Fallin For You
11 Forgetting and forgiving the past!
Notas iniciais
Bom, espero que gostem desse capitulo. Ficou com mega erros porque eu estou muito cansada e fiquei com preguiça de corrigir.
Hoje quase morri no estágio. Estou mega cansada de verdade, meus pés tão latejando. Alguém aí conhece algum massoterapeuta? rsrs'
BOA LEITURA!AMO VCS!
Esqueci de comentar sobre a recomendação fodastica da dona Samy, amada esse capitulo é dedicado a você, amei a recomendação muito obg mesmo sua linda. To com saudade de você SAMY *-*
Pov’s Arin
Estava eu, humildemente tomando um banho, que estava maravilhoso, o banheiro até parecia uma sauna, quando uma pessoa, chamada Brian Haner, entrou no banheiro sem bater na porta nem nada e me fitou.
-Cara ainda está no banho? São quase onze horas. –Brian falou se parando de frente pro box.
-Brian, você não conhece a porra da palavra PRIVACIDADE? –Falei assustado, dando ênfase a palavra “privacidade”.
-Cara, as mulheres sempre podem atrasar, mas os homens nunca. –Ele falou fazendo uma careta engraçada.
-Seu retardado. –Bufei enquanto revirava os olhos e pegava a toalha.
-Você esta precisando tomar uma bombas cara. –Ele falou enquanto saía do banheiro.
-Ah fala sério? Cara estou muito satisfeito com meu corpo ta bom? –Reclamei me enrolando na toalha e saindo.
-Mas as mulheres gostam de caras assim ó. –Ele falou fazendo uma pose engraçada e gargalhando em seguida.
-Vai se ferrar Brian, eu me garanto. –Falei gargalhando junto com ele.
-Cara, você sabe que estou só te enchendo né? Estou te esperando lá embaixo, não demora. –Ele falou apontando pra mim e saindo do quarto correndo.
Comecei a rir sozinho. Brian era como um irmão, literalmente. O cara conseguia ser chato e engraçado ao mesmo tempo. Respirei fundo e me vesti, dei uma bagunçada nos cabelos, passei o perfume e desci as escadas correndo. Brian estava sentado no sofá vendo TV.
-Achei que nunca desceria. –Ele falou.
-Vai se ferrar já disse. –Falei mole.
Senti alguma coisa agarrando a barra de minha calça.
-Tequila para. Brian não colocou comida pra você não? Acho que esqueci de mencionar o fato de você ser meio canibal quando não come. –Falei tentando fazer ela soltar minha calça, antes que furasse.
-Nossa cara, eu esqueci de colocar comida pra ela. –Ele falou colocando a mão na testa.
-Mais é um imprestável mesmo em. –Falei balançando a cabeça negativamente e ri.
Andei até a cozinha com uma senhora dona Tequila grudada em minha calça e ainda fazendo aqueles barulhinhos de brava, como se estivesse avançando. Foi questão de encher o pote dela e ela me largar.
-Pronto garota, não precisa mais ficar brava, você devia era ter mordido a calça daquele ali. –Falei apontando para Brian e ela balançou o rabinho e latiu.
Sorri, e dei um tapa na cabeça de Brian, que reclamou até falar chega. Nós fomos com o carro da Natalie até o Scream’s, já que Brian estava sem o dele. Mais uma vez eu repito, Natalie ainda vai nos punir por ter encostado a “pata” no carro dela, e eu digo “pata” porque vai ser exatamente o que ela vai falar.
Ele estacionou com cuidado e saímos do carro, ele acendeu um cigarro e se encostou na traseira do veiculo, encostei ao lado dele. Tínhamos combinado de encontrar a tal Priscilla do lado de fora.
-Ela está chegando. –Brian comentou tragando o cigarro. Nem imaginei quem fosse, afinal havia varias meninas caminhando até o Scream’s.
-Quem é? –Perguntei.
Mas foi só perguntar que a menina apareceu, e ela era tipo, “UAL”. Era ruiva, tinha um corpão e carinha de menina, fiquei sem ar.
-Hey, Brian. –Ela falou o abraçando.
-Oi Pri, como está? –Ele perguntou sorrindo.
-Muito bem, e você deve ser o Arin né? –Ela perguntou me surpreendendo, como sabia meu nome?
Demorei pra responder, eu a fitava boquiaberto,
-É esse é Arin. –Brian falou dando um tapa nas minhas costas me tirando de meu transe.
-Desculpa, é, prazer Arin. –Falei a cumprimentando.
-Bom gente, eu gostaria muito de ficar com vocês, mas não quero correr o riso de ficar fora de casa por muito tempo, então divirtam-se. –Brian se despediu, me surpreendendo. Como aquele puto me abandonava justo agora?
-Até. –Ela se despediu.
Ambos fomos caminhando em silêncio até dentro da boate. Não sabia nem por onde começar a conversa. Nos sentamos em uma mesa perto do bar e pedimos vodca.
-Então, conhece Brian faz tempo? –Puxei assunto.
-Mais ou menos, nós somos primos na verdade. –Ela sorriu.
-Mais que filho da. –Falei e ela gargalhou.
-Ele me falou muito de você na hora que me ligou de novo. –Ela falou sorrindo tímida.
-Espero que tenha falado só bem, porque do jeito que ele me ama. –Falei gargalhando em seguida.
Começamos a beber e ficamos batendo um bom papo, descobri que ela tinha só vinte anos, o que era inacreditável, descobri que ela é muito tímida e é um doce.
Nós ficamos lá por um tempo e dançamos, nos divertimos bem. Estávamos do lado de fora esperando por Brian.
-Nossa como esfriou. –Ela comentou esfregando a mão nos braços.
Num ato súbito a abracei e ela encostou a cabeça em meu ombro, apoiei o queixo na sua cabeça e traguei o cheiro gostoso de morango que vinha de seus cabelos.
Puxei o queixo dela e selei nossos lábios, passando a língua delicadamente por eles, afundei minha mão em meio aos seus cabelos e ela cedeu ao beijo.
Ela entrelaçou os braços em meu pescoço, nos beijávamos calmamente, quando dei um pulo ao ouvir um carro buzinando bem do nosso lado, olhei e era Brian. Fitei Priscilla e ela estava completamente corada.
-Porra Brian. –Falei enquanto ele gargalhava dentro do carro.
-Anda se não a mãe da Pri me mata. –Ele falou enquanto entravamos no carro.
-Por que não me disse que ela era sua prima filho da mãe. –Falei dando um tapa no ombro dele, ela ainda nos fitava tímida.
-Sei lá porque. –Ele falou e riu pelo nariz.
Paramos na porta da casa dela, que não era muito longe dali, desci com ela pra me despedir.
-Nada de ficar de gracinha com minha prima em. –Brian falou me fazendo revirar os olhos.
A acompanhei até na entrada da casa, Brian ligou o som do carro alto, e sabe aquela música do filme Ghost? Aquela mesma a tal Unchained Melody, então, Brian colocou ela pra tocar e aumentou o volume do carro no ultimo, enquanto fitava agente balançando a cabeça no ritmo da música e fingindo que nada estava acontecendo, revirei os olhos.
-Eu ainda mato ele. –Falei e ela riu.
-Eu te ajudo. –Ela disse e ambos gargalhamos.
-O que acha de tomarmos sorvete amanhã? –Perguntei.
-Três horas? –Ela perguntou sorrindo.
-Perfeito. –Falei enquanto lhe dava um selinho, que logo se tornou um beijo mais intenso.
-Já chega, eu quero dormir. –Brian gritou do carro.
Interrompemos o beijo e me despedi. Entrando no carro onde a música ainda tocava.
Fitei Brian que cantava.
-Whoa! My love, my darling,
I hunger for your touch,
Alone. Lonely time.
And time goes by, so slowly,
And time can do so much,
Are you still mine?
I need your love.
I need your love.
God speed your love to me. –Ele cantava fazendo caretas.
-Brian você tá zuando né? –Perguntei sério o fitando.
-Shhh. Não me interrompe. –Ele falou sério enquanto voltava a cantar a música.
Revirei os olhos e me afundei no banco do carro, rindo daquela peste do meu lado.
Quando chegamos em casa, desmontei na cama.
Pov’s Natalie
Eu não estava com o mínimo sono, virei na cama várias e várias vezes, estou trancada no quarto desde mais cedo, quando vi minha mãe e tudo mais. Já são quase duas da manhã. Respirei fundo e peguei o telefone, talvez algum dos meninos estivessem acordados, disquei o número de casa.
Pov’s Brian
Eu tinha acabado de estacionar o carro na garagem, Arin já havia entrado. Foi só eu colocar o pé na sala que o telefone começou a tocar, me assustei dando um pulo.
-Telefonema a uma hora dessa? Noticia boa não deve ser, tenho até medo de atender. –Falei enquanto caminhava até o telefone.
Olhei para o aparelho e resolvi atender, talvez fosse importante. Quando ia atender esbarrei o telefone nos pontos.
-Ai. –Exclamei enquanto colocava o telefone na orelha.
-Meu Deus tudo bem? –A voz doce ne Natalie perguntou me fazendo sorrir.
-Tudo, só bati o telefone num machucado. –Falei e ela gargalhou.
-Estava dormindo? –Ela perguntou.
-Não, acabei de chegar em casa com Arin, fui buscar ele no Scream’s. –Falei.
-Já estou com saudades daí. –Ela falou suspirando.
-E eu com saudade de você. –Falei e ouve alguns minutos de silêncio.
-Também estou. –Ela falou e tive a impressão de que ela sorria.
-E sua mãe? Conversou com ela? –Perguntei.
-Ainda não, fiquei dentro do quarto até agora, desde a hora que nos falamos no telefone, e agora não consigo dormir.
-O que? Meu bem você está no CARIBE, e fica dentro do quarto? Mulher cá entre nós, vai dar uma volta na praia e aproveitar esse lugar lindo. –Falei e ela gargalhou.
-Mais é que dá preguiça de andar, meus pés doem e com esse braço ainda engessado. Não tenho mais Matt e Zacky pra me carregar. –Ela falou ainda em meio aos risos.
-É tem isso. –Falei pensando na surpresa que ela teria amanhã.
-Bom, acho que vou fazer o que você disse, vou dar uma volta na praia. –Ela disse empolgada.
-Só toma cuidado. –Falei rindo.
-Se cuida Brian. –Ela disse com a voz doce.
-Você também. –Falei e ambos desligamos.
Respirei fundo e fui para o quarto. Me deitei e fiquei pensando na loucura que ia fazer na manhã do dia seguinte. Será que Natalie vai gostar de minha companhia no Caribe? Bom, Caribe me espera. Fechei os olhos e adormeci.
Pov’s Natalie.
Saí do quarto e por sorte minha tia e minha mãe dormiam. Desci as escadas sem fazer muito barulho e saí de casa. Esse gesso estava me incomodando muito, pra mim meu braço já está mais do que bom, acho que vou arrancar isso.
Eu andava calmamente pela areia, o barulho da agua do mar me relaxava de certa forma que não sei explicar. Me sentei em uma pedra e fiquei observando aquela imensidão, e a lua tão linda que iluminava a agua.
Amanhã enfim vou rever aquele que roubou meu coração, e ficar em paz de novo. Pelo menos é o que eu espero, sinceramente. Resolvi pegar o voo da tarde, pelo menos é no horário que a maioria das pessoas chegam aqui, então é melhor pra embarcar.
Estava completamente ansiosa para saber como as coisas se desenrolariam com Brian, será que iremos ficar juntos? Será que seremos só bons amigos? Será que ambos compartilhamos o mesmo sentimento? Espero que sim.
Senti que alguém se sentava ao meu lado, era minha tia, a fitei e ela sorriu.
-Está brava comigo? –Ela perguntou.
-Claro que não, por que estaria? –Perguntei a fitando.
-Porque eu contei pra sua mãe que agente estava aqui, e, deixei que ela viesse. –Ela disse abaixando a cabeça, a abracei com o braço não engessado.
-Tia impossível ficar com raiva de você, você sabe que é meu tudo. –Falei e ela sorriu retribuindo o abraço.
-Vai conversar com ela?
-Não sei ainda tia, minha cabeça, minha mente trava quando o assunto é a mamãe. –Falei respirando fundo e voltando a fitar o mar.
-Mas por que tanto ódio nesse coraçãozinho? –Ela perguntou apertando meu nariz.
-Não é ódio. É só o fato de não conseguir aceitar os fatos, tudo o que aconteceu, tudo o que ela me fez, foram anos ouvindo a mesma coisa, e isso me machucou, mesmo sabendo que ela é depressiva e tudo mais. –Falei rapidamente.
Minha tia ficou um tempo em silêncio, respirou fundo três vezes, como se fosse falar algo e desistindo no final. Até que decidiu falar.
-Natalie, nunca, absolutamente nunca culpe sua mãe pelo jeito que ela é, ou pelo que ela fez. Sua mãe sofreu muito, você não sabe o quanto. Edye, seu pai, era um cara com quem ela saia, tinha um namoro inocente, e ela achava que ele realmente a respeitava. Foi quando o namoro foi ficando sério, e sua mãe, sua mãe sempre teve o sonho de se casar virgem e ter aquela lua de mel. Mas Edye, num dia de bebedeira a obrigou a fazer coisas horríveis, que, que eu achei que ela nunca superaria. Ainda me lembro de sua mãe chegar em casa chorando e dizendo que se sentia suja, que nunca mais queria saber de nenhum homem em sua vida. Por isso ela odeia tanto bebidas, porque ela sabe muito bem o que se pode acontecer com as pessoas que se encontram sobre efeito delas. Não que ele não fosse um completo canalha antes do álcool, mas com o álcool ele criou mais coragem de fazer as coisas estupidas que fez. E quando sua mãe descobriu que estava gravida ela entrou em desespero, ela procurou Edye, mais ele só mandava ela abortar, dizia que não queria esse filho. Mais ela lutou até o fim por você, entrou em uma forte depressão depois do parto, tanto que você ficou em casa comigo, e não com ela, porque corria um sério risco de ela ferir tanto você quanto ela, ela era monitorada vinte e quatro horas por dia. E essa fase foi muito difícil pra ela, ela perguntava muito de você quando eu ia visita-la, queria ver, te tocar. E essa depressão não foi totalmente curada, até hoje. Sua mãe tem um enorme buraco na alma, uma enorme ferida no coração, porque ela amava Edye com todas suas forças, e achava que ele a amava do mesmo jeito, mas infelizmente as coisas não são assim. E você lembra tanto ele pequena, os olhos a boca, ás vezes até um pouco a cabecinha dura. –Ela disse dando um murrinho em minha cabeça, sorri.
A essa hora uma onda de emoções me invadia, eu nunca tinha parado pra ouvir a real estória de minha mãe, eu nunca havia dado a oportunidade pra ela, e não podia imaginar que era algo tão tenso assim. Talvez se eu soubesse antes, se num milésimo de segundo eu tivesse a ouvido, hoje estaríamos muito bem. Respirei fundo, e fitei o mar enquanto minha tia acariciava meus cabelos.
-Eu nem sei o que falar. Eu. –Falei respirando fundo.
-Não fale nada, e sempre lembre de uma coisa, não trate com prioridade quem te trata como opção. E acho que atitudes valem mais do que palavras, estou voltando pra casa, vê se come alguma coisa quando chegar e toma cuidado. –Ela disse se levantando e indo pra casa.
Agora minha cabeça estava uma completa bagunça. Ao mesmo tempo que agora eu queria ficar, pra poder conversar mais com minha mãe e ver se finalmente nossos santos batiam, eu queria voltar pra casa e ver Brian, e saber se está tudo bem. Até Tequila está me fazendo uma falta enorme, é difícil e duro não acordar com alguém lambendo meus pés ou meu rosto, e chorando pela comida. E também tem Arin, pobre Arin que deixei para escanteio, aquele garoto que tem o dom de me fazer rir quando eu quero chorar. São essas as pessoas importantes pra mim, eles são minha família, meu tudo, eles são tudo o que tenho. Arin principalmente, porque se não fosse por ele eu não estaria bem agora, eu estaria sozinha. Respirei fundo e voltei pra casa.
Quando entrei mamãe estava na cozinha bebendo agua, ela me fitou com o olhar triste, caminhei até ela e a abracei forte, ambas não evitamos que as lágrimas que estavam guardadas a tanto tempo caíssem.
-Eu te amo tanto mamãe. –Falei em meio ao choro.
-Eu senti tanto sua falta Natalie. Eu também te amo. –Ela falou apertando o abraço.
Nós ficamos assim por um bom tempo, abraçadas. Como titia disse, atitudes ás vezes valem mais do que mil palavras.
De nada adiantaria eu ficar me desculpando meia hora se aquilo fosse só da boca pra fora. E eu realmente amo minha mãe e a perdoo.
Comi alguma coisa e fui direto para o quarto, com a consciência mais leve, peguei minha agenda e deitei na cama.
“Pois é, ás vezes a verdade dói a ponto de fazer com que nós enxerguemos a realidade que antes não queríamos ver, talvez por puro medo ou por desinteresse. Hoje, particularmente eu estou com meu coração leve, com minha mente aberta. Hoje, finalmente, consegui perdoar aquela que me deu a vida, aquela que por um momento poderia ter desistido de mim, mas pelo contrario, nunca desistiu, até hoje.
Eu ainda estou com uma dúvida cruel. Ficar e tentar criar mais laços entre minha mãe e eu, ou ir embora e acabar com a ansiedade de vê-lo, de toca-lo, acabar com a saudade. Não só dele, mais a de Arin e Tequila. Indecisões, indecisões. Elas me perseguem por todos os lados.”
Fechei os olhos e dormi.
Pov’s Brian
Acordei no outro dia cedo, faltava uma hora pro meu voo, minha mochila, com as poucas roupas que consegui pegar, já estava nas costas. Dei uma arrepiada no cabelo e desci as escadas calmamente, deixando agua e comida para Tequila, e um bilhete na geladeira.
“Arin, cuide da Tequila, não se esqueça. Estou indo atrás de Natalie, preciso ver ela cara, preciso saber que está tudo bem entre a gente porque isso está me consumindo, me deixando louco, se ela ligar apenas diga que saí, quero fazer uma surpresa pra ela. Não esqueça de Tequila cara, e sem gracinhas com minha prima em. –Synyster Fucking Gates.”
Olhei pela casa mais uma vez antes de sair, pra ter certeza de que não estava esquecendo nada. Peguei um taxi até o aeroporto, e não demorou muito para estar embarcando rumo ao Caribe.
Eu havia conseguido falar com uma tia dela, e descobri onde elas estavam, mas também pedi segredo.
Pov’s Arin
Acordei muito empolgado, afinal de contas hoje eu iria tomar sorvete com a Priscilla. Sim eu sou um completo adolescente bobo, fazer o que? Também vocês querem o que, eu ainda só tenho 24 aninhos porra.
Desci as escadas me espreguiçando e me deparando com o bilhete de Brian colado da geladeira. Comecei a rir daquele esgarrancho infernal, que mal dava para ler, mais até que eu entendi.
Peguei o leite, as bolachas e me sentei, apoiando os cotovelos na mesa e bebendo o leite direto da caixinha mesmo.
-É dona Tequila, hoje você vai passear com o tio Arin aqui. –Falei a fitando e ela latiu feliz lambendo meu pé.
E pra variar me seguiu pela casa toda.
Fiquei tocando até dar umas duas e meia, tomei um banho rápido, coloquei uma coleira na Tequila e saí com ela, indo em direção a casa de Priscilla.
Por onde eu passava não tinha quem não brincasse com a dona tequila, e ela andava toda rebolando, cachorrinha metida essa em?
Quando cheguei na porta da casa de Priscilla bati algumas vezes, até que ela apareceu.
-Arin, você veio mesmo e, meu Deus quem é essa coisa linda? –Ela perguntou indo direto brincar com Tequila, epa espera aí, e aquela parte que você me cumprimenta primeiro?
-Essa é Tequila, é a cadelinha de uma amiga que mora comigo. –Falei sorrindo e ela levantou me dando um selinho demorado.
-Ela é linda. –Ela disse sorrindo enquanto andávamos em direção a sorveteria.
-Não mais que você. –Falei a fazendo corar, e não preciso nem comentar o quanto amei aquele sorriso tímido dela né?
Não posso acreditar que estou apaixonado cara, não posso. Como isso foi acontecer tão rápido?
Nós paramos na sorveteria e nos sentamos do lado de fora, o dia estava bem quente, perfeito para tomarmos sorvete.
Nós ficamos conversando e nos conhecendo mais, brincamos, até lambuzamos a cara um do outro com sorvete, ambos acabamos por sujar nossas blusas. E ambos ríamos que nem duas hienas loucas.
Será que finalmente encontrei a tampa da minha panela? Tá eu sei que isso foi extremamente gay, foi só pra vocês se descontraírem um pouquinho. Mais será que achei a metade da minha laranja?
Gargalhei com esse pensamento bobo e ela ficou me fitando.
-Tá eu sei que pareço louco. –Falei e ela riu.
-Só as vezes. –Ela disse sorrindo.
-Valeu. –Falei e ela gargalhou.
Pov’s Natalie
Bom, eu estava decidida, e nada nem ninguém mudaria minha decisão. Peguei papel e caneta e me sentei na cama.
“Desculpem não ter ficado e não ter avisado nada, não queria vocês insistindo para que eu ficasse porque com certeza eu ficaria. Eu preciso ir embora porque tenho que tirar certas dúvidas que estão atordoando meu coração. Eu amo vocês. Até breve. Natalie.”
É pois é, estou indo de volta pra casa. Arrumei minhas coisas e esperei até que não tivesse ninguém em casa, fui direto para o aeroporto.
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And I want to thank you
(Eu quero te agradecer)
For giving me the best day of my life
(Por me dar o melhor dia de minha vida)
Oh, just to be with you
(Oh, apenas estar contigo)
Is like having the best day of my life
(É como ter o melhor dia de minha vida)
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