Notas iniciais
Nos piores momentos da vida é a que lembramos que existe uma força superior. Não devíamos também lembrar dessa força pra agradecer quando nos encontramos nos momentos felizes?
Tomoyo Doudouji
*Frase da novela REBELDE - México-
Por favor leiam as notas finais!
Att
A autora
Falling In Love — Capítulo Vinte e Quatro

Tomoyo

Quando abri os olhos, pequenas luzes rodopiavam sobre mim. Pisquei algumas vezes até me dar conta de que na verdade aqueles eram pequenos grãos de poeira que dançavam pelo raio de luz que entrava pela minha janela. Pensei em levantar a mão para tocá-los, eram tão bonitos. Mas eu me sentia fraca, e enjoada. Minha garganta estava muito seca. Ouvi minha respiração entrecortada e soube que estava novamente entubada. Fechei os olhos. A doença estava me vencendo. Foi com um sobressalto que me lembrei que devia estar apreensiva, minha intuição nunca falhou. Uma pequena tacardia foi anunciada no aparelho ao meu lado e assim ,instantes depois ,Ichiro-kun apareceu.

_ Okaerinasai Tomoyo-chan!

_ Ichi...-Kun. – Disse num mero sussurro.

_ Acalme-se, não se esforce muito! Ainda esta fraca!

Procurei ao meu lado minha fiel caderneta e olhei para ela, tentei levantar mas novamente desisti. Eu não estava em condições para me levantar.

_ Tomoyo-chan, não se esforce ou terei de sedá-la, não se assuste. Logo se sentirá melhor. Ainda está sendo medicada...

Concordei com a cabeça ainda tentando me comunicar, avisa-lo de que alguém precisava ajudar Sakura. Ele tomou meu pulso e anotou no prontuário. Logo em seguida um barulho de passos interrompeu os meus devaneios. Quando ouvi a voz conhecida.

_ É verdade, ela acordou???

Virei-me devagar e observei a garota de cabelos longos esbranquiçados me observando. Ela sorria radiante para mim. Foi só então que percebi que havia algo diferente nela. Ela veio até mim correndo e segurou minha mão com força com os olhos brilhantes, na mão esquerda um fino anel dourado pousava no anelar , ela parecia radiante e nenhuma angustia passou em seu rosto quando pousou a mão em sua barriga que formava uma pequena bola embaixo do tecido da blusa solta que ela usava.

_ Sentimos sua falta!

Há quanto tempo eu dormi afinal?

Shaoram


Aqueles meses foram os mais agoniantes de minha vida, eu não sabia como agir, o que fazer, qual atitude tomar. Encontrar Sakura naquele estado, a mercê daquele... Se quer lembrar o nome dele já me dava arrepios... Quando me lembrava daquela noite me arrependia mil vezes de não tê-lo matado.

Cheguei à costumeira casa amarela, agora parte de minha rotina, e foi recebido calorosamente pelo Sr. Kinomoto.

_ Bem vindo Shaoram-kun, ela está lá em cima. Está esperando você.

Subi as escadas como todos os dias e passei direto pelo corredor em direção à porta, com a mão na maçaneta fui me lembrando dos acontecimentos que se seguiram a aquele terrível episodio.

Depois de levar Sakura para a ambulância segui com ela para o hospital. Usagi,Fujitaka, Touya e Yukito se encontraram comigo no hospital.

_ O QUE VOCÊ FEZ COM ELA MOLEQUE?

_ Shaoram não foi responsável por nada Touya, você já ouviu o que aconteceu de sua prima. Mas o que me pergunto, foi o que ouve naquela casa.

Expliquei rapidamente para Fujitaka-san o que havia ocorrido. Da ligação de Usagi até minha corrida a mansão Hiiragizawa, de como encontrei Sakura a mercê do inglês desgraçado e de como reagi e a tirei da casa. Eles ouviram tudo em silencio, sendo interrompido às vezes pelos soluços de Usagi. Após relatar tudo me sentei em uma poltrona próxima tremendo. Senti uma mão em meu ombro.

_ Agradeço por ter salvado minha filha. Arigatou!

Ergui os olhos e encarei os olhos esverdeados gentis me encarando, espelhos daqueles que eu amava.

_ Era o mínimo, que eu poderia fazer, queria ter chegado antes... Ela não precisava ter passado por aquilo.

Touya estava de costas para mim de repente se virou e com um fervor nos olhos me encarou.

_ Sempre morri de ciúmes de você moleque, e nunca enxerguei que o verdadeiro perigo era aquele inglesinho com cara se santo. Agradeço que tenha evitado que ele... Que ele se aproveitasse de Sakura.

_ É tudo minha culpa... – Chorava Usagi descontroladamente._ Se eu a tivesse alertado, se eu ao menos... Eu sou a pior pessoa deste mundo, a mais egoísta, mesquinha... “

_Shaoram-kun? É você ai fora?

Me perdi de meus pensamentos quando ouvi a voz dela me chamar. Girei a maçaneta e entrei no quarto que estava repleto de luz.

Tomoyo


Fitei os olhos violetas brilhantes em meu rosto, e percebi o reflexo de meu estresse. Ichiro-kun se adiantou a repreendendo com um olhar de censura, no dedo esquerdo uma aliança dourada também cintilava.

_ Kamen-sama Usagi, não consegue fazer nada que eu peço? Ela acabou de acordar.

_ Me desculpe querido, eu não consegui me conter...

_ Espere por mim lá fora por favor.

Ela lançou mais um olhar sorridente pra mim e se lançou em meus braços.

_ Você tinha razão... É uma menina!

E saiu andando em direção à porta, me deixando mais apreensiva que nunca.

_ Tomoyo-chan, como você deve ter percebido você ficou fora do ar por uns tempos...

_Quan... _ Tentei falar reprimindo a vontade intensa de tossir...

_ Algum tempo... 121 dias para ser exato... Isso em contas normais contaria se como...

Parei de ouvir naquele instante, em coma? Quatro meses? O que eu havia perdido todo aquele tempo?

Shaoram


Ela estava deitada na cama como sempre, ainda não tinha se levantado. As olheiras que antes eram profundas pareciam diminuir, mas ainda estavam lá. Ela havia perdido peso, os olhos verdes antes tão vivos e brilhantes pareciam opacos, o costumeiro livro na mesa de cabeceira. O ursinho que eu a dera há meses atrás esquecido em cima do baú.

_ Por que ainda não se trocou amor?

_ Estou sem animo para me levantar. Sente-se e fique um pouco comigo.

Atravessei o quarto devagar refletindo que aquele seria mais um dia difícil. Era provável que ela tenha tido novamente o mesmo sonho. Sentei me na beirada da cama o mais longe possível dela. E fitei seu rosto, ela retorcia o cobertor entre as mão e respirava entrecortada mente. Me preparei para o que veria a seguir:

_ Shaoram-kun? – Ela disse isso numa voz doce fitando o dossel da cama.

_ Sim, Sakura-chan...

_ Eu sinto muito...

_ Não se preocupe, estou aqui.

_ Shaoram-kun...

As lagrimas já enchiam seus olhos, os nós dos dedos apertavam com força o cobertor. Com esforço ela ergueu os olhos e me encarou. Havia algo de diferente naquele olhar.

_ Shaoram-kun...

Ela apenas sussurrou erguendo a mão delicada em minha direção. Aprendi que não devia força-la, me aproximei com cuidado para que ela pudesse tocar meu rosto. Mas permaneci imóvel quando seus dedos tocaram minha pele.

_ Sinto tanto... Sinto sua falta... Sinto...

As pontas de seus dedos tocaram meus lábios, eu não movia um musculo, mesmo que arrepios involuntários surgissem em minha pele. Fechei os olhos aguardando acabar, ela estava passando dos limites de sua resistência. O trauma estava ali, a flor da pele, a machucando, a ferindo, não queria machuca-la ainda mais. De repente como eu previra sua mão se afastou de mim, e ela se encolheu. A sombra em seus olhos verdes perpassava seu rosto.

_ Me desculpe... _ Ela tornou a dizer.

Fingi que não me incomodava e me ergui de sua cama.

_ Hora de se levantar amor...Iremos ver Tomoyo-chan após o médico. Não quer vê-la?

_ Você é muito mais que eu mereço... Estou indo.

Deixei-a sozinha no quarto para se trocar... Lembrando-me das palavras de Usagi naquela noite.

“_ Ele a queria... Eu deveria ter contado...Ele ia...

Olhei confuso para Usagi.

_ Você sabia disso Usagi? Sabia que Hiiragizawa queria Sakura?

Ouvi admirado a historia de Usagi, que pelo que percebi, era relatada pela primeira vez. Enojado, chocado, entendi muitas das incógnitas da historia. Olhei cheio de admiração a frágil garota que sustentou sozinha até aquele momento um enorme peso.

_ O que aconteceu a Sakura não foi sua culpa. _ Fujitaka finalmente se manifestou_ Estamos lidando com uma pessoa extremamente insana pelo que pude perceber. É hora de tomar as devidas providencias.”

Assim com o depoimento de Usagi, o meu, e de algumas outras vitimas que acabaram se revelando, a máscara do intercambista bonzinho foi finalmente derrubada, revelando a mente perturbada por detrás dos olhos azuis bondosos.

Porém, mesmo que Eriol Hiiragizawa estivesse a quilômetros de distancia, na Inglaterra. Enterrado em uma clinica psiquiátrica. Seus atos ainda atingiam minha pequena flor de cerejeira.

Tomoyo


Ichiro-kun relatou detalhadamente o que acontecera com meu quadro clínico, o câncer havia metasteseado-se para meus pulmões , assim eu estava com o pulmão repleto de liquido e não sabia. As dores de cabeça, no corpo, a fraqueza, as reações adversas era meu corpo clamando por oxigênio. Em resumo, de paciente possivelmente curável, passei a ter um câncer terminal.

Ichiro não relatou desta forma, disse que eu ainda estava na fila de espera pela medula, e que se vencêssemos a leucemia, provavelmente os outros tratamentos dariam conta do probleminha do meu pulmão até parece que eu iria acreditar em papinho de enfermeiro da ala de oncologia. Em seguida ele chamou os médicos que me avaliaram e pediram uma observação de 24 horas para me tirarem da UTI. Só ai então, chamaram minha mãe e meu pai, que vieram como loucos me ver um de cada vez, e Mairi-chan também veio. Assim que consegui ficar a sós com Ichiro lhe lancei meu melhor olhar de censura sabendo exatamente que ele entenderia minhas exigências e me contaria o que eu queria saber.

_ Tudo bem... Tudo bem... Vejo que não posso adiar até amanha que você estará no quarto não é mesmo? _ Sacudi veemente a cabeça deixando claro que não, o que me arrependi de fazer meio segundo depois pois aquilo me deu uma vertigem muito intensa e precisei de alguns minutos para me recuperar.

_ Bom Tomoyo, por onde você quer que eu comece?

Existiam tantas perguntas em minha cabeça, mas a que mais me inquietava era somente uma: Sakura estava bem? Mas decidi começar pela mais simples, e apontei para a aliança em seu dedo.

_ Bem , isso? _ Ele disse erguendo a mão esquerda para mostrar melhor o objeto_ Bem... Acho que você foi uma das primeiras que percebeu que eu nutria, certas, digamos, admirações por Usagi-chan. _Sorri concordando me lembrando bem das trocas de olhares entre os dois. Ele riu admirado e continuou. _ Bem, eu nunca imaginaria que ela na verdade estaria gravida de um rapaz que abusou dela. Isso ao invés de me afastar, me aproximou mais dela. Ela tinha um grande problema em mãos já que estava gravida e não queria contar a família, acho que de certa forma mesmo que a concepção da criança não tenha sido voluntaria, ela se apegou ao bebê de forma extraordinária. Dada a circunstancia em que foi criada não se admira, era obvio que a família exigiria que ela abortasse a criança, foi então que decidi fazer o que podia para ajuda-la, me casar com ela. Tudo foi arranjado em menos de um mês, nos casamos e ninguém nem percebeu a pequena barriga dela, e depois de um tempo ela anunciou que estava gravida.

Sorri com a conclusão perfeita de Usagi e sua chibi-usagi, com Ichiro-kun ela teria um marido e em pai perfeito.

_ Claro que após o que aconteceu. _ Ele pareceu se refrear em falar aquilo._ Tivemos que acertar alguns detalhes para que a paternidade da criança jamais fosse descoberta.

Meu sorriso se transformou em uma linha dura, ele estava escondendo algo de mim. Algo que eu tinha certeza que iria me deixar nervosa, algo que provavelmente causou uma mudança e tanto em alguém que eu amava.

_ Tomoyo, creio que entrou em coma logo após aquela sua mensagem de texto. Bem devo dizer que... Sua mensagem, salvou a vida de Sakura-chan, pelo que deu a entender, e bem, acho que tenho obrigação de contar uma parte nada feliz desses meses que esteve dormindo.

Shaoram

Ela desceu as escadas de casa devagar, usava um vestido verde solto de mangas compridas. Ela não exibia mais sua pele. Ela prendeu os cabelos em um rabo de cavalo frouxo e seu rosto refletia cansaço e palidez. Noites sem dormir.

_ Está bem? Vamos?

Ela deu um pequenino sorriso, um reflexo daquele que ela já dera um dia. Seguiu para meu lado mantendo uma curta distancia se encolhendo quando me movia depressa demais. Eu ainda lembrava da primeira vez que tentei tocar sua mão e de como ela reagiu se jogando a metros de mim e chorando descontroladamente. Lembro que me revoltei na época, me perturbei me perguntando se ela achava que eu seria capaz de toca-la sem o consentimento dela, mas aquilo agora estava nela, a tomando , a consumindo, e não havia nada a fazer a não ser esperar que alguma luz a tirasse daquela escuridão. Esperei que se recompor e criasse coragem para seguir para a porta. Ela a abriu e logo esperou que eu passasse para que ela pudesse me seguir. Ninguém conseguia tira-la de casa, ninguém a não ser eu. Ela perdera a autoconfiança, desconfiava dos familiares e dos amigos, recolhia-se a seu quarto e passava os dias lendo, rejeitava qualquer contato físico com qualquer um, ate mesmo não intencional, preferia ficar fora de vista e não conversava mais alto que um sussurro. Minha Sakura estava morrendo, deixando em seu lugar uma casca vazia. Seguimos de carro com o Sr. Fujitaka até a conhecida clinica, la eu a deixava na porta, ela me olhava apreensiva enquanto eu entrava na outra ante sala e a observava através de um vidro. Ela sentava a mesa e desenhava aguardando o terapeuta.

- Como ela está Dr. Yiioki? _ Era sempre esta a primeira pergunta de Fujitaka-san ao psicólogo que entrava na sala após a sessão se Sakura.

_ Ela continua na mesma. Não fala nada sobre a noite em questão, diz não se lembrar. Lembra-se de Shaoram com muita frequência, diz que o ama, e que se odeia por estar o magoando. Fala que não gosta de ficar sozinha pois sente medo que alguém a machuque. Apesar do físico de Sakura não ter sido muito atingido naquela noite, sua psique foi alterada. A mente dela a força a agir como se estivesse forçada a fugir de si mesma, por isso ela age com tanta desconfiança e medo. Ela acredita ser ela mesma a fonte dos problemas, culpa seu corpo pela reações tolas e infantis. O trauma ainda a pertuba, mesmo que inconscientemente.

_ Isso algum dia vai ser curado Dr?

Isso depende de cada caso, Sakura tem reagido bem aos remédios, esta dormindo, não tem mais crises de choro ou ataques de pânicos como a meses atrás. Acho que temos que dar tempo a mente dela para se recuperar sozinha.

_ Ela me tocou hoje... Por uns minutos. Pareceu com a Sakura de antes, me olhando com amor. Mas logo ela se deu conta e se retraiu. _ Eu disse com a voz embargada.

_ Não se culpe meu jovem, não é sua culpa. A mente de Sakura está fragil, debilitada. Cada pessoa reage de uma forma a determinadas situações. Se ela te tocou é sinal de que está voltando a si, e que aos poucos voltará a ser como antes.

Agradecemos ao médico, e me dirigi a sala para chamar Sakura, que novamente sorriu e veio feliz para meu lado e me entregou mais um dos milhares desenhos que fazia na terapia.

_ Pra você... – Ela disse sorrindo, e insegura se aproximou e rapidamente me deu um beijo na bochecha. — Coloquei a mão no local admirado enquanto ela seguia conversando com o pai a minha frente. Botei meus olhos no desenho e sorri com o que vi. Um ursinho alado me sorria segurando um pudim.

Notas finais
O H A Y O ! ! !
Que saudades de vocês Minna-san, como vão meus leitores lindos? Espero que bem *-*
Negocio é o seguinte: Falling Love está na reta final como já tenho anunciado a alguns capitulos, o numero certo não sei dizer, mas sim o fim está proximo. Para tanto queria começar com alguns esclarecimentos. Minha fic foi toda de autoria minha, e de mais ninguém... Por isso espero de vocês leitores que me alertem caso aconteça como aconteceu com uma outra fic minha em outro site que foi plagiada, caso saibam de algum abuso do tipo por favor me alertem!
Eu tenho outra fic aqui no Nyah! O nome dela é Reddomoon O luar vermelho, é uma continuação do anime, quem tiver interesse deem uma passadinha, ja ja vou atualiza-la prometo.
Espero que vocês tenham esntendido bem a transição desse cap, ja que se passaram alguns meses na historia, por isso nao se confundam ok? As partes que estao em italico são lembranças do Shao, de algum episodio.
Vamos as notas?
* Sentiram a tensão do POV da Moyo né? Pois é algo muito maioe está por vir.
* Quem gostou do casal UsagiXIchiro??
* Tadinho do Shao né? Ele não é um principe? Não dá vontade de morder?
* Sentiram falta da Saki, pois é, a explicação para a ausencia dos POV's dela na historia é que ela ta fora do ar.
* AlGum comentario? Duvidas? Afliçoes? Pesadelos?
Mereço reviews??
Recomendações??
Nos vemos aqui em baixo então!
Até o 25!
beijinhos
Bell-chan