Fall

16 Décimo Sexto Capítulo


Notas iniciais
POV - DANNY J.

Eu chegava em casa com o café que comprei no caminho. Eu estava me sentindo meio egoísta de ter comprado só para mim, mas eu passei o dia inteiro sozinho mesmo... Nada mais justo. Estava mais frio naquela noite e ventava muito, tudo que eu queria era chegar em casa e me jogar naquele sofá com uma coberta bem quente e com sorte ter algum tempo sozinho com Tom.

Eu abri a porta corriqueiramente quase deixando as chaves caírem umas três vezes. Na sala de entrada eu tive uma surpresa: Tom estava com um sorriso estranho, sentado no sofá olhando para mim. Eu fui até ele largando minha mochila e meu casaco no chão. Não sabia se o puxava para cima ou me jogava para baixo até ele. Por fim ele me puxou e nos deitamos no sofá, eu por cima.

-Eu senti sua falta hoje. – Eu disse tirando o cabelo de seu rosto.

-Eu também. – Ele respondeu levando a mão até minha nuca.

Nos beijamos. Seus lábios eram com certeza os melhores que eu já tinha provado. Não se comparava a nenhum outro que já tive em minha boca. Acho que o que eu mais gostava no Tom, é que ele era muito mais masculino que uma garota, mas não era tão “machão”, como o Harry, ou algum atleta da universidade – Ele era apenas ele mesmo e dane-se o mundo. Ele era apenas o Tom... O meu Tom (ou assim eu esperava).

-Onde vocês foram? – Perguntei entre um beijo e outro.

-Buscar o Dougie em Chelmsford. – Ele pareceu sem graça ao responder.

-Foram o quê? – Eu perguntei meio incrédulo, mas ainda sorria. Eu não estava bravo.

-É... Complicado, uma amiga dele – Começou a sussurrar – Morreu... Um mês atrás, ele foi visitar o túmulo... Muito triste, eu chorei muito lá. – Ele me respondeu com uma afeição tão triste que eu o abracei mais.

Aquilo ia muito além do que se podia chamar de esperado. Eu sentia pena por Dougie.

-Nossa... Como ele está?

-Inconsolável. Ele e o Harry já foram dormir...

-Tadinho... – Eu disse passando a mão pelo cabelo dele.

-Amanhã a gente pensa nisso... – Ele se moveu no sofá comigo até que eu estivesse sentado e ele estivesse de joelhos do meu lado. Eu olhava em seus olhos, curioso – Eu quero que você fique com isso.

Ele puxou do pescoço, de dentro do suéter que ele usava um colar prateado que eu não consegui saber o que era. Ele pois no meu pescoço, e então eu segurei o pingente e vi que era uma estrela de cinco pontas.

-Igual a sua tatuagem! – Eu disse abobalhado, aquilo era tão lindo. Então eu o abracei.

-É, quero que o meu peito e o seu fiquem ligados, sempre. – Ele parecia meio sem jeito pelo o que falava. Suas bochechas, uma furada, estavam vermelhas.

-Já ficam, Tom. Há um tempo. – Eu segurei suas mãos – No último ano, cada passo que eu dei... – Eu não sabia o que eu estava falando. Mas não era como se eu não quisesse falar aquilo, eu tinha passado as últimas três aulas pensando nisso – foi visando chegar mais perto de você. – Ele sorriu.

-E funcionou – Ele me beijou por segundos – E eu sinto muito que você tenha passado por isso... – Ele abaixou o olhar.

-Ei! – Eu coloquei a mão em seu queixo, levantando seu rosto e o fazendo olhar para mim – Não é culpa sua, e não foi nada. Eu morava com você, e você era meu amigo...

-E sempre vou ser – Ele me cortou.

-Não tenha a menor dúvida disso. Não mesmo.

-Vem comigo. – Ele disse quase rindo.

Me levou pela mão até o meu quarto, que agora era o nosso. Eu tranquei a porta. Nos deitamos na cama e os beijos mudaram de gosto e de intensidade. Meu coração disparou quando eu pensei onde aquilo poderia dar. Eu nem me lembrava da única vez que fui pra cama com Tom.

Ele entrelaçava suas pernas às minhas. Ele puxou minha blusa para fora e a jogou na outra cama – Foi aí que tive certeza. Ia rolar. Então eu tirei seu suéter com cuidado e lancei até a outra cama.

Tom alcançou um cobertor azul que estava na mesma cama que jogamos todas as nossas roupas, menos as cuecas que ainda estavam em seus lugares. Nos cobriu com aquilo e deitou-se por cima de mim mordiscando minha orelha, levemente soltando alguns gemidos em meu ouvido quando eu passava minhas mãos geladas por suas costas quentes. Deus! Como eu adorava quando ele fazia isso.

Os beijos se estenderam por mais um tempo. Então eu desci minha mão por seu tórax até meus dedos alcançarem o elástico de sua cueca branca.

-Tom... Só me responde uma coisa – Eu disse olhando em seus olhos – Eu fui o quê naquela vez?

-Ativo Dan... – Ele respondeu rindo. Aquilo me aliviou tanto.

-Ufa... – Eu ri de volta.

Mas então os risos se foram, os olhos tomaram outras formas e o toque se esquentou. A luz foi apagada, mas eu ainda o via – O via melhor do que com as luzes acesas. Minha mão contornava seu corpo em cada centímetro. Ele ofegava intenso e baixo em meu ouvido e aquilo deixa meu membro cada vez mais rígido dentro da minha cueca. Tom começou a tirá-la, e eu mesmo terminei o serviço – da minha e da dele.

Nos perdíamos pelo corpo do outro e nos beijávamos como loucos, eu já não sabia mais quantas vezes ele já tinha mordido meus lábios e quantas vezes eu já tinha dado chupões por seu peito – Para não aparecer depois.

-Você tem... ? – Eu estava sem graça de perguntar, de falar a palavra “camisinha”.

-Deixei umas duas ali em cima da escrivaninha... – Ele apontou para a mesa com o computador.

Eu selei seus lábios e levantei. Fui até a mesa e peguei os preservativos, só havia dois pacotinhos ali, por mim já estava ótimo. Voltei para a cama e me cobri com Tom.

-Você tem certeza? – Perguntei com as duas mãos em seu rosto.

-Tenho sim. – Ele me beijou e eu tive certeza que seria naquele momento.

Ele se virou de barriga para baixo, e eu estava por cima dele. Peguei um dos preservativos e envolvi meu membro com ele. Abri um pouco as pernas de Tom e encaixei nossos quadris numa velocidade realmente lenta. Ele gemeu baixinho, eu fiz o mesmo. Eu não alterei muito frequência do meu movimento, continuei estocando ridiculamente lento. Ao mesmo tempo eu deslizava minhas mãos por suas costas e ele agarrava os travesseiros, às vezes até mordia um deles. Eu me inclinava por ele, e ofegava em seu ouvido. Ele gemia mais alto quando eu fazia isso. E aquilo me dava três vezes mais prazer – Eu me sentia mais homem do que qualquer outro... Acho que ouvi essa frase em algum filme.

Eu sentia calafrios queimarem minhas artérias e veias por todo o meu corpo. Era agora. Me controlei para não gritar, ou soltar algum rugido... Eu gemia no ouvido de Tom e continuava mexendo meu quadril junto ao dele. Ele conseguia mexer em meu cabelo com uma das mãos, e fazia isso enquanto gemia. Então aconteceu... Meu corpo parecia mais leve, uns quarenta quilos mais leve. Me deitei ao lado dele virado para cima. Ele se inclinou para cima de mim, sorrindo.

-Eu te amo Danny – Ele disse olhando diretamente em meus olhos, depois deitou sua cabeça em meu peito e me abraçou.

Então eu descobri o que era um orgasmo de verdade, nenhum homem, heterossexual ou gay poderia se sentir do jeito que eu me sentia naquele momento – Completo.

Notas finais
Não sei se eu gostei desse capítulo. Mas enfim... Cá está. Eu acho estranho escrever no POV do Dan... Não sei por que.