Notas iniciais
Boa leitura ~

O inverno sul-coreano castigava as ruas de Seul e aquele ano, parecia estar castigando ainda mais os habitantes daquele país. Isso fazia com que diversos cidadãos sequer saíssem de casa e, quando eram obrigados pela rotina – seja por conta de trabalhos, ou outros fatores – estes procuravam os lugares mais quentes possíveis. E os lugares mais quentes possíveis e que mais agradavam os asiáticos, eram os cafés locais.



Todos, sem exceção alguma, encontravam-se lotados. O barulho de louças se chocando, assim como risadas e conversas, tornava o local demasiado barulhento e o Café mais comentado nessa história, não se encontrava em situação diferente.



E, logicamente, com tanta interferência sonora – mesmo as pessoas sentadas na mesa mais próxima – ninguém escutava o que os dois assassinos profissionais e amigos conversavam, quase sussurrando.



– O que quer dizer com isso, G.O? – Perguntou o ruivo, remexendo-se inconfortável na cadeira que sentava, aproximando-se mais do outro, mas apenas o bastante para não chamarem atenção. Não queria que CheolYong suspeitasse seja lá do que fosse. Não agora que estava tudo tão perfeito entre ambos.



– Jihoon hyungnim. Você não achou que ele não desconfiasse de qualquer coisa que fosse, não é? – Perguntou, de forma divertida, mas ao ver a expressão séria de Joon, soergueu uma das sobrancelhas. – Sério, Joon-ah. Você achou mesmo que ele não desconfiava de nada!?



– Não foi isso... Eu sabia que ele ia desconfiar, mas não tão cedo... – Confessou, um tanto envergonhado.



– Como ‘tão cedo’!? ChangSun-ah... Faz mais de um mês que você vem enrolando o Rain... – Riu de forma soprada. Não acreditava que seu dongsaeng estava sendo tão descuidado daquela forma. – Ele me mandou te espionar.



O assassino de cabelos avermelhados encarou o outro de forma quase assustada. Tantas perguntas passaram em sua mente e nenhuma delas parecia ter resposta. Mas a que mais lhe irritava era Como não percebeu!?

– G.O hyung... Desde quando? O que você sabe? O que ele sabe? – Respirou fundo, antes de terminar seu interrogatório, com a pergunta que lhe dava calafrios. – O que vai acontecer com o garoto?



ByungHee sorriu no canto dos lábios, um sorriso quase paterno, como se ChangSun fosse seu filho com as perguntas mais bestas do mundo e que iria explicar da forma mais simples que pudesse.



– Acho que faz uma semana... Sabe que sou péssimo com datas, Joon-ah. Digamos que eu sei o bastante. Hyungnim não sabe de nada, ainda, pois preferi falar com você, antes de ir falar com ele. E quanto ao garoto, acho que nós dois sabemos a resposta. – Terminou, sério, fazendo o outro assassino apenas concordar, após ouvi-lo atentamente.



– E porque quis falar diretamente comigo, antes?



– Consideração, talvez. É o único que confio, ChangSun-ah. E como disse, já me salvou várias vezes. Digamos que eu queira retribuir. – Suspirou, inclinando o corpo para trás, descansando as costas na cadeira. – Aish, estou velho... Estou todo dolorido! Aproveite bem a sua idade, dongsaeng. Quando eu tinha a sua idade, fazia de tudo, sem reclamar... Agora estou acabado, veja só! – O outro assassino apenas riu, negando brevemente. A diferença de idade entre ambos era menor que um ano. – Mas não estou aqui para falar da minha velhice, meu jovem. Vim lhe avisar... Sei que está apaixonado pelo garoto – sorriu ao notar a careta que Joon fizera. – mas a vida não é cor de rosa. A vida tem várias cores, inclusive o preto. Cuidado, ChangSun-ah. Quando Jihoon descobrir, e ele vai descobrir mesmo que eu não conte o que sei, vocês dois estarão muito encrencados. Eu não faço idéia do que você pretende fazer, mas eu só te dou uma dica: fuja do país com o seu namoradinho, diga que é lua de mel, ou qualquer outra coisa, apenas suma daqui.



O ruivo suspirou cansado, bagunçando os próprios cabelos com uma das mãos em frustração. Estava perdido e sabia que sair do país era mais difícil do que precisava no momento.



– Você vai contar para ele?



– Sim, eu vou. Omitirei algumas coisas, mas sabe que hyungnim sabe onde minha irmã mora junto com seu marido e filhos... Jamais me perdoaria se acontecesse algo a eles por minha culpa, por Rain descobrir que menti pra ele. Desculpe, Joon-ah. Mas estou protegendo quem amo, assim como você deve começar a fazer. E jamais baixe sua guarda.



Escutava atentamente cada nova informação. Lee entendia que ByungHee queria apenas proteger a única família que tinha, mesmo que tivesse perdido o contato – apenas para protegê-los. Entendia, agora, porque o homem mais velho simulou a própria morte à irmã. Só assim, a garota ficaria segura. Mas sabia, também, que apenas isso não resolveria seu caso.



Estava tão perdido em pensamentos que nem notara a chegada de CheolYong com seu café latte, nem a expressão adoravelmente curiosa que adornava sua face, enquanto seu olhar dirigia-se ao moreno do outro lado da pequena mesa.



– Você é mais bonito de perto. Por que não larga esse ruivo sem graça e fica comigo, gracinha? – G.O dera uma piscadela direcionada ao mais novo que apenas corou, sem saber o que responder. – Oh! Vejo que é inocente... Assim eu fico mais interessado, uh. – Sorrira galanteador, ganhando um chute raivoso por debaixo da mesa, que o fez pular sobre a cadeira. – Ow, estava só brincando! – Explicou, enquanto massageava a canela recém machucada. – Mas que ele é bem gostos- Ok, ok, parei! – Tratou de interromper a própria frase, levantando as mãos de forma rendida, diante do olhar nada feliz que recebera de ChangSun, fazendo o coreano mais novo entre os três, rir.



– Você é amigo do Joon? – Perguntou, um tanto excitado.



– É, acho que posso dizer que sim. – ByungHee sorria de orelha a orelha, fitando o companheiro de trabalho, que devolvia o olhar sem emoção alguma.



– É a primeira vez que conheço um amigo de Joon... – Cometou, com o mesmo sorriso do outro, mas de longe o mais bonito que o ruivo já vira. – Me chamo CheolYong.



– ByungHee, prazer. – Estendeu a mão ao mais novo, cumprimentando-o formalmente, mesmo que o fitasse de forma galanteadora, ainda. – Desculpe perguntar, mas você é o que dele, exatamente?



– Namorado. – A resposta veio do outro lado da mesa, o tom de voz um tanto irritado, mas que fizera o mais novo dos três quase pular de alegria ali mesmo. Nunca houve um pedido oficial e estava com medo de o mais velho apenas querer levá-lo para a cama e após, sumir do mapa, assim como SeungHo lhe avisara. Mas, pelo visto, não deveria se preocupar, diante do tom tão possessivo usado na única palavra que fizera seu estômago revirar.



////



Havia se despedido de ByungHee tempos atrás e, após aquela conversa inicial, não tocaram em assuntos tão delicados, apenas vez ou outra que logo eram trocados por assuntos mais leves – na concepção deles.



Agora estava do lado de fora do Café, esperando seu namorado. Havia falado aquilo sem pensar, mas gostava de como aquilo soara. Gostara mais ainda, quando vira o belo sorriso e as bochechas ligeiramente coradas do garoto quando o chamara assim. Talvez fosse fácil se acostumar com um estado civil que há tempos não tinha – e achava que jamais havia tido um que não estivesse envolvido com algum trabalho. Sua linha de raciocínio logo fora interrompida ao escutar o barulho da porta sendo aberta, virando-se para a mesma na esperança de encontrar o garoto.



– Er... Olá. – Cumprimentou um desconcertado SeungHo.



– Olá. – Reverenciou um sério Joon.



– CheolYong está vindo. Só está arrumando algumas coisas... E pediu para eu te avisar. – Explicou, sem encarar o mais novo, que por sua vez, apenas concordou em um aceno. Um longo silêncio se fez, cada um encarando um canto qualquer, até que a voz de Yang soara um tanto amarga. – Soube que vocês dois estão namorando.



– Sim, estamos. – Respondeu de forma orgulhosa e arrogante. SeungHo mordia visivelmente sua língua por dentro da boca, tendo cuidado no que falar, antes de causar uma briga e magoar o amigo que ainda estava dentro do estabelecimento.



– Sei que não gosta de mim e garanto que é recíproco – riu de forma soprada e desafiadora – mas agora você está namorando com uma das pessoas mais preciosas pra mim. Se você o machucar, você vai ter que se ver comigo, nem que eu tenha que ir até o inferno atrás de você.



– Não se preocupe. Prefiro me machucar do que deixar qualquer coisa acontecer com CheolYongie. – Sua voz soara tão verdadeira que até se assustou. SeungHo apenas concordou, enquanto parecia pensar.



– Ele já passou por muita coisa. Acho que acabei me tornando muito super protetor com ele, tsc. Pareço um pai falando isso. – Colocou ambas as mãos dentro dos bolsos do casaco que vestia, fitando o horizonte escuro e gelado daquela noite, batendo os pés um no outro, para livrar-se do excesso de neve. ChangSun agora entendia o lado do mais velho. Era esse o poder que CheolYong tinha sobre as pessoas; tinha o poder de fazê-las quererem o proteger.



Mais uma vez o barulho da porta chamou a atenção do ruivo e de lá, saíra o loiro, sorridente. SeungHo – que estava mais próximo – apressou-se até o garoto, bagunçando seus cabelos e, naquele momento, parecia um pai implicando com o filho, que protestava por estar sendo tratado como uma criança na frente de – no caso – seu companheiro.



SeungHo abraçou-o fortemente, quando ambos terminaram a pequena conversa que estavam tendo – a qual Joon sequer ouvira, por estar admirando o garoto mais novo sorrindo.



– Boa noite, Mir. Te vejo amanhã. – Yang sorrira minimamente, antes de reverenciar o assassino brevemente, o qual lhe correspondeu a altura, mas algo lhe atormentava a mente.



Mir... Onde já ouvira esse nome?

– Vamos, hyung? – Fora tirado dos pensamentos pela figura infantil à sua frente, que o olhava em expectativa, um sorriso pequeno nos lábios. Mesmo o mínimo sorriso era capaz de desarmar o assassino por completo; roubou um selar do garoto, antes de dirigir-se até o próprio carro e abrir a porta do passageiro, dando a passagem para o mais novo.



//// 2 semanas e meia depois ////



As chamadas de Rain cessaram há alguns dias e desde aquele dia no Café, não tivera mais nenhum tipo de contato com G.O e isso o preocupava. Mas nada o preocupava mais do que os homens que eventualmente notara que o vigiavam. Estava preocupado com Mir. Os dois morando tão longe um do outro não era boa coisa. Assim, ChangSun não tinha como protegê-lo. Então por conta disso, eram freqüentes as vezes em que convidava-se para dormir na casa do mais novo, aproveitando cada momento em que tinha junto ao namorado, de todas as formas. Porém, assim como G.O lhe falara, jamais abaixava a guarda para qualquer tipo de barulho, sempre avisando que checaria determinada coisa, quando começava a ficar suspeito. Estava ficando paranóico e CheolYong estava começando a desconfiar, principalmente porque jamais o deixava sozinho.



E, como já estava bem comum, ChangSun estava na casa do garoto, deitado sobre o sofá, com o dono da casa sobre si, ambos completamente nus e ofegantes diante do ato sexual recém finalizado, ambos cansados. Joon acariciava as costas pequenas do coreano mais novo com uma das mãos, enquanto o mencionado fazia desenhos aleatórios com o dedo sobre o peitoral definido do namorado.



Eram momentos como aquele que mais apreciava. Corpo a corpo, corações igualmente acelerados, sorrisos satisfeitos em ambas as faces e o silêncio – quebrado apenas pela respiração de ambos e alguns sons externos – impregnava o quarto.



Raramente dormiam imediatamente após o ato. Passavam horas conversando após, ou apenas ficavam em silêncio. Já estavam em um estágio em que palavras eram trocadas por simples olhares, ou gestos. Um já podia ler o pensamento do outro sem muito esforço. Era um relacionamento perfeito.



– Joonie... Vamos ao parque, hoje? – Mir perguntou de forma preguiçosa.



– Ao parque? Mas você não vai trabalhar daqui a pouco? – Retrucou, roubando um breve selar dos lábios do mais novo.



– Não... Pedi pro SeungHo hyung me cobrir, dessa vez. – Respondeu, de forma sapeca.



– Às vezes sinto pena do hyungnim. – Disse, fazendo o garoto rir. A relação entre o assassino e o homem mais velho havia melhorado demasiadamente, mas assim como o conhecera melhor, notara a personalidade mandona de Yang; por vezes, o homem o assustava mais até que Jihoon, o que o fazia chamá-lo daquela forma tão polida, que era apreciada pelo homem de olheiras. – Então, para fazer valer o esforço do SeungHo, vamos ao parque. – Disse baixo, um sorriso pequeno nos lábios.



E, dito isso, ambos levantaram-se e arrumaram-se para irem até o lugar desejado, onde passaram uma tarde romântica, com direito a sorvetes e promessas silenciosas – ou sussurradas no ouvido de cada um. As mãos estiveram entrelaçadas por todo o momento e ChangSun permitiu que sua guarda baixasse. Estava acomodado demais com a demora de qualquer ação de Rain e sabia que aquela sua paranóia toda estava assustando o pequeno Bang. Deixou-se levar pelo momento e pela companhia, querendo eternizar aquele momento de paz.



Não há nada de errado em deixar sua guarda baixar por querer aproveitar o momento. Não há nada de mal nisso. Mas isso pode ocasionar problemas. E a maior burrice que ChangSun fizera, fora essa.



O céu já se encontrava coberto por uma camada de azul escuro, denunciando o quão tarde era, quando os dois namorados resolveram finalizar aquele passeio. Voltavam caminhando para a casa, já que o loiro não morava longe dali e Joon não levara o carro. Riam de algo que o garoto falava, as mãos continuavam entrelaçadas. E nem perceberam que passavam em um beco sem saída, quando foram abortados.



– Joon-ah. – Uma voz fria arrancara o sorriso do rosto do mencionado que virara-se bruscamente com o chamado, deparando-se com 3 pessoas que lembrava-se vagamente de trabalharem para Jihoon, assim como si e G.O.



– O que querem? – Perguntou, com a voz tão séria e gélida, que sentiu o corpo do namorado tremer ao seu lado.



– Joon-ah. – O homem do meio pronunciou-se, rindo com escárnio. – Nos entregue o garoto. – Disse, sem mais.



– E quem vai me obrigar? – Sorrira, sadicamente, empurrando discretamente o corpo de CheolYong para atrás do seu.



– Tch. Você está em desvantagem. Mesmo que seja o melhor discípulo de Jihoon hyungnim, você não é páreo para três. – O da esquerda falava com confiança, arrancando sorrisos dos outros dois.



Mas Joon era considerado o melhor discípulo de Jihoon por um ótimo motivo. E considerando que sequer lembrava-se dos nomes dos rapazes à sua frente, julgou que fora subestimado por seu superior.



O da direita – que até então se mantivera calado e quieto – dera alguns passos de forma arrogante e confiante na direção do assassino ruivo, sorrindo de forma superior. Ao se julgar próximo o bastante, lançou o punho direito em uma velocidade invejável, procurando atingir seu alvo com toda a força que podia. Mas sua intenção fora impedida pela mão esquerda de ChangSun, que segurou o pulso alheio e desferiu uma cotovelada sobre a bochecha esquerda do homem, fazendo-o cambalear e cuspir sangue, diante da força que o ruivo aplicara.



Os outros dois que assistiam a cena, arfaram diante do ato inesperado; mas não se intimidaram. Logo, ambos foram até Joon – que empurrava o mais novo ainda mais para trás de si –, buscando um ataque conjunto. Lee defendeu um golpe do primeiro, enquanto chutava o estômago do segundo. Quando o segundo tentava contra-atacar, Joon se defendia e atacava o primeiro e assim sucessivamente. Socos, chutes, cotoveladas, joelhadas. A diferença do poder de luta de ChangSun em relação aos outros dois homens era quase palpável.



Porém, como estava ocupado demais com os outros dois, esquecera da existência do terceiro, que travava uma batalha ganha contra um assustado CheolYong. O garoto – diferente dos quatro assassinos – não tinha noção alguma de luta, portanto, para o terceiro homem prendê-lo pelo pescoço em seus braços, não fora uma tarefa muito difícil.



– H-hyung... – Arfou o mais novo, o tom de voz tão baixo que duvidava que Joon houvesse escutado seu pedido de socorro. Mas ele ouvira.



O chamado fraco fizera Joon virar-se e sua concentração sumiu ao ver a cena; CheolYong estava sendo segurado pelo terceiro homem – que tinha sangue no canto da boca – de forma firme pelo pescoço, e estava visivelmente perdendo o ar. Diante da falta de atenção do assassino ruivo, o primeiro homem chutou-lhe o joelho, fazendo-o cair ajoelhado e o segundo homem tratou de dar uma joelhada contra a face bonita de ChangSun, que caiu para trás, deitado, sentindo o sangue escorrer pelo nariz. Não pudera sequer gemer em dor pelo nariz lesionado, já que os dois homens covardes começaram a chutar-lhe o estômago. A visão tornava-se turva e sentia os olhos começarem a pesar, os olhos que continuavam pregados sobre a imagem de CheolYong. Não conseguia raciocinar. E aqueles chutes que o atingiam sem piedade alguma, estavam fazendo-o perder os sentidos.



Não... Desistir... Nunca... CheolYong-ah...

Mir, desesperado por ver ChangSun ser espancado sem misericórdia alguma, acabou por chutar o sexo do seu agressor, que com um gemido estrangulado de dor, soltou-o rapidamente. Correu ao socorro de Joon e lançou-se sobre as costas de um dos homens, puxando-o para longe do namorado. CheolYong tentava derrubá-lo, mas suas tentativas eram falhas e o primeiro homem logo se viu liberto das mãos do garoto e tratou de desferir-lhe um soco diretamente no rosto, o anel que usava acabando por cortar a face do mais novo.



Aquilo pareceu despertar algo em ChangSun que puxou o segundo homem pelo pé, fazendo-o cair. Rastejou até ficar por cima do mesmo, passando a socar-lhe o rosto até que este ficasse desnorteado e tratou de procurar alguma arma entre os vários bolsos do homem abaixo de si. Achara uma faca e logo cortara a garganta do homem sem cerimônia alguma. Voltou sua atenção ao homem que espancava seu namorado, os gemidos de dor de CheolYong deixavam que a adrenalina corresse mais veloz em seu corpo, seus sentidos mais aguçados. Aproveitando que o outro assassino estava ocupado demais em desferir golpes em Mir, Joon segurou a cabeça do homem por trás e, em um movimento rápido, deslocara o pescoço do mesmo, o corpo logo caindo inerte no chão.



O olhar logo recaiu sobre o terceiro homem que sacava a arma atrás de CheolYong, apontando diretamente para o garoto; porém, antes que pudesse puxar o gatilho, a faca que cortara a garganta do primeiro homem a ser morto, agora estava fincada em sua testa.



ChangSun estava ofegante, a adrenalina ainda cobria seu corpo e CheolYong estava caído ao chão, olhando-o com certo medo nos olhos. Joon matara três homens na sua frente e sequer parecia estar com remorso.



O horror no olhar de CheolYong era mais do que podia agüentar. O garoto agora estava com medo de si. Sentira a garganta arder e nenhum dos seus machucados doía mais do que o pensamento de perder o mais novo. Os olhos encheram-se de lágrimas e, mesmo que seu mundo estivesse aos poucos sendo coberto por um manto negro, aquele olhar temeroso ainda lhe assombrava.



CheolYong-ah...


Notas finais
Obrigada a todos os leitores, a todos que favoritaram a fic e, principalmente, a todos que deixam review, elas me deixam super feliz! *-*
Nem demorei ~ E já achei um fim pra fic. Acho que vão ser 10 capítulos, ou menos. Se eu tiver mais idéias, quem sabe dure mais? :B
E eu estou tentando muito, muito, muito não atrasar, mas acho que dessa próxima vez não vai ser tão fácil :
Obrigada por lerem e até a próxima! ~