Notas iniciais
1º Capítulo foi revisado às pressas, se houver algum erro que prejudique a leitura. Por favor, me avise. 2º Sei que demorei um tempo para escrever, e já mudando a minha programação. Informo-lhes que dentro dos próximos 4 capítulos, essa obra será finalizada. 3º Peço desculpas por deixá-los esperando todo esse tempo. Estou focado e me empenhando ao máximo em produzir minhas originais, se alguém se interessar, em meu insta venho publicando novidades quanto ao andamento do projeto. Além de brindar os fãs dessa franquia com algumas cenas de capítulos futuros.

Cidade de Magnólia...

Os ventos que sopravam na saída leste de Magnólia traziam o cheiro denso de cinzas. A poeira da derrota de Yandith mal havia assentado quando Judith, a segunda das irmãs demônios, deu um passo à frente com um sorriso repleto de escárnio. Seus olhos cor de mel faiscavam com um ódio ancestral.

— Vocês acham que venceram? — sibilou ela, sua voz ecoando com uma vibração monstruosa. — Eu vou devorar a alma de cada um de vocês!

Em uma manifestação horripilante de poder mágico, os braços de Judith começaram a se contorcer e expandir grotescamente. A pele rasgou-se em escamas e fibras escuras, metamorfoseando seus membros superiores em duas enormes cabeças demoníacas que se assemelhavam a leões selvagens, com presas afiadas como espadas e olhos flamejantes.

A Ranjishuu — Freed, Bickslow e Evergreen — tomaram a frente imediatamente para proteger Erza, que estava exausta após a batalha anterior.

— Dark Écriture! — gritou Freed, traçando runas no ar.

— Vão, minhas crianças! — Bickslow ordenou a suas marionetes.

— Gremlin! — Evergreen disparou sua rajada de agulhas de luz.

Contudo, a destreza de Judith superava a velocidade dos feitiços. Com uma agilidade felina e sobre-humana, ela se esquivou do cerco inicial. A cabeça demoníaca em seu braço direito abriu a garganta e disparou uma poderosa rajada de magia explosiva, enquanto o braço esquerdo lançava outra logo em seguida. As explosões em cadeia varreram o solo, despedaçando barreiras rúnicas e arremessando a Ranjishuu ao chão, gravemente feridos.

Judith avançou velozmente em direção a Evergreen, que tentava se erguer com dificuldades, com a bocarra de seu braço esquerdo escancarada para abocanhá-la.

— Morra, fada imprestável!

CRASH!

Um raio reluzente cortou o céu. Laxus Dreyar surgiu como um trovão, interceptando o ataque e empurrando a criatura para trás com uma onda de choque elétrica. Mas antes que o Dragon Slayer do Trovão pudesse lançar um contra-ataque completo, um rastro de poeira se ergueu ao seu lado.

Elfman Strauss surgiu na batalha, ativando seu Take Over: Beast Soul. Seu corpo quadruplicou de tamanho, coberto por uma carcaça sólida e musculatura colossal.

— Laxus! Deixar uma companheira lutando sozinha e caírem em cima dela não é coisa de homem! — bradou Elfman, ajustando sua postura de combate ao lado do loiro.

Laxus deu um sorriso de canto, os olhos faiscando eletricidade.

— Tsc... Apenas não fique no meu caminho, Strauss.

Os dois avançaram em perfeita coordenação. Laxus cegava e desestabilizava Judith com rajadas fulminantes de raio, impedindo que as duas cabeças leoninamente demoníacas mirassem com precisão. Elfman, por sua vez, usava sua força bruta para quebrar a guarda do demônio, suportando as explosões de frente.

A criatura rugia, frustrada com a resistência implacável das fadas.

— Por que continuam?! — esbravejou Judith, lançando uma rajada contínua de energia contra a carcaça de Elfman, que avançava mesmo com a pele queimando. — Vocês são meros humanos! Por que insistem tanto em se destruir uns pelos outros?!

Elfman firmou os pés no chão, os músculos tencionados ao limite enquanto suportava a dor atroz do calor mágico.

— Nós somos a guilda número um de Fiore! — urrou Elfman, a voz sobrepondo-se ao estrondo das explosões. — Não apenas porque somos os mais fortes... mas porque, diferente de demônios como você, os membros da nossa guilda são a nossa família! Nós nunca abandonaremos quem é importante para nós! ESSE É O VERDADEIRO ESPÍRITO DA FAIRY TAIL!

Laxus sorriu abertamente e disparou para o alto.

— Raijin no Tenso! (Lança do Trovão do Dragão do Trovão!)

Uma onda avassaladora de raios violeta e amarelos desceu dos céus, envolvendo Judith em uma prisão de voltagem pura. Desesperada, a mulher-demônio tentou se esquivar saltando para trás, mas ao tocar o solo, percebeu que havia caído na armadilha.

Elfman já estava em seu encalço. Com um urro primordial, o caçula dos Strauss concentrou todo o seu poder mágico em um único punho.

— BEAST IMPACT!

O golpe esmagador atingiu Judith em cheio no peito. A força do impacto fez a terra afundar em um diâmetro de metros. Como uma reação involuntária ao choque devastador, as duas cabeças nos braços da criatura dispararam descontroladamente para o céu, detonando em uma explosão de poeira e luz.

Quando a cortina de fumaça baixou lentamente, a cena revelou o resultado da batalha. Elfman estava de pé no centro da cratera. Seu corpo tremia pelo esforço extremo, coberto de cortes e sangrando, mas seu punho permanecia erguido para o alto, ostentando um sorriso triunfante de vitória.

Aos seus pés, o corpo de Judith começava a se desintegrar em uma fumaça cinzenta e roxa. Antes de desaparecer completamente no ar, ela murmurou com um olhar carregado de rancor:

— O... Behe-sama... irá vingar a todas nós…

No Quarto do Hospital…

No quinto andar do Hospital Central de Magnólia, o silêncio do quarto 209 foi quebrado pela entrada suave de Lisanna. Ela trazia uma cesta trançada nos braços, ostentando um sorriso meigo e calmo, embora seus olhos estivessem estranhamente vítreos.

— Mira-nee! Trouxe algumas frutas e pães para você comer. Afinal, você precisa se recuperar logo — disse a jovem albina, aproximando-se da cama.

Mirajane sorriu com carinho, mas Luwan, que estava em pé ao lado da janela, franziu o cenho. Seus instintos apurados de caçador notaram que a aura mágica de Lisanna estava oscilante. Ao olhar de relance para a cesta que a jovem segurava, ele percebeu o reflexo de um objeto cristalino oculto sob os panos.

Sem hesitar, Luwan cruzou o quarto em uma velocidade espantosa. Antes que Lisanna pudesse reagir, ele a prensou firmemente contra a parede, segurando seus pulsos.

— Luwan! O que está fazendo?! — exclamou Mira, assustada, tentando se levantar. — Solte-a! A Lisanna jamais faria mal a ninguém!

Lisanna, contudo, não chorou nem se defendeu. Ela apenas inclinou a cabeça e deixou escapar um sorriso sombrio e malicioso.

Nesse exato instante, Laki adentrou o quarto às pressas, segurando com as mãos trêmulas uma esfera de cristal cintilante que havia encontrado.

— Luwan! Essa coisa... estava emanando uma energia estranha na cesta que ela deixou na recepção!

Luwan arregalou os olhos. Reconheceu a estrutura do objeto no mesmo segundo: era uma bomba mágica de compressão de alta densidade, prestes a atingir o ponto crítico de detonação.

— Droga... Não há tempo para evacuar o prédio — murmurou Luwan.

Ele olhou para Laki, vendo o pavor nos olhos da jovem que o acolhera.

— Laki... me desculpe por envolver você em tanta confusão — disse ele, com o tom de voz carregado de um carinho melancólico.

— Luwan... não! O que você vai fazer?! — gritou Laki, indo aos prantos.

Sem dar margem para respostas, Luwan pegou o cristal das mãos dela. Com sua magia de deslocamento, ele se teleportou instantaneamente para fora do hospital, levando o artefato consigo para uma área remota e desabitada nos arredores da cidade.

Laki correu para a janela, desesperada. Segundos depois, um clarão ensurdecedor e uma onda de choque ergueram-se em um ponto distante do horizonte de Magnólia.

No quarto, Lisanna começou a gargalhar freneticamente, com uma voz sobreposta que não era a sua:

— Kukuku! Tolo Raven! Apanhado como um pássaro na gaiola!

A Bruxa que a enfeitiçara estava escondida em um esconderijo subterrâneo próximo, acreditando que Luwan havia se detonado junto com o cristal. O que a anciã não esperava era que Luwan havia rastreado a origem da assinatura mágica do feitiço e se teleportado exatamente para o mesmo local onde ela estava.

Contudo, a Bruxa provou ser extremamente perspicaz. No último milissegundo antes que a bomba explodisse no ar subterrâneo, ela projetou uma barreira mágica absoluta de proteção ao redor de si.

Com a explosão destruindo o covil, a Bruxa usou a poeira para se teleportar diretamente para o quarto do hospital onde Mira se encontrava. Ela surgiu no meio do cômodo com seu cajado de serpente em mãos, disposta a encerrar a vida da amada dele e também de sua serva de uma vez por todas.

— É o fim para vocês, fadas! — bradou a anciã.

Mas Laki agiu rápido. Guiada pela fúria e pelo luto, ela bateu as mãos no chão:

— Wood-Make: Restraint!

Galhos grossos de madeira emergiram do piso, prendendo Lisanna e imobilizando-a antes que ela pudesse atacar.

— Mira! A Lisanna está completamente fora de si, creio que esteja sendo manipulada por alguém. — alertou Laki.

Mesmo enfraquecida, Mirajane fechou os olhos. Acessando as habilidades ocultas de rastreamento do seu Take Over, Mira sentiu as ressonâncias do feitiço de controle mental e encarou a anciã com um olhar feroz.

— Laki, prepare-se... — advertiu Mira, com uma aura sombria começando a emanar de seu corpo. — O inimigo está vindo e ela é forte!

Em algum lugar na cidade….

Longe dali, em uma área devastada de Magnólia atingida pela explosão, Luwan abriu os olhos lentamente. O cenário ao redor era de terra queimada e crateras fumegantes.

Ao olhar de relance para as próprias mãos, ele percebeu com horror que a bomba mágica não estava mais lá. Mas o mais aterrorizante era a sua aparência: seus braços e corpo estavam cobertos por penas escuras como a noite, e garras afiadas substituíam suas unhas.

“Essa... essa é a forma completa do Behemoth...”, pensou Luwan, sentindo o coração desacelerar sob o peso de uma magia grotesca e insaciável.

Uma dor dilacerante atingiu sua mente. Ele sentiu a assinatura mágica da Bruxa surgindo no hospital perto de Mira. Ele precisava voltar! Precisava voar e proteger sua amada!

Contudo, ao tentar mover seu corpo, o demônio interior rugiu em sua consciência. A forma completa do Behemoth não era apenas uma transformação; era um parasita de ódio que tentava suprimir completamente sua razão, exigindo destruição e sangue.

— Não... eu preciso... me controlar! — rugiu Luwan, agarrando a própria cabeça enquanto a aura de trevas se expandia e destruía o solo ao seu redor.

Passos pesados ressoaram na fumaça. Makarov Dreyar e Jura Neekis surgiram no local, estacaram ao verem a monstruosidade em que o filho de Makarov havia se tornado.

— Luwan! — chamou Makarov, o tom de voz trêmulo pela dor paternal. — Meu filho... escute a minha voz! Não deixe essa escuridão dominar quem você é! Controle-se!

Luwan olhou para o pai, mas seus olhos não eram mais humanos; eram orbes roxos e demoníacos, tomados por uma dualidade mental avassaladora. Ele deu um passo à frente, soltando um rugido que fez os céus tremerem.

Jura colocou a mão no ombro de Makarov, com uma expressão extremamente séria.

— Makarov... olhe para ele. A mente dele foi engolida. Se ele tentar voar em direção ao centro da cidade nesse estado, destruirá tudo pelo caminho. Nós não teremos outra chance de detê-lo! Precisamos agir agora e neutralizá-lo!

Makarov fechou os olhos. Uma lágrima solitária escorreu pelo seu rosto enrugado ao aceitar a terrível verdade.

— Me perdoe... meu filho — sussurrou o velho mestre.

Makarov abriu os braços e sua magia expandiu-se drasticamente. Seu corpo começou a crescer em proporções gigantescas, tornando-se um colosso de músculos que obscureceu a luz do sol.

— Se você realmente oferece perigo às pessoas inocentes desta cidade e aos meus filhos da guilda... eu não tenho escolha a não ser enfrentá-lo e pará-lo — declarou a voz gigante de Makarov, ecoando por toda Magnólia. — Mesmo que isso custe a minha própria vida... porque isso é o mínimo que um velho pai deve fazer por seu filho!

Em outro lugar na cidade…

— Minna-san, vocês ouviram? — Questionou Gray, o moreno com tendências nudistas. — Essa voz é…

— É a voz do mestre, Gray-sama! — Concluiu Juvia. Tentando identificar a origem da voz.

— Tsc, o que está acontecendo? Com quem o velhote está falando? — Indagava Laxus.

— Laxus, ele disse filho. Então é o seu pai que está causando toda essa confusão? — Retrucou Elfman, confuso.

Laxus olhou ao seu redor e vendo o último oponente gargalhando freneticamente.

— Do que está rindo? — Ele inquiriu.

— Bakas! Agora essa cidade será destruida pela ira de Behe-sama! — Declarou Lilith, o demônio remanescente do trio. — E também, por mim.

Dito isso, a pequena avançou em sua direção como uma criatura faminta atrás de sua presa, tentando lhe desferir um golpe, mas antes que pudesse acertá-lo. Wendy havia aparado seu ataque em pleno ar e se posicionado a poucos metros à frente do loiro.

— Laxus-san, minna, deixem ela comigo. — Pediu Wendy. — Natsu-san, use o seu faro para achar o mestre e esse tal de “behe-sama”.

— Wendy, vai fica tudo bem? — Perguntou Gray, olhando para a pequena de cabelos azuis.

Wendy assentiu, balançando a cabeça.

Então, os demais seguiram em frente enquanto os outros estavam mais atrás, amparando os membros da Raijinshuu feridos em combate.

— Wendy, cuidado. Eu tenho um mal pressentimento quanto a essa criatura. — Desabafou, Carla, sua exceed.

Wendy sorriu, confiante.

— Não se preocupe, eu vou derrotá-la logo e me juntar aos outros. — Determinou Wendy. Com um olhar afiado para sua oponente.

O demônio mirim esboçou um sorriso torto e assustador, ao passo em que encarava sua nova adversária. Ela lambeu os beiços e quando restaram apenas as duas, ela avançou em sua direção numa velocidade espantosa, o seu corpo era adornado por uma aura rosa sinistra. Em seu olhar só havia o desejo de vingança e tudo o que pensava era em eliminá-la.


Fim do Capítulo 6.

Notas finais
1º Lembrando que os eventos dessa história, ocorrem após o fim dos jogos mágicos e antes do arco da Tártaros. É uma rota alternativa de minha autoria, idealizado entre os anos de 2013/2014, e que será finalizada em breve. 2º Vocês ainda poderão acompanhar, caso se interessem, em minha outra fic de Fairy Tail que irei manter a publicação por um bom tempo. Além de que, pretendo lançar uma última história completa para encerrar todas as minhas atividades com o universo do Hiro Mashima. 3º Para quem me conhece, sabe que me tornei um crítico ferrenho de Fairy Tail. Desde o desfecho da Ilha Tenrou, acompanhei o mangá até o último capítulo e da Missão de 100 anos, não sei quase nada. Não me interessei pela leitura. 4º Não tenho previsões para o lançamento dos próximos capítulos. Mas creio que até o mês que vem, antes de publicar minha one-shot, eu já terei finalizado essa história. Vlw. Muito obrigado a todos que estão acompanhando essa fic. O pai ama vocês! ❤️ ;D
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.