Fallen

22 Capítulo 22


Notas iniciais
Oi gente! Este cap está um pouco pequeno, mas está até bom kk É o ponto de vista de Gabriel após a briga dele com Alice.
A "dor" de Gabriel, vocês irão descobrir só no próximo cap haha!
Então espero que gostem e... COMENTEM!
E boa leitura! ^^

PDV Gabriel

- Gabriel – Alice tentou me chamar mais uma vez, mas não dei ouvidos. Bati a porta com força e fui para meu quarto, tranquei a porta rapidamente.
Eu estava ficando cansado, por mais que amasse Alice, não queria ser tratado como uma praga em sua vida. Eu sentia a necessidade de protegê-la 25 horas por dia, tinha a necessidade de tê-la em meus braços, saber que ela esta bem e que ninguém fará mal nenhum a ela. Mas todos têm os seus limites.
Eu era um anjo. E se pudesse desistiria de tudo, das minhas asas, dos meus poderes, da minha imortalidade, desistiria de tudo só para vê-la feliz. Mas as coisas não são simples assim. O universo tem regras, e muitas vezes elas não podem ser quebradas, não existem exceções. E na verdade não sei muito bem se eu deixar minha imortalidade seria um direito. Isso faz parte de mim, de quem eu sou.
Por mais que eu a ame, não posso deixar de ser quem eu sou.
— Ei cara – Roland bateu na porta. Levantei da cama me arrastando e fui abrir a porta – Wow! Por que essa cara de acabado? – suspirei e me joguei na cama.
— É a Alice cara...
— Brigaram? – assenti.
— Roland... Você acha que Alice... Ela me ama de verdade? – perguntei olhando para o teto. Meus olhos estavam se enchendo de lágrimas, não queria que meu melhor amigo visse isso.
— Acho sim cara, ela gosta muito de você.
— Sabe... Eu esperei ela por tanto tempo... Pra logo em seguida, ela achar que sou uma praga como anjo... Isso, não esta certo.
Roland não disse nada, nem eu tentei conversar. Permanecemos por um tempo em um silêncio profundo, até que ele se manifestou.
— Ei cara, vou te levar em uma festa.
— Cara, não estou muito no clima sabe?
— Não tem problema, vai ter bebida, música... O suficiente pra você esquecer da Alice um pouco e sair dessa depressão.
— Roland, sério eu não...
— Vamos cara – Roland me agarrou pelo braço e me arrastou até a garagem da Primer.
— Entra no carro.
— Roland eu...
— Gabriel, quer calar a boca e entrar no carro? Eu sei do que você precisa cara. Você precisa se animar! Entra logo! – entrei no carro, mais para Roland parar de me encher do que por vontade própria. Conhecia bem meu amigo, e ele não iria largar do meu pé tão cedo por eu não ter ido nessa tal festa.
Entramos no seu Porche Panamera azul (notas finais) ele ligou o som e pegamos a estrada. Eu ficava olhando pela janela, vendo os carros passando rapidamente a minha volta, só pensando nela. Fiquei tão distraído que nem percebi quando Roland estava me chacoalhando para avisar que já aviamos chegado.
Desci do carro e olhei na direção da festa. Era um grande sobrado branco, provavelmente de algum político rico da cidade. A música eletrônica estava alta, garotos e garotas entravam e saiam da casa a todo o instante com copos vermelhos na mão, provavelmente de bebida alcóolica, muitos deles estavam se agarrando ao redor da casa.
— Roland eu não quero ficar aqui...
— Qual é cara?! Vamos, só um pouco! Você entra, dança, bebe... E assim que não aguentar mais, vamos pra casa.
— Não cara, eu realmente...
— Vamos logo! Agora que chegamos a festa vai começar!
Ele agarrou meu braço e me empurrou para dentro da casa. Logo em frente a porta, havia uma grande escadaria de chão preto e corrimãos dourados, entrei na sala da direita, onde havia um bar e o DJ. Roland subiu no palco e logo pegou o microfone.
— E ai galera?! Agora que Roland chegou, a festa vai começar! – a festa vibrou em resposta.
Logo peguei o único banco que estava vazio em frente ao bar e o garçom veio até mim.
— Uma dose de vodka por favor...
— Uma dose pra mim também! – disse uma garota que surgiu ao meu lado – Então... Posso saber o nome desse garoto lindo? – Olhei para ela enquanto o garçom colocava os copos a nossa frente e saia novamente para buscar a vodka. A garota era linda, gostosa, tinha um corpo lindo. Cabelos castanhos bem compridos e lisos, lábios carnudos e um olhar sedutor.
— Justin – o garçom me serviu.
— Justin, o que acha de dar uma volta no jardim comigo? – Ela disse delicadamente enquanto virava minha dose.
— Não tô afim gata... Ah, deixa a garrafa, por favor? – O garçom entregou-a em minha mão – Valeu.
Me levantei, deixando a garota em pé, ela estava chocada e parecia brava pela rejeição, parecia o tipo de garota que nunca perde um cara, mas nem liguei, só queria beber e esquecer de como meu dia havia sido um porre. Pena que álcool no corpo de um anjo perde o efeito rápido, não temos tempo nem de sentir a ressaca. Mesmo assim, acabei com a garrafa em questão de segundos. Não aguentei e voltei para o bar.
— Ei! – Chamei o garçom – Quero uma garrafa de tequila, uma de vodka e uma de whisky – ele colocou o pequeno copo na minha frente e eu agarrei seu pulso – Cara, eu disse “A Garrafa”, não uma dose.
— Você tá maluco cara? – O garçom ficou assustado, mas me deu as três garrafas.
Saí da festa, aquilo ainda não seria o suficiente, eu precisava de mais, queria ficar bêbado ao ponto de não lembrar mais quem eu era.
Me sentei no jardim. A casa ficava em um lugar alto, acima do nível do mar, o horizonte era perfeito, mas já havia escurecido. De repente senti um aperto no coração. Alice. Peguei o celular, nenhuma mensagem, nenhuma ligação... Será que ela realmente estava arrependida do que havia dito? Pensei em ligar para ela, mas mesmo preocupado, ainda era um anjo muito conhecido pelo meu orgulho, por isso não falava a décadas com Victor. Abri a garrafa de vodka, não queria pensar nela, não naquela noite, mas quando eu estava perto de esquecê-la, sua imagem voltava com mais intensidade e clareza a minha mente. Abri a garrafa de whisky. Minha visão havia ficado embaçada, já estava me sentindo tonto. Alice. Não, não podia pensar nela, eu tinha que parar, não queria continuar assim, mas... Mas eu a amava tanto... Abri a terceira garrafa, tequila. Era forte o suficiente para me deixar bêbado por um tempo razoável até eu conseguir outra garrafa.
Virei a tequila, que desceu queimando pela minha garganta, joguei a garrafa de lado e ela se estilhaçou no chão. Entrei correndo na mansão e fui em direção ao bar. Pulei a bancada, senti as pessoas começarem a gritar assustadas e correrem para ver o que estava acontecendo, peguei duas garrafas distintas e virei o liquido que desceu rasgando minha garganta, o garçom tentou me impedir, mas empurrei ele para se afastar de mim, já não sabia mais o que estava fazendo, o álcool estava me desidratando, me fazendo perder a consciência, mas eu estava bem, me sentindo feliz. Minhas mágoas já estavam afogadas no interior dos meus pensamentos, não sentia mais a dor no peito e muito menos lembrava como havia parado ali. Peguei outra garrafa que estava mergulhada no gelo, mas antes que pudesse beber, senti uma forte pancada na cabeça. Soltei a garrafa e me senti caindo para trás, mas alguém havia me segurado antes de meu corpo atingir o chão. Fiquei acordado tempo o suficiente pra ver Roland por cima de mim fingir que estava com dificuldade para me levar para o carro, depois disso? Desmaiei.

Notas finais
Porche Panamera azul - http://carplace.virgula.uol.com.br/wp-content/uploads/2009/09/Porsche-Panamera-15.jpg