Falling Into Tempration
3 Capitulo um.
Notas iniciais
Agora.
— É e o que eu faço com a minha vida, daqui pra frente?
— Viva. Se levante. Seja o que você sempre foi só que melhor. Não viva, apenas por você. Mas pela Suzy e por mim. Não deixe ninguém te destruir! -disse, ela vindo até a mim, e dando-me um abraço.
— Estava tendo um pesadelo? -pergunta, Elena, aparecendo na porta. E despertando-me do sono.
— Pesadelo foi acordar e descobrir que tudo aquilo era apenas um sonho. -digo.
— Eu nunca vou te abandonar, okay? -ela, diz vindo até a mim e me dá um abraço.
— E eu nunca vou te deixar partir. -digo, á olhando nos olhos. E logo, após estassalhei suas mãos na minha.
— Você é minha melhor amiga! — sorrio, dizendo.
— Não, eu sou muito mas do que isso. -ela diz -Eu sou uma irmã.
(...)
A Vida, pra mim e para ela, não tem sido fácil. É uma pela outra, e nós duas pela Emma. Emma, é um fruto de um estupro. Que Elena, sofreu á quatro anos atrás. Assim que descobriu, contou para mim e depois para seus pais, ela já estava com a ideia de morarmos juntas mesmo, porém. Depois isso só virou um fato. Os pais dela, não aceitaram á criança. E Quis obriga lá a abortar. Ela fingiu, que aceitou a ideia e na primeira oportunidade, saiu de casa. Seus pais, á abandonaram por completo, não ligam e nunca mas sabemos notícias deles. Hoje em dia, Emma completará três anos de idade. Elena, luta até hoje com certas imagens, mas no fim. Mas de tudo, para olhar para ela com amor. E até que ela consegue. Assim como eu, nós sabemos que Emma só foi mas uma vitima, ela não tem culpa do que aconteceu. E Eu. Bem. Cada ano, parece que só piora mais. Todo ano, na mesma data, no mesmo mês. Saí noticias, pessoas vem a nossa porta. E Eu e ela, era para superar, ir para frente. A cada ano que chegava. Mas não. Apenas íamos para atrás, e cada vez mais. Ficamos amargurada nessa cidade. Não temos paz! Muito menos privacidade. “Hoje é dia primeiro.” -deveria, ser um novo inicio. Um novo ano pra todo mundo. É uma data comemorativa. Mas para gente, não passa de ser uma data “Marcada pela dor”. E Que nunca mas, deixará a gente seguir em frente. — Está tudo pronto. -disse, ela vindo com as chaves do carro na mão.
— Então, vamos? -pergunto.
— Emma! -grita, ela. — Desce. Nós precisamos, ir.
— já-já vou mamãe! — gritou, ela de volta.
— Querida. Não podemos se atrasar. — falo, novamente.
— Ponto. — diz ela, aparecendo nas escadas. Ela quis dizer “pronto” ainda, fala algumas coisas, erradas. Pra idade dela, falando certo ou errado, ela fala coisas até demais.
— Midanha!“Madrinha” tá bem tá igual a mãe? -ela retruca
— Que ótimo! -digo, á pegando no colo.
— Tranque á casa, estou de esperando no carro.
(...)
Emma, tinha acabado de dormir. Botamos, ela no banco de trás, com a cabeça em cima das minhas pernas. Em meio uma tragédia, veio ela, que as vezes é a única que é capaz de trazer felicidade e alegria para gente. Depois, que minha mãe e minha irmã foi assassinada, trinta minutos depois, os policias chegaram, e, com certeza, era tarde demais. Meu pai, estava trabalhando. Quando ficou sabendo, ficou desesperado, se quer se importou com a minha dor com o meu estado. Me botou pra fora de casa e gritou aos quatro cantos que eu era á culpada de toda desgraça que tinha acontecido. Cuspiu essas palavras na minha cara, como se aquilo fosse normal.
— Daqui á trinta minutos, chegamos no aeroporto. -disse, Elena.
— Está nervosa? -pergunto.
— Eu? Não! -ela força um sorriso de lado. — Estou aliviada apenas.
— Como se fugir resolvesse todos os nossos problemas.
— Ficar nessa merda, dessa cidade também não adiantaria. -diz ela, batendo de leve com uma das mãos livres, na perna.
— Dirige com as duas mãos! -falo.
— Nem vem! -ela diz — Nem tente mudar de assunto, Caroline. Resolvemos, sair por três meses, para tentar. Bem, você sabe. Todos os anos, sempre são iguais. Ouvimos, piadas. Vaias, e pessoas fingindo se importar com a gente.
— Sim. Eu, sei é que.
— Não. Não é nada! Nós vamos, sair por três meses dessa praga dessa cidade. E vamos viver, nem que seja de mentira, ou de verdade. Apenas vamos viver, se a gente mesmo, mas ao mesmo tempo não ser. Doí, doí? Mas temos que superar, chega de chorar e pensar que aquela noite poderia ter sido diferente. As marcas na nossa alma, nunca vão curar. Mas, pelo menos, podemos cicatrizá-las. E tentar de alguma forma, em algum lugar ser feliz. Não pela Emma, nem pela Suzy, nem pela sua mãe. Mas pela gente, nós merecemos seguir em frente.
— É, precisamos seguir em frente! -digo, concordando com á cabeça. Ela, para o carro na estrada e apenas respira por alguns minutos.
— Eu só precisava dizer isso! -ela sorrir de imediato — Seguir em frente!
Ela repete, novamente só que agora, não é um sorriso forçado e nem com a voz falhada, é ela mesmo. A Elena, que a muito tempo eu não conhecia.
— Sim. -repito para ela. — Nós vamos conseguir!
Digo, acreditando naquelas palavras, eu merecia um presente, um futuro. Pela família que foi tirada, e pelas lágrimas que foram derramadas. Eu mereço por elas, mas também mereço por mim.
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