Fairy Tail: Operation Fairy Back

7 Capítulo 7 – A Batalha Decisiva: Laxus vs Eustace.


Notas iniciais
1º Revisão básica feito às pressas. Por isso, qualquer erro que encontrem eventualmente, me comuniquem para corrigí-lo. 2º Estou empenhado e com 4 estórias originais em fase de produção. Por isso, minha demora em produzir esse capítulo e publicá-lo. Mas o que o importa é que saiu finalmente. rs. 3º Para esse ano, acredito que virão grandes arcos marcantes, e, já posso adiantar que o personagem Yuu terá muita relevância. 4º Eu pausei o planejamento bem no início do arco A Torre Paraíso. Obviamente, como já perceberam, não irei seguir fiel ao material original. Pois não teria graça, pretendo surpreendê-los e cativar o meu público com uma releitura necessária.

Pov Eustace:


~~~~~~ (Sede da Mi-Fairy, Londres — Capital da Inglaterra/ Heliporto) ~~~~~~



Já deveria ser de tarde pelo calor intenso que fazia e como os raios de sol tostassem a minha pele. Sabia disso pelas incontáveis vezes que me expus ao sol da tarde, pois costumava vadiar pelas ruas da cidade e sem ninguém para me atormentar, era como se vivesse no mundo dos sonhos, onde o tempo era algo relativo e vivenciar o momento era o que mais me importava. Mas são lembranças agora de um tempo que não irá voltar.


Havia alcançado finalmente o topo do prédio, mas em minha frente surgiu um repentino inconveniente. Um certo loiro, alto e com músculos bem definidos, típico de quem malhava com certa frequência. Seus olhos eram alaranjados e tinha uma distinta cicatriz em forma de raio no olho direito. Ele era ninguém menos que Laxus Dreyar, o neto querido do diretor da MI-Fairy e mestre da guilda Fairy Tail, Makarov Dreyar.


Ao meu lado, seguia acompanhado até então de uma esbelta mulher de aparência jovial e cujo nome se chama Lola, contudo, Lola fora atacada — mesmo sem mostrar qualquer resistência ou ameaça séria para o neto do diretor –, embora ela dispusesse de umas armas peculiares para sua defesa. No entanto, estando diante da figura dele e percebendo o seu nível de poder, duvido muito que elas seriam de alguma utilidade.


Me senti provocado e estando seriamente irritado, avancei em direção ao loiro — sem nem pestanejar — e desferi um golpe com o martelo, enquanto o meu corpo emanava raios mágicos. No entanto, ele analisando meus movimentos friamente, simplesmente se esquivou do ataque com extrema facilidade e desapareceu, por um instante, em minha frente.


Só me dei conta do seu movimento, ao sentir um enorme peso atingido o meu estômago, era um de seus punhos que também emanava raios e me arremessou para longe com um ataque de ondas mágicas de raios. Tal golpe me fez perder os sentidos por um breve período de tempo, mas tão logo recuperei a postura e já me preparava para o contra-ataque.

– Raijin no Strike: Wave! – Enunciou o Loiro.


Por alguns segundos fiquei atônito em receber aquele ataque. Estudava os seus movimentos, procurando uma brecha. Todavia, fora recebido com uma série de golpes envolto de raios, chutes e socos velozes que certa hora se encaixam em alguns pontos específicos do meu corpo. Tal situação me leva ao chão por diversas vezes, não é à toa que ele é classificado no rank mais alto pelo conselho, sendo o mago Rank S mais jovem entre as guildas a atingir o posto. Tal feito impressionante que, segundo os boatos, o diretor se orgulha muito.


Já Laxus, por outro lado, tem um passado bastante obscuro que pude ler nos seus registros gerais, o seu pai introduziu uma lácrima de dragão em seu corpo ainda na infância e esse experimento bizarro, além de suas ações repugnantes na guilda. O levaram a sua expulsão e em decorrência do episódio, Ivan Dreyar fundou a guilda das trevas: Raven Tail. Isso, após uma longa jornada para reunir membros poderosos e com um coração repleto de escuridão, em suma figuras cujas ambições estivessem alinhadas com a sua mente perversa e perigosa.


– Então é só isso que você e esse martelo são capazes de fazer? Humpf! não deram nem pro cheiro. – Comentou Laxus, provocando, e cruzando os seus braços.


Em seguida, ele pisou sobre minha cabeça e apoiou os braços no seu joelho.


– Tsc, o que é agora? – Perguntava o loiro, enfurecido pelo embate ter sido interrompido, suponho que por uma chamada dos outros agentes na escuta que usava em seu ouvido.


– Laxus, você atacou uma mulher indefesa, e está ferindo o sobrinho de um mago santo. Isso não é coisa de homem! – Intercalou Elfman, saindo em nossa defesa.


– E daí? Qual o problema? – Afrontou Laxus, com uma frieza no olhar e uma expressão serena no rosto. – Esse pirralho já causou problemas demais por um dia. Pouco me importa seu grau de parentesco ou possíveis privilégios. Quando escapou de sua custódia, ele se tornou um fugitivo e como tal deve receber um tratamento adequado. – Por fim, esclareceu o loiro.


Enquanto ele se mantinha distraído com os ataques direcionados a mim, e judiava do meu estado. Lola recobrava sua consciência e ao se deparar com o cenário conturbador. Ela não pensou duas vezes, pegou o seu chicote e usou a língua deste objeto, que por sua vez, se estendeu e cresceu rapidamente, indo de encontro ao pescoço dele. Logo o capturando e com todo ódio que guardara dele por ter sido atacada sorrateiramente, Lola o enforcava com esse objeto.


– Já chega, meu doce Anjo Loiro. Deixe o meu parceiro em paz! Do contrário…– Advertiu Lola, calmamente e tentando virar o jogo a nosso favor.


– Haha, então ainda consegue respirar e ficar de pé. Mesmo após receber aquele ataque tão carinhoso que lhe preparei com todo o amor? Minha Coelhinha Russa. Estou surpreso. – Falou o neto do diretor, em tom de ironia.


– Espera aí, meu pai. Ele a chamou “Minha Coelhinha Russa”. Isso quer dizer que eles? – Perguntava uma outra voz, esse deve ser aquele agente que é ficante, namorado ou marido da tal Mirajane. Não me recordava de seu nome, acho que era Lu ou Wu. Sei lá.


Sabia disso, pois havia conseguido uma escuta especial no cofre do diretor e a estava usando naquele momento. Dessa forma, sabia exatamente como os agentes e a segurança estavam se posicionando, e venho conseguindo evitar me defrontar com eles até agora.


– Isso mesmo, Yuu. Laxus e a Lola já tiveram um caso, isso foi há muito tempo e eles terminaram quando ela o traiu em uma missão secreta de infiltração, envolvendo as negociações escusas entre a Máfia Russa e alguns generais aposentados da Inglaterra, mas ainda influentes nas forças armadas. Em suma, eles tramaram um golpe de estado contra o monarca britânico, e visavam assumir o poder à força. Mas graças ao nosso empenho, junto com os órgãos de inteligência de Moscou, conseguimos prendê-los bem a tempo. E ainda soubemos em primeira mão de uma potencial delatora, que traficava informações sobre agentes disfarçados envolvidos em operações contra a máfia. Essa pessoa vinha ser ninguém menos que a Lola, a então namorada do Laxus e os dois já estavam planejando o casório. – Explicou uma voz feminina, essa reconheci como sendo a da agente Mirajane.


– Mas ainda bem que esse casamento não aconteceu, imagine só o filho desses dois como seriam problemáticos. – Intercedia outra voz feminina, a identifiquei como sendo da tal Cana. A agente que ficou responsável por me prender, junto do monstrão que me apagou no banco.


– Tsc. Bem, de certa forma o que estão dizendo é verdade. Nós dois tivemos um caso há muito tempo, mas agora isso não importa mais. Pois tenho a oportunidade de eliminar duas dores de cabeça de uma só vez. É como diz aquele velho e conhecido ditado: É como matar dois coelhos numa cajadada só. – Afirmou Laxus, completamente despreocupado com o estado risível em que se encontrava.


Ao menos é o que eu diria. Afinal, estava sendo dominado por uma mulher, e essa mulher por ironia do destino é a pessoa a quem jurou amar e proteger. Mas que por graça de vida, ela é uma traidora e para minha sorte estava do meu lado, tentando me proteger daquele demônio de raios.


– Pois é, docinho. Já faz muito tempo mesmo. Mas só tem um probleminha, eu nunca traí ninguém. Ao contrário, por alguma razão, virei um bode expiatório para alguém e fui acusada injustamente. Desde que isso aconteceu, nunca mais houve um dia em que não pensasse em me vingar dos meus algozes, sobretudo me vingar do homem que me desqualificou e me rebaixou a uma mera cozinheira. – Lola narrava seus mais profundos e sinceros desejos de vingança. – E finalmente aqui estamos, apenas a um passo de resolvermos, enfim, essa situação.


Apesar de Laxus ser um oponente formidável, ele não demonstrava ser páreo para o apetrecho de Lola e fora contido, aos poucos, pela magia daquele objeto. Ele respirava com dificuldades, à medida que a língua do chicote pressionava sua jugular. Ela conseguia interromper o fluxo sanguíneo de toda a cabeça e, impedia a adequada oxigenação do cérebro.


Mais um pouco, e o loiro acabaria indo a óbito no local. Contudo, não estaria de acordo em vencê-lo dessa forma cruel e desumana. Algo dentro de mim, acima de tudo, clamava por fazer justiça de um jeito correto e derrotá-lo em combate seria a solução ideal que tanto almejava naquele momento. Por isso, não pensei duas vezes e intervi no clima de tensão.


– Lola, pare, por favor! Não vale a pena tirar uma vida de uma pessoa, ainda mais por vingança. – Pedia tentando acalmar seus ânimos e mudar sua decisão.


– Mas, Eustace… Você faz ideia de quanta humilhação eu passei por causa desse energúmeno? Tem noção de quantas noites em claro, relembrando do fatídico dia em que fui enganada e transformada em um “monstro” perante aos meus aliados e amigos íntimos, além de meus familiares? Não. Então, não venha com um discurso manjado de que devo perdoá-lo, assim tão facilmente. – Refutou Lola, ficando cada vez mais irritada, e não se importando com as consequências.


– Escute, tem toda a razão. Se é isso que você quer, vá em frente então. Mate-o. Mas saiba que nada do que você fizer, vai mudar de alguma forma o seu passado. Pelo contrário, terá que lidar com o peso e as consequências de ter ceifado uma uma vida tão cedo, ainda que ele não seja completamente inocente nessa história. Não compete a nenhum de nós decidir o destino de alguém sob qualquer hipótese. Não somos Deus para julgar, vigiar e punir rigorosamente esse tipo de pessoa. – Explicava tentando tranquilizá-la com minhas palavras, muito embora ela ainda estivesse irritada, mas de certa forma elas surtiram o efeito esperado.


Lola recolheu o seu chicote, enquanto o loiro recobrara o fôlego e nos lançava um olhar mortal.


– Hahaha! Mas como são idiotas. – Resmungava Laxus. – Perderam sua única chance de escapar daqui com vida. Agora não irei me segurar, e logo, vocês dois serão só histórias para contar. – Afirmou o neto do diretor.


Em seguida, ele libera sua armadura de raios que se envolve ao redor de seu corpo e dessa forma se tornando um só com seu elemento. Laxus, então, vendo uma oportunidade avança rapidamente em direção a Lola, emanando uma poderosa onda mágica de raios em sua mão. Mas antes que pudesse atingi-la, aparei o seu golpe em pleno ar e o forçando a recuar em seu ataque. Não apenas isso, como ainda causei um ferimento de queimadura no seu braço direito e no seu pescoço.

– Droga… Laxus. Se você perder, eu perco as apostas que fiz com o pessoal. – Reclamou a agente Cana.

Parei apenas atacando com as mãos livremente. Por fim permaneci de pé, a poucos metros de Lola e sem nenhum ferimento ocasionado pelo ataque de outrora. O neto do diretor, por sua vez, olhava de relance para os seus ferimentos e fitava o meu rosto com seriedade.


– Droga, mas o que diabos foi isso? – Questionava ele.


– A astúcia, a precisão feroz e a agilidade do leão de Nemeia. Além da força e resistência do touro de Creta, e as chamas do Cerberus de Hades juntos foram capazes de neutralizar o seu ataque, bem como lhe causar estes ferimentos que está vendo agora.


– Incrível, Eustace. Nunca imaginei que um tampinha como você, escondesse tanto poder. Estou impressionada, uhul! – Torcia Lola, esboçando uma reação de felicidade.


– Caramba, meu pai. Não é que aquele moleque é cheio de artimanhas. – Comentou o agente Yuu.


– Tsh, muito bem, garoto. Bravo! – Disse Laxus em tom de sarcasmo e batendo palmas. – Mas daqui pra frente, não terá tanta sorte. Por isso, se prepare, porque não irei pegar leve com você. – Advertia ele.


– Cara, você fala demais para quem está tomando uma surra pra um garoto. – Provoquei, dando minha típica risada.


– Como é que é? – Ele perguntou, furioso, suas pupilas esbranquiçaram e podia notar um volume considerável de raios saindo de seu corpo, indo em direção aos céus.


Nuvens negras começaram a se formar ao redor do límpido céu azul e o tempo estava se fechando. De repente, ouvi o som estrondoso dos trovões ecoando por toda a parte e um relâmpago, que por um triz, não me atingiu em cheio. Por um breve momento senti minhas pernas tremularem, olhando para aquela imensa escuridão nos céus e minha respiração ficava cada vez mais acelerada. Assistia ao cenário com os olhos arregalados, incrédulo com que o acabara de ver.


– O que foi? O que houve, Eustace? – Perguntava Lola, preocupada com o meu estado inerte.


Os raios caíam em uma velocidade espantosa se espalhando e atingindo diversos pontos do heliporto. Sempre deixando uma marca e rastros de destruição para trás.


– Eustace! Mantenha a calma, Garoto. Lembre-se dos treinamentos e concentre-se no seu oponente agora. – Gritava outra voz, era o meu tio, Jura Neekis.


Dessa vez, ele não estava falando comigo pela escuta. Mas sim abertamente, estando a poucos metros de mim e ao seu lado acompanhava ninguém menos que o diretor Makarov. Um senhor de idade avançada, grisalho, de baixa estatura e ao menos tinha uma boa aparência para um homem cuja idade beira por volta dos 80 anos. Ele transparecia sua preocupação com a situação caótica gerada por seu neto.


– Laxus, pare já com isso e cancele o seu ataque. Essa operação de recaptura está oficialmente suspensa! – Ordenou o diretor Makarov.


Mas àquela altura era pouco provável que suas palavras pudessem alcançá-lo e fazê-lo recobrar a lucidez dos fatos. Aliás, diria que dificilmente o próprio em sã consciência seria capaz de desfazer sua técnica naquele estado em que se encontrava. Lola também estava seriamente preocupada com aquilo, e para não ser atingida acidentalmente, meu tio como bom gentleman, materializou ao tocar no chão uma espécie de grande cobertura de madeira por cima dela e assim a protegendo de um eventual ataque repentino.


No entanto, eu sabia lá no fundo que talvez, a melhor chance de “anular” sua técnica seria o neutralizando. Por isso, após recobrar a consciência, me preparei para o meu último ataque. Antes de realizar qualquer movimento, pude ver uma esbelta albina e dama de cabelos brancos longos e cacheados nas pontas, com duas franjas que desciam até os bustos. Seus olhos eram azuis e tinha um sorriso encantador, que faria o coração de qualquer idiota se derreter por inteiro.


Mas eu não era esse tipo de cara, e particularmente, ela não fazia o meu tipo de mulher ideal. Pois já era uma jovem madura, com seios fartos, sem mencionar na imensa bagagem que carrega de seu passado conturbado. Ela era ninguém menos que a agente Mirajane Strauss, figura a qual fui apresentado formalmente pelo meu tio e aquele panaca que deve ser o namorado, ficante ou marido dela. Sei lá.

– Laxus! Escute o mestre e seu avô, pare já com essa loucura. Você é melhor do que isso. – Implorou ela.

Mas fora em vão, por pouco um raio não acabou a atingindo e o loiro aparentava não dar a mínima para as possíveis consequências de seus atos. Tanto que estava descontando em uma aliada que é uma baita agente de campo. Ela acabou se esquivando rapidamente e adentrou bem no miolo do heliporto, estando no centro daquela tempestade. Era perigoso demais deixar as coisas seguirem seus rumos, de qualquer forma havia decidido pôr um fim naquela batalha. Apesar de até agora só ter me aquecido.


– Muito bem, Laxus. Se para me derrotar está disposto a sacrificar a vida até de seus companheiros, então não tenho outra alternativa, senão acabar com essa batalha logo. – Afirmei, me preparando para mais um ataque.

Dessa vez, não iria me segurar e canalizava minha magia no interior do martelo, ao passado que a expandia pelo corpo criando uma espécie de armadura. Só o que precisaria é de um golpe certeiro, e estaria tudo acabado.


Me movi rapidamente na direção dele, esquivando dos raios que caiam dos céus com violência e atingiam o solo. Todos os olhares se voltavam para mim, cada um depositava sua fé que meu ataque fosse efetivo e parasse a insanidade de Laxus. Por isso, não iria perder assim tão fácil e estava prestes a acertá-lo com o meu martelo. Quando, ele por sua vez, notou a minha chegada e já concentrava uma grande quantidade de raios mágicos em sua boca, disparando-os contra mim.


No entanto, para a surpresa do loiro, eu já esperava esse tipo de ataque. Com isso, desapareci bem na sua frente, deixando para trás o martelo que projetou uma onda de magia poderosa e começou a crescer o seu tamanho exponencialmente. Guiando o objeto com uma corrente mágica, sem que ele tivesse percebido, o puxei e o martelo o arrancou à força de pleno ar, o levando ao chão com um golpe devastador.


Um rastro de destruição se formou, e o corpo de Laxus atravessou vários andares abaixo de concreto até que por fim ficou completamente apagado. Ele tossia uma pequena quantidade de sangue, mas nada que a equipe médica não consiga lidar.


Já quanto a mim, apenas o observava atentamente e via o estrago causado pelo meu ataque com um sorriso de satisfação no rosto. Enfim, cumpri a minha palavra e detive aquele patife loiro. Havia um buraco fundo no local e sem ter mais forças para ficar de pé, apenas senti o meu corpo leve caindo lentamente dentro daquele lugar. Ainda conseguia ouvir os gritos de desespero à medida que meu corpo caia em uma velocidade espantosa, mas, antes que pudesse atingir o solo e encarar o meu fim.


Senti os braços fortes de um rapaz me segurar, ele trajava uma capa e um capuz de coloração azul. Em suas costas carregava uma aljava de flechas, ele saltitava com facilidade entre cada andar até chegar ao topo do prédio e me entregar para o meu tio Jura. E ao diretor makarov, ele retirou de seus ombros o corpo do seu neto que até então trazia consiga e o loiro encontrava-se desacordado.


– Eles ficarão bem. Só precisam de cuidados médicos. – Falou o sujeito misterioso com uma voz áspera e serena.

– Makarov, esse aí é o Mystogan de quem me falou no nosso último encontro? – Questionou Jura, medindo o elemento dos pés à cabeça.

– Eu não faço a menor ideia de quem seja esse aí. – Respondeu o diretor Makarov, arqueando sutilmente as sobrancelhas como quem quisesse obter maiores respostas.

– Então, meu caro rapaz. Agradeço por ter salvado o meu garoto e o neto do Makarov… mas você invadiu um espaço não autorizado, por isso, não posso deixá-lo sair daqui até que você se identifique. – Advertiu o Tio Jura, em um tom seco e sendo direto como sempre.

– Esperem, pessoal. Por favor! – Pediu calmamente uma certa Albina, preocupada com o que poderia acontecer num possível embate entre dois magos santos e um elemento suspeito cujo real poder ainda é desconhecido para ambos os mais velhos da casa.


– Mira-san. – Falou o diretor Makarov.

– Senhorita Strauss… – Dissera meu tio Jura.


– Eu conheço ele. Esse homem foi o responsável por ajudar a mim em uma das operações que realizei em parceria com a Erza. Ele não é uma ameaça. Não se preocupem. – Argumentou Mira, tentando convencê-los de sua neutralidade.


– Mira-san, você não reportou a presença de algum outro agente da nossa inteligência, ou mesmo dos serviços de inteligência com quem mantemos boas relações no exterior em nenhuma de operações de campo. Então será que pode me explicar de quem se trata esse sujeito? Ou de onde ele surgiu? – Inquiriu o diretor Makarov, curioso em saber da história.


– Diretor, eu garanto que na hora certa irei relatar cada detalhe específico que conheço a respeito deste homem. Bem como os resultados de minha longa investigação particular sobre ele. Mas no momento temos problemas maiores em mãos, olhem para o céu. – Explicava Mira, por fim, apontando para o alto.


Os olhares dos presentes se voltaram para os céus, a situação estava feia. As nuvens não paravam de trovejar e estavam começando a se expandir para fora da área do prédio. O que significa que logo poderia cobrir toda a cidade, e com isso, os danos causados seriam catastróficos.

– Droga, como pude deixar a ira acumulada do meu neto chegar a tal ponto? – Se perguntava o diretor Makarov, irritado com a situação.

– Eu lamento por isso, Makarov. Se meu sobrinho não tivesse criado tantos problemas, nada disso…

Mas a conversa deles fora interrompida pela voz autoritária e lúcida da agente albina.

– Gente, escutem. Isso não é para nos lamentarmos, está bem? – Intervia a agente Mira.

– Flecha Azul, esse é o seu nome de vigilante, não é mesmo? – Perguntou a agente Mira.

Ele apenas assentiu com a cabeça em confirmação à sua fala.

– Será que pode nos ajudar com isso? Por favor? – Pedia ela com um olhar ameno, segurando nas mãos do encapuzado.

– Não se preocupe com isso, eu tenho um plano em mente. Mas precisarei de um empurrãozinho, antes. – Comentava o Flecha Azul, o vigilante de capa e capuz azul.

– É claro, do que precisar. – Dissera a agente Mira, pronta para atendê-lo.

– Espere um pouco, Mira. Seja lá o que pretendem fazer pode ser perigoso, e além do mais pelo que soube você não está completamente recuperada. – Intercalou o Diretor Makarov, preocupado com o estado clínico de sua agente.

– Desculpe me intrometer, mas um certo “amigo” em comum já me deixou a par dessa situação e, creio que tenho algo preparado especialmente para você. –Esclareceu o encapuzado, removendo uma flecha especial e entregando nas mãos da agente Mira.


– O que é isso? – Ela perguntou confusa olhando para o objeto em suas mãos,

– Para usar. Basta quebrá-la e recitar a seguinte frase: Flecha Número #425: Reversão de Danos. – Explicou ele pausadamente.


A agente Mira ao ouvir as instruções, apenas assentiu com a cabeça e seguiu as orientações dele. Logo, ela quebra a flecha no meio com uma das pernas e enuncia a frase em alto e bom tom:


– Flecha Número #425: Reversão De Danos!


Uma imensa nuvem de fumaça azul assola o local se envolvendo ao redor do corpo dela e uma luz emite um intenso brilho. Tio Jura e Makarov assistiam aquilo com certo receio, mas precisavam naquele momento confiar nas palavras sinceras da agente Mira.


– Mira-Nee-San, não faça nenhuma besteira. Estou indo pra aí. – Dissera o agente monstrão que me apagou no banco, o irmão mais novo da agente Mira, o Elfman.

O grandalhão subiu o lance de escadas rapidamente e se espantou com a imagem que acabara de ver. Sua irmã estava de pé, usando sua forma demoníaca e levantando voo carregando o encapuzado em um de seus braços. Este, por sua vez, estava levando uma flecha em sua mão e pretendia usá-la com a precisão de uma águia.

– Já sabe o plano, me deixe próximo das nuvens negras e em seguida me arremesse diretamente dentro da tempestade. Eu vou usar uma flecha que irá anular os efeitos da magia de seu companheiro, e depois… bom, talvez não nos vejamos por um bom tempo. – Recapitulou ele, os detalhes do plano que os dois haviam elaborado.

– Eu já entendi, parceiro… – Ela comentou, esboçando um sorriso discreto de canto de rosto.

– O quê disse, minha cara? – Ele questionou a fazendo recuar brevemente nos comentários.

– Nada, não se preocupe. Foi só um pensamento intrusivo falando alto. – A agente Mira, por fim, se justificou dando uma risada.

– Muito bem, estamos quase lá. Quando eu avisar, me atire lá, bem no centro da tempestade. – Relembrou o encapuzado.

– Hai! – Afirmou ela.

– Só mais um pouco… pronto! Agora é a hora, agente!

Sem nem pensar duas vezes. Ela o arremessou direto na imensidão daquela tempestade graças a super força adquirida por sua habilidade de possuir a alma de um demônio, em seguida tudo o que via em poucos instantes fora um clarão acompanhado de uma aura azul cintilante, que se espalhou rapidamente por toda a região e literalmente, cobrindo aquelas nuvens no céu.

Tão logo que sua habilidade mágica surtiu o efeito esperado, a tempestade de outrora havia desaparecido e dado lugar a uma tarde deslumbrante e ensolarada. O corpo dele, contudo, começou a cair em uma velocidade cada vez mais rápida e seguindo esse ritmo, em pouco tempo ele iria colidir com o solo e então seria o seu trágico fim.

A agente albina, não estava disposta a permitir que tal fato acontecesse. Por isso, ela voou ainda mais rápido e conseguiu pegá-lo bem a tempo, antes que o encapuzado tivesse uma queda trágica. Ela o levou para um local afastado, longe dos olhares de curiosos em uma pequena área florestal da cidade. Lugar este onde havia não mais do que alguns animais, um rio cortando a área ao redor e o reconfortante som dos pássaros cantando.


Para a agente Mira, os protocolos e a série de leis que infringiu ao não levar o “invasor” para as autoridades, no mínimo, ela seria enquadrada como cúmplice e as consequências para sua carreira de espiã seria devastadora. Mas para ela nada disso importava naquele momento, Mira acariciava a face jovial do rapaz e reparava na sua musculatura definida. As róseas maçãs de seu rosto coraram e por um breve momento, o seu coração batia em um ritmo acelerado.

O encapuzado estava deitado sobre suas coxas torneadas, retribuindo o olhar e trocando carícias com a esbelta jovem dos cabelos brancos.

– Então esse é o rosto de um anjo na forma de um demônio? – Ele perguntou em um tom apaixonado.

A agente albina então voltou a sua forma humana e o puxou para um abraço.

– Arigatou! – Ela o agradeceu formalmente, sussurrando a doce palavra no canto de seu ouvido. – Parece que você salvou a cidade de uma destruição avassaladora.

– Fiz o que julguei necessário para impedir que essa cidade se tornasse um verdadeiro caos. – Justificou o encapuzado.

– E não só isso, ainda salvou a vida daquele garoto… Você é um verdadeiro herói. – Dissera a agente Mira, aproximando seu rosto do dele e os dois estavam prestes a encostar os seus lábios, e iniciar um beijo intenso.

Quando, de repente, o encapuzado encostou seus dedos nos lábios dela e rapidamente se levantou. A deixando sem entender muito o que havia acontecido.

– Lamento por isso, minha cara. Mas não seria certo aquele pobre rapaz que me pediu ajuda, violar os seus lábios dessa maneira. Me entregar à paixão ardente como se o mundo fosse acabar de repente. Embora isso seja tudo o que eu mais desejo neste momento. Eu não posso simplesmente ignorar o problema que iria causar, se fizesse isso. Você já tem um homem que se preocupa e amará você por toda a eternidade, por isso, por favor, não machuque o coração dele. – Ressaltou ele.

A agente mira apenas assentiu com a cabeça, com uma certa expressão de tristeza no olhar e ele apenas se retirou do local em silêncio.


Fim do Capítulo 7.


Notas finais
1º Agradeço a todos que estão lendo. Peço que deixem seus comentários, please, isso me ajuda e me motiva a continuar escrevendo. 2º Estou aceitando apoio de revisores e betas. Quem estiver interessado, me procure nas redes sociais. 3º O próximo capítulo será duplo, pois é o início de um novo arco e devo publicá-los entre março e abril.