O rosto dela quando me viu mostrava desespero. Quase não a reconheci. Doeu. Doeu fundo olhar o estado em que ela se encontrava.

Ela correu, sem olhar para trás. Pensei em correr atrás dela, mas eu estava paralisado, horrorizado. Não sabia se deveria correr atrás dela. Mas eu já não tinha escolha. Ela se foi, perdida na multidão. [...]

Eu não entendia, como alguém pode aguentar uma coisa dessas sem desabar? O que um dia eu achei que tivesse sido egoísmo se mostrou ser o mais puro altruísmo que alguém podia demonstrar por mim.

Agora eu via. Agora eu entendia. Isso muda tudo. Mas eu não podia ficar ali, parado. Eu tinha que fazer alguma coisa. O mínimo que eu podia fazer. [...]