joon. Sua razão gritava; E além disso, é seu alvo! Estava desesperado, de fato. Desde quando não seguia mais sua razão? Estava sendo tomado por seus impulsos. Desde quando?
Desde o dia em que o conheceu.
Suspirou pesadamente, tentando afastar aqueles pensamentos de sua mente e prestar atenção na cena que se desenvolvia à sua frente; três dias após o que CheolYong chorara em seus braços, os dois encontravam-se, agora, na sala da casa de SeungHo, o melhor amigo do garoto – e também o responsável por aquelas lágrimas tão dolorosas.
O clima entre os dois homens mais velhos era demasiadamente pesado. Por vezes, os dois trocavam olhares desafiadores, que eram despercebidos pelo garoto mais novo, que estava feliz demais em ter as duas pessoas mais importantes para si em um mesmo recinto – sim, Joon já era uma das pessoas mais importantes para Mir. Diferente do assassino, o garoto já admitia estar completamente – e perdidamente – apaixonado pelo ligeiramente maior e já não se importava em esconder. Sabia que pouco tempo havia se passado, desde a primeira vez em que servira um café latte ao mais velho, mas desde aquela primeira vez, CheolYong sentira-se atraído pelo rapaz de cabelos avermelhados, de uma forma que nenhuma mulher – ou outro homem – conseguira fazê-lo se sentir.
Não sabia, ao certo, se devia ou não declarar-se. Ficava feliz com toda a atenção e carinho que recebia, mas e se aquele fosse o jeito de Joon? Reservado, porém prestativo. E se ele fosse, realmente, daquela maneira com qualquer outra pessoa? O pensamento do homem ligeiramente mais alto ser tão carinhoso com qualquer outra pessoa era estranho, fazia seu peito doer, como se alguém estivesse pressionando-o. Não gostava de pensar no rapaz que povoava seus pensamentos abraçado à outra pessoa. Nem sabia sequer se o rapaz namorava, ou não. Na verdade, não sabia nada da vida de Joon e isso o frustrava. Joon sabia praticamente tudo da sua vida, mas sempre que tentava conhecer mais o ruivo, este lhe desguiava sutilmente, dando algumas desculpas esfarrapadas, ou simplesmente mudava de assunto, com tal naturalidade, que CheolYong não tinha coragem de refazer as perguntas, as quais estavam famintas por respostas.
O mais velho dentre os três não gostara nem um pouco de Joon. Não o tratara mal, por simples consideração ao amigo, o garoto que por anos protegia. Lembrava-se da primeira vez em que conhecera CheolYong. Um garoto do campo perdido no meio da cidade grande, com olhos grandes e desconfiados, parecia um pequeno animalzinho indefeso e isso fazia com que SeungHo tivesse ímpetos de protegê-lo. E o fez, de fato. Moraram um tempo juntos, até o mais novo ter idade o suficiente e capacidade o bastante para se sustentar. Os pais do garoto moravam no interior e o mencionado fora para a cidade grande com o sonho de conseguir uma vida melhor. E durante muito tempo, SeungHo cuidara daquele garoto tão inocente. Por isso, Yang achava completamente natural implicar com qualquer pretendente – seja feminino ou masculino – que Bang arranjasse.
Joon, por outro lado, não gostava nem um pouco da maneira que SeungHo fitava CheolYong, ou a maneira como os dois pareciam tão cúmplices; essa aproximação toda fazia com que um sentimento nada agradável emergisse de seu interior, queimando-o por dentro. Ignorava veemente a voz que gritava em sua mente, dizendo que estava morrendo de ciúmes dos dois amigos. As risadas de CheolYong lhe irritavam, mas apenas quando essas risadas eram causadas pelo homem mais velho da casa. Não achava graça alguma do que o – recém descoberto – rival falava e, por si, já teria lhe enfiado uma bala em sua garganta, se isso pudesse lhe calar a boca.
Nenhum dos dois trocara mais que cinco palavras entre si e estavam claramente disputando a atenção de CheolYong, mas o inocente garoto parecia estar absorto a tal fato. Era o único que se divertia verdadeiramente, o único que não sorria falsamente e o único que não estava criando uma batalha de olhares, procurando saber quem intimidava mais.
Após o que pareceu uma eternidade para Joon – e apenas poucos minutos para Mir – os dois mencionados resolveram que era hora de deixar de abusar da hospitalidade de SeungHo; Joon despediu-se formalmente, já CheolYong, dera um abraço apertado no amigo, que beijou seu rosto – após sorrir quase vitorioso para o assassino, que escondia o ímpeto de atirar-lhe bem no meio da testa. Tinha certeza que o faria, mas (in)felizmente, não levara qualquer tipo de arma. Ao invés de tentar assassinar o dono da casa, ChangSun sutilmente deixou que um dos braços envolvesse a cintura do garoto mais novo, fazendo-o corar imediatamente. Joon achara a reação adorável que poderia mordê-lo, mas estava ocupado demais em rir internamente da expressão raivosa que Yang fazia.
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– Joonie hyung... – Chamou CheolYong. O assassino passara o caminho inteiro calado, sem nem sequer olhar para o garoto mais novo, apenas prestando atenção à pista, enquanto dirigia o carro. O mais novo estava se sentindo desconfortável com o silêncio, além de sentir uma pequena dor chata em seu peito. Precisava tomar alguma atitude, ou então iria enlouquecer.
– Hn? – Fora a curta resposta de ChangSun, que ainda olhava para a estrada.
– Por que está tão calado? – A pergunta soara baixa, temerosa. E mais uma vez o silêncio preenchera o automóvel. Joon apertou o volante com a mão a qual dirigia, suspirando baixo.
– Por nada. – De fato, não sabia exatamente porque estava daquela forma. Ou ao menos, não queria admitir. A cena da despedida do garoto ao seu lado, com seu amigo ainda passava em flashback em sua mente. E isso o irritava.
– Hyung, eu fiz alguma coisa? – O tom cauteloso com um pingo de frustração ecoava no carro, que agora estava parado em frente ao apartamento de CheolYong.
– Não, você não fez nada, ChelYong-ah. – Retrucou de forma seca.
–... Então o que foi?
– Não foi nada. – Estalou a língua entre os dentes, visivelmente irritado com o interrogatório. Infelizmente, Bang estava disposto a descobrir o que era.
– Obviamente foi alguma coisa, porque se não f-
– O quanto você e SeungHo são próximos? – Cortou o garoto antes que terminasse a fala, agindo, mais uma vez, por impulso. CheolYong ficara calado por algum tempo, tentando entender aquela pergunta, pensando em como responder.
– SeungHo hyung foi a primeira pessoa que conheci, quando vim para Seoul. Ele me ajudou muito e já moramos juntos – Lee, pela primeira vez desde que deixaram o apartamento do mencionado, fitara o garoto mais novo, por conta da notícia desagradável. – Mas nós nunca tivemos nada! – Apressou-se em dizer, as mãos frente ao peito moviam-se para dar ênfase ao que falava. – E por isso somos muito próximos. Passamos por muita coisa juntos... E só.
– Não gosto da forma como ele olha pra você. – Confessou, evitando olhar para a pessoa sentada ao seu lado, retirando o próprio cinto de segurança e apoiando a cabeça sobre o volante, suspirando baixo.
CheolYong sentia seu estômago revirar de ansiedade. Sentia as famosas borboletas tornarem-se inquietas no interior de seu estômago. Ele está...? Precisava ter certeza, não queria tirar conclusões precipitadas, não queria se machucar novamente.
– Hyung... Está com ciúmes?
– Claro que não. – Respondeu, rápido demais. Tentava fazer a idéia parecer ridícula, mas ao notar o olhar triste que Bang fazia, as muralhas que construíra foram completamente abaixo, fazendo-o engolir a seco. Queria a qualquer custo tirar aquela dor no olhar do garoto que o fascinava. Sem ao menos perceber, inclinou-se contra o corpo menor, deixando uma mínima distância entre os corpos. – Só não gosto da forma como ele te olha. – Segurou o queixo alheio, fazendo-o fitá-lo diretamente. – E da forma como ele te toca. – A mão que antes encontrava-se segurando o queixo de CheolYong, percorrera suavemente uma das bochechas do mencionado, acariciando a pele; os olhos jamais abandonavam os semelhantes. – Ou da formar como ele te faz rir. – O olhar, pela primeira vez, abandonara os orbes do coreano mais novo, para fitarem os lábios cheios do garoto que prendera a respiração sem ao menos ter percebido. – Mas o que eu mais odeio – aproximou mais as faces. CheolYong podia sentir o hálito quente misturando-se com o seu e de repente, o carro tornara-se mais quente do que já deveria – é a forma como ele te beijou.
Com o termino da frase, a distância entre os lábios tornou-se nula e Joon massageou os lábios do garoto com os próprios. Naquele momento, não existia contrato, alvo, assassinatos, sangue, Rain, SeungHo, ou qualquer outra pessoa ou coisa. Apenas os dois, no mundo que ambos criaram, juntos. Um simples beijo com a capacidade de mudar todo um futuro. Joon sabia que era perigoso, mas sabia que não havia mais volta, não quando as línguas dançavam uma com a outra de forma tão deliciosa, tão viciante, tão perfeita, como se devessem estar daquela forma. Joon sabia. Sabia que agora corria perigo também, mesmo que desconhecesse – ainda – o fato de estar sendo seguido, desconhecesse que aquele beijo estava sendo fotografado por G.O, que se encontrava a alguns poucos metros de distância do carro negro de ChangSun e que iria ser mostrado a Rain.
Mas o que Joon mais sabia e tinha absoluta certeza, era a que jamais deixaria algo ruim acontecer a CheolYong. Ao menos, não enquanto estivesse vivo.
Notas finais
Não saiu como eu imaginava, maaas...
Estava pensando em aumentar os capítulos. Estava vendo a história e notei que eles são bem curtos, na minha opinião. Mas o que vocês acham?
E agora, as coisas vão ficar mais difícieis para o casal Joomi. Agooora vai começar aquele drama q
E reviews são sempre legais, para eu saber se estão gostando ou nããão ~
Talvez quinto capítulo demore. Já comecei a escrever, mas travei em uma parte, então... :x
Até a próxima! ~
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