Notas iniciais
1º O capítulo foi revisado técnicamente e de forma breve. Por isso, caso encontrem erros, me notifiquem para corrigí-los. 2º Sem previsões para o lançamento do próximo capítulo. Mas adianto que estamos na reta final e seguindo esse ritmo, dentro de 10 - 15 capítulos já terei a obra finalizada. 3º Divulguem em suas redes sociais, não esqueçam de comentar. Ajuda para continuar escrevendo essa estória. 4º Sei que já faz 11 anos desde que publiquei os primeiros 5 caps. Contudo, decidi reviver essa fic e finalizá-la.

~~~Centro de Magnólia ( Hospital Central ) ~~~


Ainda confuso com o que acontecerá, luwan se levantava com dificuldades apoiando-se na parede e em seguida na pequena mesinha que ali havia no centro do ambiente, agora com a pilha de papeis espalhadas em cima e ao redor do local. O estrondo causado pelo impacto não demorou em despertar a atenção das enfermeiras; Duas moças esbeltas de um olhar sereno e personalidades conflitantes, a primeira de cabelos loiros tão longos que chegavam até certa altura de suas costas, seus orbes eram de um verde esmeralda perolado e de lábios sutilmente desenhados, tão carnudo era a superfície pintada no tom mais natural de um roseiral.


Uma dama cuja as unhas de cristal ofuscaram um pequeno brilho com intensidade, aproximava-se cada vez mais rápido daquele quarto ao lado de sua amiga e parceira naquele fim de tarde. Ambas trajavam o mesmo jaleco branco sem muitos detalhes visíveis, exceto o símbolo de uma cruz em coloração vermelho lustroso remendado no bolso superior.


Sua inseparável colega de trabalho jovem essa de 22 anos aproximadamente, com seu cabelo em nuança alaranjada, trançado cuidadosamente em dupla formando uma espécie de tiara algo notável apenas se analisado por determinado ângulo e exigia certa técnica no olhar para que se conseguisse observar. Mantendo a sua vestimenta conforme o padrão exigido por sua ocupação, esta não cobria por um todo seu maio de bordas em tonalidade azul bebê o que contrastava com seus orbes perolados e refletia de certo modo a magnitude do clima.


Ao se recompor, Luwan procurava no cenário algo que lhe ajudasse a identificar aquele lugar ou que o fizesse se lembrar sobre o que havia acabado de acontecer. As memórias estavam bagunçadas, o local aparentava estar limpo e parecia ser usado poucas vezes a julgar pela limpeza do seu interior. Ele estava cercado de máquinas modernas que enxaguavam roupas e faziam a secagem em um processo mecânico e mágico. Em dois minutos o volume de roupas estava pronto para uso, nem precisava passar. Luw empurrou uma das máquinas contra o buraco na parede e a comporta se abriu. Ele removeu um jaleco junto a uma muda de roupas e se trocou ali mesmo. Logo se olhou no espelho próximo dos armários e reconheceu a insígnia da cruz desenhada no bolso e nas laterais do jaleco.


Era um dos melhores hospitais de Fiore, se recordara de ver a equipe que resgatou mira usarem o mesmo tipo de jaleco e o símbolo marcado na ambulância era idêntico ao da vestimenta. Sua preocupação com a mira era tanta que acabou sendo transportado direto para o hospital onde ela se encontra e naquele momento, ele se ajeitou de um lado e ficou seriamente pensativo.


Laki também deveria estar no quarto, por suposto. Ela não era uma má garota, suas curvas realmente faziam jus as de uma modelo, mas ela era boa demais para estar com um cara como ele e a sua preocupação com mira não era um sentimento leviano, ou passageiro. Era algo profundo e de uma solidez que não lhe permitiria se enganar. Poderia este não ser o momento apropriado, contudo, ele precisava ser sincero se realmente queria fazer jus aos sentimentos que nutria pela albina.


A maçaneta da porta se virou, mas ela não abriu de imediato. Ele podia escutar as vozes de moças aparentemente jovens do outro lado, deu alguns passos para trás ao escutar o som da fechadura se destrancando e assim que pode ver o feixe de luz ofuscando do portal, avançou em uma velocidade espantosa colidindo com os corpos das esbeltas enfermeiras da casa e ambos caíram no chão, o rosto de Luwan estava coberto nos fartos seios da mais velha e suas mãos pegaram em cheio nos bustos avantajados das duas. Ele se recompôs rápido, em poucas palavras se desculpou pelo pequeno incidente e ajudou as enfermeiras a se levantarem. A mais nova bufou de raiva com o que havia acabado de acontecer.


– Gomene! Eu sou novo aqui, me disseram que nesse corredor encontraria o quarto de minha amad... digo, a paciente Strauss. – Ele esclareceu, em tom brincalhão, tentando disfarçar o seu real interesse na situação da albina.


As enfermeiras se entreolham por um momento e gargalham da situação embaraçosa do rapaz.


– Ela está no quinto andar, quarto 209... – A enfermeira mais jovem disse, realizando uma breve pausa antes de concluir sua fala. – Doutor. – Por fim, concluiu.


– Arigatou! – Ele agradeceu esboçando um sorriso


Logo em seguida, Luwan deixou o local às pressas e adentrou na área das escadas. Subiu a escadaria em uma velocidade espantosa, como se o céu fosse o limite e chegando no referido andar se dirigiu até ao quarto número 209, conforme especificado pela enfermeira. Por um momento, ele travou em frente a porta, não havia pensado ao certo no que iria dizer e como enfrentaria a ira de Laki após anunciar o término. Pior é como ela reagiria ao saber disso. Talvez, não fosse a hora apropriada para falarem de relacionamentos. Ele girou a maçaneta, respirou fundo antes de entrar e num impulso adentrou no lugar confiante de que tudo iria se resolver da melhor maneira possível.

Mira estava acordada, repousava tranquilamente com a cabeça sobre o travesseiro. O quarto havia recebido uma condecoração de flores e ao lado da albina fora deixado um bichano de pelúcia. O quarto em si estava vazio, não havia nem sinal da Laki e a esbelta mulher demonstrava estar melhor. Luwan se aproximou com cuidado, suspirou aliviado por vê-la em um estado de ânimo e fora de perigo. Os seus olhos se encontraram por um momento, a reação de Luw era a das mais acolhedoras, enquanto a Albina não respondia na mesma intensidade a sua excitação.


– Mira...– Ele a chamou por seu nome.

– Luigi-san.– Ela respondeu com certa fraqueza em sua voz, o que denotava o estado delicado em que se encontrava. Mas no geral seu tom era estável.

–Você está bem, yugata!– Disse Luwan, falando em um tom de descontração. – Eu tenho tanta coisa para te dizer. –Ele continuou até ser interrompido por sua amada.

– Baka.– Ela falou com sua voz doce e inocente. –Não deveria se preocupar tanto.


Luwan se aproximou da Albina e num gesto repentino, beijou sua testa fazendo os dois corarem com aquela situação. Mira não pensou duas vezes, o puxou pela gola da blusa e levou uma das mãos em seu rosto, iniciando um beijo caloroso e intenso. Ambos podiam sentir a sua respiração acelerar e perdiam o fôlego à medida em que o beijo ficava mais intenso. Eles se separaram por um momento, as maçãs de seus rostos ainda estavam coradas e os dois não tinham palavras para descrever a sensação maravilhosa de outrora.


~~~~~~ (Proximidades da Fairy Tail Guild) ~~~~


Ao caminhar em direção a jovem, a sua aparência mudara vagarosamente e ela se assemelhara cada vez mais com uma pobre idosa. O seu cetro de cabeça de dragão tomará a forma de um cajado de madeira comum e de tamanho pequeno.

– Cof, cof ..

Lisanna recobrou sua atenção por um instante e logo se dirigiu até a idosa calmamente. Sem suspeitar das intenções que esta anciã guardava.

– Senhora está tudo bem?

– Hai!

– Mas e com você? – Dissera ela levantando o seu cajado e emanando uma aura sombria que percorreu o corpo da jovem.

– Zenith-sama, em que posso servi-la? – Ela perguntou se curvando diante da idosa, em uma reverência solene.

– Ora minha querida, serva. Quero apenas um pequeno e nobre favor... – Disse ela – que se livre do Raven para mim. –Ordenou.

– Como desejar, minha mestra. – Ela confirmou as suas ordens.

– Tome isso – A anciã entrega uma esfera de cristal – Agora basta entrega-lo no hospital, onde ele se encontra atualmente.

– Hai! – Respondeu ela. Em seguida, se retirou do local e se dirigiu até o maior hospital da cidade.


Enquanto isso próximo as florestas da cidade... a luta árdua entre titânia e yandith mal alcançava seu clímax; e a ruiva já havia trocado de armadura uma centena de vezes e desferindo golpes mágicos com a lâmina da sua espada, a qual sua inimiga se esquivava ou revidava com algum ataque repentino de sua magia de demônio que era mais eficaz. As duas se encaravam com um olhar mortal, Erza estava ofegante e o mesmo não podia se dizer de sua desafiante.


Algo que espantou os outros membros da guilda ali presentes, em especial o rosado Natsu cujas mãos estavam envoltos em chamas e os ânimos estavam acirrados desejando estar naquela batalha; porém sabia melhor do que ninguém que a ruiva não o perdoaria se intervisse, o que restava apenas confiar na sua companheira de guilda que outrora almejou grandes conquistas para a casa no torneio e fez justiça pelos companheiros que pereceram no caminho da vitória; vide Lucy que havia perdido na batalha contra a Raven Tail. Mas aquela oponente demonstrava estar em um nível superior aos indivíduos que enfrentaram até então, por isso, a preocupação exagerada com a Scarlet naquela batalha em especial.


– Ei, Erza! – Chamou o rosado, a fazendo olhar para trás por um momento. – Não perca para essa daí, posso sentir que ela é extremamente forte e perigosa.

– “Certo!” – Afirmou a ruiva em seus pensamentos, assentindo com a cabeça para o seu companheiro, afim de fazê-lo entender que ela fará o impossível para vencer esta batalha.

Logo o seu olhar voltou para a humanoide com cauda de lagarto e aparência de um demônio. Erza lutava com bravura, desvia dos ataques lançados em sua direção e revidava sempre que encontrava uma brecha na defesa do seu oponente. Mas não era tão simples ou fácil identificar, devido aos rápidos movimentos que esta fazia com seu corpo e a maneira como recuperava o equilíbrio, mesmo estando em pleno ar; esquivando dos seus ataques com espadas ou as evitando quando conseguia.

Era uma oponente formidável, Titânia precisava reconhecer, ela que já treinou ao lado da sua melhor amiga Mira e as duas perderam a noção do tempo do quanto haviam se enfrentado; sempre sendo paradas no clímax da batalha pelo mestre ou os olhares incrédulos de seus companheiros de guilda, que assistiam em silêncio ao treino e se escondendo em lugar seguro para não serem atingidos por acidente.


Em todo reino, a Scarlet tinha fama de ter “água gelada” nas veias, e de nunca ser piedosa com os inimigos que possam ameaçar todos aqueles que ela ame. Isso, sem mencionar os treinos solos que praticou nos últimos tempos desde a vitória da Fairy Tail no torneio. Calculava friamente os movimentos daquela criatura, planejava alguma maneira de conquistar a vitória daquela batalha, antes que as coisas pudessem ficar complicadas. Se perdesse, sabia que jamais faria jus ao título de melhor espadachim da guilda e envergonharia todos os seus nakamas.


Pior, o que seu amado Jellal iria pensar quando soubesse que havia perdido uma batalha como essas? Certamente, a desaprovaria e seguiria seu rumo, solitariamente sem nenhum destino e com um ar de desalento iria acabar por esquecê-la finalmente. Tal sentimento indesejado pesava no coração de titânia, só a ideia de nunca mais vê-lo só fazia arder as chamas do ódio pelo seu oponente e as únicas palavras que sairiam de boca, naquele momento foram:


– Reequipar: Tenrin no Yoroi!


Quase todas as partes de sua armadura são aparentemente feitas de metal prateado. A parte superior desta armadura, consiste somente de um pequeno peitoral que é composto de placas em forma de penas apontando para cima com uma grande flor de metal na parte da frente que se estende ao longo de seus quadris. Seus bíceps são cobertos por tiras de metal e seus braços são cobertos por grandes luvas banhadas em forma de penas nas bordas.

Sua cintura está cercada por grandes placas decoradas que lembram penas que se encontram em uma saia longa. Ela usa um par de botas de banhadas em aço, que estão parcialmente escondidas debaixo de sua saia, com vários adornos de metal em forma de asas. Em seu pescoço também usa um colar feito de placas de pena como uma tiara com asas de metal proeminentes. A armadura também possui dois pares de asas grandes de metal que adornam as suas costas, composto por penas de metal que ficam mais tempo e maior nas bordas.


– É isso aí Erza, acabe logo com elas!! – Vociferou Macao.


Ela então voou ferozmente em direção a sua oponente, com várias espadas que surgiram magicamente ao seu redor e as lançou em direção as três. Mas as duas desviaram espertamente, enquanto a mais velha apenas fechou os olhos e aguardou até que o ataque a atingisse em cheio. Uma intensa nuvem de fumaça se dissipa no local atingido, bloqueando a visão dos seus companheiros e amigos de guilda, contudo a ruiva ainda conseguia sentir a presença do inimigo ficando cada vez mais forte. E para seu espanto, assim que a poeira baixou, a criatura ainda estava de pé e aparentemente sem nenhum arranhão sequer.

– Kukuku, isso é tudo que sabe fazer, Titânia? Mas que decepção! – Provocou Yandith, com um olhar sombrio e esboçando um sorriso malicioso. – Permita-me, então, mostra-lhe o caminho para a perdição.


Ao dizer aquelas palavras, o demônio emanou sua aura maligna e o alastrou por toda a região. Quase todos os presentes ali puderem sentir a sua ira resplandecente, ela por sua vez se aproximou do corpo de titânia em uma velocidade surpreendente, e num piscar de olhar ao tocá-la descarregou uma poderosa onda de raios que fez a ruiva golfar uma quantidade considerável de sangue de pela boca. Yandith, a mais velha das irmãs, estava enforcando sua oponente e a erguendo para alto como se a diferença de peso entre as duas não fosse um problema. O que só realçava no final das contas a imponência de suas habilidades mágicas.


– Erza! – Gritavam todos, preocupados com o estado de sua companheira.


Natsu estava furioso, enquanto as outras irmãs estavam rebentas em gargalhadas. Ele tentara avançar pra cima de uma delas, porém teve de conter seu ataque com a fala de sua companheira.


– Minna-san! Não se aproximem delas, cof, cof, eu ainda não terminei com essa daqui –Ordenou Titânia, voltando o seu olhar para sua oponente.


– Hahaha! Vejo que ainda consegue falar depois do “pequeno” choque que lhe dei. Você é mesmo uma criatura persistente, Titânia, devo admitir. Estou surpresa que alguém como você que mal conhece sobre os treinamentos de Maestris, seja capaz de resistir com tanta intensidade aos meus ataques. – Afirmou o demônio, esboçando uma nítida de surpresa e falando com certo sarcasmo.


– Já te disse antes. No começo dessa batalha, que é para parar de tagarelar, pois se acredita mesmo nas besteiras que fala. Eu, Erza Scarlet, irei revelar a verdade apagada de seus olhos. E ainda, farei jus ao meu título de espadachim e maga rank S da Fairy Tail! – Erza respondeu com um olhar desafiador e um sorriso triunfal no rosto.


Yandith que até então estava muito confiante na sua vitória e determinada a eliminar aquele pequeno inconveniente, começou a recuar alguns passos ao notar a mudança de expressão no rosto de titânia. Então, Erza aproveita a deixa para aplicar uma joelhada no queixo dela, tal golpe a deixa desnorteada por alguns instantes e a ruiva espadachim encontra a oportunidade perfeita para usar uma das suas melhores habilidades com a espada.


Em seguida, ela desfere um corte em pleno ar no formato de um pentagrama que atravessa o corpo do demônio e a atinge em cheio, fazendo-a a urrar de dor e cair em desmaio aos poucos, com marcas profundas de cortes no chão e sangrando.


– Pentagram Sword! – Enunciou a escarlate fazendo seus companheiros vibrarem com a sua magnífica vitória.


– Nee-sama! – Gritavam as duas mulheres demônios remanescentes ao ver o corpo retaliado de sua irmã mais velha no chão.


No entanto, ela ainda respirava e podiam sentir sua aura mágica, embora fraca vindo daquele lugar.


Erza então cravou uma espada próximo ao corpo da criatura e fitou o seu rosto com serenidade.


– E nunca mais ouse se intrometer em nosso caminho, do contrário, não demonstrarei qualquer misericórdia e deixarei que minhas lâminas falem por si só. – Advertiu Erza, a maga Rank-S da Fairy Tail.


O corpo da mais velha acaba por desaparecer após ouvir a fala da esbelta maga espadachim de cabelos escarlate, se tornando uma fumaça escura e meio acinzentada misturando-se com um tom escuro de roxo das chamas que posteriormente fizeram o seu trabalho de consumir os restos mortais da mulher demônio dos cabelos brancos.


Erza então olhou de relance para as duas irmãs, elas que estavam assustadas com o poder descomunal de Erza e temiam acabar tendo o mesmo destino de sua irmã velha. Era notável a preocupação em seus rostos, jamais imaginavam que naquele mundo houvesse um ser tão poderoso capaz de eliminar, com certo esforço, tais criaturas como elas. Elas se entreolhavam à medida que sua respiração acelerava e demonstravam estar dispostas a terminar o trabalho que começaram em outrora.


– Muito bem, Scarlet, pode ter vencido nossa irmã mais velha. Mas nós duas ainda somos párea para você. Nem imagina o quanto estamos ansiosas por isso e como guardamos um ódio profundo desses humanos tolos. – Falava Judith, a mais esbelta e jovem das três irmãs demônios. Enfurecida com o que acabara de testemunhar.


– E além disso, Behe-sama não nos perdoaria se deixássemos alguém vivo para contar história sobre nós. Por isso, eu Judith irei eliminar a todos e não cometerei o mesmo erro que minha falecida irmã mais velha. Então, preparem-se porque a pior das batalhas irá começar agora. – Anunciou Judith, lançando um olhar mortal para todo o grupo.


~~~~~ (Florestas de algum lugar de fiore) ~~~~


Makarov e Jura corriam em uma velocidade estupenda pela área ao redor da floresta. Já imaginavam o que de pior poderiam encontrar naquele lugar, visto os céus nebulosos e a presença de uma aura maligna vinda do interior daquele lugar. Eles saltavam entre as árvores e era inevitável para Jura obter alguns esclarecimentos de seu velho amigo, mago santo e mestre incontestável de uma das maiores guildas da atualidade.


– Makarov. Você acha mesmo que isso pode ser coisa do seu filho? – Perguntou Jura com serenidade e ainda mantendo o olhar focado no trajeto.


– Eu temo que sim, meu caro amigo Jura. Luwan é o único mago excepcional que conheço capaz de tal feito. – Esclareceu Makarov para elucidar um pouco as sérias dúvidas de seu velho amigo.


– Então por que não o levou para sua guilda, e o criou ao lado de todos? Quero dizer, ao invés de deixa-lo sozinho, desolado e sendo tentado pela arte das trevas? – Questionou Jura duramente, tentando entender os motivos que levaram Makarov a tomar sua pior decisão em toda a sua história.


– Não é tão simples, Jura. No começo, antes dele iniciar nas artes das trevas, eu bem que tentei convencê-lo. Mas o seu ódio pela partida de sua mãe, minha finada segunda esposa, e somado a rivalidade acirrada com o Iwan o levaram a traçar um caminho perigoso. – Começou Makarov a explicar suas razões. – Além do mais, as sombras da perdição e do caos já haviam maculado o seu coração. O Luwan, gentil, amável e sempre brincalhão que eu conhecia. Acabou desaparecendo em meio à escuridão. Então, eu não tive escolha como pai e futuro mestre de uma guilda importante, senão vê-lo se transformar em um mago das trevas e aos poucos, ir se afastando de mim. – Continuava ele a confessar seu grande pecado. – Mas foi um erro do meu passado, e desde então, eu jurei que assim que me tornasse mestre de guilda faria as coisas diferentes e cuidaria para que nenhum dos meus novos filhos na guilda seguissem o mesmo caminho do Luwan. – Concluiu Makarov.


– Entendo. Foi por isso que nunca contou sobre ele aos outros, e nem mesmo ao seu neto Laxus? – Indagou Jura.


– Exatamente. – Confirmou Makarov.


– E bem, há 3 dias eu recebi uma carta dele dizendo que voltaria pro reino, e ficaria um tempo na cidade. E durante esse período, me faria uma visita onde pretendia esclarecer melhor as coisas e deixar o passado de lado. Mas agora temos isso, então, não faço ideia do que diabos realmente está se passando na cabeça dele. – Comentou Makarov, aspirando um ar de decepção.


– Entendo, Makarov. Veja, parece que tem alguma coisa ali. – Disse Jura, apontando para alguns metros à sua frente.


Havia um rastro de destruição, lascas de madeira espalhadas pelo chão e uma criatura que se assemelhava a um lagarto em tamanho desnatural, encontrava-se com sérios ferimentos de combate pelo corpo e ele atacava; sem pudor; as grandes árvores daquele lugar deixando sua marca. Aparentemente, estava desequilibrado, tanto é que balbuciava uma série de palavras que não faziam sentido. Mas as dizia em alto e bom tom ao ponto dos dois escutarem.


– Onore, Ra-ven! Ainda bem que me livrei daquela albina, a essa hora o veneno já deve ter surtido efeito e ela provavelmente está morta. Hahaha! – Se auto congratulava a criatura diabólica.


– A madame Kali irá me condecorar e me promover nas fileiras do seu exército, quando eu voltar. Sim, ela estará orgulhosa de mim. – Vociferou o lagarto.


Uma veia saltou na testa de Makarov, ao escutar aquelas palavras e ele cerrou os punhos de ódio. Era preciso fazer alguma coisa, antes que o perdessem de vista.


– Jura, precisamos neutralizar aquela criatura e leva-lo ao conselho mágico, rápido. – Argumentou Makarov para a surpresa de Jura.


– Mas Makarov, olhe para o estado deplorável dele. Não creio que será de alguma serventia para nós, mesmo que jure que estava cumprindo ordens. Você sabe, os membros do conselho não vão aprovar a ação de um “desconhecido” em fazer justiça com as próprias mãos.


– Eu sei disso, Jura. Mas não podemos deixar os responsáveis por toda essa confusão escaparem, sem uma punição adequada. – Afirmou Makarov, olhando seriamente para Jura.


– Compreendo suas razões e concordo com cada palavra, meu nobre amigo. Mas por ora, o que temos a fazer é voltar a cidade e impedir que uma catástrofe ainda maior se alastre por todo o mundo. Então, nada do que esse infeliz disser será de alguma utilidade. – Esclarecia Jura, acalmando os ânimos de seu amigo.


– Você tem razão, Jura. Vamos voltar, depressa! – Falou Makarov, correndo na direção contrária e sendo seguido por Jura.


~~~~~ (Hospital Central de Magnólia) ~~~~~




Caminhando sorrateiramente pelos corredores, uma jovem albina esbelta de cabelos brancos e olhos azuis. Seguia seu rumo silenciosamente até o quarto, onde encontrava-se o alvo que fora designada para eliminar. Era Lisanna que estava sob o feitiço da bruxa anciã, com um sorriso meigo e encantador, além de seu carisma único foram capazes de obter com facilidade as informações necessárias sobre o paradeiro da sua irmã e o seu pretendente. Para não perder tempo, ela pegou o elevador e já sabia que a encontraria no 5º andar. Seria só uma questão de tempo até chegar ao local, entregar o presentinho ao felizardo. O que ela não sabia ao certo, era o que exatamente carrega escondido dentro de uma cesta em suas mãos e o estrago que aquilo poderia causar.


Enfim, os momentos se aproximam. Ela chega ao quinto andar e quando a porta do elevador se abre, a jovem albina se depara com a figura de uma esbelta mulher de cabelos violetas. Esta dama que estava um tanto trêmula, havia saído por alguns instantes do quarto de sua irmã para se acalmar um pouco e tomar uma água fresca. Ao ver que era uma pessoa familiar e irmã de sua amiga, Laki baixou a guarda por um breve instante e não suspeitava das reais intenções da jovem. Do contrário, teria intervindo e evitaria a confusão que se seguiria nos momentos a seguir.


– Lisanna! Graças a deus você apareceu. Como estão os outros na guilda? Nós sentimos uns tremores estranhos ainda pouco, e os céus estão cobertos de nuvens negras... Sendo que a alguns minutos, a tarde estava ensolarada e sem sinal de uma possível tempestade. – Comentou Laki, espantada e tentando entender o que estava acontecendo.


Ela sorriu maliciosamente antes de responder e começar uma encenação.


– Eu não sei bem o que está acontecendo, mas antes do Laxus e os outros partirem para algum lugar da cidade. Ouvi eles comentando que poderia ser um ataque do tal de Raven. – Esclarecia Lisanna, parcialmente os fatos, e aproveitando o momento para por mais lenha na fogueira.


Laki gelou ao ouvir aquele nome pela milésima vez, estava entre a cruz e a espada. Não sabia se contava para sua boa amiga, tudo o que sabia a seu respeito, mesmo que isso pudesse prejudicar não só o seu amado. Como também a envolveria em um problema sério pelo fato de estar colaborando com um possível criminoso.


– O-olha Lisanna, o que eu vou te contar é segredo. Não pode falar a ninguém da guilda, muito menos para sua irmã. – Ela dizia, enquanto segurava nos braços de sua amiga.


– Calma, está tudo bem com você? – Perguntava Lisanna, dando uma risadinha discreta para descontrair e mantendo a postura firme.


– Não. Na verdade, não estou bem. – Dissera Laki, o que fez sua amiga arquear sutilmente as sobrancelhas.


– Acontece que eu me envolvi com um cara há uns dias atrás. Ele apareceu na guilda, procurando sua irmã e, após algumas bebidas, uma longa conversa e boas risadas. Nós acabamos indo embora juntos, o levei para minha casa porque ele não tinha onde ficar. Ao menos é o que ele me contou. Então, as coisas aconteceram muito rápido, passamos à noite entre ouvir ele declamar belas poesias, e acabamos debaixo das cobertas após tragarmos uma garrafa de rum. Não uma, várias garrafas para ser bem honesta. E aí...– Ela confessava tudo o que havia acontecido na última noite.


– Tá, eu entendi. Você dormiu com um cara sem-teto. Mas o que isso tem demais? – Ela indagava, sem imaginar o que estava prestes a ouvir.


– Ele não é sem-teto, é um andarilho, filantropo que se veste de preto, empunha um arco e flecha. E ajuda os que mais necessitam. Mas desde que chegou na cidade, e começou a atuar como a figura encapuzada, ele só se meteu em confusão e em uma das ocasiões. Ao se aventurar numa cidade vizinha, e ajudar uma pobre estudante de uns delinquentes, além de pôr fim ao reinado de terror de uma dark guilda. O encapuzado passou a ser chamado de...


– Raven! É querida, eu já sei. – Completou Lisanna, demonstrando um olhar maligno e esboçando um sorriso largo de ponta a orelha de satisfação em escutar aquelas palavrinhas mágicas saindo da boca de Laki.


– É isso. Mas espera, como você sabe, se eu nunca contei para ninguém até agora? – Questionou Laki, surpresa com o fato de a irmã de sua amiga já conhecer essa parte da história.


As maçãs do rosto de Lisanna começaram a receber uma marca em cor roxa e ela começou a gargalhar freneticamente.


– As coisas vão ficar interessantes. – Comentou a albina.

Fim do Capítulo 6.

Notas finais
1º Agradeço aos leitores fantasmas por curtirem minhas obras de fairy tail. Assim que finalizar, prometo lançar uma última fic e encerrar minhas atividades com a obra de hiro mashima. 2º Estou disponível nas redes sociais para contato. Costumo postar no meu insta, algumas prévias dos capítulos recentes. 3º Estou montando um universo compartilhado de estórias originais, intitulada: Universo Heroes of a Times. Planejo publicá-las por aqui, assim que arranjar um beta e uma capista. Também tenho planos de formar parcerias e encarar o mercado de webtoons. Minhas ideias são criativas, e sei trabalhar bem os enredos. Acho que mereço muito ser reconhecido no mercado internacional e, pretendo fazer o impossível para ver esse sonho se tornando realidade. 4º Espero que apreciem esse capítulo. Escrevi com muito carinho, suor e dedicação. Então, please, me dá essa forcinha aí e chama geral para ler essa fic maravilhosa. ;) Até, galera!