Fallen
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Desculpem-me pela demora, eu tinha muitas provas e a minha criatividade pra essa fanfic me deu férias... O capítulo ficou meio curto, eu sei, mas é o que deu pra fazer em algumas horas...
Boa leitura! Espero que gostem!!
Fallen – Capítulo 4 — Sweet Memories
Isso é real?
Ou é apenas mais um sonho?
Eu fui abrindo os olhos bem devagar com as luzes do sol me irritando.
Estendi meu braço automaticamente pra desligar o despertador do celular, mas estava um completo silencio. Ao invés de tocar no meu celular, toquei em algo muito frio. Abri bem os olhos. Olhei aos redor.
Estava em um lugar totalmente diferente do que eu estava quando fui dormir!
Parecia um tipo de igreja...
Mas ela estava bem velha, como se fosse da Idade Média... Pelo menos é que parece.
Eu me dei conta de que estava tremendo, e que estava deitada em um tapete de veludo vermelho, e ao lado, o chão frio. Olhei para os lados e me levantei, tirando o pó branco do vestido.
Vestido?
Eu olhei para a roupa desconhecida que me vestia. Era muito bonita, a cor vermelha viva nas laterais, com bordados rosas em baixo e no meio do vestido. A parte de cima era um espatilho e amarrada no pescoço. No braço esquerdo tinha uma luva comprida, que ia um pouco acima do cotovelo até as mãos e era aberta. No braço direito tinha algumas fitas amarradas, e usava uma sapatilha preta com fitas que moldavam as pernas.
Eu nunca teria dinheiro e tempo pra comprar esse tipo de roupa... Parece de baile de fantasia.
Olhei para cima. Tinha uma cupula enorme como teto, com os vidros embaçados e era moldada delicadamente, dando um ar de graça ao lugar.
Era certamente uma igreja, das bem antigas. Porém, tinha alguns pedaços da estrutura caídos no chão, que deviam ter caído com o tempo e a falta de cuidado, havia grandes bancos de madeira enfileirados, típicos de igreja. Os pilares que estavam mais nas laterais guiavam até o altar, que tinha uns três degraus. Também tinha vitrais lindas perto dos pilares, porém não tinha raios solares que a atravessavam e iluminavam a igreja. Ao invés de um vitral grande e iluminado em cima do altar, tinha um grande relógio cinza, com números pretos romanos. E estava funcionando! O ponteiro indicava 23h45.
Atentei-me mais ao som de fora daquela silenciosa igreja. Estava chovendo. Eu adoro a chuva. Não sei o motivo, mas existe alguma coisa que me atrai pra ela, sempre que a vejo. Uma vez estive com a Rin em um parque e quando começou a chover eu comecei a correr, e ela teve que correr atrás de mim com um guarda-chuva, gritando "Hatsune, sua louca, você vai pegar um resfriado...!"
Rin!
Onde será que ela estava?! A última vez foi antes de dormir, quando dei boa-noite a ela e acordei aqui!
Afinal de contas, por que eu estou aqui? Com essas roupas, nesse lugar que eu não faço idéia do que seja?!
- Isso é um sonho? – Belisquei-me no braço pra acordar. Grande erro. Não acordei e fiquei com o braço vermelho. Eu tinha uma mão forte!
Quando eu me virei pra sair dali, as portas velhas foram abertas. A luz por alguns instantes me cegaram, e coloquei uma mão na frente dos olhos e quando as tirei quando fiquei cega.
Um homem lindo adentrou a igreja, olhando diretamente pra mim. Vestia uma blusa solta branca com alguns botões abertos, mostrando o tórax definido, e uma calça preta calçava botas de couro. Mas o mais curioso eram os cabelos azuis e seus olhos também azuis, que me examinaram por alguns instantes.
Eu o conheço de algum lugar, só não consigo me lembrar de onde...
No instante que olhei pra ele, meu corpo não me obedecia mais, minha mente foi tirar umas férias e meu coração começou a pular do peito.
Por que eu estou me sentindo assim?
- Então você voltou. – Ele sorriu lindamente e juro que o meu queixo quase caiu com isso se não tivesse me segurado internamente. Ele avançou em dois passos na minha direção, mas meu corpo não recuou, ao contrário, abriu os braços para recebê-lo em um abraço carinhoso e apertado, como se ele não tivesse me abraçado há muitos anos.
Como se eu o conhecesse.
Ele me envolveu com seus braços fortes e instantaneamente me senti segura e confortável. Eu coloquei os braços ao redor do seu pescoço e ele ao redor da minha cintura, me elevando um pouco já que era mais alto que eu. Encaixe perfeito!
- Minha querida Miku, fico tão feliz que tenha voltado! – Ele se afastou um pouco do meu rosto sem desencostar os corpos, e quando falou, sua voz soou contente e ao mesmo tempo sexy ao mesmo tempo. Ele sorriu de novo e eu retribui, com uma sensação estranha de alegria me enchendo por dentro.
Ele acabou com a distância entre nossos com um beijo. Ao invés de arregalar os olhos com o beijo (muito bom, por sinal) de um estranho, eu fechei os olhos e coloquei minhas mãos ao redor da sua nuca, mais um encaixe perfeito!
Mas o beijo que começara quente e apaixonado foi interrompido brutalmente quando ele foi puxado de mim. Olhei para cima por cima por impulso e vi que sombras negras nos cercavam. Começou uma ventania forte e intensa o bastante para fazer os vitrais tremerem e se partirem em milhares de pedaços.
Ele me puxou contra si de novo, não para me abraçar, mas para me proteger contra os pedaços de vidro. O vento começou a ficar mais forte e nos separou, e me subiu um pânico interno, que me fez paralisar.
Nós não estávamos mais no chão, mas sim no ar. Olhei para ele e vi que ele contraiu o rosto. Só nossas mãos estavam ligando um ao outro. Ouvi um estrondo atrás de mim e quando olhei me arrependi.
Um buraco negro, literalmente, começou a sugar tudo que tinha ao redor, bancos de madeira que se partiram em pedaços, restos de vitrais e pedaços de mármore, mas eu ainda pendia no ar, pouco a frente do buraco.
Ele me puxava com foça, mas me segurava no homem para não cair e ser puxada pelo buraco.
Não tinha como eu estar pendida no ar só segurando a mão dele e ainda não sendo sugada pelo buraco negro. Olhei novamente pra ele e vi uma coisa brilhante e branca ao redor dele.
Uma coisa que eu nunca tinha visto antes, mas que já ouvi falar que pessoas invisíveis chamadas anjos da guarda as possuíam.
Asas. Asas daquele homem que me beijou alguns segundos atrás.
Eram grandes e brilhantes, e estavam lutando contra o vento para não irmos para o buraco. Mas apenas a minha mão esquerda estava segurando as suas mãos fortes. Era muito vento contra nos dois que chegava a cortar o rosto. Os dentes deles estavam trincados e ele fazia força para nos segurar.
- Miku! – Ele gritou – Me desculpe por não poder te proteger! Na próxima vid...
Tarde demais. Minha mão ficou escorregadia como manteiga e segurei seu pulso. Ele agarrou minha mão com força, mas foi inútil.
Eu fui puxada dele como uma pétala de flor é puxada por uma criança. Vi escuridão ao redor antes de ver a face de desespero dele. Adentrei no buraco, mas não antes de sorrir pra ele.
E então só vi preto, por todos os lados, me consumindo aos poucos.
Notas finais
Gostaram? Não gostaram? Deixem reviews pra essa autora, sim?
Até!!!
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