Falling Into Tempration
2 Prólogo - Parte ll
(…)
Dias depois.
Não tinha dor maior que essa. Ou tinha?
Cada marca no meu corpo, fazia-me lembrar daquele dia horrível que nada e nem ninguém conseguia fazer eu esquecer.
Pensando bem? Eu nunca iria esquecer. Aquele homem, me usou de uma tal forma, dê um jeito. como se eu fosse uma qualquer, como se eu fosse um nada, como se eu realmente fosse um lixo. Fez coisas comigo, que nunca imaginei que um dia faria, e ainda mas nessas circunstâncias. Não satisfeito, chamou o parceiro e obrigou á ver aquilo e dar risadas junto com ele, do meu sofrimento, da minha dor. Cada grito que eu dava pedindo socorro, era uma risada que ele indagava, falando que cada vez mas sentia prazer.
Nunca me sentir tão suja, tão imunda. Como me sinto nesses últimos dias.
As marcas, no meu rosto no meu corpo, ainda existia. Aquelas com um tempo, seria apagada, removida. Mas ás que eu tinha sofrido na alma, nada nunca ás curaria.
–Você precisa comer algo. -diz, Suzy, tirando-me dos meus devaneios.
–Eu não estou com fome. -falo, em sinal de negatividade para á refeição que ela havia me trazido.
–Eu sinto muito. -ela diz, deixando a bandeja em cima da cômoda e se aproximando de mim. -Eu sei que sou muito nova para intender essas coisas. Sei também, que você é apenas quatro anos mas velha que eu. Mas me imaginei no seu lugar. E vendo o seu estado, nada é p..
–Por favor! -digo, á abraçando. -Não se imagina, nunca deixaria que passasse por isso.
Falo, á ela.
E logo sinto suas lágrimas rolarem pelo seu rosto.
–Eu te amo, Care. -diz ela, quase em um sussurro -Eu te amo, como nunca uma irmã amou à outra.
–Tem uma exceção! -falo, a olhando nos olhos. -Eu a amo mais.
Ela estava triste, como nunca a vê antes.
O meu estado, estava afetando toda a família. Não estavam tão ruins como eu, mas estavam tristes, sem forças para me darem forças.
Eles nem mesmo, sabiam como agir, quando estavam comigo.
–Aghnhg! -Ouvimos, um grito lá embaixo.
–O Que foi isso? -pergunta, Suzy.
–Eu acho que era á nossa mãe. -digo, tentando me levantar.
Tudo ainda doía. Absolutamente tudo!
–Será que ela caiu? -ela fala, me segurando pela mão.
–Eu preciso saber o que aconteceu. -digo. Indo em direção á minha porta.
–Não vou te deixar ir sozinha. Me espera. -ela diz.
Vindo atrás de mim.
E não digo o contrário. Não sabia o que estava acontecendo, espero que não seja nada demais.
Quando descemos as escadas, ouvimos gargalhadas, várias gargalhadas.
E Automaticamente me lembrei
“ Se contar a polícia, o que houve aqui. Se me descrever, se eles me encontrarem. Ah, Garota! Você não perde por esperar. Eu posso até ser preso, mas vou me libertar, por que eu tenho dinheiro o suficiente para isso. E Quando eu sair, a primeira coisa que eu irei atrás, será de você. Com o maior prazer. “
–Sobe, sobe, sobe, agora. -digo, me virando para trás.
–Ei! Ali. -Grita ele, não poderia esquecer nunca daquela voz.
Eles voltaram, voltaram para se vingar.
Meu Deus. Eu não deveria ter contado, eu não deveria ter falado nada.
Qualquer coisa que acontecer aqui agora, será minha culpa. Absolutamente minha culpa!
–Pronto! -fala, Suzy trancando a porta do quarto.
–Liga para o papai. -digo. -Depois para a polícia. Vou tentar arrastar esses móveis.
–Mas, Isso é muito pesado. Você não aguenta, inda mais eu. -ela fala, com os olhos cheios da água. -São eles, não é? O Que te..
–Sim. São eles. E se a gente não fizer nada, eles vão matar a gente! -digo, tentando arrastar a cômoda.
Mas nada, nem se moveu.
–O Que vamos fazer? -ela pergunta, deixando o telefone de lado. -Tá sem linha. E Os celulares, tão pela casa.
Ela fala, pondo as mãos na cabeça.
Imediatamente, as lágrimas começam a brotar no meu rosto.
Do lado de fora, eles começaram á fazer força para arrombar a porta, e eu não podia fazer nada para evitar.
–E Se a gente pular a janela? -interfere ela.
–Você acha que consegue? -digo. Não é tão alto assim, daria para ela descer pela árvore, que era imensa e tinha galhos o suficiente para passar de um para o outro.
–Sim. -ela diz, abrindo a janela.
Mas, antes que ela pudesse ir em direção á janela, eles entraram.
Eram três, igual daquela vez.
–Temos que ser rápidos. Á uma hora dessa a polícia já esta a caminho, para ver como ela está. Já que eu o criminoso, fui liberado. -ele diz, ironicamente vindo para o meu lado.
–Nem tente! -fala o outro, pegando pelo o Braço da Suzy.
Enquanto o terceiro estava arrastando a minha mãe, pelos braços, ela estava desacordada.
–Meu Deus! -Faço força, para ir até ela, mas ele me impede.
–Mãe! -grita, Suzy, dando um chute no pé do que a segurava. -O Que fez com ela?
–Aí! -gemeu o outro de dor.
–Segura essa peste, não queremos mas problemas. -diz ele, o que me fez passar por tudo aquilo.
Eu não sabia falar nada, nem tinha palavras para dizer.
Apenas a dor e o medo, estava ali, comigo, mas uma vez.
–Eu vim com a intenção de acabar com a sua vida. -ele diz, me jogando contra a parede. -Mas agora, vendo o seu estado. A forma como está, tá me dando pena. Quer dizer, tá me dando gosto. Seria muito pouco, acabar com você. Amenizaria toda a sua dor, todo esse sofrimento que está ai dentro.
–Estupido! -digo, gritando antes que ele possa terminar. -Eu tenho nojo, nojo de você! -falo, cuspindo mas uma vez na sua cara.
–Estupida é você! -diz ele, tapeando o meu rosto. -De fazer isso nas circunstâncias que está.
–Pare, com isso! -diz, Suzy , trazendo a atenção dele para ela. -Faz, o que quer e vá embora, deixei a gente em paz!
–Sim, eu vou embora. -ele fala no mesmo tom que ela usou á ele. -Mas em paz, acho que sua irmã, Caroline Forbes, Nunca mas terá.
Suzy, abaixou a cabeça, chorando, soluçando cada vez mas alto.
Ele pegou uma arma, e me amostrou.
Voei, em cima dele.
Mas tudo foi em vão. Não tinha forças para o deter.
Ainda mas fraca da forma que eu estava, toda marcada. Dolorida.
Eu mas uma vez, não fui nada!
Ele botou, minha cabeça para trás. E depois, forçou-me á olhar para frente.
Tampou á minha boca.
E em seguida, mirou minha mãe, disparando três tiros.
–Não! Não , Não! -gritei. Suplicando, implorando, mas uma vez.
E logo após, mirou para Suzy, me botei em sua frente.
Livrando-me das mãos deles, e á abracei.
Tão fortemente, que estava sentindo as batidas do seu coração.
Mas um dos capangas, me tirou de imediato, forçando-me á ficar presa em suas mãos.
–Eu te amo! -ela sussurrou, erguendo a cabeça para mim.
–Eu também te amo. -disse, tentando sair dali de suas mãos. E ir para frente dela.
Gritando e implorando para que ele não atirasse.
Mas não adiantou.
Ele atirou.
–Meu Deus! -gemi de dor, de tristeza.
Consegui me soltar, o cara amoleceu a mãos, liberando-me. Acho que até ele, sentiu que aquilo, era demais para uma adolescente de quatorze anos.
–Por favor, Não. — sussurro -Acordem, por favor.
–Vivem, não morrem, por favor. — disse, me jogando para perto de ambas. As lágrimas, rolavam, desciam. Desesperadamente do meu rosto, eu as sacudia, gritava, tocava-as mas continuaram ali estiradas no chão. Ambas com balas na cabeça, ambas ensanguentas e imoveis. Ambas, já haviam me deixado, ambas já estavam mortas.
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