Fall

19 Décimo Nono Capítulo


Notas iniciais
Estou até com vergonha de postar isso, mas é só pra ter update.
Desculpem-me please

Eu estava na aula de sociologia naquela manhã que por algum motivo de Deus não estava tão gélida. A aula estava pateticamente monótona. Entrei na internet com meu celular indo direto para o blog de Megan – Estava fora do ar. Aquilo me resultou um imenso sorriso no rosto e uma satisfação gigantesca dentro do meu peito. A aula até pareceu menos idiota depois daquilo. Mandei uma mensagem para Harry, sabia que Dougie também leria.

Voltei mais cedo pra casa naquele dia, queria ver Danny e não queria esperar. Passei no caminho em uma cafeteria e levei quatro cafés de acordo com o preferido de cada um de nós.

Harry e Dougie estavam na sala em condições embaraçosas quando cheguei. Dougie saiu do colo de Harry e eu fiquei realmente feliz de eles estarem com um cobertor tampando qualquer coisa que eu não quisesse ver. Deixei todos os cafés na mesa de centro e subi a escada rindo.

Me sentei ao lado de Danny e comecei a afagar seus cabelos quase cacheados, me lembrei de quando ele o alisava – É... eu gostava mais como estava. Me deitei por cima dele, o acordando no ato.

-O que você está fazendo? – Ele gritou ao acordar.

-Te acordando. – Sorri cinicamente para ele.

-Que horas são? – Danny disse procurando um relógio com os olhos.

-Onze... Quase onze. – Respondi olhando a hora no meu celular.

-Então tudo bem, eu só ia ficar bravo se fosse menos de dez horas – Ele sorriu tirando os braços de baixo das cobertas e me envolvendo neles – Vem aqui pra baixo comigo.

-Claro que vou – Eu respondi dando um ultimo beijo em seu rosto antes de me levantar, tirar os tênis com os próprios pés e entrar debaixo dos cobertores peludos.

-Calma... Você não deveria estar na aula? – Ele perguntando me segurando longe dele pelos ombros.

-Voltei mais cedo pra te ver. – Respondi rindo um pouco sem graça.

-Meu Deus... O menino me ama – Ele disse alto e sorrindo, olhando para o teto com os olhos arregalados – Obrigado!

Eu me contive para não avançar nele e mordê-lo... Essa vontade me dominou por instantes. Apenas o beijei nos lábios, os selando. Nossas línguas se movimentavam suavemente e eu passava minhas mãos para dentro de sua camiseta. Sua pele era tão macia e quente que me faziam querer ter meus lábios nela o tempo todo.

A camiseta do pijama dele era de botões na frente. Eu os abri um a um, separando aquela estampa xadrez e aumentando o tanto de sua pele que eu alcançava. Ele contornava minha cintura com seus dedos enquanto me beijava de volta.

Danny deixou escapar um “eu te amo tanto...” quando eu abri o ultimo botão. Aquilo me aranhou dos pés até o meu maior fio de cabelo. O beijei por minutos e disse “ama tanto que não chega à metade do que eu sinto por você”... Eu pensei muito no que responderia, para tentar responder a altura, mas mesmo assim achei que não tinha chegado aos pés do que ele dissera. Ele puxou minha camiseta para cima e a tirou. Unimos nossos peitos nus. Seu calor era algo que me fazia realmente bem.

-Tom... Eu ia tocar no assunto só de noite, mas... – Ele se virou de costas para mim e, sem levantar da cama, alcançou sua mochila tirando uma sacola azul com alguma coisa escrito em prateado de dentro e a escondeu de baixo do cobertor, se virando de volta para mim – Eu estive pensando... – Ele fez outra pausa.

Meu coração começou a metralhar meu corpo por dentro com a velocidade que meu sangue pulsava pelas veias. Aposto que meu rosto até tinha perdido a cor. Me senti redondamente idiota por me precipitar tanto.

-Namora comigo? – ele perguntou corando e gaguejando um pouco.

-Claro que sim – Respondi antes de surtar, e logo depois eu surtei. Senti meu corpo explodir três vezes e queimar constantemente. Então voltei ao normal – Mas eu pensei que você ainda estava meio preocupado com essa história de ser “gay”. – Disse fazendo aspas com os dedos.

-Eu estou, mas quero passar por isso com algo que valha a pena, sabe? Se eu vou passar por isso... Quero que mesmo que tudo dê errado, você nunca tenha duvidado que o que eu sinto por você é de verdade.

-Eu te amo Danny. E eu não vou permitir que nada dê errado. Eu estou aqui por você, e sempre vou estar. Não importa o que aconteça.

Ele abriu a sacola e tirou uma caixinha também azul. Eu não acreditava no que via.

-Então vamos fazer isso de acordo com o ritual. – Pegou uma das alianças dentro da caixa.

Ele pegou minha mão direita e colocou o anel no meu dedo. Eu peguei a caixinha de sua mão e fiz o mesmo no dedo dele. Nos beijamos por algum tempo. Eu ainda não acreditava naquilo, era tão inesperado. Eu não achava palavras para dizer para Danny.